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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Fé é esperança




Os crentes religiosos fingem que a fé é um caminho para o conhecimento. 
Mas não é! 

A fé não tem um mecanismo para determinar quais ideias são verdadeiras e quais são falsas, é 100% inútil. Isso é tão óbvio que até os religiosos sabem disso. Eles sabem que duas pessoas podem acreditar em coisas contraditórias pela fé. E isso significa que a fé não pode ser um caminho para chegar à verdade.

Dizer que acredito em X por fé é tão absurdo quanto dizer que acredito em Z por lançamento de uma moeda ao ar. Então, o que crentes querem dizer quando falam sobre fé? Eu acho que eles querem dizer que significa "esperança" e que essa esperança os leva a acreditar.

Vejam esta afirmação:

"Eu tenho fé que Deus existe."

Isso não faz sentido se eles quiserem significar que a fé os leva a concluir que é VERDADEIRO que deus existe. Isso é simplesmente estúpido. Mas se substituir "tenho fé" por "esperança", já faz sentido:

"Espero que Deus exista."

Em vez de "tenho fé que Jesus me ama", eles querem dizer que "espero que Jesus me ame".

Na minha experiência, podes sempre transformar uma declaração de fé numa declaração sensata, substituindo cada instância de "fé" por "esperança".

Afinal, em última análise, as pessoas religiosas não têm conhecimento, elas apenas têm crença e esperança. E isso é tudo o que eles têm.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 26 de outubro de 2019

O personagem Jesus Cristo



Nos primeiros três séculos, a diversidade de perspectivas sobre quem era Jesus e o que significava ser cristão eram enormes, tanto que no consenso atual dos historiadores e teólogos recomenda-se falar nos cristianismos primitivos, (no plural).

O NOVO TESTAMENTO
O cânone do novo testamento demorou a ser estabelecido, até porque o cânone do Judaísmo, o antigo testamento, ainda não estava definido.
É possível que o cânone judaico só tenha sido definido no século II.
No início, os cristãos consideravam os livros sagrados judaicos.

O PRIMEIRO AUTOR CRISTÃO
A primeira epístola aos Tessalonicenses, escrita por Paulo provavelmente no ano 51, foi o primeiro texto de autor cristão, cita trechos do Pentateuco e dos profetas israelitas. Da vida de Jesus, Paulo só fala da última ceia, que foi crucificado e ressuscitou, e cita um ou outro ensinamento de Jesus. Não se sabe porque ele não fez a biografia de Jesus. As biografias de Jesus só foram escritas a partir do ano 65, quando Paulo já tinha encerrado a sua carreira apostólica.

COMUNIDADE DE JERUSALÉM
Há citações de que inicialmente os apóstolos originais, de Jesus e membros da família do Nazareno fundaram a comunidade cristã da Judeia, que pode ter acabado entre os anos 66 e 70.
As igrejas fundadas por Paulo veneravam o grupo de Jerusalém. Com o fim deste grupo acaba qualquer autoridade central.

CRISTOLOGIAS
Com o fim desta autoridade central houve uma explosão de diversidade de doutrina sobre quem afinal era Jesus. Cada doutrina é chamada de cristologia, segundo Chevitarese, são quatro cristologias convivendo entre os anos 50 a 60.

a) Para Paulo, Jesus era o Cristo porque ressuscitou.
b) Para o evangelho de Marcos, quem fez Jesus se tornar o Cristo foi o batismo por João Batista.
c) Os evangelhos de Mateus e Lucas consideram que Jesus se tornou o Cristo a partir do seu nascimento.
d) Enquanto João vê Cristo como pré-existente no próprio mundo.

Ainda deve-se considerar que fragmentos dos evangelhos judaicos – cristãos citados por autores posteriores como Jerónimo (347-420) havia pelo menos três evangelhos da mesma linha, o Evangelho dos Nazarenos, o Evangelho dos Ebionitas e o Evangelho segundo os hebreus, que apresentava a ideia que Jesus não era divino e segunda pessoa da santíssima trindade.
O Evangelho dos Nazarenos, que parece uma versão do evangelho de Mateus, acreditava que Jesus era um ser humano especialmente bom, adotado por deus no momento do batismo.
O Evangelho dos Ebionitas fala que houve um certo homem chamado Jesus, que tinha cerca de 30 anos de idade. E foi ele quem nos escolheu.
Por outro lado, o bispo cipriota Epifânio de Salamina, morto em 403, regista que leu no Evangelho dos Ebionitas que Jesus era uma espécie de anjo encarnado – inferior a deus, mas não totalmente humano.

BIBLIOTECA PERDIDA
Em 1945, foi encontrada uma jarra selada enterrada, que continha treze códices de papiro embrulhados em couro. Os códices contêm textos sobre cinquenta e dois tratados maioritariamente gnósticos, três trabalhos pertencentes à Corpus Hermeticum e uma tradução parcial de A República de Platão. Muitos gnósticos acreditavam que Jesus não era o mesmo deus do antigo testamento, e sim, filho ou primeiro ministro do verdadeiro deus supremo.

IDEIAS EXISTENTES NA FORMAÇÃO DO CÂNONE
Marcion de Sinope rejeitava o deus sanguinário dos Judeus, e diferenciava o bondoso pai de Jesus. Ele achava que Jesus não era um humano de verdade, rejeitava o nascimento de Jesus e o cumprimento de profecias do antigo testamento na vida do Messias.

EVANGELHOS CANÓNICOS
Bispos e pensadores cristãos, como Irineu de Lyon, começaram a defender a definição de um cânone, mas este debate não parecia ter um fim, até que o cristianismo passou a ser a religião oficial do império Romano e o Imperador Constantino passa a promover a uniformização do cristianismo, e a determinação de um cânone único e coerente, o que deixou de fora dezenas de textos de cristãos judeus, gnósticos e outros "hereges". Mas Constantino não concluiu o seu projeto.
A primeira lista dos livros do novo testamento tal como é hoje, foi do ano de 367, determinada pelo bispo Atanásio de Alexandria.

