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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Por que é que ignoras o abuso infantil?



Se a sua religião é verdadeira, deverias acreditar que os seguidores de outras religiões que doutrinam os seus filhos, os estão enchendo de mentiras. Mentiras horríveis, vis e estúpidas.

Como é que podes ficar sentado e deixar que isso aconteça? Por que é que não estás protestando contra esse terrível abuso infantil que afetará essas crianças por toda a vida e até pela vida após a morte? Por que é que não estás a fazer tudo o que está ao teu alcance para salvar aquelas pobres crianças?

Eu sei por que é que lavas as tuas mãos e ignoras tudo isso. Eu sei.

É porque a tua religião também não é verdadeira. Se és livre para alimentar os teus filhos com mentiras horríveis, vis e estúpidas, também deves permitir que outras pessoas façam o mesmo com os seus filhos. É uma conspiração de silêncio.

Essa é a verdade não dita, não é?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Nossa imagem e interesses pessoais refletidas nos deuses



Seres “divinos” com roupagens humanas

O seu deus vive o tempo inteiro te espionando e com um caderninho anotando todos os seus erros para ver quando você sai da linha e te fazer barganhas em troca de perdão? Ele vive com raiva desnecessária de sua própria criação o tempo todo? Ele sofre de uma ira descomunal incontrolável? Ele tem sede de vingança contra pessoas indefesas e que nunca lhe fizera mal algum? Ele garante eliminar seus “inimigos” se você o venerar? Ele te cobre de ameaças para garantir que você o “ame” e não esqueça do quanto ele é grande? Ele exige louvor e adoração incessantemente? Ele tem pragas apocalípticas programada para todos os que não se rendam a ele? Ele garante ser o mais certo entre todos os outros? Ele garante no seu livro sagrado que só o grupinho em que você estar inserido atualmente vai alcançar heranças celestiais...?

Se você venera um deus assim, não se preocupe! Você não está sozinho! Se você vive em alguma região cuja herança de crença nos deuses vieram das antigas tradições mesopotâmicas, você encontrará milhões de pessoas que mantém a mesma linha de crença que você. Que maravilha não é? A gente se sente mais seguro quando todos estão seguindo o mesmo rumo que o nosso, não é mesmo? Dá-nos a impressão que estamos no caminho certo, fazendo a coisa certa...

Ninguém nos perturba a não ser nossa própria inteligência que tenta dar sinais de vida ao questionar toda essa loucura. Mas para isso te ensinaram um truque que funciona perfeitamente por algum tempo, que inibe sua vontade de fazer perguntas, procurar respostas e voltar a ser racional. Algumas das frases de efeito que te ensinaram para calar sua consciência: “Tá repreendido satanás”! “Pensa que me enganas”? “Eu sei que você quer entrar em minha mente e me fazer duvidar de tudo que deus diz por meio de seus santos ungidos”! Sangue de Jesus tem poder” ...

Quem nunca se pegou dezenas de vezes repetindo essas frases, com um sentimento de culpa enorme, como se tivesse cometido um crime hediondo, toda vez que passou a se questionar nem que fosse por alguns poucos segundos os argumentos que sustentam a própria fé? Todos os que tentam sustentar a dualidade e os conceitos auto anulatórios das crenças nos seres metafísicos cultuados no mundo ocidental, terão de enfrentar constantemente esse calvário interior.

Um pouco mais difícil ainda é encontrar alguém que não se comporte assim, ou que se rebele contra princípios milenares seguidos de forma mecânica e impostas quase que por leis marciais. Até hoje muitos dos que mentalmente não mantém esse padrão de pensamento, preferem não se expor publicamente, pois há vários efeitos colaterais para quem decide se desconectar desses fluxos de padrões doentios que oprimem e minimizam o potencial de nossa espécie e nos jogam uns contra os outros o tempo inteiro, fazendo com que sejamos carrascos de nossa própria existência, escravizando e sendo escravizados, oprimindo e sendo oprimidos, tudo em nome de seres surreais, que de nada precisam para existirem. Torturas, perseguições e mortes foi e ainda é o lema principal em várias culturas do mundo para quem decide evitar padrões de pensamento como o da veneração aos deuses.

A maioria dos deuses já criados pelos agrupamentos humanos tem as mesmas características quase sempre e todos eles se parecem! Eles são sempre irados, imprevisíveis, insensíveis ao sofrimento humano e mesmo não tendo um corpo físico e sendo imortais, estão mais preocupados em receber donativos do que em desviar apenas uma minúscula parte do poderio que lhes são atribuídos para amenizar as mazelas humanas. Todos eles egoístas e mal resolvidos!

Em uma de suas mãos eles trazem a condecoração para os “bonzinhos” e na outra mão o castigo para os infiéis, pecadores e perversos. Castigo e recompensa para adestrar seus súditos e torná-los criaturas dóceis e obedientes como se fossem meros animais de um circo barato.

Os bonzinhos e dignos de suas benesses segundo a concepção comum não são exatamente os que vivem na prática do bem e da promoção da justiça entre os povos, mas são todos aqueles que acreditam piamente na imagem desses deuses, construídas pelos sacerdotes que os representam.

Ainda nessa concepção desonesta os maus e pecadores, não são exatamente os que vivem na prática de delitos e dos mais diversos crimes contra seus semelhantes, mas são os ateus, os hereges, os da crença ou igreja alheia e todos aqueles que ainda ousam fazer uso de suas faculdades mentais e não se deixam ser massa de manobra.

Do mesmo jeito que os deuses se ajustam ao gosto do “freguês” o conceito de pecado, santidade e salvação se ajustam também de acordo com o preço que você possa pagar para alcançá-las ou se livrar delas.

Se você deseja conforto interno e aceitação social, o caminho da veneração aos deuses talvez seja para ti (apenas para ti) o caminho certo. Não se ache estranho! Este é o caminho certo daqueles que precisam manter um diálogo interno constante sobre as características surreais do seres mitológicos venerados para se sentirem seguros e protegidos, bem como desenvolver um diálogo externo com todas as demais pessoas que também foram domesticadas a manter o mesmo padrão mental.

Se por acaso fosse possível uma dessas criaturas surreais cultuadas aparecer de alguma forma e dialogar com seus seguidores, acredito que a primeira coisa que eles diriam, caso fossem realmente honestos seria isso: “PAREM! PAREM QUE TA FEIO! PAREM TUDO! ESTÃO ESTRAGANDO A MINHA IMAGEM! DE TANTO ME ENFEITAREM, ACABARAM ME ESTRAGANDO...”

Na busca desenfreada por respostas que a igreja costuma silenciar, as pessoas criaram características tão antagônicas para os seres que veneram, que nem percebem que algumas delas chegam a ser hilárias, que ultrapassam o senso do ridículo, da improbabilidade e que destroem por si só a própria ideia de divindade. Nesses casos, para se justificarem e continuarem nesse estado inebriante de ser, seus líderes ensinaram a repetir frases de efeitos que parecem silenciar todas as perguntas. Uma delas é que é” loucura para os homens, sabedoria para os que crêem”... O oposto disso é que seria a resposta mais sensata.

Um dicionário...apenas um dicionário para se verificar os sentidos das palavras e atributos surreais ao seres venerados já seria o suficiente para mudar a lógica dos fatos. Não seria necessário nesses casos um curso de teologia, filosofia ou antropologia para entender o porquê de tantos comportamentos e falas antagônicas. Pensar sobre o sentido daquilo que se profere como verdade absoluta já resolveria metade do problema. A outra metade seria feita pela mudança de postura.

