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sábado, 23 de dezembro de 2017

Quanto é que os nossos ancestrais sabiam?



O mundo natural é difícil de entender. Demorou milhares de anos para os humanos descobrirem como o investigar. O processo de investigação requer rigor, diligência e verificação constante para evitar os erros. Todas as conclusões são tentativas e nunca deixamos de tentar refiná-las e aprimorá-las.

Agora, depois de quase 1 000 anos, arrancámos já a maior parte da fruta que está pendurada na parte mais baixa da árvore do conhecimento. Novas descobertas estão se tornando cada vez mais difíceis de fazer. Agora, para descobrir algo de novo, provavelmente serão precisas equipas de pessoas brilhantes e de equipamentos que custam milhões ou mesmo milhares de milhões de euros.

Mas podemos confiar no processo de compreensão do mundo natural. Nós fizemos um progresso impressionante que nos atinge a todos, todos os dias das nossas vidas. Nosso mundo foi transformado mais do que uma vez e agora estamos à beira de descobrir como tornar as máquinas inteligentes. Esta descoberta pode revelar-se na mais importante evolucão do que aprender a cultivar, aprender a fazer ferro, aprender a fabricar e usar eletricidade, aprender a fazer máquinas que compram coisas, aprender a representar o mundo digitalmente e como se comunicar à velocidade de luz.

Por mais difícil que seja entender o mundo natural, o mundo sobrenatural é, evidentemente, ainda mais difícil de perceber. Depois de milhares de anos, ainda não podemos ter a certeza de que existe um reino sobrenatural. Não fizemos nenhum progresso. Nós não temos nem uma única proposta sobrenatural de que podemos confiar que seja verdade. O reino sobrenatural é aquele que sobrevive na nossa espécie através de milhares de milhões de crenças variadas e contraditórias, mas sem factos. Nem mesmo um único.

Todas essas coisas são bem conhecidas de todos nós, mas milhares de milhões de pessoas ainda acreditam que os seus antepassados mais ​​distantes, ganharam um conhecimento íntimo do reino sobrenatural através dos seus sonhos e anotaram tudo o que precisamos saber. Milhares de milhões acreditam que esses antepassados, que nem sequer conheciam a forma esférica da Terra, o que são as estrelas ou o que causa os terremotos, entenderam o problema infinitamente mais difícil do sobrenatural.

Sério, o que será mais provável, é que esses ancestrais ganharam o conhecimento do sobrenatural, ou que inventaram isso tudo, assim como eles inventaram o que causa os trovões?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A verdadeira origem dos 10 Mandamentos



Os “10 Mandamentos de Moisés” são plágios. Todo antigo testamento é plágio dos escritos bem mais antigos e foram modificados e adaptados para ficarem de acordo com as farsas religiosas. Já o novo testamento é invenção do Império religioso de Roma criado no Concílio de Nicéia por volta do século III e IV !!

Antes desses Mandamentos já existiam: 

  • o “Código de Urukagina”; 
  • o “Código de Hamurabi”; 
  • as 42 Leis de Maat; 
  • o “Papiro Nu” dos egípcios; 
  • o Feitiço 125 do “Livro dos Mortos”; 
  • as Mitzvot Positivas e Negativas; 
  • e os “Dez mandamentos” da religião brâmane.

Sendo que os Pecados do Corpo eram:

I – Bater.
II – Matar.
III – Roubar.
IV – Violar mulheres.

Os Pecados da Palavra eram:

V - Ser falso ou dissimulado.
VI – Mentir.
VII – Injuriar.

E os Pecados da Vontade eram:

VIII – Desejar o mal.
IX – Cobiçar o bem alheio.
X – Não ter dó dos outros.

BATER virou, “HONRARÁS PAI E MÃE”!
NÃO MATAR seu semelhante, virou, “NÃO MATARÁS”!
NÃO ROUBAR, virou, “NÃO FURTARÁS”!
NÃO VIOLAR MULHERES, virou, “NÃO ADULTERARÁS”!
NÃO SER FALSO, virou, “NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO”!
NÃO MENTIR, virou, “NÃO MENTIRÁS”!
NÃO INJURIAR, virou, “ADORARÁS UM SÓ DEUS”!
NÃO DESEJAR O MAL, virou, “NÃO DESEJARAS O MAL A OUTREM”!
NÃO COBIÇAR O BEM ALHEIO, virou, “NÃO COBIÇARÁS A MULHER DO PRÓXIMO”!
E TER DÓ DOS OUTROS, virou, “AMARÁS AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO”!


Fonte: ProÉtica

quinta-feira, 9 de março de 2017

Rei Salomão, mito ou real?



O Rei Salomão e seu templo são mais simbolismos. Não existe, novamente, evidências apartidárias (religiosas independentes) para uma pessoa chamada Rei Salomão. Nenhuma vez seu nome apareceu em alguma inscrição. Antes que os levitas escrevessem seus textos, o historiador grego Heródoto (485 – 425 a.C.), viajou e pesquisou as terras e a história do Egipto e Oriente Próximo. Ele não escutou nada sobre o império de Salomão, do êxodo em massa dos israelitas do Egipto, ou da destruição do exército egípcio que os perseguia no Mar Vermelho. Nem Platão escutou nada em suas viagens pela mesma área. Porquê? Porque é tudo invenção. As três sílabas em Sol-om-on (Salomão) são todos nomes para o Sol em três línguas. Manly P Hall escreveu que Salomão e suas esposas e concubinas eram simbólicas dos planetas, luas, asteróides e outros corpos receptivos em sua casa – a mansão solar.

O Templo de Salomão é simbólico do domínio do Sol. Na lenda talmúdica, Salomão é apresentado com um mago, mestre que compreendia a Cabala e expulsava demônios. Isto é mais simbolismo do conhecimento secreto restrito às estórias fabricadas da „história‟ hebraica. O livro dos Reis e Crônicas, que recontam a construção do Templo de Salomão, foram escritos entre 500 e 600 anos depois dos eventos que eles supostamente estão descrevendo. Cronistas hebreus do Templo de Salomão são tão excessivamente abusivos que é hilário. Ele supostamente ocupou 153.600 trabalhadores por sete anos e seu custo, calculado por Arthur Dynott Thomson, teria sido £6.900 milhões (6.900.000.000 libras). E Thomson estava escrevendo em 1872! O que isso seria hoje? Tais valores são ridículos e, todavia, mais exemplos do faz-de-conta por trás dessas estórias (fábulas). Elas são simbólicas, não literais. Um outro ponto. Se Salomão não existiu, por que nós deveríamos acreditar que seu „pai‟, Rei David, existiu?

