Mostrar mensagens com a etiqueta Doutrinação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doutrinação. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de abril de 2020

10 coisas que sabemos sobre deuses



1. Os seres humanos inventam deuses e religiões. 
2. Não há evidência de que existam deuses. 
3. Nenhuma religião jamais se mostrou ser verdadeira.  
4. Deuses e religiões evoluem com o tempo. 
5. A doutrinação infantil pode tornar as pessoas confiantes de que absurdos são verdades. 
6. As crenças em deus vêm das famílias. 
7. Em todos os testes rigorosos, as orações sempre falham. 
8. A imaginação humana pode tornar deuses inventados parecerem reais. 
9. Os humanos podem achar deuses inexistentes extremamente confortantes. 
10. A crença em deus vem da emoção, não da razão. 

BÓNUS 
11. Os crentes em deus justificam a sua crença na fé, mas a fé não tem como distinguir a verdade do absurdo. 

Há boas evidências de que todas essas afirmações são verdadeiras. Então, podemos resumir isso facilmente: Tudo o que sabemos lança dúvidas sobre a existência de deuses. 
Nada do que sabemos sugere que eles são reais. 


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Por que é que ignoras o abuso infantil?



Se a sua religião é verdadeira, deverias acreditar que os seguidores de outras religiões que doutrinam os seus filhos, os estão enchendo de mentiras. Mentiras horríveis, vis e estúpidas.

Como é que podes ficar sentado e deixar que isso aconteça? Por que é que não estás protestando contra esse terrível abuso infantil que afetará essas crianças por toda a vida e até pela vida após a morte? Por que é que não estás a fazer tudo o que está ao teu alcance para salvar aquelas pobres crianças?

Eu sei por que é que lavas as tuas mãos e ignoras tudo isso. Eu sei.

É porque a tua religião também não é verdadeira. Se és livre para alimentar os teus filhos com mentiras horríveis, vis e estúpidas, também deves permitir que outras pessoas façam o mesmo com os seus filhos. É uma conspiração de silêncio.

Essa é a verdade não dita, não é?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 16 de setembro de 2018

Guerras das ciências



E AGORA AS NOTÍCIAS!

Trinta cientistas foram feridos ontem por um homem-bomba na Royal Society, em Londres. 
O bombista correu para o palco durante um simpósio de física, na famosa Biblioteca Wolfson. Antes que a equipa de segurança adormecida pudesse reagir, o homem-bomba gritou: "A Supersimetria é verdade!" e acionou um dispositivo escondido sob o paletó.

Isso aconteceu em menos de uma semana após o físico rebelde, o Dr. Ogun Dirkie ter sido executado por injeção letal. o Dr Ogun Dirkie argumentou repetidamente que a matéria escura é composta de bariões que interagem fracamente. Dirkie recusou retratar-se da sua alegação que contradiz diretamente a política da Academia Nacional de Ciências de que a composição da matéria escura é desconhecida e inerentemente incognoscível. 

________________________________________________


Claro, nunca verás notícias como estas. E por quê? Porque a ciência resolve os conflitos com evidências e lógica, não com violência. A ciência está preocupada em descobrir o que é verdade - não para impor dogmas.

Mas a violência é endêmica num dos ramos do esforço humano. A violência e a intimidação têm sido usadas há milhares de anos para impor as visões religiosas.

O processo começa quando crianças ainda pequenas são doutrinadas numa religião sem o seu consentimento. Então, a coerção, incluindo a violência, é usada nelas para impedir que em adultos abandonem essa religião ou expressem opiniões contrárias.

Em alguns casos, desentendimentos entre grupos religiosos resultam em derramamento de sangue indiscriminado. Podemos ver isso hoje a acontecer em várias partes do mundo.

Por que os religiosos não podem comportar-se como os cientistas se comportam? Por que eles não podem discutir as suas divergências e confiar na lógica e nas evidências para resolverem as suas diferenças e chegarem a um consenso?

A resposta para isso é simples. Eles não podem fazer isso porque NÃO TÊM PROVAS. Assim, os conflitos entre religiões podem irromper em violência.

Isto é verdade para desacordos entre religiões e é igualmente verdade para divergências dentro de uma religião. O que acontece quando um membro de uma religião não acredita mais nela? As religiões têm uma escolha: dar às pessoas a liberdade de sair ou intimidá-las a permanecer.
As religiões fizeram essas escolhas e, embora todas continuem a doutrinar as crianças, a maioria, no século XXI, optou por permitir a liberdade de expressão e a liberdade de consciência.

Apenas uma grande religião hoje procura proibir essas liberdades com violência judicial, e essa religião é o islamismo.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Algo que me deixa orgulhoso...



As pessoas têm-me deixado na caixa de mensagens alguns desabafos e outras mensagens dignas de nota. Dizem que deixaram a religião e dizem como isso transformou as suas vidas. Dizem que são mais felizes, têm menos medos, mais tempo livre e vêem o mundo sob uma nova luz, e que, por fim, agora tudo faz mais sentido.