Então dizem que deus é amor e que seu amor é incondicional, mas ao mesmo tempo dizem que o único meio de alcançar o amor de deus é adorando-o senão ele te castiga, obedecendo os textos de um livro dito sagrado, aceitando o seu filho como salvador e professando-o como sendo o próprio deus encarnado. Pois “quem não crer no filho já estar condenado”! Desse modo, conclui-se que não há amor incondicional nenhum por parte desse mesmo deus, e que a sujeição total ao que dizem seus representantes a cerca dele é o único meio de alcançar esse “amor” divino.

A ira e raiva por exemplo, é o resultado interior de pessoas que se frustram facilmente por que são desequilibradas ou por que não conseguem ter controle das coisas ao seu redor. Quem é onisciente jamais poderia ficar frustrado, pois nada o surpreenderia, pois por antecipação poderia “calibrar” os próprios sentimentos. Deus é onisciente e mesmo assim estar o tempo inteiro irado...

A vingança... Aff! De todas as características que os fiéis atribuem ao seu deus, essa é a pior de todas! Vingança é coisa de gente medíocre, gente pobre, de gente baixa ou que ainda não teve tempo o suficiente para amadurecer os próprios sentimentos ou se pôr no lugar dos outros. Como pode um ser eterno, que preexiste desde a fundação do próprio cosmo possuir ainda esse sentimento vulgar? Pior ainda, como pode ele se vingar das pessoas que nem se quer ouviram falar dele por que não foram “evangelizadas” como apregoa a crença popular? O mundo seria outro se esse deus tivesse ao menos 1% da compaixão que a ele é atribuída. O antigo testamento prova que ele era possuído por 99% de vingança, ira, e falta de controle pessoal e apenas o 1% de compaixão nessa época que ele nutria por alguns, era na base da troca de favores.

Necessidade de culto, de adoração, de bajuladores...isso é herança dos antigos reis, ditadores e senhores de escravos e não de uma divindade! Um deus que se preze “vomitaria” de nojo cada vez que alguém tentasse lhe render louvores, principalmente pela morte dos “inimigos”. A necessidade de culto é nula quando seu “patrão” é bem resolvido, sabe o que quer e onde quer chegar. Somente pessoais baixas e inseguras almejam o culto, pois nesse ato mentem para si mesmas que são amadas por todos, mesmo sabendo que na verdade não o são. Um dos atributos de deus é a sua completude, ou seja ele é completo. Se é completo dispensa qualquer forma de culto, pronto!

Há dezenas de outros conceitos controversos e antagônicos que tornam nulas toda e qualquer ideia de divindade que queiram atribuir ao deus cristão por exemplo. Todos esses conceitos não foram formados de um dia pra uma noite, alguns levaram séculos para serem introduzidos sistematicamente, mas que para os “transeuntes da fé” acreditam que as coisas sempre foi assim.

Um deus onisciente e eterno, que cria pessoas com uma vida curta mesmo sabendo exatamente quais iriam “amá-lo” e as quais iriam “pecar”, e que estas apenas por alguns segundos de “pecados” irão padecer eternamente num tormento infernal sem fim, para todo o sempre...Isso não cola, não condiz com a ideia de amor e justiça que dizem ser um dos atributos principais de do deus cristão.

Um paraíso celestial que só poderá ser alcançado se formos capachos de pessoas maliciosas, mal intencionadas, gananciosas ou sedentas de poder...quer dizer... melhor dizendo... um céu que só poderá ser alcançado mediante uma vida de privações, penitencias, negação da própria natureza humana criada por ele mesmo, e pela confissão pública de que um suposto galileu assassinado aos 33 anos é o deus filho, encarnado em forma humana...Já vi isso em outro lugar, onde mesmo? Já sei: nos vários outros “messias” e deuses da cultura “pagã” que alguém resolver tomar para si e registrar como se fosse dono da patente.

Fora isso tem a ideia do purgatório, do celibato, da celebração ritualísticas diárias pessoais e coletivas, da obediência aos sacramentos, dos ritos de passagens, das festividades para lembrá-lo o quanto ele é grande, forte e poderoso, ou lembrá-lo de sua própria morte e ressurreição bem como dos rituais e orações para lembrá-lo que ele precisar se lembrar dos órfãos, dos pobres, famintos e necessitados do mundo inteiro...Tudo isso anula a ideia do sagrado nesse deus e as pessoas nem se dão conta.

Entre tantas ideias que anulam o conceito da própria divindade no mundo ocidental, a ideia de entregar 10% de tudo o que você ganha “ao senhor” seja quem sabe a mais ridícula de todas, desde que se levem em conta que um ser auto existente e auto suficiente de nada precisa para existir, muito menos de 10% dos rendimentos de qualquer pessoa para manter “sua obra”, já que todo o universo por completo seria obra, já que ele tudo criou.

Esse conceito talvez seja um dos mais difíceis de se questionar, pois como dizem: “quem estar pagando não estar reclamando...” Na verdade não estão reclamando por dois motivos: o primeiro é o de que se deixaram de pagar dezenas de maldições cairão sobre si e toda sua família até o sétimo grau. A outra questão que é que muitas foram ensinados a fazer esse tipo de pagamento como se fosse uma casa de apostas, onde você paga um percentual e receber o dobro. A direção agradece!

Se fizéssemos um paradoxo do desejo de obtenção desse percentual por parte de alguns líderes religiosos com aquele filme O senhor dos anéis, não veríamos a divindade sendo cultuada nesse rito ou lutando por esse percentual, mas veríamos muitos líderes religiosos embriagados pelo poder, conforto e luxo que esse percentual representa a sussurrar vorazmente: “meu precioso, meu precioso, não podem tirar meu precioso” ...Se fecharmos bem os olhos, poderemos imaginar muitos desses “ungidos”, engravatados, bem vestidos, trancados na secretaria da igreja depois da “colheita principal”, que acontece até o quinto dia útil do mês, com os olhos vidrados nas cédulas, e interiormente sussurrando: “meu precioso...meu precioso”...

Como na representação cinematográfica, muitos destes seriam capazes até de traçar planos diabólicos ou até matar seus “concorrentes” para continuar como esse “preciso” percentual arrecadado em nome dos deuses. A história secular da igreja mostra isso em qualquer livro de história secular. Reportagens diárias sobre crimes praticados para manutenção do monopólio em nomes dos deuses provam isso também. Quem for inteligente e sábio vai se manter longe dessa ideia...Quem se deixar embriagar pelo poder desse “precioso” percentual, acaba sendo dominado por ele...

Há quem diga que muitos filósofos e pensadores liberais procuram ridicularizar algumas crendices no modelo de deus adotado pelos ocidentais. Isso não é verdade! Quem mais ridiculariza e reduzem ao zero o conceito da própria divindade são os próprios fieis quando procuram enfeitar demais a personalidade do ser cultuado, ou quando estão fazendo da ideia de deus armas de ataques ou de defesas para subjugar seus “inimigos”. É como se tentassem maquiar no escuro total uma mulher que por natureza já é extremamente bonita: vão acabar fazendo palhaçada e ridicularizando a imagem de tal personagem.

Assim também todos os que querem se exibir com seus deuses como se fossem carros luxuosos ou empurrar nos outros de goela abaixo, acabam diminuindo a ideia e imagem do ser que tanto veneram e quando alguém tentam apresentar isso a eles mesmos então dizem: estão desrespeitando a minha fé...

Claro que não indivíduo! Há uma diferença entre aquele que relata os fatos e aquele que pratica a ação.

Quando as pessoas aprenderem a trabalhar os próprios sentimentos e emoções, quando conhecerem mais sobre si mesmo e o ambiente que os cercam irão produzir deuses com características mais louváveis. Na verdade nem produzirão deuses algum, pois essa necessidade será suprida. Quem sabe nesse dia alguns poderão admitir o inverso dessa frase: “os deuses criaram os homens conformem sua imagem” ...

Saúde e sanidade a todos!


Texto de Antônio Ferreira Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Se queres entrar, qual é a senha?