A INFÂNCIA DE JESUS
Os autores dos evangelhos canónicos quase nada falam da infância e adolescência de Jesus. Jesus só aparece bebezinho e depois aos 12 anos numa passagem triunfal no Templo de Jerusalém.
Os primeiros cristãos tentavam imaginar, como era Jesus antes da vida pública.
Então foram escritos os evangelhos da infância, como o de Tomé. Especialistas como Bart Ehrman, professor de história do cristianismo antigo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA), consideram que estes trechos são midrash (textos inventados para completar narrativas, comum entre os judeus).
Um trecho de Tomé relata que Jesus estava moldando passarinhos com barro num sábado, dia santo judaico. Um judeu chama a atenção de Jesus e o menino bate palmas e as aves saem voando.
Estes textos são questionáveis, retratam um menino Jesus usando poderes milagrosos de forma fantasiosa. Num trecho, um menino começou a desfazer umas represas que ele tinha feito nas margens de um riacho. Jesus irritou-se e fez o menino secar completamente. Noutro trecho um menino passou correndo e esbarrou no seu ombro, Jesus ameaçou o menino que caiu e morreu. Noutro os aldeões vão reclamar dele com José e eles ficaram cegos e ele amaldiçoou um de seus professores. Noutro ele ressuscita um amiguinho que caiu do telhado da casa. Fez madeira crescer milagrosamente para que José terminasse seus trabalhos de carpintaria.
Especialistas como o franco alemão Oscar Culmann(1902-1999), chegam a agradecer a deus pela não inclusão dos evangelhos da infância no novo testamento.

EVANGELHOS GNÓSTICOS
Para alguns seguidores de Jesus, Tomé (gémeo, em aramaico) apelido Dídimo (gémeo) ou Dídimo Judas Tomé, autor do evangelho de Tomé, era gémeo de Cristo.
Também nas narrativas canónicas, Jesus pede aos apóstolos que lhe digam quem ele é. Tomé lhe disse: "Mestre a minha boca é totalmente incapaz de dizer o que és".
Disse então Jesus. "Não sou teu mestre, pois bebeste e te embriagaste da fonte borbulhante que eu mesmo guardo".
O evangelho de Tomé representa ideias gnósticas, que o conhecimento secreto transmitido por Jesus é o responsável pela salvação e não a fé na morte e ressurreição, pois ali nem se fala em paixão de Cristo, ele é sempre descrito como o "Jesus vivente".
O evangelho de Tomé cita que Pedro fala: "Maria tem de nos deixar, pois as mulheres não são dignas de viver".
Jesus contradiz: "Eis que eu a guiarei para torná-la masculina, para que também ela se torne espírito vivente, como vós que sois homens, pois toda mulher que se fizer homem entrará no reino dos céus".
Outro texto narra: A companheira do Salvador é Maria de Magdala. O salvador amava-a mais do que a todos os discípulos, e ele a beijava com frequência na sua boca (os termos em destaques estão ilegíveis no original).

O DOCUMENTO Q
Há uma ideia que nos primórdios do cristianismo havia um documento hoje perdido contendo os chamados lógia (declarações) de Cristo, o documento Q, que parece ter dado origem ao Evangelho de Tomé e aos Evangelhos de Mateus e de Lucas.

CONCLUSÃO
O personagem Jesus Cristo construído a partir desta descrição histórica, certamente não é a verdadeira pessoa, o Jesus que deu origem ao cristianismo.


Texto de Djair Lima

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Inspirações da Bíblia




“Estruturalmente, Génesis 1-11 apresenta uma fascinante visão sobre como a Bíblia evoluiu de uma colecção de mitos politeístas e lendas de várias culturas em uma conta monoteísta mais coerente da história de Israel.” – 101 Myths of the Bible por Gary Greenburg 2000; Página 3


Em resumo, todos os personagens na Bíblia foram roubados de religiões pagãs gentias e substituídos por personagens judaicos:


  •  Monoteísmo judaico foi roubado do egípcio Akhenaton
  •  A criação judaica foi roubado da criação egípcia.
  •  O uso que o Senhor judaica da palavra para criar foi roubado do
    Egípcios (o judeu Iavé substitui Ptah).
  •  “Haja Luz” foi roubado do Épico Theban da criação.
  •  O “firmamento no meio das águas” foi roubado da criação egípcia.
  •  Adão e Eva foram roubadas dos egípcios Geb e Nut.
  •  Eva vinda da costela de Adão foi roubada do épico de Enki e Ninhursag:
  •  Adão e Eva foram roubadas dos egípcios Geb e Nut.
  • “Meu irmão, que te dói?
    Minha costela me dói”
    ANET, Ninti cujo nome significa
    “Senhora do Rib”, curou costela de Enki.
  •  Punição e perda da imortalidade de Adão e Eva foram roubados da história mesopotâmica de Adapa (o judeu Iavé substitui o sumério Enki).
  •  Os judeus Caim, Abel e Seth foram roubados de Osíris, Set e Hórus.
  •  O conflito entre Caim e Abel foi roubado de Set e Osíris, e conforme a história se passa, é mais tarde com base nos sumérios Dumuzi e Enkimdu.
  •  O judeu Sansão foi roubado de Heracles: A remoção de seus olhos é baseada em Édipo, e a derrubada dos pilares foi roubada do conto egípcio sobre Re-Herakhte.
  •  A história judaica de Jacob e a escada foi roubada dos rituais funerários egípcios para o rei falecido: Glórias a ti, Escada de Deus, Salve, oh Escada de Set. Suba, oh Escada de Deus, suba, oh Escada de Set, suba, oh Escada de Hórus, sobre o qual Osíris foi o céu.” A Escada egípcia consiste dos corpos de duas divindades egípcias sobre a qual Osíris ascende aos céus, foi substituída por uma escada com vários seres sobrenaturais, anjos a subir e descer entre a Terra e o céu.”
  •  O judeu Moisés foi roubado de vários Deuses e reis, a depender da fase de sua vida: Sargon (o nascimento e abandono no rio, serem resgatados pela realeza etc.)
  •  As andanças no deserto foram baseados na Deus-Sol Baco, como visto nos Hinos de Orfeu.
  •  A passagem Hebraica de “40 anos no deserto”, afirmada no livro judaico de Êxodo. As subsequentes “40 dias e 40 noites” andanças no deserto do judeu nazareno foram roubadas: “a luta de Set e Hórus no deserto durou quarenta dias, como comemorado nos quarenta dias da Quaresma egípcia, durante os quais Set, como o poder de seca e esterilidade, fez guerra contra Hórus na água e germinação do grão enterrado… Esses quarenta dias foram estendidos para 40 anos, e confessadamente assim pelos judeus.”
  •  O judeu Josué foi roubado das Divindades egípcias Shu e Nun.
  •  A judia Débora foi roubada da Deusa egípcia Neith.
  •  O judeu Noé foi roubado do sumério Ziusudra.
  • O deus judeu fictício Iavé na história de Noé substituiu o deus sumério Enlil, também conhecido como Baal e Belzebu.
  •  O filho judeu de Noé, Kham, foi roubado de Belus.
  •  O judeu Nimrod foi roubado do Faraó egípcio Sesóstris.
  •  O judeu Abraão foi roubado do Rei Hariscandra dos Sankhayana-Sutras Hindus.
  •  O judeu Isaac foi roubado de Rohita, filho do Rei Hariscandra. Nessa história, o deus judeu fictício Iavé substituiu o deus hindu Varuna.
  •  O personagem judeu Daniel foi roubado do egípcio Neferti.
  •  O judeu Jonas e a baleia; Jonas foi roubado do personagem Hindu “Saktideva” encontrado na Somadeva Bhatta.
  •  As “Doze Tribos de Israel”, assim como os doze discípulos de Cristo são baseadas nos doze signos do zodíaco.
  • O judeu Ló e sua esposa foram roubados dos gregos Orfeu e Eurídice.
    Nessa história, o deus judeu Iavé substitui o deus grego Hádes
  •  Os judeus Jacó e Esaú foram roubados de Hórus e Set.
  •  A judia Rebeca foi roubada da Deusa egípcia Ísis.
  •  O judeu José com os onze irmãos foram roubados do egípcio Psammetichus.
  •  A história de José e a esposa de Potifar foi roubada dos egípcios Anúbis e Bata.
  •  “As Dez Pragas” contra o Egipto foram roubadas e muito exageradas e alteradas do Papiro de Ipuwer.
  •  Os dez mandamentos foram roubados do Código de Hammurabi.
  •  O judeu Iavé substitui o Deus-Sol sumério Shamash, também conhecido como Azazel.
  •  O judeu Davi a matar o filisteu Golias foi roubado de Thor a jogar o martelo em Hrungnir, atingindo-o na testa.
  • O judeu Jó foi roubado do ugarítico Keret, e o judeu Iavé substitui o Deus “El”.
  •  O judeu “Jó”, foi roubado de uma história escrita no idioma ugarítico (escrita cuneiforme), escrita por volta de 1400 aC por “Ilimilku, o Escriba”. Este épico envolve “Keret” e o Deus “El”, e NÃO Jó e Jeová. Tragédias familiares de Keret e doenças são comparáveis com a história de Jó. No conto original, “Satan” nunca sequer entrou em cena. Aqui, o judeu Jeová substitui El.
Ao criar Deuses opostos, um “bom” e outro “mal”, os judeus têm sido capazes 
de manipular o mundo além da imaginação.