Assim como é a ideia da linhagem Rei David-Jesus sendo levada para França por „Maria Madalena‟ e tornando-se os merovíngios como sugerido em muitos livros nos últimos anos. Como o erudito e pesquisador, L. A. Waddell, salienta: “Não existe absolutamente nenhuma evidência inscrita (registada) seja o que for, nem nenhuma referência antiga grega ou romana, para existência de Abraão ou qualquer dos patriarcas ou profetas judeus do Velho Testamento, nem para Moisés, Saul, David, Salomão, nem qualquer dos Reis judeus com a mera exceção de dois, ou no máximo três, dos últimos reis.” As consequências de tudo isto para o povo que tem se autodenominado judeu, e para a humanidade em geral, têm sido bem estarrecedoras.



domingo, 5 de março de 2017

O problema do deus ciumento



Os crentes dizem que Deus é um deus de amor infinito. No entanto, a Bíblia diz-nos que ele é um deus muito ciumento (Êxodo 34:14 e etc). E isso faz-me pensar como é que um ser de amor infinito PODERIA ser ciumento?

Se Deus tem amor infinito e há seres humanos que adoram outros deuses que também existem, Deus deve amar tanto aqueles outros deuses que ele deveria sentir enorme alegria por eles estarem sendo adorados! Repara, se alguém que tu realmente amas tem boa sorte, tu poderias estar com ciúmes da sua boa sorte? Não! Tu só podes estar feliz que eles estejam felizes. Se Deus ama os seres humanos, mas não ama os outros deuses, então ele não tem amor infinito.

Se não há outros deuses, não há razão para Deus ter ciúmes. Eu imagino que Deus pode estar desapontado que os seres humanos estejam equivocados ou sendo desobedientes, mas não com ciúmes.

Por mais que tu olhes para ele, Deus não pode ser tão ciumento e infinitamente amoroso, ou nem ele pode ser ciumento e ser o único deus. Isso coloca os crentes um pouco hesitantes. Eles têm que acreditar que Deus está com ciúmes porque a Bíblia explicitamente diz isso várias vezes. Mas isso só faz sentido se Deus não tem amor infinito Ou se outros deuses existem.

Talvez uma explicação mais simples seja que a coisa toda não passa duma história inventada por pessoas que não se preocuparam em pensar nisso.



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Somos feitos à semelhança de deus?



"Assim criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou". --Gênesis 1:27

Este versículo é parte da história da criação, de modo que só há duas fontes possíveis para ela: ou ela veio do próprio Deus ou alguém inventou e fingiu que veio de um deus. 
Claro, se veio de Deus, devemos esperar que seja verdade. Mas, se veio dos homens, pode não ser verdade.
Diz que Deus fez os humanos à sua própria imagem. Deus nos fez parecer a ele. Isso é verdade? 
Vejamos as evidências: 
- Os seres humanos são visíveis: Deus é invisível.
- Os seres humanos são feitos de átomos: Deus é feito de... bem... de nada.
- Os seres humanos ocupam um ponto no espaço: Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo.
- Os seres humanos nascem e morrem: Deus é eterno.
- Os seres humanos têm um conhecimento limitado: Deus sabe tudo.
- Os seres humanos têm poder limitado: Deus tem poder ilimitado.
- Os seres humanos vivem dentro do espaço-tempo em nosso universo: Deus está fora dele.

Então, os humanos se assemelham a Deus? Obviamente que não. Na verdade, em quase todas os pontos e medidas a Deus, os seres humanos são opostos.

Gênesis 1:27 remonta ao tempo em que Yahweh era um deus-homem (um pouco como Zeus), e não o deus-espírito que ele mais tarde evoluiu para se tornar. É por isso que há versos sobre Deus andando no jardim do Éden, sentado num trono protegido por anjos e encontrando-se cara a cara com Isaque, Moisés e Jacó. Nenhuma dessas coisas faz sentido para um deus espiritual que reside fora do espaço e do tempo.

Se Gênesis 1:27 não é verdade, podemos concluir com segurança que verso foi escrito por homens e nenhum deus esteve envolvido. Os homens precisavam dos deuses por muitas razões, então eles fizeram a única coisa que podiam fazer - eles inventaram os deuses. Todos eles.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 15 de janeiro de 2017

Houve mesmo pecado original na fábula bíblica?



Vamos imaginar que Eva afinal até tinha o conhecimento de que desobedecer era algo de errado. Apenas esse. Vamos então supor que Eva recusara comer a fruta da árvore do Conhecimento. E não a comera! Como seria então o seguimento da estória do Génesis?

Continuariam imortais. Então, ainda estariam vivos hoje. Eles e todos os seus filhos, netos e tataranetos. O Criador teria que aumentar infinitamente a área do jardim do Éden para que os milhões de milhões que constituiriam toda a descendência de Adão e Eva, e todos eles imortais, pudessem viver. Até quando o planeta aguentaria? Mil anos? Cinco mil anos? Dez mil anos? Um ano teria de acontecer que o planeta não serviria mais para todos eles.

E como seria a vida de toda aquela gente? Lembro que NÃO HAVIA o Conhecimento! Logo, não fariam mais que... nada fazer! Vagueariam pelo planeta sem rumo nem destino. Dormiriam e comeriam sem mais objectivos do que fazer sacrifícios ao Criador. 
Nada mais. 
Sem o conhecimento que Eva se negara a receber ao recusar comer a fruta, o que se sabia na altura que Adão e Eva foram criados, continuaria ser o mesmo. Ou seja, conheceriam os animais, saberiam cultivar e preparar a sua comida vegetariana. Sempre e eternamente vegetariana. Tal como TODOS os animais. Uma imensa manda de vegetarianos a pastarem pela Terra.

Qual seria o sentido da vida de toda essa gente? Nascer, comer, reproduzir-se e bajular o Criador eternamente, sem objectivos alguns de futuro, sem conhecimento, sem imaginação, sem ambição, sem maldade e sem bondade, sem Saber algum... Se vos passar pela imaginação um cenário duma Terra super-povoada de zumbis vegetarianos, não ficará muito longe do que deveria ser. Ou conseguem imaginar um cenário pior?

Um cenário assim não faz sentido algum. Que merda de Criador iria querer um mundo assim?? Seria uma criação completamente fracassada, um flop monumental, uma desilusão, um erro colossal que mancharia o papel do Criador supostamente perfeito. Uma criação assim nunca faria sentido algum. Não há outro modo de definir esta suposição de Criação: uma enorme estupidez.

Ora, sendo o Criador supostamente omnisciente, ele teria de saber que esta criação seria um erro colossal. Como resolver então? 
Simples: fazer com que a Eva comesse a fruta.