Numa sociedade hipócrita onde ter uma crença é mais importante do que ser ou fazer, se não souberes a senha não passarás!

Se pudéssemos avaliar à grosso modo o comportamento das pessoas que “temem a deus”, que dizem acreditar em deus, ou que “tem deus no coração”, poderíamos verificar que existe uma espécie de código não verbal para entrar ou ser aceito em determinados recintos, como se fosse uma espécie de senha para quem deseja fazer parte dos nos mais diversos agrupamentos sociais cristãos. É como se fosse mais ou menos assim:
Entrante crédulo: -Olá! Sou mentiroso, fofoqueiro, caloteiro, enganador, estuprador, aliciador de menores, ladrão de banco, corrupto, manipulador, homicida, genocida e mau caráter, mas tenho deus no coração. Me deixe entrar!
Sociedade: -Claro que sim senhor! Seja bem-vindo! Você é um dos nossos, a paz de deus, paz do senhor, paz de cristo e deus seja louvado! Deus estar no meio de nós! Jesus nos ama! Entrante crédulo: Olá! Sou uma pessoa de bem mas tenho comportamento de ovelha, não questiono, não pergunto, não duvido e faço tudo que me meus líderes políticos e religiosos mandarem pois ambos são autoridades constituídas por deus segundo a bíblia.
Sociedade: Você também é bem-vindo! Seu comportamento tem sido a base para que “poderosos” sejam tratados como deuses e permaneçam onde estão, formem dinastias, oprimam os mais fracos e perpetuem a miséria entre o povo. O “reino de deus” é vosso!
Entrante não crédulo: Olá! Sou honesto, equilibrado, não apoio nem provoco o mau a outras pessoas, assumo a responsabilidade pelos meus atos e não acredito em deus ou no diabo! Acredito que eu juntamente com os membros de uma sociedade podemos mudar para melhor ou pior o ambiente em que vivemos e construir a sociedade que queremos.
Sociedade: Sai pra lá seu filho do capeta! Esse é o pior de todos os crimes que alguém pode vir a cometer! Em nosso meio não és bem-vindo! Nem que seja no Saci Pererê ou num pedaço de pau você tem de acreditar senão aqui tu não fica! Quem já se viu não acreditar nos deuses, santos, anjos ou imagens de escultura? Você é um endemoninhado! Sai pra lá coisa ruim...
Cientista, filósofos e pesquisadores sérios: Olá sociedade! Gostaria de compartilhar com vocês nossas descobertas, invenções e ideias que podem revolucionar nossa sociedade, melhorando a vida dos cidadãos e apontando novos rumos para a paz, equilíbrio social e harmonia social. Precisamos do vosso apoio e de vossa crítica para que possamos encontrar um equilíbrio em nossas teorias e assim encontrar o métodos mais apropriado para a execução de nossas ideias ou prestação de serviços. Temos sido em toda sociedade o pivô principal para a solução real dos problemas humanos e melhoramento dos convívio sociais entre as pessoas e bem com o meio ambiente.
Sociedade (hipócrita): Alto lá, espere aí... Nenhuma ideia, produto ou serviço aqui apresentados serão aceito, consumidos ou difundidos sem a análise ou aprovação de nossos líderes religiosos. Eles são capazes de definir toda verdade e mentira do universo bem como discernir as artimanhas do maligno para enganar os servos de deus. O mundo jaz no maligno! Não esperamos nada de bom de lugar nenhum! Só aguardamos as desgraças e cataclismos que será precedido pela volta de jesus, pois ele já estar voltando. Quem propor melhoras certamente é um enviado do anticristo, pois ninguém pode dar jeito no mundo por que a profecia foi dita e ela tem de se cumprir, o diabo queira ou não! E quem a ciência pensa que é pra passar por cima dos planos de deus? O messias falou tá falado! Ora vem senhor jesus! Deus escreve certo por linhas tortas, ele tarda mas não falha!
Líderes religiosos (maior parte deles): Olá sociedade! Posso entrar? Minha função principal é ensinar aos homens a fazerem barganhas com as divindades, fazendo-as acreditarem que por meio de bajulações diversas e oferendas desnecessárias a seres metafísicos, elas podem manipular a vontade dos deuses ao seu favor, causando males a outras pessoas ou atendendo seus próprio desejos egocêntricos. Somos responsáveis também em inculcar em todos os nascidos num “país laico” ou teísta, o medo e culpa desnecessárias nas pessoas para que elas jamais deixem a “casa de deus”. Deixamos as pessoas paranoicas e eles gostam disso. Causar divisões e guerras em nome da fé é aquilo que de mais perfeito sabemos fazer desde que a ideia de deus surgiu entre os povos primitivos. Podemos separar uma família, uma comunidade, um país ou um continente inteiro e ainda seremos lembrados como heróis por feitos como esses. Poucos de nós se preocupam realmente com o lado humano e social das pessoas como um todo. Percebemos que todos que fazem isso (se importam realmente com o povo), são considerados trouxas, loucos e “desobedientes” a vontade de deus. Importa mesmo é criar nas pessoas fortes emoções e falsas esperanças para ser bem sucedido em nossa área. Fale a verdade as pessoas e serás expulso desse meio! Venda ilusões e fique rico! Poder, prazer, fama e credibilidade pública infinita é um legado que cabe apenas ao nosso ramo desde os mais antigos tempos! Com essa credibilidade temos, basta deixa a criatividade fluir! Não tem coisa melhor...
Sociedade (hipócrita): Nem precisa dar explicações meu ungido, missionário, homem de deus, iluminando do altíssimo, anjo do senhor “não sei das quantas”! Que seria de nós sem você? Nossa sociedade já teria ruído senão fosse vocês pra nos ensinar a verdade! Sua palavra é um tiro! Você falou está falado! Nós te amamos! Todos que se levantam contra ti perecerão. Aleluia irmãos!

Pois é.... numa nação “cujo deus é o senhor”, o mais importante é dizer o nome do santo a que tu invocas, do que mostrar os “milagres reais” feitos em nome desse mesmo santo.

Manter um nível de conduta moral ilibada e equilibrada dissociado de qualquer tipo de agrupamento religioso é uma ofensa a quase todos eles. Uma calúnia e uma blasfêmia direta aos agrupamentos cristãos, pois nesse grupos, o bem e o mal que comentemos estar intimamente relacionados a “ter ou não ter deus no coração”, ou seja, estar ou não ligado a um agrupamento religioso, ser ou não capacho de um “homem de deus”. Segundo eles, é absolutamente impossível qualquer pessoa praticar o bem sem antes de tudo proclamar que só jesus é o senhor e que o pai, o filho e o espírito são a mesma pessoa.

