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sexta-feira, 29 de junho de 2018

És um darwinista?



Quando alguém me chama de darwinista, eles revelam muito sobre si mesmos, mas não muito sobre mim.

As pessoas, como eu, que consideram a evolução como a melhor explicação para a variedade de formas de vida atualmente bem como das formas de vida extintas, reconhecem a grande contribuição que Charles Darwin fez para a biologia. Darwin não foi o primeiro a meditar sobre a possibilidade de evolução, mas ele foi o primeiro a reunir uma quantidade substancial de evidências e usá-las para construir uma boa hipótese, o primeiro a propor um mecanismo viável para a evolução -- a seleção natural, e o primeiro a juntar tudo numa única teoria da diversidade biológica.

Darwin publicou apenas dois livros sobre este assunto, "On the Origin of Species by Means of Natural Selection" em 1859 e "The Descent of Man" 12 anos depois, mas o seu esforço de pesquisa de 20 anos foi o gatilho para outros continuarem o seu trabalho.

A teoria evolutiva como a conhecemos hoje, tem sido desenvolvida há mais de 150 anos por biólogos, geneticistas, paleontólogos, médicos, físicos, matemáticos e muito mais, muitas vezes trabalhando em equipes multidisciplinares e, entre eles, produzindo mais de meio milhão de documentos científicos e milhares de livros. O trabalho meticuloso de Darwin inspirou este tsunami de pesquisas, mas apenas uma semente do trabalho de Darwin é encontrado na teoria evolutiva hoje. Se Darwin pudesse ser trazido de volta à vida, ele teria de fazer um curso em biologia evolutiva!

A teoria evolutiva não é o darwinismo, as pessoas que trabalham nas pesquisas não são darwinistas, não existe tal coisa de darwinismo. Chamar a teoria evolutiva de darwinismo e como chamar o modelo padrão de física de democritosismo (Demócrito). É um absurdo.

Então porque é que os criacionistas usam este termo tão livremente? Não sei, mas posso adivinhar. Se o trabalho de Darwin for comparado a uma pequena pedra, a Teoria da Evolução seria o monte Evereste. Então, os criacionistas preferem fazer referência à pedra do que reconhecer toda a montanha. E eles preferem se referir ao homem que pesquisou tentilhões sozinho nas ilhas Galápagos do que reconhecer as dezenas de milhares de cientistas profissionais que trabalham em equipes multidisciplinares usando tecnologia de ponta e produzem milhares de documentos revistos pelos seus pares que são publicados nas revistas científicas principais .

Os criacionistas preferem a caricatura de um cientista louco ao fato de um ramo incrivelmente bem apoiado da ciência em que toda a biologia depende.

Darwin não inventou o darwinismo -- os criacionistas o inventaram.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 17 de junho de 2018

Como refutar uma Teoria Científica (Teoria da Evolução e Big Bang)



Tem se tornado comum no espaço virtual da internet a ocorrência de uma enorme quantidade de leigos que se acham capazes de refutar teorias científicas renomadas e amplamente aceitas pela comunidade científica. Não sei o que os leva a pensar que é tão simples jogar por terra teorias que levaram anos para ser formuladas a ainda resistem a grandes provações. Talvez seja somente a ignorância sobre o método empregado pela ciência, talvez uma crença até absurda de que os cientistas são, paradoxalmente, pessoas ingênuas apesar de dedicarem-se a anos de estudos aprofundados, de serem capazes de mudar drasticamente a realidade em que vivemos com tecnologia que mais se assemelha à magia, de terem uma enorme inteligência e capacidade de persuasão e de serem as pessoas mais indicadas para resolver a maior parte dos nossos problemas. Mas penso que não é por nenhuma dessas duas hipóteses, mas é tão-somente pelo desejo de ter razão. É algo pessoal mesmo, não tem nada a ver com adquirir conhecimento ou melhorar o mundo. Não! É só com a intenção de afirmar alguma crença pessoal.