Alguns deles até me agradecem. Eles dizem que as minhas publicações os ajudaram nas suas jornadas.

Fico feliz que as pessoas tenham se mudado de superstições criadas pelos seus ancestrais há muito falecidos, mas isso não é o que me deixa mais orgulhoso. O que me deixa orgulhoso é que nunca ameacei ninguém com torturas se não se tornasse um ateu, eu nunca coloquei uma faca na garganta de uma pessoa ameaçando: "Repita depois de mim. Não há Deus, não há Deus".

Eu nunca usei violência ou ameaças de qualquer tipo. Eu uso a lógica. Encorajo as pessoas a pensar melhor e, às vezes, uso do humor.

E eu tenho orgulho da nossa espécie. Orgulhoso de que, apesar da mais notória doutrinação infantil, as pessoas poderem alcançar a razão e mudar de crenças que se alojam nos profundos recessos dos seus cérebros. Essa é uma das coisas que nos faz grandes.

Todas as religiões usam a doutrinação infantil e algumas também usam ameaças de tortura eterna ou, até mesmo, ameaças de violência física ou de morte. Esses métodos são necessários para garantir que crenças ridículas persistam ao longo das gerações.

Nós não precisamos de crenças ridículas, não precisamos usar ameaças e violência contra nossos filhos, e não precisamos de religiões. Deixem eles irem.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 14 de maio de 2018

É um mundo mesmo louco!



Imagine um mundo em que, quando nasces, alguém joga os dados, daqueles com 10 lados, para ti. Digamos que o teu dado fica a mostrar o número 8. E vamos imaginar que todos no mundo tenham também dados de 10 faces jogados para eles.

Neste mundo imaginário, tu consideras o número 8 como sendo muito especial. Isso afetará a forma como tu te vestes, como vives, com quem fazes amizades, para que escola vais, o que te é ensinado, os teus valores morais e muitas das tuas crenças sobre o mundo. A todo mundo que lhe saiu o número 8, será como tu. Todos que lhe calharam um número diferente, serão diferentes. Tu podes crescer desprezando aqueles que jogaram números diferentes. Tu podes até mesmo odiá-los e tentar persuadi-los de que deveriam ter tentado ter um 8, assim como te calhou. Tu podes até ficar tão zangado com o número que a eles lhes calhou, que podes até tentar matá-los ou fazer guerras contra eles.

Que mundo louco assim seria. Todos os tipos de coisas sobre a tua vida seriam determinados pelo acaso de uma face dum dado. As pessoas se juntariam em grupinhos mais ou menos hostis, determinados pelo número que lhes saiu. A grande variedade de crenças diferentes que são determinadas pelos dados significa que a maioria das pessoas necessariamente acredita em muitas coisas que não podem ser verdadeiras, e pode até ser prejudicial, antiético ou ridículo.

Tu podes ser grato por o nosso mundo não ser assim.
Mas ele é! Excepto que o lançamento dos dados não te dá um número, dá-te um deus e uma religião.

Em teoria, todos poderiam decidir ignorar os dados lançados e encontrar o seu próprio caminho no mundo. Mas, na prática, a tradição dos dados está tão profundamente arraigada que pouquíssimas pessoas têm a coragem, a independência mental e a persistência de se rebelarem.

É por isso que temos um mundo mesmo louco e o porquê de ser tão difícil de o mudar.

Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 5 de maio de 2018

Dez perguntas de senso comum que todos os crentes deviam fazer a si próprios.



  1. Por que razão, depois de se andar a debater isto por milhares de anos, não estamos mais perto de concordar qual deus é que é real ou mesmo se há algum deus?
  2. Por que razão, nestes últimos 500 anos, a ciência continuamente descartou Deus, mas NUNCA o contrário?
  3. Por que razão os crentes usam argumentos nitidamente inválidos para justificar as suas crenças?
  4. Por que razão não há sequer um argumento para um deus em que todas as pessoas imparciais possam concordar?
  5. Por que razão a geografia determina qual o deus que as pessoas adoram e não algo mais, como a inteligência?
  6. Por que é que pessoas menos instruídas têm maior probabilidade de “encontrar” Deus, e não as pessoas mais instruídas?
  7. Por que razão os países mais fervorosos são também os mais necessitados e não os mais bem sucedidos?
  8. Por que razão os crentes doutrinam os seus filhos em vez de permitir que eles decidam por si mesmos quando crescerem?
  9. Por que razão os crentes estão sempre tão certos sobre coisas que eles possivelmente nunca poderão saber que são verdadeiras, como o que acontece depois que eles morrem? 
  10. Por que razão os crentes confiam na fé, quando a fé não pode distinguir as ideias verdadeiras das falsas?

Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A doutrinação de mentiras




Como a maioria de vocês, fui criado entre pessoas que sabiam — que estavam convictas. Não tinham motivos para questionar ou investigar. Não tinham dúvidas. Sabiam-se possuidoras da verdade. Em suas crenças não havia suposições, não havia talvez. Elas tinham a revelação de Deus. Conheciam o início de tudo. Sabiam que Deus havia começado a criação numa segunda, quatro mil e quatro anos antes de Cristo. Sabiam que na eternidade anterior àquela manhã ele não havia feito nada. Sabiam que ele levou seis dias para criar a Terra — todas as plantas, todos os animais, toda a vida e todos os globos que giram no espaço. Sabiam exactamente o que havia feito em cada dia e quando descansou. Sabiam qual era a origem, a causa do mal, de todos os crimes, de todas doenças e da morte.

Conheciam não apenas o começo, mas também o fim. Sabiam que a vida tinha dois caminhos, um largo e um estreito. Sabiam que o caminho estreito, cheio de espinhos e urtigas, infestado de víboras, molhado de lágrimas, manchado por pés sangrentos, conduzia ao céu; e que o caminho largo, plano, ladeado por frutas e flores, repleto de riso, música e felicidade conduzia directamente ao inferno. Sabiam que Deus estava fazendo todo o possível para escolhessem o caminho estreito, e o Demónio usando todas artimanhas para que escolhessem o caminho largo.

Sabiam que havia uma batalha perpétua entre os grandes Poderes do bem e do mal pela posse das almas humanas. Sabiam que, muitos séculos atrás, Deus deixou seu trono e veio a este pobre mundo na forma de um bebê — que morreu pelos homens — a fim de salvar uns poucos. Também sabiam que o coração humano encontrava-se totalmente depravado, que o homem naturalmente amava o mal e odiava a Deus com toda sua força.

Ao mesmo tempo, sabiam que Deus havia criado o homem à sua imagem e semelhança, e que estava perfeitamente satisfeito com sua obra. Também sabiam que o homem havia sido corrompido pelo Demónio, que com embustes e mentiras enganou o primeiro ser humano. Sabiam que, como consequência disso, Deus amaldiçoou o homem e a mulher; o homem com o trabalho, a mulher com a escravidão e a dor, e ambos com a morte; e que também amaldiçoou a própria Terra com espinhos e abrolhos. Tinham conhecimento de todas essas coisas sagradas. 

Também sabiam tudo que Deus havia feito para purificar e elevar a humanidade. Sabiam tudo sobre o dilúvio; sabiam que Deus — com excepção de Noé e sua família — havia afogado todos os seus filhos — tanto os jovens quanto os velhos, tanto os bebês quanto os patriarcas, tanto os homens quanto as mulheres, tanto as mães amorosas quando as crianças felizes —, pois sua misericórdia dura para sempre. Também sabiam que havia afogado todas as bestas e aves — tudo que caminha, rasteja ou voa —, pois seu amor se estende por todas as suas criaturas. Sabiam que Deus, no intuito de civilizar seus filhos, devorou alguns com terremotos, destruiu outros com tempestades de fogo, matou alguns com raios, milhões com fome, com pestilência, e sacrificou inúmeros milhares nos campos de batalha. Sabiam que era necessário crer em tais coisas e amar a Deus. Sabiam que a salvação só poderia vir através da fé e do purificante sangue de Jesus Cristo.

Todos que duvidassem ou contestassem estariam perdidos. Viver uma vida moral e honesta — honrar seus contratos, cuidar de sua esposa e filhos, construir um lar feliz, ser um bom cidadão, um patriota, um homem justo e reflexivo — era simplesmente um modo respeitável de ser condenado ao inferno.

Deus não recompensava os homens pela sua honestidade, sua generosidade, sua coragem, mas simplesmente pela sua fé. Sem fé, todas as chamadas virtudes convertiam-se em pecado. Todos os homens que praticassem tais virtudes sem fé mereciam sofrer o suplício eterno.

Todas essas coisas confortantes e racionais eram ensinadas pelos ministros em seus púlpitos, pelos professores em aulas dominicais e pelos pais em casa. As crianças eram vítimas — eram atacadas em seus próprios berços, nos braços de suas mães. Os professores travavam sua guerra contra o sentido natural das crianças, e todos os livros que liam eram repletos das mesmas verdades impossíveis. As pobres crianças estavam indefesas. A atmosfera que respiravam estava saturada de mentiras — mentiras que se tornaram parte delas.


Texto de Robert Green Ingersoll, escrito em 1896

segunda-feira, 16 de abril de 2018

O incrível doutor Bronha




Imagine que você é admitido para trabalhar numa grande empresa multinacional. Uma das primeiras coisas que lhe dizem é que a empresa foi fundada e é dirigida pelo Dr. Bronha. Aprende que o Dr. Bronha é uma pessoa fenomenal, um grande empresário, arguto homem de negócios, severo, mas generoso, e que está no controle de cada aspecto da operação e da gestão da empresa.

No seu primeiro dia de trabalho você espera encontrar fotos do Dr. Bronha por toda a empresa, bem como alguma publicação com informações mais detalhadas sobre tão importante pessoa.

Mas aí lhe informam que ninguém de fato tem uma foto do Dr. Bronha. Há apenas pinturas e desenhos com a concepção de vários funcionários, alguns já falecidos há tempos, de como é o Dr. Bronha. Também não há informações precisas sobre onde o Dr. Bronha nasceu e quando exatamente. Também pouco se sabe sobre o que fez nos 30 e tantos anos anteriores a fundar a companhia.