Agora vejam o contraste dessa afirmação falaciosa: nesse pais de gente “cheia de deus” o que mais tem crescido é a criminalidade, a desordem e a corrupção. Será que o sentimento de estar cheio de deus e de ser guiado por deus não é a causa principal de muitas pessoas se esquivarem de suas responsabilidades, trazendo prejuízos à si mesmas e a tantos outros? Nos países onde a constituição tem mais autoridade do que a fé em deus, as pessoas sabem que serão penalizadas por suas ações e um nível de consciência coletiva mais elevada é compartilhada entre todos. Já nos locais onde é mais importante ter fé em deus do que “andar na linha”, são tantas coisas que de tão corriqueiras, passam desapercebidas, sendo antagônicas a própria ideia de um povo “guiado por deus”. Vejamos algumas:
• Entre quase 210 nações no globo, temos a terceira maior população carcerária do mundo com quase 1 milhão de presos, sendo que mais de 90% deles são cristãos, frequentadores de igrejas ou dizem acreditar em deus e que segundo a crença comumente aceita, esse indivíduo mesmo encarcerado já seria uma pessoa “cheia de deus” por fazer tal afirmação.
• Quando a maioria dos casais (cristãos) se separam, a maior preocupação de um dos conjugues é quanto aos filhos menores, pois na maioria dos casos serão violentados sexualmente ou abusados e humilhados física e moralmente por um dos novos conjugues. Na imensa maioria dos casos a justiça nunca será feita e sequelas permanentes irão fazer parte da mente ou do corpo do que fora abusado. Incrível notar como essas pessoas “cheias de deus” abusam de indefesos, como se morassem numa selva, num local sem leis. Os casos mais graves costumam ser exatamente dentro das igrejas, pois qualquer um que intente denunciar esses tipos de abusos será duramente penalizado pelo grupo, já que alguns líderes com medo de perde a “clientela” e causar uma má imagem ao grupo chegam a usar versículos da bíblia de modo intencionalmente distorcidos para inibir o desejo de justiça do fiel. O caso fica mais grave ainda quando o próprio líder é o abusador. Quanto aos casos de maus tratos a menores depois de uma nova união conjugal, há centenas de relatos documentados de conjugues (cristãos) que mataram ou abandonaram em qualquer lugar seus próprios filhos a pedido novo conjugue (cristão), bem como dezenas de outros casos em que os dois juntos cometeram tais crimes. Essas pessoas se dizem cheias de deus, e seus crimes serão esquecidos ou tolerados se continuarem professando essa mesma fé. Ruim mesmo é pra quem morre ou pra quem foi abusado. Esperar a “justiça de deus” nesses casos, é o mesmo que o diabo se converta. Só ilusão mesmo!

• Em nossa sociedade cristã, “cheia de deus”, os crimes mais cometidos são os crimes contra a vida, a liberdade e a propriedade pública e privada. A mesma bíblia que diz: “trazei todos os dízimos à casa do senhor” ou “o senhor é o meu pastor e nada me faltará”, também diz: “não matarás”, “não roubarás”, “não causarás danos ao teu próximo”, “não mentiras” e tantas outras coisas. Como nenhum grupo religioso segue totalmente a bíblia e todos seguem apenas o que mais apoiam suas ideias ou escondem seus defeitos, fica fácil escolher no que deseja acreditar e desprezar todo o restante do mesmo livro “sagrado”. É como se fosse um restaurante self-service: cada um pega apenas o que gosta de comer ou que pode pagar...
• Em nosso país cristão, cuja bancada evangélica foi eleita justamente para “velar pela nação” e guiar nosso povo para mais perto de deus, nossos políticos tem sido retratados em todos os cantos do mundo como sendo os mais suscetíveis ou coniventes com a corrupção. Que vergonha! Estamos virando uma piada lá fora, enquanto que países considerado como ateus tem fechado suas prisões por falta de “clientes”. Em alguns lugares onde o brasileiro era tido como um povo alegre e receptivo, agora estarmos sendo retratados como trouxas e defensores de criminosos políticos.
• Num país onde todos os dias as igrejas dizem que “deus é o vigia de nosso povo”, estão deixando de certa forma entrar uma grande quantidade de drogas e armas para enfraquecer nossa nação por dentro e facilitar o domínio estrangeiro de nossas riquezas e nosso povo. Se não sabemos administrar nossa própria casa, obviamente alguém que se julga mais capaz irá fazer isso por nós. Enquanto alguns ungidos querem aparecer “cheirando a bíblia”, outros tipos entorpecentes atravessam nossas fronteiras outras pessoas cheirarem. Quem sabe aquele que dizem ser o “guarda de Israel”, que nunca dorme nem se cansa, esteja facilitando demais as coisas pra os traficantes. Quem sabe os crentes pentecostais estão ocupando ele demais com as causas LGBT e dando brechas para coisas ruins atravessar nossas fronteiras.
• Nessa cristã, rica em solo, em mares, em rios e tudo que se plantar dá, não dá pra entender o motivo de tanta gente passando fome e de uma gritante diferença na distribuição de renda. Deve ser por que as pragas do apocalipse tem de se cumprir onde as pessoas acreditam em deus, por isso as coisas não melhoram. Já pra quem não acredita, o diabo não incorpora e as pragas apocalípticas são substituídas por uma eficiente gestão de recursos e pessoas. Isso sim é um benção!
• Nas sociedades cristãs de modo geral, milhares de casos de abusos sexuais de crianças e indefesos, abusos morais e explorações financeiros tem sido registras pelos mais diversos meios de comunicações e pouco ou quase nada tem sido feito, nem por “deus” nem pelos homens, sem falar da grande quantidade de homicídios ou mortes encomendas que tem crescido ultimamente entre os “ungidos do senhor” pela disputa de territórios e da lucratividade que o mercado da fé proporciona. Se há um deus olhando tudo isso sem nada fazer, esperando apenas o dia do juízo para dar a sentença, era ele quem deveria se redimir com a humanidade e não o contrário.

Mediante tantos questionamentos que podem ser levantados no quesito “ser cheio de deus” ou “deus guarda o seu povo”, faço a mesma pergunta que já fiz em outro texto: a fé deus é um adorno? Um enfeite? Uma senha? Um código...? Pra que serve? Qual a sua utilidade? Será que uma pessoa que tem a fé em deus como bandeira principal em suas falas é realmente uma pessoa equilibrada qual possamos nos relacionar seguramente? Uma coisa é certa: quem quer pegar o passarinho jamais vai dizer: “xô passarinho”!

Em nome de deus, os maiores danos que se tem registro, foram causados pelo homem e para o próprio homem, seja a si mesmo, a um grupo ou a uma nação inteira.

Em nome de deus pouquíssimas pessoas se ajuntaram e ainda se juntam para fazer o bem ou que é certo. Essas certamente não precisariam de divindade alguma para o fazê-lo, mas o fazem por julgarem também estarem sob direção divina.

Depois de tantos erros e acertos, estar mais que na hora de tomarmos vergonha na cara e crescermos, deixarmos de terceirizar nossas responsabilidades ou tentar corromper os deuses para se dar bem em algo, e olharmos mais para a linha horizontal homem-homem e não na vertical homem-deus ou pior ainda: com a cara enterrada no chão falando sozinho.

À medida que o time dos bajuladores dos deuses e das vítimas do ocaso divino diminuir, uma sociedade mais responsável, segura e sustentável surgirá sem precisar de profecia macabra nenhuma para trazer a ordem social. Nesse dia, os espaço dos que vivem dos “royalties da fé” serão substituído pelos que realmente produzem algo útil a sociedade e a cooperatividade substituirá o vitimíssimo e as divisões que o campo da fé produz. Nesse dia os “deuses” terão de mudar de planeta ou construir “novos céus, novas terras e novos escravos” para manipularem...

Saúde e sanidade a todos! 

Texto escrito por Antônio F. Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Esses incircuncisos




A paz e a ordem entre os homens podem ser ameaçadas cada vez que surge um novo rito litúrgico!