  • O livro judaico de Provérbios, juntamente com os escritos no livro de Eclesiastes foram roubados dos ensinamentos do egípcio Ptah-Hotep. 28. 
  • Muitos dos escritos no livro judaico de Josué foram roubados das Cartas de El Amarna 29 
  • O livro judaico de juízes é composto de material roubado: História de Aqhat, Diário de Wen-Amon, Almanaque Gezer 30 
  • Os livros judaicos de Samuel e Reis contem material roubado de: As Profecias Mari, Estela da Messa, O Escrito de Karatepe, Os Anais de Salmanasar III, O Obelisco Negro de Salmaneser III, Os Anais de Tiglate-Pileser III, The Annals of Sargon II, O Escrito de Siloé, O Escrito Yavne-Yam, As Cartas Lachlish, O Arad Ostraca, Os Anais de Senaquerib, Os Anais de Nabucodonosor II.

Mais material roubado nos livros bíblicos de Esdras e Neemias de:
  • O Cilindro de Ciro, 31
  • O judeu Mordecai foi roubado do Deus babilónico Marduque 32
  • A judia Ester e o livro judaico de Ester foi roubado de Ishtar, também conhecida como Astaroth, Astarte, Afrodite, Ísis, Ashtar. 33
  • A judia Virgem Maria “Rainha do Céu” também foi roubado de Astaroth
  • O judeu João Baptista foi roubado de Anup, que batizou Hórus. Ambos perderam as cabeças. 34
  • O judeu Judas foi roubado de Set. 35
  • O judeu Mateus foi roubado de Thoth 36
  • O judeu Tomás foi roubado de Tammuz 37
  • “Como Jesus, o deus grego Hermes também foi envolvido em roupas de panos e colocado numa manjedoura, assim como foi também Dionísio.” 38 


Referências:
1 101 Myths of the Bible por Gary Greenburg © 2000 páginas 3-24
2 Ibid, páginas 11-13
3 Ibid, página 14
4 Ibid, página 17
5 Ibid, páginas 43-44
6 Ibid, página 55
7 Ibid, páginas 56-57
8 Ibid, página 9
9 Ibid, páginas 68-69
10 Bible Myths and Their Parallels in Other Religions por T. W. Doane © 1882, capítulo VIII “Samson and his Exploits” páginas 62-76 11 101 Myths of the Bible, página 144
12 Bible Myths and Their Parallels in Other Religions, página 51
13 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold por Acharya S. ©1999
página 244
14101 Myths of the Bible páginas 254-255 15101 Myths of the Bible páginas 258-62 16101 Myths of the Bible páginas 103-104
17101 Myths of the Bible páginas 103-104 páginas 101, 102
18 Bible Myths And Their Parallels in Other Religions página 39
19 Old Testament Parallels: Laws and Stories from the Ancient Near East by Victor H. Matthews and Don C. Benjamin 1991 páginas 235-240
20 101 Myths of the Bible páginas 135-137
21 101 Myths of the Bible página 138
22 101 Myths of the Bible página 175-179
23 101 Myths of the Bible páginas 180-181; Old Testament Parallels páginas 41-45
24 101 Myths of the Bible página 206
25 Old Testament Parallels páginas 62-67
26 Bible Myths and Their Parallels in Other Religions páginas 90-91
27 Old Testament Parallels páginas 201-211
28 Old Testament Parallels páginas 184-188
29 Old Testament Parallels páginas 77-80
30 Old Testament Parallels páginas 85-105
31 Old Testament Parallels páginas 109-143
32 101 Myths of the Bible página 292
33 101 Myths of the Bible páginas 292-293
34 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold página 177
35 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold página 171
36 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold página 171
37 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold página 172
38 The Christ Conspiracy: The Greatest Story Ever Sold página 191

Outras Referências:
Popular Dictionary of Assyrian and Babylonian Terminology por F. C. Norton ©2003



domingo, 2 de setembro de 2018

Entendendo os debates dos cristãos




No Facebook, os debatedores cristãos têm uma linguagem própria. Aqui está uma explicação de alguns das suas respostas ou expressões mais populares.

