Mostrar mensagens com a etiqueta Apologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Apologia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O meu tipo de apologista




Eu tenho que ser honesto, eu tenho um problema com os apologistas religiosos.

Os apologistas acreditam em todo um panteão de seres invisíveis benevolentes e malévolos. Eles acreditam que os seres invisíveis e malévolos devotam as suas vidas inteiras ao uso de seus consideráveis ​​poderes mágicos para infligir calamidades a milhares de milhões de seres humanos desafortunados, que são impotentes para fazer o que quer que seja, para além de suplicar aos seres benevolentes que os protejam dos malévolos.

Eles acreditam em tudo isso, e muito mais, sem o mínimo de evidências de que qualquer um desses seres realmente existe.

Isso certamente já seria suficiente mau, mas os apologistas têm o atrevimento de criticar duramente as pessoas que reclamam por evidências sólidas, antes de acreditarem em alegações extraordinárias. Ou seja, são doidos que condenam os sensatos, por estes não serem tão doidos quanto os doidos gostariam que eles fossem.

Os apologistas receberão o meu respeito no dia em que verdadeiramente se tornarem apologistas(*). Este será o dia em que eles realmente dizem "Desculpa". Desculpa, não consigo tirar essas ideias da minha cabeça. Desculpa, eu adoro acreditar nessas coisas, apesar de não haver razão racional e razoável para acreditar nelas. Desculpa, eu não deveria tentar encontrar maneiras desonestas de fazer as minhas crenças parecerem menos ridículas. Desculpa, eu não te deveria atacar por seres sensato. Lamento profundamente.

Este seria o tipo de apologista(*) que eu poderia suportar.


(*) Jogo de palavras na língua inglesa em que cruza as definições de "apologist", como defensor de algo controverso como uma crença religiosa e "apologist", aquele que pede desculpas.

Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 9 de maio de 2017

Se deus fosse real, os ateus precisariam de apologistas



Se deus fosse real, não precisaria de apologistas para explicar por que é tão difícil encontrá-lo, ou por que um deus amoroso planeou tanta dor e sofrimento para nós. Não precisaríamos de apologistas para explicar por que diferentes pessoas vêem deus de forma tão desigual, assim como as escrituras não precisariam de hermenêutica para fazer sentido.

Se deus fosse real, seria TÃO ÓBVIO, que os biólogos precisariam de apologistas para explicar por que toda a evidência aponta para o criacionismo. Os ateus precisariam de apologistas para explicar por que os piedosos desfrutam de longas vidas e abundantes benefícios, enquanto os não-crentes não conseguem nada. Os ateus precisariam de apologistas para explicar como aprendemos tanto sobre o universo, a partir de um livro escrito milhares de anos atrás.

Mas não é assim. Todas as evidências refutam o criacionismo. São necessários apologistas humanos para defender o deus todo-poderoso, porque ele não pode se defender e as escrituras parecem exatamente o que são - as reflexões dum povo supersticioso da Idade do Ferro.

Se tu acreditas em deus, nada faz sentido sem invocar a magia. Se tu não acreditas, tudo faz sentido e nenhuma magia é necessária.

Tu precisas de magia para acreditar em mentiras, mas não para encontrar a realidade.



Traduzido e adaptado de Bill Flavell