-Mostre o pinto! Precisamos saber se você é um dos nossos, se você traz consigo o sinal da aliança com deus! O que......? Você não é circuncidado? Por esse motivo a maldição de deus paira sobre nós!!!
-Irmã, como pode? Orando sem véu? Como acha que deus vai ouvir suas orações? Por esse motivo sua casa estar uma desordem! E essas pernas depiladas? As pontas dos cabelos aparados? Meu deus...! O espirito santo de deus estar se afastando de ti minha irmã, deus tenha de misericórdia ti! A vaidade estar entrando em sua casa! Deus me mostra sua ruina!
-Diácono, você estar pregando sem terno e sem gravata! Isso é profanação! Isso não pode! Por esse motivo o fogo de deus não desce no meio da igreja e o espírito santo não batiza mais ninguém! Ninguém fala mais em línguas estranhas aqui. A igreja estar se esfriando por sua causa! Deus vai cobrar de você...
-Não acredito irmão! Você foi a padaria hoje comprar pão? Hoje é sábado! Por que não fez isso ontem? Além do mais você recebeu o dinheiro daquela pessoa que te devia há mais de um ano e justamente hoje passou aqui para te pagar! Isso são laços dos demônio! Você precisa vigiar mais! Nossa comunidade sofre por sua causa! Deus estar triste com isso!
-Marido? Você não deu o dízimo esse mês? Por causa disso nosso filho pegou resfriado, o cachorro morreu, minha mãe quebrou a unha, o bujão de gás faltou mais cedo e não me sobrou nem o dinheiro pra colocar nas campanhas da igreja! Como você pôde comprar comida e pagar as contas da casa primeiro? Isso não se faz! Primeiro é o do senhor, depois o nosso! Como eu fui me casar com um homem infiel desses! O diabo me enganou! A profecia da irmãzinha que orou em minha cabeça quando eu pedia um homem, dizia que eu ia me casar com um varão, um homem de deus, e acabei me deparando com um infiel que honra mais o compromisso com o mundo do que com a casa de deus! Vigie homem! Se for preciso ele te levar ele te leva, mas que eu vou ter um varão fiel eu vou ter sim! Xiribicantas! Deus é o que dar a vida e o que tira! Nunca mais roube ao senhor!
-Vejam irmãos, as pessoas daquela outra igreja fazem tudo o que o mundo faz! Assistem televisão, usam maquiagens, usam bermudas e camisetas, praticam esportes...Nem parecem ser cristãos! Quando jesus vier, eles vão ficar por que o mundo está dentro deles. Nós estamos no caminho certo, amém irmãos! Ora vem senhor jesus!

Incircunciso...infiel...filho do capeta...herege...maldito seja ele...não salvo...!
Quem nunca ouviu algo assim? Essas são as palavras mais “delicadas” que alguns “servos de deus” profere uns contra os outros.

Estando dentro ou fora de um agrupamento religioso em que se invoque uma divindade metafísica, todos nós estamos sujeitos a ouvir citações como essas, pois estamos rodeados por uma maioria de pessoas que vivem envoltas nos mais diversos ritos religiosos. Praticamente todos eles tentando dizer de modo verbal ou não verbal que o seu rito é o correto e todos os demais não o são.

Ter um rito religioso não seria tão prejudicial se cada pessoa que faz uma citação a respeito de determinado rito nãos os endeusassem tanto, não os tivessem como verdade universal aplicável a todos os homens, ou não tentasse por meio de proselitismo intencional ou disfarçado, inculcar tais crenças e práticas a todos quantos possam contatar.

Em qualquer parte do mundo, um punhado de pessoas que se reúne para dar início a um novo segmento de culto, uma nova realidade ali se estabelecerá. Todos os que entram depois do grupo ter sido formado, acham que tudo aquilo já acontecia daquele modo desde que o mundo é mundo. Os que continuam a manter o senso crítico será sempre hostilizados nesses movimentos e os que são adeptos da troca de barganhas receberão destaques. Para cada “vontade de deus” expressa de modo direto por meio de um “servo de deus”, a paz, a sanidade e a saúde de muitas pessoas serão comprometidos.

Parece ficar sub entendido, que uma das maiores graças alcançadas por um fiel na maioria dos ritos religiosos seja o ato de parar de raciocinar, o de entrar no modo robótico de ser, e a partir de então apenas reproduzir tudo que o líder ordena, mesmo que isso seja ilógico, antagônico, cruel, desumano ou que ultrapasse todo o senso de ridículo já estabelecido. Que diga isso as vítimas de todos os ataques ordenados pelo próprio deus no antigo testamento as nações “pagãs”. Que diga isso as vítimas de todas as guerras santas causadas no mundo ocidental, a mando desse mesmo deus, por meio das 3 religiões que o representam.

“Feridos em nome de deus” ou “mortos em nome de deus” seria o nome mais apropriado para produção de um documentário longa-metragem sobre esse assunto. O problema seria definir a quantidade de horas que seria necessário para exibir tal filme, já que essa história se repete todos os dias, inclusive nesse exato momento enquanto lês este artigo. Até então, essa tem sido uma história sem fim, a história das besteiras que as pessoas fazem em nome da fé.

Fica subentendido numa sociedade pluralista de crenças religiosas que todo o rito religioso deve ser respeitado. Fica subentendido também entre todos, que as escondidas, nas rodinhas de conversas com membros da mesma crença, todos podem criticar e ridicularizar a crença alheia. Falar o quanto os outros, da igreja do lado, ou do segmento concorrente estão errado é algo que praticamente todo religioso faz. É um produto natural da crença religiosa em si. A hipocrisia é aceitável para evitar o confronto direto. Os “eruditos” desses movimentos perdem metade da vida apenas se preparando para subjugar seu “vizinho de crença” enquanto o bom da vida passa diante de seus olhos.

No fundo no fundo, cada movimento religioso que surge, vem da necessidade de mostrar que “o outro estava errado” ou das infinitas possibilidades de riqueza e poder que o comercio da fé e da ingenuidade são capazes de produzir. A ideia de culto as divindades é a ideia comercial mais lucrativa e manipulável já inventava por nossa espécie. Deus precisa tanto do seu dinheiro e veneração para continuar existindo quanto um fazendeiro precisa dos gados que possuem para continuar sendo chamado fazendeiro.

Deixando de lado as hipocrisia e alucinações que o mundo dos ritos litúrgicos possa oferecer, capturando alguns em seus momentos de fraqueza ou ganancia, convenhamos refletir sobre alguns pontos importantes sobre o respeitar, não opinar e não interferir nos recintos onde as pessoas dizem se reunir para invocar o sagrado. O sagrado e o profano podem andar lado a lado em certos rituais, e cedo ou tarde podemos ser afetados por eles. O respeito as crenças pode até ser algo bom para a paz entre os povos. O respeito as pessoas é importante. O respeito a vida é essencial. O respeito a liberdade é maravilhoso, desde que essa liberdade não interfira na liberdade alheia. O respeito a opinião dos deuses nem sempre é bom, pois essa sempre será movida pela equação entre a ignorância e ganancia daquele que o representam. O resultado dessa equação é quase sempre desastroso, afinal os deuses nunca aparecem publicamente, apenas as escondidas, de modo muito duvidoso, dando instruções ainda mais duvidosas. Todo cuidado é pouco quando alguém diz estar sob a vontade de deus. Coisas sinistras ou irracionais podem acontecer!

No mundo antigo, dezenas de crianças, virgens e guerreiros vencidos em combates eram oferecidos aos deuses como sacrifícios, no intuito de receber dádivas ainda maiores desses deuses. O que diriam os que estavam sendo sacrificados? Será que eles diriam: “respeitem minha religião? Claro que não! A maioria deles eram levados á força ou embriagados no trajeto para tais oferendas, para reduzir as chances de fuga. -Deus seja louvado! Era o que dizia o que oferecia o sacrifício.

-Tenha de misericórdia de mim, eu não quero morrer, não me deixem morrer! Era o que dizia quem estava prestes a ser oferecido em sacrifício.

O prazer de saber que ofertara uma vida para levar vantagem sobre outros misturado a agonia e o sofrimento em saber que estava sendo a moeda de troca usada por um louco ambicioso mesclava o rito de adoração aos deuses no passado.

Rituais como esses ainda acontecem todos os dias no mundo moderno tanto no oriente quanto no ocidente. Animais aos montões são sacrificados semanalmente em ritos de culto africanos e eles não podem se defender. Quando alguém se sente ofendido ou quer conseguir algo de outro com facilidade procura os “atravessadores” que intermediarão esse contato e irão “dar felicidade” a uns, com o sofrimento de outros. Existem dezenas de casos policiais anualmente registrados de crianças que foram utilizadas em rituais de magia negra, no mundo inteiro e tudo isso por uma estúpida ideia de corromper determinada divindade para que essa lhe conceda benefícios superiores aos demais membros do grupo.