As duas teorias mais atacadas, não por acaso, são a Teoria da Evolução e a Teoria do Big Bang. Não se vê por ai pessoas leigas em ciência tentando falsear o Teoria da Relatividade nem a Gravitação Universal de Newton*. Isso porque elas não estão interessadas em adquirir conhecimento, nem contribuir com algo novo para a ciência, mas sim em ratificar suas certezas. A Teoria da Evolução e a Teoria do Big Bang são alvos de tantas críticas porque vão de encontro às crenças religiosas da população em geral. São tidas como teorias atéias, com o intuito de provar a inexistência de Deus, o que não é verdade. Elas são teorias neutras nesse sentido. Provar a existência ou inexistência de Deus não é o objetivo delas, tanto que quem formulou a Teoria da Evolução foi Charles Darwin, um homem profundamente religioso (quando a formulou) e o Big Bang é de Georges Lamaitre, que era padre. Estas foram pessoas admiráveis porque tiveram a coragem de enfrentar suas crenças pessoais e dizer sim às evidências que encontraram. Embora Lamaitre tivesse continuado padre pelo resto da vida, não enxergando nenhuma contradição entre sua teoria e a existência de um criador, Darwin abandonou sua crença tornado-se agnóstico. Seu agnosticismo, no entanto, não foi a causa da Teoria da Evolução, mas talvez consequência dela.

Não há problema algum em tentar entender uma teoria e procurar falhas nelas, afinal os cientistas não são considerados infalíveis como o Papa ou o Dalai-lama e teorias científicas também não são – e não devem ser – consideradas unânimes. O problema é que geralmente fazem isso sem nenhum conhecimento prévio sobre o assunto, afirmando coisas absurdas, levantando falsos dilemas e mostrando aporias inexistentes, apontando contradições falsas e sustentando opiniões falaciosas. Essas são as mesmas pessoas que proferem absurdos como que o homem surgiu do macaco ou que é impossível que tudo que existe tenha surgido de uma explosão – os cientistas preferem dizer que foi uma expansão em vez de explosão. Elas confundem evolução com Big Bang e com geração espontânea. Acham que não se pode provar a evolução das espécies porque nunca foi visto uma espécie evoluir para outra ou que era necessário um observador no instante do Big Bang para validar a teoria, mas não é assim que a ciência funciona. Ninguém jamais viu um átomo, no entanto os que se contrapõem ao Big Bang e à evolução não duvidam da existência destas entidades invisíveis. Isso porque a existência dos átomos não contraria nenhum preceito religioso. Assim sendo, tudo que se opõe à religião deve ser falso, mesmo que o que julgam ser o verdadeiro seja tão invisível e inobservável quanto a evolução de uma espécie.

Dentre as afirmações mais estapafúrdias e muito comuns de ser ver está a de que o homem evoluiu do macaco! Nenhum cientista jamais disse tamanha asneira. O que se diz é que ambos evoluíram de um ancestral comum, o que é bem diferente. Outros ainda lançam o irrisório “dilema” e perguntam sem nenhuma vergonha “se o homem evoluiu do macaco, então por que os macacos pararam de evoluir?”. Tudo bem, eu sei que o ensino brasileiro não é dos melhores, mas pelo menos isso é explicado de forma que os alunos possam entender razoavelmente sem que sejam dignos concorrer a nenhum prêmio de burrice por uma pergunta como essa. É só folhear um livro de biologia do ensino médio e ver que as espécies só evoluem se assim precisarem. Além do que a evolução é um processo muito lento, que não pode ser observado. Outros dizem que por não poder ser observada, não há provas concretas desse processo. Isso acontece por ignorarem os procedimentos científicos. De uma hipótese T, eu preciso tirar as consequências T¹, T², T³, etc. e essas conseqüências deveriam ser observáveis. Se ocorrerem os eventos T¹, T² e T³, então minha hipótese é verdadeira. Mas se dessas consequências previstas pela minha hipótese, alguma delas não ocorreu, então minha hipótese é falsa. Assim, não é preciso ver uma espécie evoluir para outra, mas somente ver consequências deste fato. Se a Teoria da Evolução fosse falsa, por exemplo, bastava mostrar que todas as espécies surgiram ao mesmo tempo, como diz a Bíblia. No entanto os fatos mostram uma evolução gradual. Se a Teoria da Evolução fosse falsa, bastava mostrar um fóssil humano do tempo dos dinossauros quando, segundo a Teoria da Evolução, os homens ainda não existiam, ou mostrar um fóssil de uma ave no pré-crambriano. Provar que a Evolução é falsa é mais simples do que parece, mas até agora ninguém conseguiu tal feito.