Por outras palavras, a estória não se inicia com o desobedecimento de Eva. Tem início com o ato teatral do Criador a disfarçar que tinha sido enganado. Porque a estória TERIA de ser assim, com a Eva a comer o fruto e não doutro modo.

Nunca houve um desobedecer de Eva, ela apenas seguiu o guião que estava traçado, desde sempre, pelo Criador.

Ah. e quanto ao pecado original não passa de conversa para boi dormir.

domingo, 8 de janeiro de 2017

A Torre de Babel (A confusão das Línguas)




Uma estória dos compiladores do Pentateuco que fizeram essa estória de construir uma torre que chegava até ao céu, e que todo o povo falava uma língua só, é uma espécie de teoria arcaica dos sacerdotes que ensinavam aos fieis do seu deus Javé. Partiu da tradição oral para a escrita.

Ora bem, na verdade Babilónia era uma cidade e um grande centro multicultural devido a ser uma região estratégica onde vários povos de vários idiomas, passavam por lá e faziam suas trocas comercias . E também possuíam caminhos que levavam a diferentes regiões (de povos diferentes). Logicamente nos centros comerciais havia todo o tipo de pessoas falantes de várias línguas, o que era uma autentica salada de idiomas. Aliás, a palavra Babilónia provém do hebraico "Bab" que significa "confundir". 

Foi a partir desse ponto de vista que os compiladores da estória da torre da Babilónia tiveram que inventar na forma de que deus havia confundido o povo e os dispersou por meio da "confusão" (bab) de idiomas. Portanto é uma ALEGORIA para explicar os porquês de existirem vários idiomas no mundo. Não é verdade que aconteceu justamente como está escrito e os cristãos acreditam como ela está escrita. Foi de fato uma alegoria pois a Babilónia era um grande centro comercial e lá se cruzavam várias rotas comerciais o que obrigava vários comerciantes de vários idiomas a se concentrarem lá para realizarem suas trocas de produtos e logicamente havia muita confusão, (bab), de idiomas, não por causa de uma torre que seria construída para alcançar os céus como forma de encontrar deus. 

Infelizmente, muitos cristãos criam seus próprios filmes nas suas cabeças e reforçados pelos teólogos e pastores, estes permanecem sem saberem os verdadeiros significados dalguns textos bíblicos. Outros cristãos simplesmente preferem se manter na ignorância voluntária, pois por doutrinação e pré-disposição de acreditar em qualquer estória que o pastor lhe conta e a falta de capacidade de analisar os textos bíblicos, são induzidos a terem fé (somente acreditar) sem possibilidade investigar e questionar os mesmo com medo de deus não os queimar no inferno.

RESUMO: Babilónia, era um grande centro comercial e possuía várias rotas comerciais que obrigava os vários povos a viajarem para ali e realizarem suas trocas de produtos. Lógico que cada povo falava seu idioma nas suas trocas comerciais, o que criava autentica confusão (bab) de idiomas do ponto de vista panorâmico. Dessa visão panorâmica, os compiladores do Génesis aproveitaram para criar as suas estórias na sua versão mitológica sobre a existência de vários idiomas no mundo a partir da Babilónia, associando logicamente o seu deus hebraico. 

Portanto, construção literária. 


Trabalho de investigação : Egas Alberto Santana

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É sério que acreditas nisso?



É sério mesmo que você pensa que padres e pastores cultos acreditam em Adão e Eva e em Arca de Noé?

Você acha mesmo que um teólogo formado numa universidade da Alemanha acredita em pessoas que andam sobre as águas e ressuscitam dos mortos?

Você pensa mesmo que um clérigo erudito acredita em reza para os santos, terços e promessas à Virgem?

Acha mesmo que um especialista em Grego, Hebraico e Novo Testamento acredita em exorcismos e curas milagrosas?

Você acha que esses sujeitos de fato pensam e acreditam nas mesmas fantasias que você?


Autoria de Lauro Augusto Monteclaro César

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O que Jesus e Hércules tem em comum?



Na mitologia grega, Anfitrião era o marido de Alcmena, a mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com Alcmena, e o deus Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão.

Com a gravidez de Alcmena, uma grande confusão foi criada, pois evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.

No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida do deus.

Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules.

A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa".

Portanto, ANFITRIÃO é sinónimo de CORNO MANSO e FELIZ!

Maaaaas agora tente fazer algumas trocas:

1º Troque Anfitrião por José, 
2º Troque Alcmena por Maria, 
3º Troque Hércules por Jesus

Pronto, tu descobriste o grande conto romano de Mitra.

Como se pode ver, em contos de fadas é sempre assim:
Mudam-se os atores mas conserva-se sempre o enredo



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mitos hebraicos na Bíblia cristã



LEVIATÃ
(O Monstro do Mar) 

"E naquele dia Jeová, com a sua espada dura e grande e forte, voltará sua atenção para Leviatã a serpente deslizadora, sim, para Leviatã , a serpente sinuosa, e certamente matará o mostro marinho que há no Mar", Isaías 27:1. 
No Antigo Testamento a imagem da Leviatã é retratada pela primeira vez no Livro de Jó: "Acaso podes puxar para fora o Leviatã com um anzol?", Jó 41:1. 
"Ninguém é tão audaz que o incite...", Jó 41:10. 
"Seus espirros fazem brilhar a luz. E seus olhos são como os raios da alva", Jó 41:18. 
"Lampejos procedem da sua boca, sim faíscas de fogo escapam", Jó 41:19. 
"Das suas narinas saem fumaças, igual a uma fornalha acesa com juncos", Jó 41:20. 
"A própria alma dele incendeia carvões, e até mesmo uma chama sai da sua boca", Jó 41:21. 
"Seu coração é fundido como pedra", Jó 41:24. 
"Considera ferro apenas como palha...", Jó 41:27. 
"Faz a profundeza ferver como panela", Jó 41:31.

BEHEMOT 

Behemot é o nome de uma criatura fantástica descrita na Bíblia, no Livro de Jó 40:15 a 24. No idioma hebreu é transcrito para, Bhēmôth, Behemot, Bemot; em árabe (Bahimūth) ou (Bahamūt). Sua posição é tradicionalmente associada a de um monstro gigante podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Em outra análise, este é visto como um animal pré-histórico muito conhecido como o braquiossauro. Os relatos do livro de Jó, capítulo 40, apontam para este grande animal herbívoro. Esta criatura tem corpo couraçado e é tipicamente do deserto (embora "Behemot" também seja como os hebreus chamam o hipopótamo). Segundo a tradição judaica ortodoxa, sua missão é esperar pelo dia em que Jeová lhe pedirá para matar Leviatã. As duas criaturas morrerão no combate, mas Behemote será glorificada por cumprir a sua missão. O nome é o plural do hebraico (translit), Bohēmäh "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência). Na tradição judaica ortodoxa, Behemote é o monstro da Terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Behemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro, então, a sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem. Salmos 74:14.