“Sua mente está fechada. Você não quer saber a verdade ” 
Significa realmente: Tu entendes isso melhor do que eu, eu preciso ir reler algumas argumentações a sites evangélicos.

"[Não diz nada]" e, em seguida, clique no botão Bloquear (ou no botão Excluir para excluir um post ou um comentário) 
Significa realmente: Ufa, eu não acho que os meus amigos tenham fé suficiente para ver estas coisas assim escritas.

"Jesus te ama" ou "Amém ... Obrigado". 
Significa realmente: não tenho a mais pálida ideia de como responder a esse argumento.

"Vou rezar por você." 
Significa realmente: se tu não acreditas em mim, vou denunciá-lo a Deus.

"Mas e sobre ...?" 
Significa realmente: OK, eu perdi o último argumento, então vou tentar outro diferente.

"O tolo disse em seu coração: Não há Deus". 
Significa realmente: Hahaha, tu agora não tens como sair desta!

"Você tem fé toda vez que se senta em uma cadeira" 
Significa realmente: A fé pode ser estúpida, mas tu usas a fé também, então somos ambos estúpidos!

"Você vai para o inferno!" 
Significa realmente: Inferno assusta-me ao ponto de eu quase me cagar de medo. por isso deve assustar-te também.

“A sabedoria dos homens é loucura para as coisas do espírito.” 
Significa realmente: As evidências realmente fundamentam a tua opinião, mas eu simplesmente NÃO acredito que estou errado.

"Um dia Jesus abrirá seu coração para que você possa ver a verdade" 
Significa realmente: Espero que algum dia tu sejas tão idiota quanto eu.

"Prova que Deus não existe!"
Significa realmente: Confesso que sou incapaz de provar a existência de deus e como não se pode provar que Deus não existe, apesar de ser falácia, ficas sem resposta e posso continuar a crer em algo que não se verifica existir.

Espero ter feito alguma luz sobre estas expressões cristãs.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Queres ser um cristão???



Se queres ser um cristão, deixo-te aqui uns pontos que te deves lembrar sempre de modo a facilitar-te a entrada nessa crença duma forma suave e sem confusões.

Eis o que precisas saber:
  •  Maria ficou grávida dum pombo.
  •  Maria teve um bebé mas continuou virgem.
  • Jesus era o bebé mas também era o seu pai e o seu filho.
  • Uns dizem que Jesus nasceu em Belém mas era de Nazaré, não falava hebraico mas sim, aramaico.
  • Jesus não esteve aqui para mudar as leis, mas acabou com uma quantidade delas.
  • Jesus viveu, morreu e agora está vivo outra vez. Esteve cá mas foi embora e vai voltar outra vez.
  • Jesus era um judeu e foi morto por judeus mas não pelos judeus, por orar a Deus e portanto, isso tornou-o um cristão e Deus para todos, excepto para os judeus.
  • O primeiro cristão era um judeu. Foi crucificado para os judeus pelos romanos, assim o afirma um cristão romano que era um judeu.
  • Os romanos mataram judeus e cristãos até que começaram a adorar um judeu, tornaram-se cristãos e mataram mais judeus.
  • Existe um só Deus mas são três: o pai, o filho e o espírito santo. 
  • Paulo é o Saulo e Simão é o Pedro.
  • O diabo é um anjo e uma serpente que fala.
  • Deus libertou os escravos do Egipto mas só quando o faraó os libertou.
  • Um pescador apanha homens e não peixes. 
  • O vinho é sangue e o pão é carne. 
  • Um peixe não é carne e não se pode comer carne à sexta-feira, portanto, come-se peixe com pão que é carne.
  • Deus fez tudo e todos, mas ele é cristão e os judeus são o seu povo escolhido.
  • O imperador Constantino e o seu papel na igreja Católica e na Bíblia, é história que não interessa. 
  • Na bíblia, as partes absurdas são alegorias e textos para interpretar, mas o melhor é deixar esse livro para os padres.
  • Deves chatear todos os não cristãos a aderirem à crença, e em caso de recusa, ameaça-os com uma estadia eterna no inferno, mas sempre dizendo que Deus é amor. 
  • O papa tem sempre razão e jamais erra, mesmo estando totalmente errado.

Espero ter ajudado os novos cristãos a inteirar-se e a integrar-se nesta "bela" crença.


O Herege

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Um livro dito sagrado, uma crença, uma paranóia e um desejo enorme de adoecer pessoas



Quem será que realmente precisa ser salvo e liberto? A triste realidade de alguns cegos que se acham guias eleitos.

Medo do inferno; desejo de curas milagrosas para enfermidades físicas; vontade de ficar rico sem trabalhar por meio de “apostas santas”; interesses políticos partidários com intuito de formar currais eleitorais num recinto onde as pessoas são quase que forçadas a obedecerem cegamente seus líderes; necessidades de conseguir parceiros para relações afetivas; tradições familiares; modismo passageiro; necessidade profunda de esconder falso caráter; desilusões na vida e conflito existenciais...

São vários os motivos que podem levar uma pessoa a procurar uma igreja para se filiar. A permanência ou não nestes locais dependerá de uma série de outros fatores tais como nível cultural e de honestidade na convivência interna entre os membros deste grupo, além do nível de inocência e ignorância que uma pessoa possa ter ou simular ter a respeito de si mesma e da linha de crença qual se filiou.

Os que buscam a justiça, a verdade, e o caminho da paz entre os homens por exemplo, logo perceberão que na maioria dos casos, esses recintos provavelmente seria um dos últimos lugares onde essas virtudes seriam encontradas. Toda história da igreja em si mesma é uma história de sangue, injustiças, manipulações de fatos históricos e coações psicológicas para manter “unido” aquilo que chamam de igreja do senhor. A fogueira, a forca, torturas, boicotes e perseguições sem fins será sempre a recompensa para aqueles que tentam questionar os fundamentos pelos quais a dita igreja do deus vivo prevalece.

As pessoas que mais sofrem nesses recintos, são exatamente as pessoas bem intencionadas, cujos sentimentos e boas intenções de praticar o amor verdadeiro, de viver em paz com todos e não apenas com os que fazem parte de tal grupo, ou desejavam viver e um ambiente respeitável. Estas serão sempre as que as mais prejudicadas, por que não poderão questionar, estarão proibidas de comentar sobre as injustiças que acontecem dentro destes recintos e poderão inclusive serem desmentidas e desmoralizadas por muita gente do próprio grupo caso queiram levar adiante tais “levantes do diabo”.