Outros tentam invalidar a teoria alegando que ela é apenas uma teoria, não um fato. Mas o fato é justamente o que está sendo observado e a teoria é uma hipótese que já foi devidamente testada e que descreve este fato. Também contrariam a evolução com a segunda lei da Termodinâmica, mas uma coisa nada tem a ver com a outra. É comum também confundir Teoria da Evolução com origem da vida. A Teoria da Evolução não quer saber como surgiu a vida, muito menos o universo. A ciência diz que a vida surgiu sim da não-vida, mas isso não é abiogênese ou geração espontânea. Essas correntes de pensamento afirmavam que a vida surgia de repente da matéria não-viva, ao contrário do que os cientistas de hoje defendem, que ela surgiu da não-vida, mas através de um lento processo – isso também é explicado em livros de ensino médio. O Papa João Paulo II reconheceu a Teoria da Evolução de Darwin, afirmando que a Bíblia não deve ser lida literalmente. Pastores renomados também admitem que a teoria é valida, em vez de deturpá-la como faz a maioria. Enfim, a Teoria da Evolução não implica a inexistência de Deus, mas que talvez ele não seja como está escrito na Bíblia.

Crimes não menos graves são cometidos contra a Teoria do Big Bang. No entanto aqui alguns erros são até perdoáveis já que, devido à grande complexidade dessa teoria – aliada à omissão dos seus críticos, é claro – que gera muitos enganos e mal entendidos. Não se pode reclamar que a maioria das pessoas não compreenda essa teoria, uma vez que ela é ensinada nas escolas como alguma coisa quase mitológica, sem se aprofundar muito nos pressupostos e sem maiores explicações. Mas isso não é desculpa para argumentos e conclusões dignas de uma Carla Perez que muitas vezes são vistas pela internet. Uma das mais famosas é o “argumento” do dicionário. Afirma-se: dizer que o mundo surgiu de uma explosão é o mesmo que dizer que uma explosão em uma gráfica pode gerar um dicionário (?)! Esse mesmo modelo é usado em outras horríveis falácias modificando alguns elementos, como carro por dicionário e ferro-velho no lugar de uma gráfica. Além do erro de desconsiderar a diferença na natureza das coisas tratadas, pois uma é natural e outra cultural, portanto somente produzida pelo homem e nada mais, ignora-se as propriedades magnéticas dos átomos. Não é preciso nenhum esforço para que átomos se juntem para formar moléculas e estas moléculas se juntem para formar compostos mais complexos e daí para o mundo e a vida. Agora que força poderia dispor as folhas de modo que formassem um dicionário? Nenhuma força natural é que não seria. Também tentam invalidar a teoria com o mesmo argumento que revela total distanciamento com os procedimentos científicos usados no Evolucionismo: não é possível observar o Big Bang. Novamente, não é necessária uma observação direta de todo o processo, mas somente da hipótese inferir algumas conseqüências observáveis. Ora, uma dessas conseqüências é que as galáxias estariam se afastando uma das outras. Para falsear essa hipótese bastava a observação de uma galáxia que estivesse se aproximando da nossa ou de qualquer outra, e isso jamais foi feito.