ZIZ

Ziz (ou Acis) é, na mitologia judaica, uma ave gigante, tão grande que bloqueia a luz do Sol com a envergadura das suas asas. É considerado como um arquetipo das criaturas monstruosas. Behemoth, Leviatã e Ziz são motivos de decoração no artesanato judaico. Na Bíblia cristã este nome Ziz (Acis) é mencionado uma vez: "Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz (Acis)......", 2 Crónicas 20:16.


Trabalho de investigação : Hegas Alberto Santana.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Azazel, o demónio que carrega os pecados dos homens, e não Jesus, o Cristo.



Azazel é o nome semítico de Satanás, segundo a mitologia de povos da região do Levante. Azazel é um "Djinn", criatura espiritual feita a partir do Fogo.

O livro do moçambicano Sheikh Aminnuddin Muhammad, HISTÓRIAS SELECIONADAS DO ALCORÃO. Vol. I nas páginas 69 - 70, conta que Azazel é um djinn que tinha muito amor ao seu criador Allah, e por ser afectuoso à Allah, ele participava no convívio com os <<malaica>> que são seres espirituais superiores aos djinns, e os malaica foram criados a partir da Luz. Os malaica não são abrangidos pelo lívre arbítrio enquanto que os djinns já o são.

O motivo que levou a Azazel a se transformar em demónio, foi devido a Allah ter criado o homem e ordenação dos anjos a se prostrarem perante a primeira criação humana (carnal). Todos se haviam prostrado, exceto Azazel que se orgulhava por se considerar um ser superior ao homem, Corão 15:28 - 31. 

Na página 71 do mesmo livro deste Sheikh Aminuddin, conta a expulsão de Azazel na corte celestial: << Então sai deste lugar! Não podes mostrar aqui o teu orgulho, portanto, sai daqui para pertenceres ao número dos desprezados >> ,Corão 7:13.

<< Sai daqui! Pois que tu és banido. E na verdade a minha maldição estará sobre ti até ao Dia do Julgamento >>, Corão 28:77 - 78.

Na página 72, conta que Azazel (Azazil) ao ser expulso, pede um adiamento até a ressureição: << Ó Senhor meu! Concede-me um adiamento até ao dia em que sejam ressuscitados >>, Corão 15: 37 - 38.

Na página 73, conta que Azazel ao ser concedido um tempo, aproveitou a oportunidade e prometera vingança aos filhos de Adam (Adão) :
<< Uma vez que me expulsaste, ficarei emboscando à espera deles, para os desviar do Teu caminho recto. Já que fui amaldiçoado por causa de Adam, também vou armar ciladas aos seus filhos; vou atacá-los de frente, de trás, do lado direito e do lado esquerdo e vou desviá-los do caminho recto e verás como a maioria é ingrata para Contigo, meu Senhor, exceptuando os teus servos sinceros >>, Corão 7 : 37 - 38.

Portanto, Azazel é o RESPONSÁVEL por todos os males, ele deve carregar consigo os pecados dos homens:
<< E da Assembleia dos filhos de Israel deve tomar dois cabritos como oferta pelo PECADO e um carneiro como oferta queimada >> Levítico 16:5. 
<< E Arão tem que tirar sortes sobre dois bodes, uma sorte para Jeová e outra sorte para Azazel >> Levítico 16:8.
<< Mas o bode sobre o que recaiu a sorte para Azazel, deve ser posto vivo perante Jeová para fazer expiação por ele, afim de ser enviado ao ermo para Azazel >> Levítico 16:10.
<< E Arão tem de pôr ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo e CONFESSAR sobre ele TODOS OS SEUS PECADOS, e tem de pô-la sobre a cabeça do bode e tem de enviá-lo ao ermo pela mão de um homem preparado >> Levítico 16:21.
<< E o bode tem de LEVAR sobre si TODOS os ERROS DELES a uma terra desértica; e ele tem de enviar o bode ao ermo >> Levítico 16:22.
<< Quanto áquele que enviou o bode para Azazel, deve lavar as suas vestes e tem de banhar sua carne em água, e depois entrar no acampamento >> Levítico 16:26.

Até aos dias de hoje, muitos semitas acreditam que Azazel e outros djinns habitam nos desertos. 

NOTA: Em outras versões bíblicas, o nome Azazel foi apagado e foi substituído por bode expiatório. Por exemplo na versão João Ferreira de Almeida.

Uma das versões em que aparece o nome << Azazel >> é a Tradução do Novo Mundo da Escritura Sagrada, WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY.

Por isso senhores crentes, os judeus sempre mantiveram os seus costumes religiosos até que, infelizmente, surgiram os gregos e romanos em Israel, roubaram os manuscritos hebraicos e aramaicos, deturparam a tradição judaica, fabricaram Jesus Cristo e ainda por cima mentiram de que Jesus Cristo é que carregou os nossos pecados quando na verdade no judaísmo o responsável pelos erros é Azazel e faz-se a EXPIAÇÃO através do bode expiatório ao deserto e não por meio de artimanhas teológicas greco-romanas que tem aldrabado um monte de pessoas desprecavidas.

O cristianismo é uma religião pirata e se parasita no judaísmo.


Por : Egnay Alberto Santana

domingo, 20 de novembro de 2016

Quebrando nossas intuições



Às vezes, ao olhar para trás, pode ser possível ter uma visão do que será o futuro. Há coisas que entendemos hoje que seriam incompreensíveis ou até mesmo absurdas, para as pessoas no passado.

A ideia de que a Terra poderia ser esférica foi uma vez totalmente contra-intuitiva, inverossímil mesmo - pois com certeza que as pessoas na parte de baixo da Terra iriam cair, ou não era? Não fazia sentido algum! 
Outra ideia era que a Terra não era apoiada fisicamente por nada. Certamente, a Terra tem que ser apoiada ou caso contrário, ela não cairá? Se olharmos para a "cosmologia" antiga, encontramos tentativas de explicar esse mistério. Dizia-se que a Terra era plana e apoiada por tartarugas, elefantes, deuses, pilares, ou pendurado por um fio.

Então descobrimos a gravidade e encontrámos um mecanismo que permite que os planetas esféricos, que de modo nenhum são suportados, façam sentido. Hoje em dia nem sequer pensamos nisso - o intuitivo se tornou evidente. Hoje é difícil imaginar como um planeta apoiado por alguma coisa poderia fazer sentido. Essa ideia se tornou tão idiota que até as crianças se riem dela.