Se rastrearmos desde os mais antigos tempos, veremos que os rituais de adorações aos deuses não passam de uma troca corrupta de favores entre um mortal e uma suposta divindade, além de também ser um meio de esconder o medo do desconhecido ou do fantástico criado exatamente por aqueles que controlam os ritos religiosos e lucram com isso.

Tantos absurdos cometemos uns contra os outros em nome da fé… Um dia a humanidade deverá se envergonhar de tudo que fez e faz contra seus semelhantes em nome dos deuses invisíveis bem como deverá se envergonhar das coisas boas que deixou de fazer pela “vontade deles”.

Um dia, não muito distante, ritos religiosos que já foram motivos de orgulho e júbilo para muitos, serão motivos de vergonha e pesar, do mesmo modo que aconteceu com o rito de culto que se estabeleceu em torno da pessoa de Hitler naquela época e hoje qualquer menção honrosa feita em seu nome pode surtir uma série de efeitos colaterais negativos. O que hoje pode ser tido como louvor aos deuses, no despertar da humanidade soará como um xingamento a nós mesmos.

O ato de praticar besteiras uns contra os outros não é coisa nova nem dos ritos modernos. Na bíblia judaica cristã por exemplo, há inúmeras passagens de guerras e genocídios cometidos ou iniciados pelas mais diversas bobagens, desde o constatar da não retirada da pele do pênis de um “filho da aliança”, até pela quantidade atividades leves que poderiam se fazer em um sábado, a exemplo de esquentar uma comida para alimentar o próprio filho que chora com fome. O próprio deus por exemplo, depois de dizer que Moisés era um escolhido, que por meio dele iria livrar seu povo e tantas coisas mais, enviou um anjo para o matar em pleno arraial quando constatou que ele não era circuncidado!

Ôxeeeeee... Como pode isso? Se lembrou de tudo, de enviar pragas ao Egito, de matar animais e plantas e até de matar crianças inocentes, planejou tintim por tintim 400 anos antes mesmo de Moisés nascer mas não lembrou de olhar o piu-piu do cara antes de convocá-lo para dirigir seu “santo povo”? Cada coisa! Depois dizem que ele é onisciente! Depois dizem que sãos os ateus quem ridicularizam os poderes das divindades. Como se não bastasse, a pele retirada de um pênis era capaz de aplacar a fúria descontrolada um deus piedoso, amoroso e onisciente que não tinha até então percebido que o cara não era castrado! Uma pele de pênis era capaz de ligar o homem a deus, de torna-lo puro ou impuro! Que falta de criatividade! É reduzir uma divindade tão grande a um nada com esse tipo crédito!

Na versão moderna desse mesmo ser para o ocidente, a história do cristianismo oficial definido em Nicéia, já começa na base de contendas sobre as características surreais do “filho de deus”. Essas contendas nunca cessaram, dividindo o mundo ocidental, atrapalhando o avanço da tecnologia, demonizando tudo e colocando o tempo inteiro uns contra os outros. Se a ideia de “jesus” como ele mesmo diz em um trecho dos evangelhos era o de trazer a espada e não a paz entre os homens, ele conseguiu direitinho...

Desde o fundamento da “santa igreja” que várias questões foram a causa de revoltas, contendas e mortes entre o seu “santo povo”. Entre elas está a questão do batismo, se é por imersão ou aspersão, se Maria continuou ou não virgem após o nascimento de jesus, se jesus era 100% homem e 100% deus ao mesmo tempo, se ele foi crucificado ou estacado, se o batismo deve ser para adultos ou crianças, se a salvação é pela graça ou pela fé, se há escolha em ser salvo ou se há predestinação divina... Essas são apenas algumas das controvérsias que a santa igreja traz consigo desde a sua fundação, não chegando ainda a um senso comum. Enganam-se quem pensa que o cristianismo é conciso e homogêneo em todos os lugares do mundo.

Nos últimos 200 anos por exemplo, outras maneiras e costumes surgiram para incrementar ainda mais esse barril de pólvora e outras questões passaram a fazer parte da pauta dos assuntos que seriam motivos de discórdias entre os “servos do senhor”. Questões como se o falar em línguas é ou não obra de deus, se é permitido ou não o uso de tecnologia pelos “escolhidos de deus”, se a mulher deve ou não usar véu, se é aceitável ou não a função de mulheres no ministério da igreja, se é errado ou não bater palmas na igreja enquanto cantam, se devem ou não utilizar baterias, teclados e outros “instrumentos do mundo” para acompanhar o coro da igreja, se crente pode não pode praticar esportes....

A única coisa em que 99% de todos os agrupamentos cristãos concordam entre si é sobre os dízimos. Os 10% “do senhor” estar garantido! É mandamento e não pode faltar! É um “pecado” passível das mais severas penas atuais e futuras. Os “espírito santo” nesses segmentos religiosos se divide, se confronte e se opõe de igreja para a igreja, mas nisso não há discordância! Estranho, não?

Como em todo segmento humano, há pessoas com sentimentos e intenções puras nas igrejas bem como em vários outros lugares, porém na “casa de deus” ficar mais fácil disfarçar vários deles ou atribuir valores indevidos a certos comportamentos.

Uma outra “habilidade” lamentável que a maiorias dos agrupamentos religiosos parece embutir no comportamento de boa parte dos seus membros é a capacidade de agir como idiota, de ser enxerido e de perder a capacidade de um diálogo honesto, racional e coerente sobre os mais diversos assuntos “humanos” e “divinos”.

Parece que alguns deles quando levantam a mão e aceitam a jesus, “poderes” diversos recaem sobre eles. Uns se tornam uma espécie de detetive do fio-fó alheio, cuja única preocupação consiste em saber quem estar ou não fazendo sexo anal, não importa com quem. Assuntos relacionados ao tema LGBT são os que mais gostam de comentar, e como se fossem um antigo legislador de uma terra sem lei, prendem, julgam e dão o veredicto a todos os que se arriscam a caminhar pela estrada “não convencional” do prazer.

Outras irmãs, envoltas em rituais de puritanismo extremo, com aspectos de quem estar com inveja, vivem a criticar e amaldiçoar toda mulher que se veste bem, que estar bem consigo mesma, que usa adornos ou maquiagens para incrementar sua beleza e que por sinal não devem satisfação nenhuma a essas “delegas de cristo”. Tais santas, aceitaram se submeter a sistemas opressores e sem sentidos afirmando estarem felizes em cristo, mas a frustação é patente ao ver “pessoas sem deus” vivendo bem melhor que elas mesmas. Chutem “o pau da barraca” e tudo se resolve! Esse seria o conselho mais plausível.

Não há limites para "invencionices" desnecessárias para atrair público e ganhar notoriedades nesses meios. Há os que compram filmes da Disney para assistir sozinhos e de modo pausado no intuito de encontrar quantos pênis humanos existem escondidos nas cenas, os que encontram demônios nas maioneses e outros produtos alimentícios, os que andam com o disco da xuxa tocando de trás para frente nos cultos nas igrejas para ouvir, quantas vezes a palavra EXU irá ser pronunciada os que fazem nascer instantaneamente dentes de ouro na plateia, os que negociam com demônios em pleno altar que antigamente era considerado os santos dos santos, os que fazem cirurgias nos cultos com extração de órgãos vitais enquanto a pessoa permanece vivo...

Difícil diferenciar nesses casos o ridículo do sagrado e as relações humanas é quem mais são as mais prejudicadas.