A Teoria do Big Bang foi formulada para dar conta do fenômeno observado pelo telescópio Hubble: as galáxias estavam se afastando e o universo se expandindo. Depois de muitos cálculos chegou-se à conclusão de que todas as galáxias estavam umas sobre as outras em um único ponto extremamente quente e de densidade infinita há 15 bilhões de anos atrás. Isso foi a conclusão que se chegou a partir da observação de um fato. Não foi algo inventado simplesmente para desacreditar a Bíblia. A Teoria do Big Bang não anula a existência de um Deus, mas torna difícil a existência de em Deus que tivesse criado o mundo em seis dias. Desde então muitos estudos têm sido feitos para entender a condição do universo naquele estado, mas que houve um momento em que toda a matéria do universo esteve concentrada em um só ponto e que, em seguida houve uma súbita expansão é algo comprovado. Saber o que causou essa expansão e de onde surgiu a matéria que constitui o universo são outras questões, embora também já exista resposta para elas.

Não há nenhum problema em leigos como nós contestarmos a ciência, mas é preciso primeiro entendê-la. Ao entendê-la, passaremos a ver que as teorias consagradas são edifícios fortes, cercados por todos os lados, e que é difícil até mesmo para os grandes especialistas encontrar uma falha nelas, o que dirá nós, que temos milhões de outras coisas para fazer e não podemos nos ocupar tão intensamente com esses problemas? Ao longo desse pequeno artigo quis mostrar apenas que a maioria das objeções feitas pelos leigos é muito simples de serem resolvidas e que a intenção da maioria dessas pessoas brota da simples vontade de validar, não sei para quem, algo que eles mesmos já têm como certo. Isso os impede de adentrar e encarar honestamente os desafios da ciência e do conhecimento. Uma teoria científica, mesmo sendo fortemente edificada, como afirmei antes, dá aos seus adversários o critério para destruí-la, e é exatamente isso que a torna científica. Basta provar que o universo não está se expandindo em algum ponto do espaço que a Teoria do Big Bang estará superada. Basta provar que as espécies surgiram de uma só vez que a Teoria da Evolução estará destruída. Todas as teorias científicas possuem uma série de fatos que, confirmados, invalidará totalmente a mesma (não só os fatos aqui mencionados). No entanto, para alguns crentes, nada pode invalidar sua fé. Nenhum fato, nenhum evento, nenhuma evidência poderá fazê-los mudar de opinião. Elas não dão o critério para que nós possamos mostrá-las quando estão erradas, como faz a ciência. Pessoas assim perderam totalmente a capacidade de pensar por si mesmas, o poder de discernimento, a racionalidade, ou seja, aquilo que as diferencia dos outros animais. Qualquer esforço em ajudá-las será em vão...


*Vale lembrar que teorias científicas hoje aceitas pelos teístas eram outrora vistas como contraditória com a Bíblia, como o heliocentrismo, que contrariava um trecho do livro de Josué que afirma que o Sol se move; ou a idéia da Terra redonda, vinda dos gregos, desconhecida pelos cristãos e judeus, que acreditavam que a Terra era chata, como está escrito no livro de Jó. Essa ultima teoria não causou grande rebuliço como a anterior, uma vez que não tirava do homem seu lugar privilegiado no universo como o heliocentrismo.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Deus de Darwin



Algumas pessoas afirmam que sabem que Deus responde às suas orações. Mas quando estão gravemente doentes ou perigosamente a afogarem-se nas cheias dessas tempestades, elas buscam por ajuda humana.

Sério, por que razão tu considerarias pedir ajuda a esses seres humanos tipo formiguinhas, pecaminosos e lamentáveis, quando o criador do universo, perfeito e omnipotente te ama e está cuidando de ti? Qual é o objetivo?

Bom, muitas vezes encontram-se crentes que realmente acreditam. Eles colocam TODA a sua fé em Deus e rejeitam a ajuda humana.