Quando olhamos ao nosso redor, encontramos muitas coisas que antes eram intuitivamente impossíveis, mas agora são comuns e óbvias. Tomemos, por exemplo, a ideia de enviar mensagens invisíveis por milhares de quilómetros de distância à velocidade da luz, e até mesmo atravessarem paredes sólidas. Isso se tornou possível quando descobrimos a radiação electromagnética (EM) e a aprendemos a usá-la. Hoje, o mundo está ligado por radiação EM transmitindo rádio, TV e mensagens de telemóvel por todo o mundo.

A maioria das mudanças fundamentais em nosso entendimento são provocadas pela descoberta de algo que anteriormente não sabia que existia, como gravidade ou radiação EM.

É provável que ainda haja mais coisas que ainda teremos que descobrir? Definitivamente que sim. Por exemplo, sabemos que há algo a que chamamos de matéria escura, mas não temos ideia do que é ou de onde veio - os cálculos mostram apenas que esse algo existe. Talvez ao descobrir o que é a matéria escura, a nossa percepção do que é intuitivo e do que é contra-intuitivo, mude.

A intuição é útil, mas devemos reconhecer as suas limitações - a intuição é baseada no mundo com o qual estamos familiarizados e, uma vez que nos movemos para além deste mundo, ela pode nos decepcionar. É por isso que eu abano a cabeça quando as pessoas religiosas insistem que um universo não pode se auto-criar, e estão totalmente convencidas que é óbvio que assim seja!

Bem, mas não é óbvio. É improvável que nossas intuições se estendam até ao surgimento do Universo, antes que houvesse matéria e antes que houvesse átomos ou mesmo elétrons. Nós já conhecemos o mundo que é muito pequeno, o mundo quântico, e ele é estranho e contra-intuitivo. E o mundo pré-quântico pode ser ainda mais estranho.

Então vamos deixar esses jogos filosofando para de trás de nós. O trabalho de descobrir o que aconteceu há 13,7 mil milhões de anos, não é algo que as nossas intuições falíveis nos irão ajudar. É um trabalho para aceleradores de partículas de alta tecnologia, com poderes de computação maciça, matemáticas avançadas e com os cérebros mais inteligentes do planeta.


E é improvável que a especulação religiosa no Facebook vai ajudar muito.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 19 de novembro de 2016

O erro crítico do cristão inteligente



Quando um cristão inteligente lê um versículo inverossímil na Bíblia, como uma descrição duma conversa duma cobra ou dum jumento, suspeito que a racionalizem pensando: "Bem, é extraordinário, mas se Deus existe, é porque pode ser verdade".

Essa lógica é inatacável, se tanto Deus como um reino sobrenatural existem, quase tudo poderia ser verdade.

Mas ainda há uma falha nesse argumento. Sim, a história de cobra falante PODERIA ser verdadeira. Mas apenas porque é possível que uma história seja verdadeira, não significa que é verdade. E certamente não é uma razão para ACREDITAR que é verdade.

Assim, o cristão inteligente deve dizer: "Pode ser verdade, mas não tenho nenhuma evidência de que assim seja, então não vou acreditar até que o relato bíblico possa ser independentemente fundamentado".

É claro que, se os cristãos inteligentes tomassem essa abordagem rigorosa mas simples, não haveria cristãos inteligentes ...


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 6 de novembro de 2016

A origem do deus dos Hebreus



( EL -- YHVH ). Também conhecido por ADONAI

Yahweh e El: origem do deus de Israel e as suas relações com os deuses e deusas de Canaã. 
Yahweh, antes de se tornar o deus nacional de Israel e tendo atributos monoteístas do século 6 a.C., era uma parte do panteão cananeu no período antes do cativeiro babilónico. Evidências arqueológicas revelam que durante este tempo, os israelitas foram um grupo de tribos cananéias. Yahweh era visto como um deus da guerra, e igualado com El. 
Asherah, que foi muitas vezes visto como consorte de El, foi também descrita como uma consorte de Yahweh em numerosas inscrições. O nome Yahwi pode possivelmente ser encontrada em alguns nomes amoritas masculinos, já Yahu pode ser encontrado num nome de lugar (topónimo). 

El é uma palavra semita que significa "divindade". Na religião cananéia ou na religião levantina como um todo, El era o deus supremo, o pai da humanidade e de todas as criaturas, e era o marido da deusa Asherah como registado nos tabletes de argila de Ugarit. O substantivo 'el' foi encontrado na parte superior de uma lista de deuses como o "Ancião dos deuses" ou o "pai de todos os deuses", nas ruínas do arquivo real da civilização Ebla, no sítio arqueológico de Tell Mardikh, na Síria, e datado de 2300 a.C. 
O touro era simbólico para El e seu filho Baal-Hadad, e ambos usavam chifres de touro em seu cocar. Ele pode ter sido um deus do deserto, em algum momento, já que os mitos dizem que ele tinha duas esposas e construiu um santuário com eles e seus novos filhos, no deserto. El era pai de muitos deuses, mas os mais importantes foram Ball-Hadad, Yam e Mot. 

Eram Yahweh e El originalmente a mesma deidade ou não? 
Qual era a relação entre Yahweh e o deus cananeu El? 
No Antigo Testamento Yahweh é frequentemente chamado El. A questão que surge é se Yahweh era uma forma do deus El desde o começo ou se eles eram deidades separadas que apenas se tornaram iguais mais tarde. O próprio Antigo Testamento indica um senso de descontinuidade como de continuidade, e tanto nas fontes E e P implicam que os patriarcas não conheciam o nome Yahweh até que este foi primeiramente revelado a Moisés (Exod. 3.15-15, E; 6.2-3, P), em contraste com a fonte J, onde o nome Yahweh já era conhecido desde os tempos primevos (Gen. 4.26). A fonte P afirma especificamente que os patriarcas já havia conhecido a Deus com o nome de El-Shaddai (Exod. 6.3).יהוה

 
Texto de Hegas Santana

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O livro de Daniel nem é profético, nem fala sobre Jesus, o Cristo




Muitos crentes cristãos são enganados por teólogos e pastores ( e outros inocentes) de que o Livro de Daniel é profético, que fala sobre Jesus Cristo e suas profecias se cumpriram. 
Os teólogos e pastores aldrabam aos crentes de que o livro foi escrito por Daniel, e que o tal Daniel viveu na corte de Nabucodonosor e profetizou sobre Jesus Cristo, mas isso é mentira. Os gregos e romanos roubaram os manuscritos hebraicos e aramaicos e tentaram manipular os escritos que nada tem a ver com Jesus Cristo. E nem sequer o livro foi escrito a 750 anos antes de Cristo. Senhores e senhoras cristãos curiosos e investigadores, preparem os vossos cadernos e a vossa Bíblia e façam o devido acompanhamento o que será descrito abaixo e lendo a vossa bíblia. 
Doa a quem doer mas eis as verdades desse livro que nada tem a ver com Jesus Cristo. Acompanhem com a vossa Bíblia. 