Não é o do aumento da quantidade de deuses ou de rituais litúrgicos que precisamos para ter um mundo melhor. As mazelas humanas aumentam tanto quanto os rituais litúrgicos que se oferecem diariamente aos deuses nos países cujo deus é o senhor. O que precisamos mesmo é de cada vezes mais humanos, que tratem humanamente seus semelhantes e não de adoradores, “arriados” aos pés dos deuses em busca de favores pessoais.

Por trás de quase todo adorador, há quase sempre uma pessoa confusa, covarde, gananciosa ou mal intencionada que acredita que por meio de bajulações, corromperá a divindade a ponto de obter o que deseja. Sob o efeito do ópio fica difícil discernir o mundo real do surreal.


Saúde e sanidade a todos! 

Texto de Antônio Ferreira Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Frequentar igrejas não te faz ser melhor que ninguém!



Caráter, respeito, consciência e honra não se adquirem na “casa de deus”! Ou você tem, ou não tem!

Tirando o fato da necessidade que todos temos de nos socializarmos com outros indivíduos da mesma espécie e da necessidade de conseguirmos parceiros para acasalamento e procriação (necessidade essa que também pode ser sanada em qualquer outro grupo social), podemos nos perguntar: qual o verdadeiro motivo de irmos constantemente, quase que de modo obrigatório a “casa de deus”? Qual a real importância de nos submetermos a um líder religioso semelhantes a nós mesmo (e na maioria dos casos com um nível de caráter bem inferior ao nosso), de lhe rendermos obediência cega como se fosse o próprio deus em pessoa, de doarmos um percentual de tudo o que ganhamos e de nos submetermos a todo tipo de humilhação ou abuso que esse intente fazer?

Qual o propósito de vivermos de modo hipócrita, ensinando uma coisa e vivendo outra, criando segregacionismo, separando pessoas, inflando falsamente o ego de outras, fazendo-as pensar que são melhores que as demais só por fazem parte de um agrupamento humano semelhante a qualquer um outro apesar de ter uma faixada diferente?

Quem não estar filiado a algum tipo de igreja pode ser considerado como sendo uma pessoa do mal, sem deus, sem paz, imoral e como passagem direta ao inferno? Desde quando “servir a deus” nos moldes bíblicos é sinal de pureza, santidade, boa conduta, moralidade, intenção de paz, justiça e equidade entre os povos?

Não é isso que estar escrito no antigo testamento. Não é isso que a história secular tem a relatar sobre como tem se comportado as lideranças eclesiásticas e boa parte dos integrantes das 3 religiões que seguem o deus mesopotâmico venerado por Abraão! Tanto a bíblia como a história secular contam coisas opostas e diferentes quanto a personalidade e caráter do deus cultuado e do comportamento dos que o seguem. Podem até mentir, maquiar, ou contar a história por outro ponto de vista, a própria é a principal fonte de informação quanto a esse assunto.

A necessidade de se achar superior a qualquer agrupamento humano é que cria na mente dos que se dizem fiéis a esse tipo de crença, a falsa sensação de que estão no melhor lugar do mundo, fazendo a coisa mais certa do mundo e que por isso são melhores do que qualquer pessoa no mundo e que vão para o céu e coisa e tal, mesmo portando um livro em suas mãos que por meio dos relatos dos seus “heróis da fé” provam totalmente o oposto disso.

Mesmo se reunindo diariamente para promoverem por meio de seus rituais religiosos o desamor, a ganancia, a inveja, a cobiça, a discórdia, o preconceito e todo tipo de sentimento que levem as pessoas a se afastarem daquilo que realmente poderia ser considerado como sendo o verdadeiro conceito de “santidade” e “divindade” os que se reúnem foram ensinados que estão fazendo a coisa mais certa do mundo. Grande engano!

Todos os atos comuns ou abomináveis praticados em qualquer outro agrupamento humano pode ser visto pelos membros e líderes de agrupamento religioso como algo fútil, pecaminoso, desnecessário ou mortal. As mesmas coisas e coisas piores ainda que são praticadas ou provocadas na “casa de deus” é visto como algo sagrado, importante, que vai ajudar o homem a se encontrar com deus. Vender agua de pote na feira como se fosse objeto de cura é motivo de cadeia. Vender agua de pote numa igreja como sendo objeto de cura é motivo de aplausos. Fazer grave ameaça a vida e ao direto de ir e vir de qualquer cidadão é crime, sujeito a reclusão. Fazer grave ameaça a vida e ao direto de ir vir usando a bíblia ou dentro de uma igreja é sinal de cultura, sabedoria, inteligência e boa escolha. Uma mesma ação pode ser banalizada, criminalizada ou sacralizada, só depende onde foi realizada, compreende?

Há uma conivência silenciosa, um pacto sinistro mantido entre todos os que frequentam esse tipo de lugar, de chamar de santo aquilo que não é, de chamar de bom o que é ruim, e de chamar de vital aquilo que só faz mal ao usuário e aos que vivem ao redor deste. Se não fosse pelo estímulo a ignorância, a criação e manutenção de uma culpa desnecessária por um “pecado” que nunca cometemos e pelas ameaças de inferno e maldição a todos os que estão fora desse “aprisco” esse tipo de agrupamento humano já não existiria há muito tempo. E você ai afirmando que é deus quem sustenta sua igreja...

Se a igreja fosse considerada abertamente como um tipo de clube social, um lugar onde as pessoas pudessem ir espontaneamente para comungar um ideal, paquerar, conhecer outras pessoas ou juntas realizarem propósitos maiores sem afiliação obrigatória e sem ameaças de maldições, morte e inferno, não poderíamos jamais escrever textos como esses criticando ou questionando o propósito de sua existência. Todo mundo sabe exatamente o que esperar quando entram em um bar, boate, cabaré, casa de jogos, casas comerciais, etc. Nenhum desses se põe como palatinos da moralidade humana, nem seus frequentadores costumam sair por ai fazendo proselitismo, segregacionismo que são os únicos e verdadeiros e todos os outros locais semelhantes são falsos.

Mas como a igreja “santa”, por meio de seus representante se declara como casa de deus, lugar onde deus habita, lugar de paz verdade e justiça, sustentáculo da moralidade humana, o “bonde” da salvação, e o lugar mais seguro e apropriado que uma família inteira possa estar, nesse caso, mediante a todo exemplo contraditório a essas declarações que todos os dias podemos observar acontecendo nessas casas, a toda futilidade e inutilidade de ritos voltados a bajulação e veneração de seres do imaginável coletivo e a todo tipo de burrice, bizarrice e carnificina que já fora cometida em nome de deus, com ordenanças tais partidas a princípio em uma dessas casas, nos colocamos diante da razão e da lógica dos fatos para nos argumentos sobre tais assuntos e pensarmos juntos em uma resposta inteligente.

Podemos mais uma vez nos perguntarmos: qual o propósito disso tudo? Onde isso nos levará? O que aconteceria se não fosse assim? Como nossa sociedade estaria, se ao invés de doarmos recursos e atenção desnecessária para seres do imaginário coletivo que de nada precisam por serem completos e imortais, utilizássemos esse tempo e dinheiro gasto com os deuses para ajudar pessoas reais, carentes de atenção e recursos reais? Onde nossa sociedade estaria no que diz respeito ao avanço cientifico, social e coletivo se não fosse as represálias cometidas pela igreja da idade média e ainda atualmente? Qual o futuro da humanidade se ainda nos mantivermos nesse baixo nível de consciência?

Caso o “povo de deus” não tenha percebido, a casa de deus vai de mal a pior a cada dia, pois todo tipo de comércio pode ser feito lá dentro desde os mais antigos tempo até os dias atuais: do comércio de sexo ao de pessoas; de armas as drogas; de caráter a moral; de compra de votos a vendas de indulgencias; de lavagem de dinheiro a ocultação de divisas...