E é assim que eles descobrem que a seleção natural funciona realmente.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell



Ps.: A imagem é de Marcelo Rezende que faleceu recentemente, pêsames à sua família.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Evolução conduz ao ateísmo?



"Ao explicar todas as facetas do universo através de meios naturais, o evolucionismo não deixa espaço para o sobrenatural, o que torna a figura do Criador obsoleta.

Nenhum sistema poderia, nesse particular, ser mais agressivo. O ensino evolucionista tem início nas escolas do primeiro grau, com crianças que obviamente não têm maturidade para questionar o que lhes está sendo ensinado.

Esta ação é também a mais abrangente em seu confronto com a fé cristã porque atinge todas as gerações de seres humanos, onde quer que estejam, a partir dos bancos escolares."

Fonte: "Evolução e Ateísmo" - Centro Apologético Cristão de Pesquisas



terça-feira, 11 de abril de 2017

Os Físicos na história e deus.



É verdade que, por vezes, os cientistas são religiosos, ou pelo menos supersticiosos. Sir Isaac Newton, por exemplo, foi um espiritualista e alquimista bastante ridículo. Fred Hoyle, um ex-agnóstico que se apaixonou pela ideia do "desígnio", foi um astrónomo de Cambridge que inventou o termo Big Bang. Steven Hawking não é um crente, e quando foi convidado para ir a Roma conhecer o papa João Paulo II pediu que lhe mostrassem os registos do julgamento de Galilei. E fala sem embaraço da hipótese de a Física "conhecer a mente de Deus", o que parece agora tão inofensivo como uma metáfora, como por exemplo quando os Beach Boys cantam, ou eu digo, "só Deus sabe...".

Antes de Charles Darwin ter revolucionado todo o conceito das nossas origens, e Albert Einstein ter feito o mesmo em relação ao começo do Cosmos, muitos cientistas, filósofos e matemáticos adoptavam o que podia ser considerada a posição de ausência e professavam uma ou outra versão do "deísmo", que defendia que a ordem e a previsibilidade do universo pareciam, de facto, sugerir um criador, se bem que não necessariamente um criador com um papel activo nos assuntos humanos. Este compromisso era lógico e racional para o seu tempo, ...

Laplace (1749-1827) foi o brilhante cientista francês que levou o trabalho de Newton ainda mais longe e demonstrou, através de cálculos matemáticos, como as operações do sistema solar eram as de corpos a girar sistematicamente num vácuo. Mais tarde, quando começou a estudar as estrelas e as nebulosas, postulou a ideia do colapso e implosão gravitacionais, ou o que agora chamamos alegremente o "buraco negro". Num livro em cinco volumes intitulado Celestial Mechanics, ele expôs tudo isto e, como muitos homens da sua época, também estava intrigado com o planetário, um modelo articulado do sistema solar visto, pela primeira ver, de fora. Estes modelos são agora lugares-comuns, mas na época foram revolucionários e o imperador pediu para conhecer Laplace e para receber um conjunto dos livros ou (os relatos diferem) uma versão do planetário. 

Pessoalmente, desconfio que o coveiro da Revolução Francesa preferiu o brinquedo aos livros: era um homem com pressa e tinha conseguido que a igreja batizasse a sua ditadura com uma coroa. De qualquer modo, e ao seu estilo infantil, exigente e imperioso, quis saber porque é que a figura de deus não aparecia nos cálculos inovadores de Laplace. E aqui têm a resposta fantástica, sublime e ponderada. "Je n'ai pas besoin de cette hypothèse". (*) Laplace ia tornar-se marquês e talvez pudesse ter dito de forma mais modesta, "Resulta bastante bem sem essa ideia, Majestade". 
Mas declarou simplesmente que não precisava dela.


(*) "Não preciso dessa hipótese."


Christopher Hitchens in "deus não é grande".