DANIEL 

O Livro de Daniel divide-se em duas partes distintas: capítulos 1-6, onde narra a vida de Daniel na corte da Babilónia e capítulo 7-12 que contém << quatro visões >> sobre a derrocada dos reinos terrestres e a implantação final do reino de deus. O livro termina com capítulos 13-14 ( apenas na versão grega) que relatam as histórias de Suzana, dos sacerdotes de Bel e do Dragão. 
A situação histórica coloca o Daniel no reinado de Antíoco IV Epifánio, que determinou o extermínio da religião judaica e a consecutiva helenização da Palestina. 
O autor do livro de Daniel, provavelmente um Assideu ( de Hassidim == Piedoso, zeloso pela lei) 1 Macabeus 2:42. 
Este Assideu, escritor do livro de Daniel, serve-se de histórias antigas, segundo o GÉNERO HADÁGICO então em voga ( ver capítulos 1-6 e, na versão grega 13-14), para inculcar esperança e fé aos judeus perseguidos por Antíoco Epifánio. 
Assim, como deus protegeu Daniel e os seus companheiros de todos os perigos ( segundo o género hadágico desse Assideu escritor do livro de Daniel), assim acontecerá com os judeus que forem fiéis às Leis e as tradições religiosas. O autor do livro de Daniel não tem em vista descrever fatos históricos, mas histórias moralizadoras ( capítulos 1-6), que na realidade poderiam ter um fundo ou núcleo histórico ( capítulos 7-12) mas de segunda importância. Os dados internos do livro, linguísticos, histórico e teológico obriga aos exegetas a datar o livro por altura da morte do rei Antíoco Epifánio ( 164-165 aC). 
Quanto a Daniel capítulos 1 à 6 são estórias segundo o género hadágico ( não é real, apenas fictícias para servirem de catequese aos judeus da época de Antíoco que ocuparam Israel). 
Começarei por Daniel 9:2: as 70 semanas não foram profecias referentes sobre Jesus Cristo, é desdobramento de Jeremias 25:11 e Jeremias 29:10. O que os religiosos chamam de profecia, não passa duma espécie de << palpites >> e é usada por necessidade teológica no qual está incluído a numerologia, uma espécie de atletismo matemático ( contorcionismo ideológico arbitrário) que se supõe um cumprimento, uma afirmação, ano, dia, tempo acerca de um específico evento supostamente pré-especulado. 
No Livro de Daniel fala de setenta semanas. Daniel 9:24, mas isso é um método de interpretação conhecido por PESHER. Portanto, o ungido não foi Jesus Cristo como os teólogos andam a aldrabar os crentes. Daniel 9:25-26 , mas sim foi Ciro. Isaias 45:1. 
Irei colocar aqui os versículos importantes. 
Daniel 7:3 == >> Esses animais simbolizavam os quatros reinos referidos no capítulo 2. Daniel 7:4 ==>> O leão representava o império babilónico, que arrancadas suas asas, perdeu a força. 
Daniel 7:5 ==>> O urso, referia o império dos Medos. As tres costelas representam as tres principais conquistas dos reis Medos. 
Daniel 7:6 ==>> A pantera: A monarquia persa, cujo quatro reis ( Ciro, Assuero, Artaxerxes, Dario) a que o autor do livro de Daniel se refere, são simbolizados pelas quatro asas. Daniel 7:7 - 8 == >> Segundo a mentalidade bíblica e oriental, o chifre simboliza o poder ( 1 Reis 22:11). O chifre mais pequeno simboliza Antíoco IV Epifánio ( 175 - 163). Sobre a sua atitude arrogante Daniel 11:36 , 1 Macabeus 1:24. 
Daniel 7:9 ==> O ancião é deus. A cor branca e as rodas de fogo que transportam o trono simbolizam a santidade. O ancião ( deus) senta-se no tribunal para julgar ( condenar) os 4 animais ( os 4 impérios). A transcendência de deus acentua-se através destas imagens ( Ezequiel 1:1), em conformidade com a espiritualidade judaica pós-exílio. 
Daniel 7:10 ==>> Sobre os livros da vida, Malaquias 3 : 16, Salmos 139:16. 
Daniel 7:13 ==>> O Filho do Homem está descrito em contraste com os 4 animais. O Filho do Homem representa o reino messiânico ( reino de Paz) [ v 18 e 22 ]. 
Daniel 7:18 ==>> Os santos de deus rodeiam o Ancião e condenam os 4 reinos juntamente com o juiz supremo. Esta maneira de pensar é própria dos Apocalipses da época ( Henoc 45:3 e Henoc 90:2). 
Daniel 7:23 - 25 == >> O reino de Alexandre Magno. O último rei a levantar-se e a fazer guerra é Antioco IV. Ele trabalhou por acabar com a Lei e com as festas sagradas, incluindo o sábado ( 1 Macabeus 1:41 - 64). Apenas durante algum tempo. Lit : << um ano, dois anos e metade de um ano >>. Estes três anos e meio são metade de sete, que é o número da perfeição. Estes três anos e meio simbolizam um período de maldade ( 8:14, 9:27, 12:7). Daniel 8:1 ==>> foi escrito em hebreu, pouco tempo depois da profanação do Templo ( ver versículo 12). 
Daniel 8:2 ==>> Porta de Ulai. Era uma porta da cidade de Susa que dava para o rio Ulai. Daniel 8:3 ==>> O carneiro simbolizava o império Medo-Persa. O chifre mais alto são os persas que se tornaram célebres após a sua libertação do domínio Medo. 
Daniel 8:5 == >> O bode novo representa o poderio grego com Alexandre Magno. 
Daniel 8:8 ==>> Antíoco Epifânio que conquistou a << nação gloriosa >>, isto é, a Palestina ( Zacarias 7:14). 
Daniel 8:9 == >> Este verso descreve a maneira simbólica a morte de Alexandre Magno e a consecutiva divisão do seu reino. 
Daniel 8:10 - 11 ==>> O exército dos céus refere-se a Israel de deus ( 12:3), aos fiéis judeus, muitos dos quais foram martirizados por Antíoco. O chefe deste exército é o próprio Jeová ( versículo 11). 
Daniel 8:12 ==>> A iniquidade ( Lit. a abominação da desolação) foi a profanação do altar do Templo de Jerusalém, levada a efeito por Antíoco, que mandou ali colocar a estátua de Zeus do Olimpo. 
Daniel 8:13 ==>> A expressão << quanto tempo >> ou << até quando >> é típica nas perguntas sobre o fim das desgraças ( Salmos 6:4, 13:1, 79:5, 89:47, 90:13). 
Daniel 8:14 ==>> O número 2300 não coincide com o de capítulo 7:25. O número indica um longo período de tempo de desgraça. 
Daniel 8:19 ==>> A ira de deus ( 11:36, Isaías 10:25, 26:20, 1 Macabeus 1:64). 
Daniel 8:21 ==>> Javan: A Grécia; por isso todos os povos helénicos. A palavra rei aqui tem o sentido de reino. O primeiro rei: Alexandre da Macedónia. 
Daniel 8:23 ==>> Infiéis: Todos os que prevaricaram. O rei Antíoco Epifánio. 