Se deus existe, parece que ele abandonou esse tipo de casa há muito tempo. E isso não é final dos tempos nem da volta de jesus não! É burrice, conformismo e conivência silenciosa mesmo! Tudo muda ao nosso redor quando compreendemos o mundo e mudamos nossa perspectiva. Mas como um crente vai mudar a própria mentalidade se o mais mortal de todos os pecados é pôr o cérebro pra funcionar! Obedecer e ter fé é sinal de inteligência. Pensar nas próprias ações e reações e sobre os argumentos que sustentam a própria fé é sinal de fraqueza, de rebeldia, de que o diabo entrou no coração da pessoa que o fim desta é a perdição. Desse jeito nunca, jamais haverá mudanças. Muda-se os deuses venerados, muda-se as épocas, muda-se os seguidores, as placas das igrejas mas o princípio é o mesmo: crer, obedecer, ser trouxa, capacho, escada para outros subirem e banquinho para outros sentar.

Em nossa sociedade ocidental, criou-se e manteve-se por dezenas de séculos a ideia mentirosa e deslavada de que o bem estar presente, e a salvação futura de qualquer pessoa nascida viva ou morta que já tenha saído do útero de uma mulher, dependam exclusivamente da benção de alguma liderança religiosa ou da frequência e afiliação a uma das várias modalidades de “casa de deus”. Nunca houve uma mentira maior, mais lucrativa, mais duradora e mais opressora do que essa: a de que precisamos estar em uma igreja para sermos salvos, sermos bom, termos caráter, moralidade ou sermos considerado gente boa para a sociedade. O oposto disso é boa parte dos casos é que é a verdade de fato.

A igreja vende a salvação aos homens e os seus representantes na terra são os responsáveis em cobrar o pedágio pela sua longa ou curta estadia nessa vida, e de se julgarem seus donos. Qualquer ser vivo que respira ou se mexe nesse planeta, a igreja se considera ainda que de modo indireto como sendo possuidora deste e que pode decidir o destino desse para o bem ou para o mal, principalmente a raça humana. A igreja vive mais para amaldiçoar do que para abençoar. A felicidade dos “servos de deus” consiste mais em saber que outros irão para o inferno do que se eles mesmo irão para os céus!

Como pode ser considerado casa de deus, um lugar onde a mentira, o engano e o perjúrio tem reinado desde a sua fundação?

Como pode ser casa de deus, um lugar onde a ciência, a inteligência, o conhecimento e todo tipo de habilidades humanas que possam nos conduzir a um estado mais avançado como povo e como homem tem sido duramente criticado, suplantado e proibido de forma discreta ou indiscreta desde o seu nascimento?

Como pode ser chamado de casa de deus um local onde os Direitos Universais do Homem é desprezado e as constituições de qualquer sociedade civil organizada é considerada lixo, quando para oprimir o povo dizem que a bíblia é superior, a maior de todas as constituição e a mais perfeita de todas as leis? Como pode ser casa de deus o lugar onde a liberdade de ir e vir é monitorada, a liberdade de expressão e questionamentos é censurada e a liberdade de escolha é infringida por grave ameaça de maldições, inferno e morte?

Como pode ser casa de deus um local onde uma simples pergunta a respeito da própria fé ou do caráter da liderança podem trazer consequências irreparáveis para aquele o fez e a partir de então tratá-lo pelo resto da vida como se fosse escória, sendo que a depender da pergunta ou “ofensa” cometida aos “ungidos” do senhor, esse tratamento malévolo pode se estender a todos os familiares do questionador e a todos que ouvindo a pergunta feita, deu-se a entender na ocasião que se puseram a pensar sobre o assunto?

Sou levado a pensar, que se o diabo existe, os truques mais sujos e as artimanhas mais macabras ele aprendeu dentro da casa de deus e alguns dos “ungidos do senhor” é que são na verdade seus mestres.

Dentro dos locais considerados como sendo sagrados, chegam a acontecer coisas que até o diabo duvida de tamanha criatividade e malícia no arquitetar e executar dos planos tudo isso acontece justamente por criou-se e manteve a ferro e fogo a falsa ideia de que tudo que uma liderança religiosa faz é dirigida ou guiada por deus. Assim qualquer plano que eles venham estabelecer ou executar todos dirão amem!

Para se defender, acusar, garantir domínio de território e de vidas humanas, algumas lideranças religiosas se comportam exatamente como se fossem membros do crime organizado e mesmo assim são considerados exemplos sociais a serem seguidos. Leiam a bíblia, estudem a história secular, ou participem de alguma reunião ministerial fechada, destinadas apenas a obreiros de alto escalão e tirem suas próprias conclusões. A preocupação maior da alta cúpula na maioria dos casos é somente em encher os bolsos e controlar a vida dos incautos! E você ai acreditando que eles velam pela sua alma. Vai pensando...

Se pesquisares a fundo na história bíblia e secular onde o deus bíblico tenha sido apresentado, verás que antes de cometerem invasões, carnificinas ou darem inícios a guerras sem sentidos, políticos e ditadores poderosos se reuniram na “casa de deus” ou com “homens deus”, para tomar seus conselhos ou serem abençoados por eles.

Do mesmo modo que os cruzados levavam suas espadas para serem ungidas pelos padres quando iam promover as chamadas “guerras santas”, até hoje em alguns lugares do mundo cristão, armas de fogo são trazidas à casa de deus para serem ungidas pelo líder maior, para que os membro possam ter um “fuzil abençoado” um “escopeta abençoada” e outras coisas mais abençoadas. Sem falar que os próprios líderes ungem qualquer tipo de porcaria comum ou inútil e vendem aos fiéis como se fosse manjar de dos deuses, amuletos de sorte e afins. Quem tem um deus conivente com esses tipos de acordos, nem precisa mais temer o diabo ou inferno: ele será seu próprio inimigo, só depende quem lhe rede mais adoração ou paga um dizimo mais alto.

Diferente do que se dizem nessas casas, ninguém precisa frequentar igrejas ou aceitar a jesus para “ser santo” ou ter caráter. Caráter, honra e respeito são coisas internas e pessoais ou passadas de pai para filho, de geração para geração. É possível também aprender ou absolve-las por assimilação convivendo com outras pessoas que realmente possuam tais características. É possível perdê-las, entrar em colapso ou optar pela anarquia quando a inércia e a corrupção toma conta das autoridades civis. Levantar a mão e aceitar a jesus ou frequentar igreja não põe caráter em ninguém.

Qualquer homem que diga precisar de deus ou de uma igreja para ter caráter, ter bom senso ou fazer o que é certo sem trazer prejuízos a outros não passa de um hipócrita, mentiroso ou desconhece o próprio potencial humano. A moralidade humana ultrapassa a dos deuses, pois estes é quem são seus verdadeiros criadores e não o contrário.

Se há um lugar em que se faz necessário visitarmos diariamente com frequência, esse lugar se chama nossa consciência! Se há um templo que precisamos conhecer melhor, limpar e cuidar, esse templo se chama nosso corpo, essa casa qual habitamos temporariamente. Se há um ser que precisa de respeito tanto quanto nós mesmo esse ser é o nosso semelhante!

Mediante esse entendimento toda necessidade de culto aos deuses se faz desnecessária. Todo temor irracional a seres do imaginário desaparece. O medo de ameaças e maldições proferidos pelos que vivem do comercio da fé vai a falência e poderemos conviver melhor conosco e com toda criatura viva ao nosso redor.

Caráter, honra e respeito são coisas que a igreja não tem a ofertar já que tudo depende da aprovação dos deuses e de seus representes. Pensem nisso!

Saúde e sanidade a todos! 

Texto de Antonio Ferreira Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.