Também descobre que as ordens do Dr. Bronha nunca vieram dele mesmo e sim de alguns dos muitos funcionários graduados de vários departamentos burocráticos. Além disso, descobre que ninguém com quem você fala, seja funcionário antigo ou do alto escalão, jamais falou diretamente com o Dr. Bronha.

Depois você percebe que os funcionários do departamento de pessoal descrevem o Dr. Bronha como sendo um homem alto, magro e de olhos castanhos. Já os do departamento de contabilidade o descrevem como baixo, ligeiramente obeso e de olhos azuis. Os do marketing dizem que ele é um homem criativo e aberto a novas ideias e os da controladoria que é muito religioso e conservador.

Mais incrível ainda é que há um estranho grupo de funcionários do almoxarifado, descontentes com seus salários, que afirmam ter ouvido de alguém da diretoria que o Dr. Bronha na verdade nunca existiu e é só uma invenção coletiva dos diretores para melhor controlar o restante dos funcionários.

Seus colegas logo o avisam de que esse grupo é um tanto estranho mesmo e que há evidências concretas de que o Dr. Bronha não só existe como está no controle de tudo, apesar de ninguém de fato nunca ter visto e nem conversado com ele.

Até lhe informam que o departamento de patrimônio diz ter uma cadeira usada por ele por muitos anos, embora, é verdade, alguns digam que a cadeira na verdade foi de um antigo contador, agora aposentado. Uma velha senhora da faxina tem um cinzeiro que ela afirma que pertenceu ao Dr. Bronha, embora o departamento de medicina do trabalho seja enfático em dizer que o Dr. Bronha não fuma.

Um dia você vê um alvoroço tremendo com gritos e correria.

Dizem que o Dr. Bronha acaba de chegar com seu helicóptero particular para uma reunião. Depois de alguns minutos de confusão, nada de muito importante acontece e os funcionários graduados informam que o Dr. Bronha estava com muita pressa e saiu logo depois da reunião sem falar com ninguém.

Durante meses circulam estórias de alguém que chegou perto do Dr. Bronha e até o cumprimentou, mas logo outros desmentem que esse era só o seu secretário ou o piloto do helicóptero. O Dr. Bronha mesmo ninguém viu.

Os meses se passam, seu emprego é bom, seu salário não é dos piores e todos gostam do Dr. Bronha. Então por que devem estar errados, não é mesmo? Ele deve ser um sujeito legal afinal de contas...


domingo, 28 de janeiro de 2018

Preocupas-te se as tuas crenças são verdadeiras?




Os crentes preocupam-se se as suas crenças são verdadeiras? Eu acho que não.

Há algumas centenas de religiões que são praticadas hoje em todo o mundo com dezenas de milhares de denominações. As religiões e as sub-religiões têm diferentes crenças. Existem algumas diferenças fundamentais, como o deus ou os deuses adorados e há muitas diferenças não tão importantes, mas ainda assim vitais, como a natureza da vida após a morte e a forma como o seu comportamento na vida afeta o seu destino após a morte.

Como é que as pessoas se comportariam se elas realmente se importassem se a sua religião fosse verdadeira? Penso que haveria um constante diálogo aberto entre religiões. Eles debateriam, buscariam evidências e eliminariam implacavelmente as falsas religiões. As religiões financiariam em conjunto pesquisadores independentes nas grandes universidades para descobrir qual a verdadeira religião. Quando uma religião fosse considerada falsa, os seus adeptos logo a deixariam em favor de uma que melhor resistisse à análise crítica.

A maioria das religiões que vemos hoje são antigas. Muitas têm raízes vindo de há 3500 a 4.000 anos. Algumas religiões foram criadas a partir de material novo, mas a maioria, como o cristianismo, o islamismo e o mormonismo, evoluiram a partir de religiões mais antigas. O ponto é que as pessoas tiveram já muito tempo para resolver qual a religião é que seria a verdadeira. Mas eles falharam. 
Na verdade, eles nem tentaram.

O que vemos é que as pessoas tentam espalhar a sua própria religião através de missionários, recrutamento porta-a-porta e em alguns casos, através da violência. Vimos reis e imperadores declarando uma nova religião por meio de decreto e obrigando a população a segui-la.

As pessoas acreditam na religião em que foram ensinadas a acreditar enquanto crianças, e depois assumem que todos os outros estão errados. A verdade é que essas pessoas não podem ter certeza de que sua própria religião está correta e não podem ter certeza de que todas as outras religiões estão erradas.

A verdade é difícil, mas eles simplesmente não se importam.

Traduzido e adaptado de Bill Flavell


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Por que é que deus é demasiado esperto para existir?



Segundo o que é dito e escrito, deus é um tipo muito inteligente e extraordinariamente capaz. Ele pode fazer coisas milagrosas apenas pensando nelas. Ele pode projetar coisas imensamente complexas, como a vida, num batimento cardíaco.

