quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Não conseguimos entender deus...



As pessoas religiosas costumam dizer que deus está além do nosso entendimento, mas como elas poderiam saber disso? Nossa capacidade de entender aumenta com o tempo. De fato, desde o advento da ciência, ela aumentou aproximadamente de forma exponencial com o surgimento da inteligência artificial e dos computadores quânticos, a taxa de crescimento de nosso entendimento parece destinada a acelerar de forma imparável. 

Então, quando as pessoas religiosas dizem que deus está além do nosso entendimento, elas estão dizendo que existe um limite de complexidade além do qual os humanos nunca podem ir? Como é que elas poderiam saber disso? Como elas poderiam saber o que entenderemos daqui a mil anos? Obviamente, eles não podem saber. 

O que eles realmente querem dizer quando dizem que deus está além do nosso entendimento é que não podemos entender deus, porque deus não faz sentido.


Traduzido de Bill Flavell

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A relação entre a inteligência e os ateus



Na realidade, não é uma falácia.
Estudos independentes efectuados ao longo de várias dezenas de anos, demonstraram que existe uma tendência, mesmo que marginal, para que as pessoas mais inteligentes demonstrem uma maior propensão para o ateísmo e aquelas que tiverem menos acesso a informação ou são naturalmente menos inteligentes, demonstram uma maior propensão para a crença.

Reparem que não disse que as pessoas são mais inteligentes por serem ateias.
O que se verificou é que as pessoas mais inteligentes tendem a ser ateias.
Portanto, não confundam a direcção da relação.
E sim, existem vários tipos de inteligência.

Há a inteligência erudita, que se baseia em informação e capacidade de cruzamento e processamento dessa informação através de operações racionalmente lógicas.
Os crentes demonstram pouca desta inteligência. Posso concluir isso porque não demonstram capacidade de realizar operações racionalmente lógicas. Se fossem capazes de o fazer, não seriam crentes.

Há a inteligência interpessoal que é associada à capacidade de nos identificarmos com os sentimentos e motivações das outras pessoas. Uma espécie de relação empática.

Há a inteligência intrapessoal que é um entendimento de nós mesmos, do que sentimos e o que desejamos.

Há a inteligência social que tem a ver com a nossa capacidade de viver em comunidade, de avaliar as situações e coordenar as nossas acções para um bem comum e também a percepção de uma consciência global de uma sociedade.

Há a inteligência espacial que tem a ver com a capacidade de orientação e visualização tridimensional.

Há a inteligência existencial que está relacionada com questões profundas acerca do sentido da vida, da morte, de porque estamos aqui, etc. No caso desta inteligência, os crentes têm-na dominada por fantasias e mitologia.

E há outras inteligências, como a naturalista, a musical, a linguística, a corporal-cinestésica, a matemática, etc.

Portanto, eu sei que cada pessoa é inteligente à sua maneira e há vários tipos de inteligência.


Texto de Rui Batista

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Deuses como moda




A caixote do lixo da história está repleto de deuses descartados. Os deuses sobrevivem por algumas centenas ou alguns milhares de anos, mas os homens cansam-se deles e inventam novos deuses, ou mudam subtilmente os antigos deuses até ficarem irreconhecíveis.

Todos os deuses populares começam os seus anos de veneração nas mentes de um pequeno grupo de pessoas e, através de vários meios, expandem o seu alcance e se tornam aceites por grandes grupos de pessoas.

Às vezes os conquistadores impõem os seus deuses preferidos aos povos conquistados. Ou os missionários convertem as pessoas, talvez com a ajuda de incentivos como escolas, hospitais ou empregos.

Quando as pessoas se convertem, geralmente começando com os mais jovens, elas crescem amando e confiando nos seus novos deuses tanto quanto faziam com os antigos. E os velhos deuses são esquecidos. Os velhos deuses perdem o respeito e podem até se tornar alvo de piadas e brincadeiras irônicas.

As pessoas gostam de pensar que os seus deuses são reais e as suas crenças são verdadeiras, mas o processo de espalhar a crença nos deuses não tem nada em comum com a forma como descobrimos as verdades - tem muito mais em comum com a moda, uma moda bastante lenta, mas uma moda.