Daniel 8:25 ==>> Antíoco morreu sem intervenção humana, isto é, fora da guerra, mas martirizado pelos insucessos dos seus exércitos ( 1 Macabeus 6:8-16, II Macabeus 9:1). Na estátua de Daniel 2:34, a pedra que tudo destruiu também, não foi arrojada por qualquer mão humana. É uma figura literária para designar a acção direta de deus de Israel. 
Daniel 9:1==>> A história desconhece a existência de um Dário Medo. E Dário não era filho de Xerxes, mas seu pai. A cronologia e os nomes servem apenas como pano de fundo para expor a finalidade religiosa. Tenha-se em conta também a incerteza de muitos dados históricos profanos. 
Daniel 9:2 ==>> Jeremias fala de computo de 70 anos ( número simbólico) para a restauração de Jerusalém: os anos passaram mas a restauração não é perfeita. Daí surge outra façanha de que se trata de 70 semanas de anos, divididos em 49, 434 e 7 anos ( versículos 24-26). Estes 490 anos devem referir-se ao tempo da morte de Antíoco IV. Daniel 9:5==>> Esta confissão de Daniel, aliás muito extensa, é semelhante à de Baruque 1:2 ( 1 Reis 8:47 - 54 ). É uma manta de retalhos feita de imensas passagens bíblicas, segundo o género literário bíblico do tempo, patente também na literatura de Qumrân. Daniel 9:24 ==>> Segundo o 2 Crônicas 35:22 - 23 e Êxodo 1:1-2, a profecia de Jeremias realizou-se com o decreto de Ciro em 538 que libertava os exilados. O autor do livro de Daniel encontra-se novamente em tempos de perseguição e aplica sua hermenêutica aos 70 anos de Jeremias desdobrando-os em 70 semanas de anos. Trata-se do método interpretativo Pesher, tão comum na literatura de Qumrân. O Santo dos santos: a consagração de Judas Macabeus, a restauração do Santo dos santos ( lugar) no Templo de Jerusalém. 
Daniel 9:25 ==>> O chefe ungido é Ciro ( Isaías 45:1 ) 
Daniel 9:26 ==>> O Ungido exterminado foi o sumo sacerdote Onias III ( 171 aC ). O chefe invasor é mais uma vez Antíoco IV que destruiu o Templo em 179 e 167 aC. 
Daniel 9:27 ==>> Antíoco IV, na sua obra anti-judaica, foi seguido por muitos judeus renegados que abraçaram a helenização ( 1 Macabeus 1:11-14). A abominação da desolação é uma aproximação linguística com o ba'al shamêm ( o deus Baal dos Céus, o Zeus Olimpo 8:12, 11:31, 12:11). 
Daniel 11 :4 ==>> Refere-se a Alexandre Magno e à divisão do seu reino entre os seus generais. 
Daniel 11:5 ==>> Do Egito: Ptolomeu I Soter ( 323 - 285), fundador da dinastia dos Ptolomeus. Um dos generais: Seleuco I Nicator, que se tornou independente, fundou a dinastia dos Seleucidas e o reino grego-sírio, por volta do ano 321 aC. 
Daniel 11:6 ==>> Berenice, filha de Ptolomeu II, esposa de Antíoco. Repudiada por este, fora assassinada pela primeira mulher do mesmo. 
Daniel 11:7 ==>> O irmão de Berenice, Ptolomeu III Evergetes ( 246 - 221), como vingança, invadiu a Síria e venceu Seleuco II Callinicus ( 246 - 227). 
Daniel 11:10 ==>> Seleuco III Soter ( 227 - 223) e Antioco III, o grande ( 223 - 187), foram os filhos de Seleuco II Callinicus. 
Daniel 11:11 ==>> Ptolomeu IV Filopator ( 221 - 223) venceu completamente Antíoco III em Rafia, na Palestina, ( 217 aC). 
Daniel 11:13 ==>> Antioco III, depois da batalha de Rafia -- passados que foram 14 anos --- voltou-se de novo contra Egito. 
Daniel 11:15 ==>> trata-se de Sidon ( 198 aC). 
Daniel 11:16 ==>> Antíoco III, ocupou a Judeia. 
Daniel 11:17 ==>> Antíoco fez pazes com Ptolomeu V do Egito, na condição de este desposar Cleópatra, sua filha, na expectativa de vir a governar o Egito. Ela porém tomou partido do esposo. 
Daniel 11:18 ==>> As ilhas do Mediterrâneo: e não só elas, mas também as coisas da Ásia Menor e Macedônia. O magistrado é Cipião, que derrotou Antíoco na Batalha de Magnésia, em 190 aC. 
Daniel 11:19 ==>> Tenta despojar o templo de Bel em Elam, de suas preciosidades, para pagar o tributo aos romanos, mas foi mal sucedido porque foi assassinado pelos próprios soldados em 187. 
Daniel 11:20 ==>> Seleuco IV, o qual enviou Heliodoro, seu ministro, à cidade de Jerusalém com o fim de pilhar o tesouro do Templo. Morreu assassinado por este, passados doze anos de reinado. 
Daniel 11:21 ==>> Antíoco IV Epifánio, manhoso e hipócrita. 
Daniel 11:22 ==>> As forças egípcias. O sumo-sacerdote Onias III assassinado pelo tirano em 171. 
Daniel 11:24 ==>> Antíoco IV invade inesperadamente a Palestina. 
Daniel 11:25 ==>> Ptolomeu VI que será traído pelos mais íntimos amigos, por ocasião da campanha contra o Egito, movida por Filometor. 
Daniel 11: 27 ==>> Antíoco e Filometor, aliados mas pouco confiantes um no outro. 
Daniel 11:28 ==>> O povo da aliança, que suportará a pilhagem do Templo ( 169 - 167). Neste ano o povo judeu revoltar-se-á, conduzido por chefes Macabeus. 
Daniel 11:29 ==>> Terceira expedição de Antíoco ao Egito. 
Daniel 11:30 == >> Kitim refere-se à ilha de Chipre e por extensão toda a Bacia Mediterrânea, incluindo Roma, que envia a sua frota no intuito de obrigar Antíoco a abandonar o Egito. O autor do livro de Daniel deve pensar em Números 24:24. Os que abandonam a Aliança são os judeus apóstatas, que em união com Antíoco, se dispuseram contra o povo de deus. 
Daniel 11:31 ==>> O Templo, que era, na realidade uma fortaleza. 
Daniel 11:34 ==>> Judas Macabeu conseguiu algumas vitórias, e por isso muitos judeus apóstatas, temendo-o, voltaram-se para ele e em seguida o abandonaram novamente. Daniel 11:37 ==>> Antíoco despreza os deuses sírios e presta culto a Júpiter Capitolino, enviando dádivas para o templo de Roma e promovendo o culto dos mesmos na Síria e Judeia. O << deus querido >> das mulheres é Adonis Tamuz. 
Daniel 11:40 ==>> Quarta expedição ao Egito e fim de Antíoco e da perseguição. Territórios: As nações por onde passam. 
Daniel 11:44 ==>> Revolta dos Partos a Oriente e dos arménios a Norte. Antioco morre na volta da sua expedição contra os partos e arménios, numa cidade persa, no ano 164 aC. Daniel 12:2 ==>> O escritor de Daniel anuncia a libertação de Israel após os horrores levados a efeito por Antíoco Epifánio. Fala da ressurreição nacional em linguagem figurada em Daniel 12:1-6 e 13. 
E por fim o escritor do livro de Daniel fala em Daniel 12:7 ==>> Sobre a expressão << um tempo...>> 7:25 e 12:7. Os três anos e meio perfazem 1150 dias ( 8:4). No versículo 11 um glossador achou que este tempo era curto e por isso alongou-o para 1290 e para 1335 dias. 