Ele é tão capaz que, se ele quisesse que eu acreditasse nele, eu acreditaria. Absolutamente, sem dúvida alguma. Mas eu não acredito nele, então ele não quer ou não se importa com isso.

Não é só comigo. Existem 1,1 mil milhões de outros descrentes, 1,1 mil milhões de hindus, 500 milhões de budistas e 800 milhões de outros que também não acreditam nele.

Mesmo os 2,4 mil milhões de cristãos e 1,6 mil milhões de muçulmanos que acreditam nele, acreditam em coisas diferentes sobre o que ele é e como ele quer que nos comportemos. Se um deus é tão capaz e desempenhou um papel tão forte na crença de cristãos e muçulmanos, esperavasse que, no mínimo, que eles concordassem nessas coisas tão básicas. Mas não.

Ainda mais revelador é este facto simples: uma proporção significativa de descrentes já foram fiéis. Se um deus tão capaz desempenhou um papel na sua crença, não deveríamos esperar que alguém podesse encontrar razões para subsequentemente abandonar a crença dada por esse deus.

Existe apenas uma conclusão razoável: deus não faz parte da crença humana, nós fazemos todo o trabalho pesado por nossa conta. 
E isso leva a uma segunda conclusão: deus não quer que acreditemos nele, nem se importa se o fazemos ou não. 
Mas essa conclusão não pode estar certa! Se deus tem amor infinito por nós (ou mesmo um afeição suave), ele deveria se importar com a forma como iremos passar a eternidade e deveria estar desesperado para nos salvar da tortura eterna.

Certamente, isso deixa apenas uma conclusão disponível para nós: deus não existe! 
Nós inventamos deuses e nós inventamos religiões, e os passamos de geração em geração.

Agora sim, esta conclusão é coerente, e é totalmente consistente com todos os factos.

Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lutar contra deus e contra religião




Há vários crentes que me perguntam porque é que eu "luto contra deus" ou "luto contra a religião". Bem, eu não luto contra deus, porque seria um quixotismo. Mas, de facto, luto contra a religião. Esta é uma das respostas que dei (desculpem pela extensão, mas muitas das minhas respostas são muito longas): 

Enquanto existirem pessoas a acreditar em amigos imaginários, a acreditaram que aquilo que fazem tem o aval de um ser superior, iremos assistir às maiores idiotices e maldades imaginárias (a História o tem demonstrado). Enquanto se considerar que a mitologia tem a mesma validade que a história, que o monólogo com amigos imaginários (oração) tem a mesma validade que a medicina, o mundo não avança. Enquanto se ensinar às crianças que devem acreditar em histórias fantásticas, sem exigir provas, sem questionar, não teremos pessoas que farão deste mundo um mundo melhor. 

A religião foi importante para o desenvolvimento humano. Fundamental, até. Numa altura em que o ser humano era ignorante e precisava criar regras que lhe permitissem sobreviver mais e melhor.
Actualmente não tem lugar no mundo.
É a bengala imaginária daqueles que são fracos de espírito.(Se é que espírito existe) E, do mesmo modo que uma criança que aprende a andar de bicicleta com rodas de apoio, se não as tirar um dia, nunca há-de aprender a andar verdadeiramente de bicicleta.

Continuarei a escarnecer, a ridicularizar e a tentar pôr termo a tudo o que possa, que se relacione com a religião. É utópico, eu sei. Mas muitos e grandes passos se têm dado para que, cada vez mais, existam sociedades humanistas e seculares.

Espero que os meus filhos cresçam num mundo com menos alucinados a acreditar em lendas e mitos e a tentar convencê-los que é a verdade. Quero que os meus filhos cresçam num mundo em que as pessoas assumem as responsabilidades pelos seus actos em vez de as escamotear para um ser mágico, invisível, inaudível e inexistente.
E que também dêem o devido valor a quem faz coisas boas, em vez de as atribuir ao mesmo amigo imaginário.

Que a fantasia e a imaginação sejam instrumentos da arte... da pintura, da escultura, da poesia, da música. E não substitutos da incapacidade pueril de lidar com a realidade.

NÃO! Não vou deixar em paz quem acredita ter um amigo imaginário.
É possível ser feliz sem ter de se agarrar a uma coisa que tanto, tanto mal tem feito à humanidade.

Termino com uma frase fantástica do falecido Douglas Adams:

"Não é possível constatar que o jardim é lindo, sem que para tal seja necessário acreditar que vivem fadas por debaixo dele?"


Texto de Rui Batista

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

As crianças dos ateus



Não insisto para que os meus filhos acreditem no que eu acredito. Nunca os puniria ou os ameaçaria se não o fizessem.

Eu não os enviaria para uma escola escolhida especialmente para reiterar as minhas crenças e isolá-las de outras crenças. E nunca lhes digo que devem ter fé para acreditar em algo.

Eu nunca expulsaria o meu filho da minha casa ou recusaria a apoiar na sua educação apenas porque eles não acreditam no que eu acredito.