Tais opositores da justiça para manterem a auto imagem do grupo, sacrificam a honra e todas as virtudes que uma pessoa de mente sã venha possuir. Alguns sabem que fazendo isso estarão fazendo um favor ao líder religioso e serão recompensados com cargos e paparicos sem fins. Outros acham que deixando vazar as barbáries que muitas vezes acontece na “casa de deus” serão duramente punidos por esse mesmo deus, “pois melhor seria que amarrassem uma pedra ao próprio pescoço e se lançassem ao mar do que causar um escândalo na casa do senhor” (trecho da própria bíblia). A grande questão é? Se deus é pai de todos, criador de tudo e fonte de todo amor incondicional, por que as igrejas criam nas pessoas a necessidade de filiação num recinto religioso para garantir a salvação dos fiéis? Por que uma pessoa que não estar filiada a uma igreja é considerada uma pessoa perdida e pecadora, mesmo sendo na maioria dos casos uma pessoa de caráter maior do que aquelas que vivem na “presença de deus” o tempo inteiro?

Seriam as igrejas cambistas ilegais que vendem aquilo que dizem ser gratuito por diferentes preços e condições de pagamento variados? Que ser divino em sã consciência e justiça, entregaria a líderes gananciosos, corruptos e ignorantes o poder de “financiar” algo tão precioso quanto a salvação da humanidade? Não seria este um grande ato de irresponsabilidade por parte de um ser tão justo? Se até num cartel do crime organizado tem regras e supervisão por parte do mandante, por que justamente no quesito salvação, cada um pode abrir a própria franquia (igreja) e comercializar do jeito que bem entender a salvação, bem como abusar do corpo e da mente dos fieis sem punição direta daquele que dizem ser o dono da obra? Muito estranho isso...

Dizem que ele (deus) só vai tomar providências quanto a isso no dia do juízo, quando ele mesmo vier com toda sua fúria e poder para mandar quase todo mundo pra o inferno, quando na verdade poderia ter evitado tudo isso, proibindo a manipulação do seu nome para propósitos espúrios. Outros ainda acreditam que o único modo de obter sua atenção e punição imediata é fazendo sexo anal ou sentindo atração por pessoas do mesmo sexo. Como ele é um deus de mistério, tudo o que se refere a sua pessoa, também será envolta em um grande mistério, incluindo suas prioridades e critérios de avaliações.

Desse modo, a depender do seguimento religioso, e da intenção de quem busca esses recintos, depois que uma pessoa é convencida a aceitar a jesus numa igreja, logo uma série de efeitos colaterais poderão surgir como resultado dessa nobre decisão. Esses efeitos não serão sentidos apenas por esses recém convertidos, mas todos ao redor deste poderão sentir em certos casos o dissabor dessa “conversão”.

Para alguns desses que acabaram de aceitar a jesus, um mundo que antes era lindo ou simplesmente neutro, agora é um mundo que jaz no maligno, onde tudo conspira para tragar o crente, tirá-lo dos caminhos do senhor e desviá-lo da verdade segundo os conceitos que cada igreja tem de verdade, de pecado e de justiça.

A partir do momento que uma pessoa “aceita a jesus” em uma dessas casas, o diabo passará a espreitar os “servos de deus” em cada canto, em cada esquina, em cada gesto de uma pessoa, de um animal ou de uma planta e até mesmo nos efeitos do clima, procurando um meio de tragar essas pobres criaturas que agora decidiram seguir o caminho da verdade e sair do reino das trevas. “Deus” quer manter o sujeito na igreja e o “diabo” quer desvia-lo. Coitados! Um simples gesto de levantar a mão numa igreja, faz com que o indivíduo se meta na briga de dois grandes “titãs” que começou essa disputa milhões de anos atrás no paraíso e ainda não foi finalizada por completo.

Como criaturas frágeis e mortais podem cair numa situação dessas, se metendo em intrigas milenares de duas forças antagônicas e coniventes e que se atacam e se auxiliam entre si o tempo inteiro? Nesses termos, será que convidar alguém a tomar partido em um dos lados (aceitar a jesus), não é um ato de convite ao suicídio considerando o “poder” e interesses das partes envolvidas?

Além de enfrentar os problemas do dia a dia, agora o sujeito terá de enfrentar miríades de anjos das trevas que pelos mais diversos modos procuram os “salvos do senhor” para tirá-los desse tão precioso caminho.

Se não fosse o pagamento mensal de 10% dos rendimentos dos fiéis, obediência cega as hierarquias eclesiástica, além de várias outras contribuições diárias e aquisições de bugigangas ungidas para auxiliar no combate ao demônio e seus asseclas, esses servos de deus já teriam perecidos logo nos primeiros dias de crença! Ainda bem que deus sempre auxilia seus servos, não é? Ainda bem que quem paga o dízimo em dias tem proteção, não é? Ainda bem... Se você não paga os 10% do acordo mensal, deus irá permitir que o diabo te faça de gato e sapato, e não apenas a ti, mas a todo sua família, animais e plantas, até o solo onde tu pisas será infrutífero. Tá bom ou quer mais? Esses dois não parecem ser milicianos de uma mesma facção simulando oposição entre si, para ganharem dinheiro dos dois lados de uma mesma situação? Algo a se pensar...

Ainda bem que as “pessoas sem deus” não precisam de tantas coisas para se sentirem protegidas contra essas forças infernais ou celestiais. Basta não acreditar nelas, deixarem de serem infantis ou feitas de trouxas e estarão livres de tudo isso!

“Sem deus” as pessoas terão apenas os próprios problemas para serem sanados e a própria vida para cuidar. “Com deus” uma pessoa pode passar a ver problemas onde eles não existem, a querer mudar a tudo e a todos segundo suas próprias convicções, a se meter onde não foi chamado, a querer cuidar da vida alheia enquanto a sua própria vai de mal a pior, e a se culpar por crimes que nunca cometeu como é o caso da morte do cara que dizem ter sido pendurado numa cruz para nos salvar da ira dele mesmo.