Resumo 

O livro de Daniel não tem nada a ver com Jesus Cristo. É um livro escrito por um assideu no ano 167 -168 falando sobre as questões espirituais e patrióticas de Israel no tempo de Antíoco quando ocupou a Palestina, criou a personagem Daniel usando personagens reais como Nabuconodosor e criou sua estória segundo o género hadágico para inculcar esperança ao povo que sofria sob o domínio de Antíoco. Com linguagem simbólica, criou uma espécie de encorajamento sobre a Paz na sua terra. 
Nada sobre Jesus.


Pesquisa e texto por: Hegas Alberto Santana Santana

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Quem foi Menahém (ou Menachem)?



Menahém (ou Menachem) o essénio, teria sido um líder dos Essénios (Nazarenos) ao tempo de Herodes I, o Grande. O conhecimento que se tem chegado advém de várias fontes : 
- Flávio Josefo historiador judeu do séc. I refere-se a ele. 
- A Mishna e o Talmud de Jerusalém também se refere a um Menachem. 

Alguns investigadores, entre os quais Azaria de Rossi, sugeriram que eles sejam a mesma pessoa. Segundo fontes rabínicas, Menahém era "membro da corte do rei Herodes", o que vai ao encontro com o que diz Flávio Josefo. O académico Israel Knohl avançou a hipótese deste Menahém ser um messias que tentou iniciar uma revolta contra Roma após a morte de Herodes e depois ter sido morto pelos romanos, que deixaram o seu cadáver jazer por 3 dias. 
A descrição de acordo com o historiador Flávio Josefo, este Menahém era um bom amigo do rei Herodes. Quando Herodes se tornou rei (governador) com ajuda de Roma, Menahém permaneceu amigo de Herodes. Flávio conta que o rei Herodes respeitava os Essénios (Nazarenos) e os recebia frequentemente. Isto colocava Menahém numa situação delicada já que os Essénios odiavam os romanos, pois consideravam-nos opressores. Menahém teve que se valer da sua diplomacia. 

Israel Knohl, baseando-se nos manuscritos do Mar Morto, lança a hipótese de Menahém ser o autor dos textos, pois nesses pergaminhos alguém se auto-proclama como um messias. Nos pergaminhos, alguém fala de si próprio num TOM ALTIVO:
"Nos céus de um 'trono de potência' por entre uma 'assembleia de anjos'. 
E pergunta mesmo de forma audaz:
"Quem dentre os anjos é como eu?!?" 

Como Flávio Josefo escreveu, a situação de Menahém perante o rei Herodes era delicada já que os Essénios odiavam os romanos. Nos manuscritos do Mar Morto, há uma secção em que este misterioso messias instruí os membros da seita a serem diplomáticos, esperando o seu dia. Este trecho é mesmo chamado de Manual de disciplina de Qumrã
Os essénios parecem ter mantido a paz durante o reinado de Herodes. Mas quando ele morreu houve uma tentativa de revolta. 

Segundo o Talmud de Jerusalém, após a morte do rei Herodes, há uma grande revolta e turbulência política. Também segundo o Talmud de Jerusalém, foi então que ele foi excomungado. 
O Talmud reprova a acção do tal Menahém, dizendo que saiu da boa linha. Isso também joga bem com a hipótese de Israel Knohl. No Midrash do Cânticos dos Cânticos, consta que Menahém tera tido uma discussão com Hillel, líder dos Fariseus, e que Hillel foi um dos sábios que excomungou Menahém. 

SURPRESA: fui descobrir que na bíblia cristã menciona o tal Menahém como fazendo parte dos doutores da lei e profetas. Assim mostra-se claramente que Menahém era o profeta dos essénio (Nazarenos) tal como o historiador judeu do séc. I Flávio Josefo mencionou ser o messias dos essénios e que foi morto pelos romanos, sendo o seu cadáver deixado jazer morto por 3 dias. Assim como o investigador académico Israel Knohl descobriu através dos escritos de Flávio e do Talmud de Jerusalém. 
Fiquei surpreso quando ví o nome Menahém na bíblia cristã como estivesse no grupo de profetas. 
Abram a bíblia em Atos 13:1
"E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, Cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo".

Os Essénios (Nazarenos) eram ascetas e parece que a sua iconografia era o "pão e o peixe". 
Coincidência, o símbolo do cristianismo primitivo não era a cruz, mas sim o PÃO E O PEIXE 


Investigação e texto de Hegas Alberto Santana Santana.