Gostaria que meus filhos aprendessem a raciocinar, como avaliar as reivindicações que as pessoas fazem e como encontrar e usar as informações. Gostaria que valorizassem a verdade acima da ortodoxia, da cultura e das modas. Gostaria que eles fossem céticos e curiosos.

Então, eu encorajo essas coisas e eles poderão seguir a vida assim, ou não. Mas eles não precisam de ser meus clones.

Deixe-os ser, liberte-os.

Se fores um pai cristão ou muçulmano, será que és como eu? 


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 13 de agosto de 2017

Será que há algum problema com o pensamento ateu?



Não há nada de complicado com os ateus. Todos sabemos que os homens inventam deuses e inventam ainda muitas mais religiões. Então, se tu foste criado para acreditar no deus e na religião da tua família, tens como escolha:

- Podes simplesmente acreditar, divertir-te com isso, aceitares os outros como são e não te importares se o que acreditas é realmente verdade ou não. 
- Ou podes decidir que preferes acreditar que apenas as coisas com as quais tu podes estar razoavelmente certo, serem verdadeiras.
Mas se queres acreditar em coisas que são verdadeiras, como podes decidir o que é e o que não é verdadeiro?

Bem, existem alguns métodos que nós sabemos que não funcionam. Por exemplo, o fato da tua família acreditar firmemente num deus, não significa que ele seja real. O fato de que milhões ou milhares de milhões de pessoas acreditarem num deus, não significa que ele seja real. O fato do presidente do teu país ou o teu cientista favorito acreditar num deus, não significa que ele seja real.
Há um outro conjunto de argumentos, embora um pouco mais complicado, a que chamamos de "deuses das lacunas": o fato de que há coisas que ainda não entendemos nunca é uma razão para acreditar que um deus exista. 
E por que não? Porque podemos entender essas coisas no futuro, assim como pudemos explicar como o sol se "move" e o que causa os trovões, terremotos, doenças e assim por diante.

Finalmente, o fato de tu gostares de adorar o teu deus ou até senti-lo a falar contigo e que isso faz com que te sintas bem, não significa que o teu deus é real. E por que não? Porque os crentes de todos os outros deuses e de todas as outras religiões, experimentam os mesmos sentimentos e esses mesmos sentimentos podem até ser recriados em laboratório, então sabemos que é o cérebro o que causa esses sentimentos, e não um deus.

Como então consegues descobrir se o teu deus é real? Da mesma forma que tu descobres se alguma coisa é verdadeira: tu tens de encontrar provas convincentes. Quais as evidências que são relevantes, dependem do teu Deus e de como é dito que ele se manifesta no mundo. 
Por exemplo, se o teu deus responde a uma proporção de orações, tu podes testar para ver se uma determinada proporção (maior que um acaso) é respondida. Esta é a abordagem científica (já agora, o deus cristão não responde às orações melhor do que a média de todos os outros).

Então, tu podes procurar provas para o teu deus particular. Espero que o faças e nos avises se encontrares alguma. Se tu não conseguires encontrar nenhuma evidência (e a experiência me diz que não vais mesmo), podes ir para o próximo passo e ver se é possível falsificar o teu deus, ou seja, vê se podes encontrar evidências que mostrem que o teu deus NÃO existe.

Por exemplo, diz-se que o teu deus criou todas as formas de vida em dois dias mas tu podes encontrar evidências de que a vida existiu e mudou ao longo de quase 4 mil milhões de anos. Portanto, Deus não criou toda a vida e muito menos em dois dias. 
E assim mostraste que o teu Deus não existe.
Espero que isso te ajude a entenderes como os ateus pensam. Confiamos em evidências e em razões e rejeitamos todos os antigos argumentos que, há muito tempo, não são confiáveis. E quando fazemos isso, não conseguimos encontrar vestígios de deuses, só encontramos seres humanos que inventaram deuses e seres humanos passando as suas crenças para os seus filhos.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Evolução conduz ao ateísmo?



"Ao explicar todas as facetas do universo através de meios naturais, o evolucionismo não deixa espaço para o sobrenatural, o que torna a figura do Criador obsoleta.

Nenhum sistema poderia, nesse particular, ser mais agressivo. O ensino evolucionista tem início nas escolas do primeiro grau, com crianças que obviamente não têm maturidade para questionar o que lhes está sendo ensinado.

Esta ação é também a mais abrangente em seu confronto com a fé cristã porque atinge todas as gerações de seres humanos, onde quer que estejam, a partir dos bancos escolares."

Fonte: "Evolução e Ateísmo" - Centro Apologético Cristão de Pesquisas



sexta-feira, 10 de março de 2017

A blasfémia e a criatura no seu sótão



Imagina que tu conheces alguém que acreditava fortemente que havia uma criatura vivendo no seu sótão. Uma criatura que viu cada um dos seus movimentos e poderia influenciar a sua vida para melhor ou para pior. E ele acreditava que esta criatura precisava ser apaziguada de modo que realizava rituais regulares como cantar e louvar.

Naturalmente, tu serias céptico. Tu irias gostar de descobrir se havia alguma verdade nessa sua crença. E a tua conversa poderia ser algo como isto:

Tu: Podes mostrar-me essa criatura?