Realmente, um deus é uma moda temporária - não uma verdade eterna.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Deus e a família tradicional



O senhor é pela família tradicional, segundo a bíblia?
Qual delas?

A de Abraão, que engravidou a empregada e depois a expulsou de casa com a criança, jogando ambos para a morte no deserto?

A de Isaque que gostava mais de um filho e foi enganado pela esposa para passar a bênção a outro filho?

A de Jacob, que comprou duas esposas junto ao sogro. arranjou uma terceira e cujos filhos se juntaram para matar um irmão mas foram bonzinhos e só o venderam como escravo?

A de David, que amava o cunhado, e que o seu exército matou um filho usurpador do trono, terminou os seus dias com uma jovem apenas para aquecê-lo e cujo herdeiro da coroa era um filho de sua amante, também casada?

A de Salomão, que tinha 1000 mulheres?

A de Maria, que casada com José teve o primeiro filho cujo pai não era o marido?

A de Pedro, que largou a família pelo apostolado?

A de Paulo, que disse que seria melhor o homem não ter mulheres e não fazer sexo?

Qual é mesmo a família tradicional que o senhor prefere?


Autor desconhecido

sábado, 16 de novembro de 2019

Apenas mais uma religião...



Os muçulmanos dir-te-ão que o alcorão nunca mudou em 1400 anos, ainda é original como ditado pelo anjo Gabriel.

A questão que isso levanta é a seguinte: onde está o alcorão original

Se pudéssemos vê-lo, poderíamos compará-lo com um alcorão contemporâneo para ver se eles são idênticos. O problema é que não existe um alcorão original. Isso NÃO EXISTE. Portanto, não sabemos se o alcorão foi alterado. E quando os muçulmanos dizem que está inalterado, eles estão mentindo, pois eles não sabem. Isso é algo que eles apenas e simplesmente acreditam.

Ao discutir o alcorão, os muçulmanos frequentemente contestam sua interpretação, alegando que tu não falas o árabe. Eles argumentam que o alcorão só pode ser entendido corretamente no seu árabe original. Mas como eles sabem que o alcorão foi originalmente escrito em árabe? Eles não sabem. Sem o alcorão original, como eles poderiam saber? De fato, este é um tópico que estudiosos do alcorão debatem há décadas.

O primeiro alcorão conhecido foi encontrado em 1972 durante a restauração da grande mesquita de Sanaa, no Iêmen. Foi datado de cerca de 70 anos após a morte de Maomé. E não está escrito em árabe! Está escrito em siríaco ou aramaico da síria, uma das principais línguas da época.

Portanto, os muçulmanos não sabem se o alcorão foi escrito em árabe, eles APENAS ACREDITAM nisso.

Praticamente todos os muçulmanos te dirão que o alcorão contém as palavras reais de deus ditadas por Gabriel a Maomé, mas elas não podem te mostrar que deus existe ou que existem anjos. Então eles também não sabem que isso é verdade, APENAS ACREDITAM nisso.

Não nos devemos surpreender. Se as religiões fossem comprovadamente verdadeiras, não seriam religiões, seriam ciência ou história. O Islão, longe de ser uma religião perfeita, como afirmam os muçulmanos, é uma trapalhada de histórias sobrenaturais e fantásticas, todas baseadas em fundamentos de crença e fé cega.

O Islão é apenas mais uma religião.


Texto de Bill Flavell

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

"Não se brinca com Deus!"



É verdade!
Deus fez o homem do barro, a mulher da sua costela, engravidou uma virgem, mulher de outro homem ( se calhar já não havia barro), permitiu que o irmão matasse outro irmão e que do nada já havia uma cidade habitada para que ele fosse viver. 


Permite que um ser considerado mau influencie o mundo todo, castigava os infiéis e os malfeitores, agora está pouco se lixando para as milhares de crianças que morrem todos os dias. 