Será que é essa mesmo a intenção do evangelho? Transformar pessoas normais em gente paranoica, doente ou com mania de perseguição? Será que não há uma proposta maior nas palavras que foi atribuída àquele que dizem ter sido o messias? Será que antes de vir o reino celestial por parte de deus, as pessoas terão de pelejar o tempo inteiro si, aniquilar umas às outras ou causarem danos a si mesmas em nome desse reino? Quem desfrutará desse tal reino se os pretensos moradores estão em guerras entre eles mesmos ou já destruídos por ela? Se a afirmação de que cada grupo cristão tem de que irão morar nos céus fosse verdadeira, o paraíso seria aqui na terra sem a presença destes, e o inferno se tornaria exatamente o lugar onde todos eles iriam habitar com essa mesma mentalidade doentia. Um mesmo deus, um mesmo criador, um mesmo paraíso, milhares de interpretações diferentes e a falsidade ideológica, ignorância ou medo “comendo no centro”. Tudo isso com o um codinome de “obra de deus” para atrair pessoas egoístas, desavisadas ou bem intencionadas.

Então, com essa mudança vida, quando “jesus” entra na vida de uma pessoa, a partir de então tudo é demônio, tudo é pecado, tudo é do diabo! Saí pra lá com tanta asneira...

Para uma pessoa comum por exemplo, música é apenas música. Porem para uma pessoa que acabou de receber o “espirito santo” em sua vida por meio de um levantar de mãos em alguma igreja evangélica por ai, agora a música passa a receber duas denominações: as músicas de deus, e a música do mundo (ou música do diabo) como se deus tivesse uma playlist favorita dele e o diabo também a tivesse.

Essa diferença entre o que poderia ser uma música de deus e uma música do mundo não consiste exatamente no conteúdo da letra ou no efeito que essas podem gerar na mente dos que as escutam, antes sim para estes, a diferença consiste apenas no fato de que se uma música foi feita por uma pessoa de dentro de uma igreja, esta tornar-se-á automaticamente uma música de deus, enquanto tudo que não foi produzido por um membro de uma comunidade cristã de cunho evangélico por exemplo, será considerada quase sempre uma música do mundo.

Se nas igrejas os louvores incentivam o ódio, a intolerância, a egolatria, ou se o “louvor” inteiro é um recadinho às recalcadas e invejosas, isso não importa! É coisa de deus, e obra do pai! E se durante a execução de tal louvor der vontade de bater cabelo, falar em línguas ou rolar pelo chão feito louco, ai sim é que é perfeita, pois tem esse “louvor” a unção do espírito santo. Será que posso ouvir um amém com essa afirmação?

Para muitos dos tais que agora se tornaram “cheios de deus”, os alimentos também passam a receber classificações específicas, não pelo seu teor calórico, quantidade de proteínas, açucares, gorduras, sódios ou de vitaminas que possam estar causando males ou benefícios aos que os consomem dependendo da quantidade ingerida. Cada igreja tem uma metrificação própria para definir se uma alimento é ou não de deus, se é sagrado ou profano.

Para consumir certos alimentos por exemplo, muitos deles perguntam ao vendedor ou ao produtor se esse mesmo produto fora feito por um macumbeiro, por um homossexual, por um maçom ou por uma pessoa “sem deus”. Mediante afirmação ou negação, o produto poderá ou não ser consumido. Em certos casos é incentivada a incineração ou descarte do mesmo caso o fiel tenha sido “enganado” pelo diabo, trazendo aquela “maldição” para dentro do seu lar.

“Crente não consome nada feito por um pecador ou infiel”! É o que muitos santarrões dizem por ai... Assim fica difícil de se viver no mundo, se considerarmos que do ponto de vista deles, todos os que ainda não fazem parte exclusivamente daquele ajuntamento religioso é um pecador e infiel, mesmo dizendo crer no mesmo deus e no mesmo cristo, deixando claro então que quem salva é a placa da igreja e não propriamente a fé ou o sangue do cristo crucificado. Que doideira!

Há também os que andam procurando nomes de demônios nas embalagens de alimentos, não apenas para deixar de consumi-las, mas acima de tudo, para levá-las para o seu clube de reuniões diárias, e fazer desta embalagem comum, o motivo de uma pregação “fervorosa”, adoecendo tantas outras pessoas com essa mesma paranoia.

Nesse momento de pura unção no culto, em que o diabo estar sendo desmascarado no rótulo daquele produto alimentício, quem não entrar nesse clima febril e não assumir também que ali enxerga uma artimanha do demônio, será considerado pé frio, geladeira, desviado, e que até já perdeu a unção do espirito santo por meio de algum pecado oculto...Não basta ser paranoico apenas em si, tem de comungar a paranoia com todos também!

Para quem não sabe, “não saudar pessoas de outras fé”, também é um “mandamento divino” e que deve ser seguido à risca em várias denominações religiosas dentro e fora do cristianismo pelos mais extremistas dos mais variados agrupamentos derivados da crença do deus de Abraão. Ou seja, uma pessoa qualquer, uma amigo, um vizinho que você sempre falava ou dava pelo menos um bom dia, a partir do momento que “jesus” entrou em sua vida, você agora estar proibido de cumprimentá-lo para obedecer esse precioso mandamento.

Em certo casos, desviar-se da mesma calçada para evitar contato visual com pessoas de outra fé, também é aconselhável para que o inimigo não lance setas por meio da qual aquela pessoa te seduza, te adoeça espiritualmente ou te tire da casa de deus.

O sujeito se protege e fortalece por décadas por meio de orações, jejuns, “simpatias” e aquisições de objetos ungidos e mesmo assim, um simples cruzar na calçada com um “pecador” ou pessoa de outra fé poderá desvirtuar o tal puritano da graça de deus! Já pensou? Que unção da zorra é essa? Que se desfaz como se fosse poeira lançada ao vento? Tem muito caroço nesse angu...

Quantas amizades sadias desfeitas, quantos amigos abandonados, quantas gente lúcida e de mente equilibrada as pessoas tendem a deixar para trás depois que passam a fazer parte de certos movimentos cristãos, para andarem rodeados em certos casos de gente falsa, hipócrita, que vivem caluniando-se, alfinetando-se, querendo puxar o tapete umas das outras em troca de cargos na igreja ou pela atenção do líder religioso, para depois de tudo isso, pegar na mão do outro e dizer: “paz do senhor jesus meu querido, te amo no amor de cristo”!

Em certos casos existe mais honra e compromisso nas palavras de uma pessoa que faz parte de uma gangue de delinquentes juvenil ou em que trabalhem em um prostíbulo, do que em algumas pessoas que praticamente moram numa “congregação dos justos”, onde em nome do sagrado, tais pessoas vivem a simular o que realmente não são ou não tem. O tempo inteiro é dito aos fiéis da grande maioria dos agrupamentos religiosos: “Vocês estão proibido de amadurecer”! “Vocês tem de ser crianças a vida inteira”! “Vocês não podem passar desse nível de mentalidade para outro melhor”! “Vocês estão proibido de evoluírem” ...