Ele: Não. Não posso fazer isso. Não pode ser vista.

Tu: Então, como é que tu sabes que ela está lá no sótão?

Ele: Eu ouvi-a. Ele fala comigo e eu respondo-lhe.

Tu: Ok, eu posso ouvir a vossa conversa?

Ele (balançando a cabeça): Não. Não funciona assim. Tu tens que acreditar que é real antes que possas falar com ele.

Tu: Mas como é que eu posso acreditar que é real se eu não posso vê-lo ou falar com ele, e apenas tenho a tua palavra que ele está lá?

Ele: Oh, é definitivamente real. É tão real para mim como tu estás aqui e agora.

Tu: Eu entendo que tu acreditas, mas como posso acreditar tendo apenas a tua palavra?

Ele: Tu podes duvidar de mim, mas não podes provar que ele não está lá em cima, ou podes?

Tu: Eu acho que não posso ...

Ele: Tens que ter fé. Junte-te a mim nos meus louvores diários e logo tu vais acreditar também. Tu verás a luz e tua vida será alterada. Essa é a única maneira!

...................................................................... 

Se esta história te parece um tanto louca e familiar, tens razão, pois ela é. Há apenas uma diferença entre o personagem desta história e os milhares de milhões que acreditam em deuses invisíveis. A diferença é que o interlocutor da história acima, é a única pessoa que acredita na criatura invisível no seu sótão.

Por causa disso, não só não acreditarias na sua história, mas também concluirias que ele precisava de ajuda profissional para a sua desordem psicológica delirante. E tu estarias certo!

Esta história ilustra a verdadeira natureza das religiões. As religiões são desordens delirantes institucionalizadas. É por isso que eles tentam tão fortemente se certificar de que todos são crentes, pois cada descrente é uma ameaça! Quanto mais descrentes há, mais os crentes que estão mais próximos, começam a ficar como o homem nesta história: indivíduos isolados acreditando em coisas altamente improváveis ​​que não podem ser evidenciadas como verdadeiras.

As religiões empregam várias técnicas para nos desviarem desta conclusão tão óbvia. Mais importante ainda, eles ensinam as crianças a acreditar numa idade quando são impressionáveis ​​e acríticas, a chamada doutrinação. Os líderes religiosos também costumam usar roupas espalhafatosas ou impressionantes, e afirmam ter um relacionamento privilegiado com essa sua criatura invisível.

Assim, eles procuram isolar as suas crenças fantasiosas ​​e não fundamentadas, da crítica. Tentam promulgar o respeito pelas crenças religiosas, como uma norma cultural. Às vezes, eles ainda procuram tornar a crítica às suas crenças religiosas, como uma ofensa legalmente punível.

Não consigo pensar em nada mais condenatório da crença religiosa do que a existência das leis de blasfémia. É uma admissão de que essas crenças são tão frágeis e indefensáveis que deveria ser um crime desafiar a sua verdade ou realidade.

A verdade e a realidade não precisam ser defendidas por lei. Eles podem cuidar de si mesmas.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os ateus amam você



Se és ateu e comentas sobre as minhas publicações na minha timeline ou página, por favor, sê respeitoso para com os cristãos, muçulmanos e outros crentes que possas encontrar aqui. Esses crentes teimam obstinadamente em deixar de compreender conceitos elementares para ti e eles tem por hábito de repetir argumentos que tu sabes que já foram refutados há séculos atrás. Eles podem estar convencidos de que a voz na sua cabeça é do criador do universo, em vez da sua própria voz interior.

Eles podem ficar com raiva e chamar-te nomes ou dizerem que tu és o Anticristo ou que tu adoras Satanás (apesar do fato de tu teres-lhe dito que não acreditas em Satanás). Eles podem até ameaçar-te com torturas, morte ou reencarnares como uma lesma.

Por favor, mantém-te calmo e sê gentil com eles. As pessoas confusas, fracas de capacidades cognitivas, precisam de ajuda. Demorou muito e houve um grande esforço para os tornar assim, e irá demorar muito mais, bastante amor e uma enorme paciência para os tornar bem novamente ou simplesmente os curar.

Vamos lá mostrar que os ateus sabem ser bons para além de serem inteligentes.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Por que é que tu acreditas em deus?



Tu és um crente, eu não sou. Vamos concentrar-nos um pouco para uma reflexão honesta.

Tu sabes que o teu deus é o deus com que cresceste a acreditar. Tu sabes que os povos acreditam igualmente e fortemente noutros deuses e noutras religiões. Mas estás convencido que tens razão pois a tua crença parece funcionar. Às vezes as tuas orações são respondidas e às vezes sentes-te perto de deus, tu até podes sentir deus falando contigo e sentires-te incrível.

Tu achas que deve haver um deus, pois de que outra forma tudo pode ser explicado, seja o universo, a vida, as leis da natureza? Então, com deus tudo faz sentido. Tu vês que com deus tudo se explica. É perfeito.

Mas há outras coisas que tu sabes que tu nem sempre pensas...