Destruiu o mundo e a sua história, mas as pirâmides do Egito, a grande muralha da China e outras grandes obras continuam intactas, destruiu a tal torre de babel mas permite que homens explorem o espaço. 

Deu o seu único filho (aparentemente ele próprio), para nos salvar dos pecados, mesmo sabendo que daria merda, e agora permite os hereges viverem muito tempo, permite estupradores, canibais, pedófilos e outros destruírem o mundo, e, na maioria das vezes vivem mais tempo que os cristãos devotos... 

Contudo, está correto, não se deve brincar com deus...


Autor desconhecido

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Acerca do livre arbítrio



O livre arbítrio é algo que realmente existe.
Isto significa simplesmente que cada pessoa pode fazer aquilo que bem entender.
Mas, claro está, poderão advir consequências das acções que uma pessoa levar a cabo.

Consequências físicas.
Por exemplo, se a pessoa decidir lançar-se de uma janela de um edifício alto porque acredita que consegue voar, poderá ficar gravemente ferida ou morrer.

Consequências psicológicas.
Por exemplo, se a pessoa decidir matar uma pessoa, pode ficar com graves problemas existências, medo de ser apanhada, questionar o que isso pode ter provocado às pessoas que eram próximas da pessoa que faleceu, etc.

Consequências legais.
Por exemplo, se a pessoa infringir uma lei, poderá ser imputada monetariamente, ou ser presa, ou mesmo executada.

Resumindo, por cada acção que façamos, haverá consequências. SEMPRE!
Afinal, vivemos num universo causal e todas as acções levam a que algo aconteça com base nessas acções.

Mas NENHUMA CONSEQUÊNCIA DIVINA acontecerá porque o livre arbítrio é meramente um dado adquirido, é algo que acontece naturalmente num universo causal.
Não é uma liberdade concedida por uma entidade.
Entidade essa que, para poder conceder seja o que for, teria de existir.
E essa existência nunca chegou sequer perto de ser provada ou minimamente demonstrada.

Todavia, há um aspecto interessante, caso essa entidade existisse e tivesse, de facto, concedido o livre arbítrio como uma benesse divina.
Isso implicaria que essa divindade NÃO PODIA SER OMNISCIENTE.
Porque se essa divindade fosse omnisciente, saberia o que as pessoas iam escolher ANTES DE ELAS ESCOLHEREM.
Isso significa que a decisão das pessoas, ao ser conhecida antes, estava pré-determinada que seria uma decisão específica e isso significa que a decisão não tinha sido realmente livre.

As pessoas limitar-se-iam a escolher o que estava pré-determinado (a única maneira de saber de antemão o que iria acontecer), mas teriam a ilusão de que a escolha era livre.
A única maneira de uma escolha ser TOTALMENTE LIVRE, implica que não seja possível saber de antemão o que vai ser decidido.
Portanto, o livre arbítrio (que de facto existe!!) é totalmente incompatível com a suposta capacidade de omnisciência de uma divindade.

Portanto, se deus existisse, e tivesse concedido o livre arbítrio, não podia ser omnisciente.
Se deus existisse e fosse omnisciente, não existiria verdadeiro livre arbítrio.

Mas a resposta é muito mais simples: o livre arbítrio existe porque é o estado natural de um universo regido por leis naturais e deus não existe.


Texto de Rui Batista

domingo, 10 de novembro de 2019

Como a omnisciência mostra que deus foi inventado por homens



Se tu acreditas que Deus é omnisciente, ou seja, que ele sabe tudo do passado, presente e futuro, não acho que tenhas pensado bem sobre isso.

Um deus omnisciente não pode decidir o que fazer. Ele sempre sabe o que fará e é impotente para fazer qualquer outra coisa. Ele nem sequer PENSA em fazer outra coisa, ele conhece todos os pensamentos que jamais terá e não consegue pensar em mais nada.

Se tu pedires a um deus omnisciente para que te ajude, ele tem o poder, mas ele não pode DECIDIR ajudar-te, ele apenas sabe se o fará ou não. De fato, esse deus nada pode decidir.