Essa é a mensagem oculta que a maioria dos agrupamentos religiosos dizem todos os dias a cada pessoa que aceita a jesus. Proibir os membros de buscar conhecimento em “fontes” que não sejam as sugeridas pelo próprio líder do agrupamento isso não é coisa feita às escondidas. É dito em alto e bom som mesmo, e ai de quem ousar desobedecerem...

Desse modo, qual a vantagem de estar em um lugar que não te deixam pensar, questionar a realidade, aprender com os próprios erros, e se necessário for, cair e levantar como todo ser em processo de evolução o faz? Qual a vantagem em aceitar a jesus ou pertencer a um agrupamento que adoece as pessoas tornando-as escravas de dogmas inúteis e da própria consciência? Qual o propósito de ser capacho de líderes eclesiásticos e financiar com 10% de seus rendimentos, a estadia e o luxo daqueles que usarão tais recursos para te oprimir e te humilhar durante o tempo em que estiveres ali? Qual o proposito disso tudo?

Todo parasita só se alimentará do hospedeiro até o momento em que esse venha tomar consciência disso, ou quando em casos raros, o parasita cresceu tanto que a aniquilação deste põe em risco a vida do hospedeiro. Mesmo assim, ainda é possível por meio de medicamentos precisos anular aos poucos suas ações sobre o organismo. Certos líderes religiosos que vivem apenas da venda de indulgências e da promoção do culto ao um ser metafisico sem se importar com o lado social das pessoas de dentro e de fora do agrupamento não passam de grandes parasitas disfarçados de seres iluminados. Para o próprio bem deles e saúde de todos os seus subordinados, eles precisam ter a justaposição que merecem!

Se o pensar é vetado e o exprimir-se é motivo de punição em público ou de exposição ao ridículo de quem se expressa, esse tipo de ambiente e contra a própria vida e contra todos os padrões naturais evolutivos dos seres. Este ambiente ou esse líder é o pior de todos os parasitas. Livre-se destes! Se pela crença te oprimiram, pela falta dela poderá recompor a sua sanidade.

Não há vergonha nenhuma em admitir que estava errado ou fora enganado. Vergonha mesmo é continuar sendo feito de trouxa e ainda assim pensar que isso é uma dádiva divina, que faz parte de sua jornada para os céus, e de joelhos implorar pra manter tal condição, implorando piedade justamente aos seus opressores. Toda liberdade tem um preço e a liberdade de consciência é a mais cara de todas elas.

Deus e o diabo estarão sempre juntinhos, lado a lado, andando de mãos dadas, prontos a servir de ferramenta de controle e opressão para aqueles que por medo ou ignorância se venderam para os mercadores de almas. Num estalar de dedos, num recobrar de memória, você poderá ativar a ignição propulsora que te conduzirá a sua liberdade se assim desejares! Ela não será imediata em certos casos, mas gradativamente acontecerá. Mais poderosa que o efeito da gravidade á densidade dos corpos sobre a matéria densa, é o efeito da religião sobre a vida dos que foram proibidos de pensar.

Pensem nisso! Saúde e sanidade a todos!

Texto de Antônio F. Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Como a trindade foi adotada no cristianismo para transformar Jesus em deus



Divindades que se corporificam (avatar) para salvar a humanidade, imortalidade da alma, ressurreição, assim como trindades divinas, são doutrinas de origens pagãs, introduzidas gradativamente no cristianismo. Para entender o que foi o cristianismo primitivo, é necessário conhecer o significado do termo “Cristo ou Messias”. Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido". O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias. Portanto, Cristo como nome próprio ou sobrenome de Jesus (Jesus Cristo), é uma das primeiras fraudes cristãs. No mundo antigo, um rei teria que passar pelo ritual de aprovação, ministrados pelos representantes dos deuses na terra, ou seja, os sacerdotes.

Após a cerimônia religiosa, o rei tinha a sua cabeça aspergida com água ou óleo sagrado, e só então estava qualificado e consagrado rei. No antigo Israel ungiam-se os reis com o óleo sagrado (1Sa 10:1 e 1Rs 1:39). Cristianismo vem de “cristo”, significando que os primeiros cristãos eram judeus messiânicos que aguardavam a vinda de um ungido, ou melhor, de um legítimo rei de Israel, já que o país estava sendo governado por estrangeiros. O que diferenciava essa nova vertente do judaísmo do tradicional, era a crença na imortalidade da alma e na vinda do messias dos últimos dias para reunir os judeus do mundo todo em um novo Israel.

Essas crenças foram levadas para a Judeia por judeus nascidos na Babilônia, e que tiveram contatos com as religiões persas e indianas. No entanto, para eles, só havia um único e indivisível Deus (YHVH) responsável pela lei que foi dada a Moisés. “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. ” Deuteronômio 6:4. O movimento messiânico surgiu no seio do judaísmo, devido às condições político-religiosas da Judeia ocupada. Ezequias de Gamala, um descendente dos Macabeus, pretendia fundar uma teocracia na Galileia, livre dos romanos e dos seus aliados na região.

Derrotado, foi crucificado por Herodes, o Grande, e Judas bar Ezequias teve que liderar as forças da resistência. No entanto, Judas foi morto durante a rebelião do senso de Quirino, então, Jesus bar Judas liderou os galileus até ser morto como mártir. Os Judeus messiânicos aguardavam dois messias. Um que seria um guerreiro descendente de Davi para reunir as doze tribos, e outro, descendente de José, para restaurar a linhagem sacerdotal araônica. Foi nesse ambiente que surgiu a quarta seita descrita por Josefo em “guerra dos judeus”. Os helenistas, autores do Novo Testamento transformaram sinagogas em igrejas, e judeus em cristãos, vítimas do seu próprio povo, e não dos romanos. Eram antissemitas que não pertenceram ao ambiente judaico, e que faziam parte da nova ordem, a dos vencedores.