Esse deus pode ter um grande poder, mas ele não tem controle sobre como ele usa seu poder. Ele é como um computador percorrendo o programa escrito por um programador. Deus DEVE fazer o que ele sabe que fará. Ele nunca pode mudar de ideia. Se Deus mudar de ideia uma única vez, ele não é mais omnisciente. Pior ainda, ele nunca foi.

Os crentes podem argumentar que tudo isso acontece porque Deus tem um plano. Ok, mas então há um problema com esse argumento também. Se Deus planeou seu plano, ele não pode ter sido omnisciente ANTES de planear seu plano. Então, quando os crentes dizem que Deus nunca muda, eles estão errados, ele nem sempre era omnisciente.

Omnisciência cria problemas insuperáveis ​​para os conceitos populares de Deus:

1. Se Deus é omnisciente, ele não pode tomar decisões hoje nem pode mudar de ideia.

2. Se Deus sempre foi omnisciente, ele não pode ter planeado seu próprio plano.

3. Deus não pode ter sido eterno no passado e sempre omnisciente, porque isso significaria que nenhum ser poderia existir antes de Deus para criar um Deus completo com omnisciência. Portanto, um deus sempre omnisciente não pode ter existido eternamente.

4. Um deus omnisciente precisa apenas seguir as instruções. Os crentes gostam de pensar que Deus é ultra-inteligente, mas um deus que segue as instruções não precisa de inteligência, pois o ser que criou o plano teria feito todo o trabalho pesado ao conceber as leis da lógica e da física e criar o plano para a vida. Deus só precisa fazer o que lhe foi dito. Um deus que não pode tomar decisões não precisa de inteligência, ele só precisa seguir as instruções já planeadas e não mudar nada. Para um deus assim, a inteligência seria uma ameaça para o seguir do plano, basta ser obediente, a característica ideal para um deus omnisciente.

Portanto, se realmente queres um deus imutável e omnisciente, és forçado a aceitar um deus impotente que não pode tomar uma única decisão, que não criou o seu próprio plano, que não é eterno, que foi criado por outro ser e o mais provável é que seja mais estúpido que inteligente.

De onde, então, surgiu essa ideia da omnisciência? Há apenas uma resposta sensata, foi inventada pelos homens. Logo depois que eles inventaram Deus.


Texto de Bill Flavell

sábado, 9 de novembro de 2019

Vamos seguir as leis de deus!



Como experimento, pensei que deveria tentar seguir a moralidade bíblica por uma semana para tentar me tornar uma pessoa melhor. Mas antes de começar, há algumas coisas que preciso esclarecer.

A bíblia permite-me possuir escravos e é bastante clara como lhes devo bater, como os vender e como os passar para os meus filhos quando eu morrer. A bíblia diz que posso comprar escravos a estranhos, mas eu moro numa cidade onde quase toda a gente é estrangeira. Isso significa que posso comprar os escravos a qualquer um ou só posso comprar a estrangeiros, como a franceses ou a alemães?

Eu tenho duas filhas solteiras. Se alguma delas for violada (estuprada) no campo, eu sei que ela terá que se casar com o seu violador (estuprador) e jamais se poderá divorciar, mas eu estava a refletir sobre a penalidade que o violador me deve pagar. A bíblia diz 50 siclos de prata, mas devemos ou não levar em consideração a inflação? E quanto é que isso seria em euros ou dólares?

Se eu compro a filha de um homem como escrava sexual, mas ela não sendo boa na cama, eu sei que posso passá-la para o meu filho. Porém, se ela também não agradar ao meu filho, sou obrigado a devolvê-la ao pai dela. Nesse caso, devo insistir em obter um reembolso total ou há algum desconto por desgaste do produto?

Por vezes, o meu filho sai para beber com os seus amigos e de vez em quando ele responde-me com maus modos. Lendo as sagradas escrituras, vejo que tenho sido muito tolerante para com ele. Da próxima vez que isso acontecer, eu o levarei para os arredores da cidade com outros homens e vamos apedrejá-lo até a morte. Obviamente, essa é a coisa mais moral a fazer.
Mas a bíblia é um pouco escassa em detalhes, não aconselha que tamanho devem ser as pedras com que o devemos apedrejar. As pedras mais pequenas fariam com que ele sofresse por mais tempo mas as maiores realizariam o trabalho mais rapidamente. Alguém me podia oferecer algum conselho sobre este assunto?

O meu vizinho é médico no hospital. Costumo vê-lo a sair de casa aos sábados para ir trabalhar. Eu sei que devo apedrejá-lo até a morte por esse ato pecaminoso, mas há poucas pedras por onde vivo. Tendo isto em conta, seria aceitável espancá-lo até a morte com um taco de beisebol?

A maioria dos sistemas jurídicos do mundo presume que as pessoas são inocentes até que se prove o contrário, mas a bíblia é o inverso pois presume que todos nós somos culpados desde o nascimento. Deveríamos pressionar os nossos governos a incorporar esse princípio bíblico nas nossas leis nacionais?

Há só um problema com este experimento. Obviamente, seguir as leis de deus iria me tornar uma pessoa melhor, mas também me tornaria num criminoso, e não posso deixar de pensar que preferiria não ser um criminoso e não seguir as leis de deus.

Chamem-me de antiquado...


Texto de Bill Flavell

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Origens: bíblia e o alcorão




Atualmente, muitas pessoas entendem as origens duvidosas da bíblia - os autores desconhecidos e datas desconhecidas, as adições tardias, as redações e as traduções duvidosas. Acrescente a isso relatos fantásticos, a ênfase na fé e a nossa incapacidade de validar a maior parte do livro, e resta-nos algo que só pode ser tratado como ficção com, talvez, pequenas fragmentos de verdade espalhadas por aqui e ali.

Mas pergunte aos muçulmanos sobre o alcorão e terás uma história muito diferente. Eles dir-te-ão que o alcorão é original e inalterado ao longo de 1.400 anos, e que contém as palavras exatas de deus ditadas por um anjo.

Mas como eles sabem disso? Depois de conversar com muitos muçulmanos, concluo que eles não sabem disso. É uma questão de fé cega, nada mais.

Recentemente me deparei com um artigo intitulado "O alcorão na Bolsa de Estudos Recentes", de Fred M. Donner. Ele aparece num livro com o título "O alcorão em seu contexto histórico", editado por Gabriel Said Reynolds.
Donner é um peso pesado no campo dos estudos islâmicos. Ensinou história do Oriente Médio na Universidade de Yale por sete anos e ensina na Universidade de Chicago desde 1982 no Departamento de Línguas e Civilizações do Oriente Próximo. Ele é diretor do Centro de Estudos do Oriente Médio da Universidade. Escreveu já quatro livros sobre a história primitiva do Islão.

Nada disso significa que seus pontos de vista estão corretos, mas ele também não pode ser dispensado com um aceno de mão. Donner é um estudioso que deve ser levado a sério. 

Um parágrafo em "O alcorão na Bolsa de Estudos Recentes" chamou a minha atenção:

"Os estudos do Alcorão, como um campo de pesquisa académica, parecem estar num estado de desordem. Aqueles que estudam as origens do Islão precisam admitir coletivamente que simplesmente não sabemos algumas coisas muito básicas sobre o Alcorão - coisas tão básicas que o conhecimento delas geralmente é dado como garantido por estudiosos que lidam com outros textos e incluem perguntas como: "Como o Alcorão se originou? De onde veio e quando apareceu pela primeira vez? Como foi escrito pela primeira vez? Em que tipo de linguagem foi - é - está escrita? Que forma tomou primeiro? Quem constituiu sua primeira audiência? Como foi transmitido de uma geração para outra, principalmente nos primeiros anos? Quando, como e por quem foi codificado? Aqueles que estão familiarizados com o Alcorão e com a erudição, saberão que fazer apenas uma dessas perguntas imediatamente nos mergulha num reino de graves incertezas e tem o potencial de desencadear intensos debates ".

Então, como os muçulmanos sabem que o alcorão é 100% original e é a palavra de deus? Talvez eles gostassem de nos dizer...


Texto de Bill Flavell