Ebionitas e nazarenos, eram seitas judaico-cristãs do século II, formadas por judeus palestinos que seguiam a lei mosaica. Falavam e escreviam em hebraico. São os últimos exemplos do que era o cristianismo primitivo. Para eles, Jesus não teria nascido de uma virgem, e nem tão pouco era filho de Deus. Eles tinham Jesus como o messias, na qualidade de profeta restaurador da lei. Portando, a trindade era desconhecida no cristianismo primitivo. E não poderia ser diferente, pois esse conceito é de origem pagã. Tertuliano, cristão semipagão, viveu entre os séculos II e III, foi quem criou a filosofia que se denominou de Trindade: “Tres Personae, una substantia” (texto original em latim). A doutrina se desenvolveu gradualmente através dos séculos, e passou por muitas controvérsias.

A necessidade de interpretar os ensinamentos bíblicos para o paganismo Grego-Romano, confrontavam com o monoteísmo herdado do judaísmo. Então, os filósofos cristãos foram forçados a mudar o conceito da ruach. Originalmente, ruach era um adjetivo feminino para a “sabedoria divina”, (Sofia em grego) e não o fragmento de uma trindade. Porém, ruach ha kodesh tornou-se adjetivo masculino nos evangelhos, para designar o “espirito santo” e incluir Jesus como um deus, em uma trindade exclusivamente masculina para diferenciar das trindades pagãs, que incluíam a figura feminina.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

A tumba vazia




As argumentações dos cristãos na defesa das suas crenças sobre o divino, têm variado entre as "gastas" e as "ridículas". 
Argumentações "gastas" são aquelas que já têm teias de aranha de tão velhas, como são os vários argumentos teológicos, sejam os tomasinos ou os de kalam, mesmo que renovados com novas falácias como o Craig tem nos tem presenteado.
Já quanto às argumentações "ridículas", estas são mais numerosas e normalmente mais utilizadas por quem possui menos conhecimentos. Algumas são bem conhecidas como a analogia do "vento que não se pode ver" ou a falácia circular da bíblia ser a prova da existência de deus pois deus escreveu a bíblia.

E quando, aparentemente, estas últimas argumentações pareciam ser o máximo que se podia atingir na escala de estupidez, eis que os cristãos nos surpreendem e apresentam um novo argumento que sobe mais uns valores na escala do ridículo.  Refiro-me ao argumento para a existência e ressurreição de Jesus, o da "tumba vazia".

Segundo os cristãos, lá para os lados de Jerusalém, existe esse local sagrado onde está o túmulo de Jesus - mas vazio. E tem de estar vazio, pois se o judeu ressuscitou, é lógico que não pode estar no túmulo. Mas se nada está dentro do túmulo, como se pode aferir que ele lá esteve?


Entretanto, e para ajudar a confusão em toda esta estorinha de fantasia, vários túmulos têm aparecido e muitos também são do Yeshua (Jesus), como é o caso do túmulo de Talpiot. Só que nome de Yeshua era tão vulgar nessa época e lugar que ele aparece em 98 tumbas e 21 outros ossários. Este túmulo de Talpiot meteu mesmo ao barulho James Cameron, acabando por dar origem a um documentário em 2007.

Parece que o milagre de ele se multiplicar depois de morto, por vários túmulos ou tumbas, não foi devidamente relatado nos evangelhos canónicos. Tal como não foi devidamente relatado o local exato onde ficava o túmulo. 
Ah, a falta que fez o Google Maps nessa altura...

Mas para o argumento dos cristãos fazer algum sentido lógico (lógico para eles), seja qual for o túmulo ou tumba, tem de estar vazio pois assim seria a "prova" da ressurreição do dito cujo. Mas se está vazio, nada há para fazer prova! Alegam os cristãos que o nome de Yeshua está lá, Yeshua filho de Yossef. Alegam que está no sítio perto do Monte das Oliveiras. Ok, mas o túmulo continua vazio e esses nomes eram vulgares nesse local.

Mas será que o facto dum túmulo estar vazio será prova da ressurreição? Então se fosse encontrado um túmulo pertencente a Horus e estivesse vazio, seria igualmente prova que Horus também ressuscitou?
Ou se fosse encontrado o túmulo de Krishna vazio, também seria uma prova que esse deus ressuscitou ou não?
E se a tumba de Mitra for encontrada vazia, também é prova que esse deus ressuscitou?

E quanto a todos esses túmulos que são encontrados por aí, com e sem nomes, mas que estão vazios, também são provas de que quem lá deveria estar, ressuscitou?
 

Crentes, usem os neurónios pelo menos uma vez na vida: um túmulo vazio apenas prova que o túmulo está vazio. Ter escrito Yeshua no túmulo, nome vulgar, continua a nada provar. Estar o túmulo perto do local onde os romanos executavam os criminosos, continua a ser irrelevante para provar que o judeu existiu.

Lamento, mas continua a não haver provas que esse judeu tenha existido.


Vítor Julião

domingo, 27 de maio de 2018

Ajoelha-te e reza.




Quando as pessoas religiosas ficam sem argumentos para te convencer de que o seu deus existe, elas frequentemente recorrem à abordagem prática. Eles dirão algo como: "Se tu te ajoelhares e pedires a Jesus que ele se revele a ti, ele o fará". ou "Só podes encontrar Deus confiando nele".

Na verdade, esse método pode "funcionar", pode fazer as pessoas acreditarem que encontraram deus. Mas como é que isso funciona? As pessoas realmente encontram deus? Não parece que elas o encontram porque esse método funciona para todos os tipos de deuses diferentes. Um método que "funciona" para deuses inventados, obviamente não funciona. Então, por que parece funcionar?

Uma das terapias de fala mais bem sucedidas usadas por psicólogos clínicos nos dias de hoje, é conhecida como TCC: Terapia Cognitivo-Comportamental. Centra-se na ligação entre a cognição de uma pessoa (pensamentos e crenças) e seu comportamento. Se tu puderes alterar um desses, tu também mudarás o outro.

Por exemplo, se continuares a pensar que decepcionaste as pessoas, o teu comportamento pode mudar e fazer com que tu te retires e evites as pessoas. Um terapeuta de TCC, identificaria os pensamentos que desencadeiam esse comportamento indesejado e pediria ao paciente para praticar pensamentos opostos. Pode funcionar ao contrário também. Se os pacientes puderem forçar-se a se comportar de maneira diferente, depois de um tempo, os pensamentos negativos mudarão.

É exatamente assim que funciona o método "Fique de joelhos e reze". Se te comportares como se Jesus existisse por tempo suficiente, acabarias acreditando que Jesus existe.

Acontece que as religiões tropeçaram no TCC muito antes da psicologia. A diferença é que os psicólogos o usam para eliminar defeitos cognitivos, religiões usam-no para criá-los.


Traduzido e adaptado de Bil Flavell