Tu sabes que outros deuses e outras religiões também funcionam. Os crentes desses deuses acham que as suas orações também são respondidas e também se sentem perto dos seus deuses e se sentem felizes. O que tu ignoras é o que isso significa. 

A menos que tu aceites que há um monte de deuses, sabes que no fundo que os outros deuses apesar de serem inexistentes, podem aparecer para responder a orações e fazer com que outros crentes se sintam incrivelmente bem. Mas tu sabes que isso significa que os humanos são capazes de criar esses sentimentos nos seus próprios cérebros.

Além disso, se o teu deus pode explicar o universo, a vida e tudo mais, então também poderiam os outros deuses explicar à sua maneira. E tu sabes, tu realmente sabes, que coisas inexplicáveis ​​PODEM vir a ter explicações perfeitamente naturais que estão apenas esperando para serem descobertas, assim como descobrimos as causas dos terremotos e raios.

Tu sabes que os seres humanos adoraram deuses por milhares de anos, e foram muitos, muitos deuses diferentes. Então sabes que muitos deuses foram INVENTADOS por seres humanos. A pergunta que tu deves fazer a ti mesmo é esta: 

É possível que TODOS os deuses foram inventados pelos humanos? 

Tu sabes a resposta a esta pergunta também. E a resposta é: SIM.

Isso não significa necessariamente que não existem deuses alguns. Mas significa que as razões pelas quais tu acreditas que o teu deus é real, não são razões válidas. São apenas desculpas para acreditares.

Será que realmente faz sentido ter crenças fortes quando tudo o que tu tens são desculpas?



Traduzido e adaptado de Bill Flavell




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O pesadelo dos crentes



Há uma coisa que todos os crente sabem, mas que não vão admiti-lo.

Podes olhar para 4 000 deuses e estar completamente seguro de que todos eles foram inventados por homens. Mas o deus número 4 001 é diferente, pois este é o deus que tu estás convencido que é real. Mas por quê?

Existem evidências para este último deus, mas já não existem para os outros? 
Não. Não há evidência de que nenhum desses deuses exista.

Este último deus está livre das histórias de fantasia associadas a deuses falsos? Coisas como criar o universo de uma maneira mágica (uma maneira que é sempre contradita pelas evidências), nascer de uma virgem, realizar milagres ou morrer e ser ressuscitado? Não.

Então, o que diferencia o deus em que tu acreditas ser o deus real dos 4 000 deuses falsificados? Só uma coisa: a tua mãe ou teu pai acreditavam que ele era real também.

Mas tu sabes, tu realmente sabes, que o fato dos teus pais e teus avós e teus bisavós acreditarem neste deus não é evidência de que ele existe, é evidência de que é o deus da cultura em que tu nasceste.

É uma razão para duvidar do teu deus, não para abraçá-lo.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 5 de novembro de 2016

O ateísmo não é um dogma, não é uma religião, é o estado natural do homem



A religião é o cancro da humanidade. Temos de lutar contra isto. É ela ou a humanidade. Não haverá espaço para ambos. Nós não podemos viver com este cancro. Ou é destruído ou ele nos destrói. O ateísmo é o estado natural do homem. O homem nasce ateu, ele não nasceu religioso nem espiritual. O ateísmo é inato no homem. Tudo o resto como as crenças, especialmente as religiosas, são todas adquiridas e muitas inconscientemente.

Ninguém pergunta ao filho se ele quer ser batizado. Ninguém pergunta se ele concorda em ser circuncidado, ninguém pergunta se ele quer o catecismo, e para muitas meninas ninguém lhes pergunta se elas querem usar o véu e ninguém lhes pergunta se querem ser excisadas. Então, podem rejeitar a ideia de que alguns deles têm a liberdade de crença. Isso é falso. Crentes não respeitam o pacto laico. Ele é violado desde o nascimento da criança. A criança inocente terá muito pouca chance, além de uma curiosidade discreta, de saber a verdade. De que Deus existe apenas como um delírio dos seus pais. Que as religiões não são mais do que homens organizados que oprimem as mulheres e outros homens.

Se uma criança crescer num ambiente favorável e sem ser poluído pela religião, resulta num adulto com um pensamento livre. Certamente, não seria submetida metade da humanidade (mulheres) todos os horrores que receberam desde o início do tempo por causa de religiões.

O ateísmo é inato no homem, é uma parte de seu ser. As religiões estão empenhados em submeter os seres humanos a uma primeira MUTILAÇÃO, arrebatando a força de seu ateísmo. Só por isso, elas são todas CRIMINOSOS.

As religiões investem em novos territórios, tal como os cancros. Nossa sobrevivência como seres humanos, depende da nossa capacidade para lutar como fazemos contra o cancro. As religiões são o primeiro inimigo do humanismo. Não há dúvida que elas vão combate-lo.

Secularismo propõe que façamos a paz na esfera privada. É uma farsa pura. Crentes, como demonstrado acima, não respeitam a liberdade de consciência. Eles doutrinam e forçam as crianças a seguir os seus delírios. Ao ignorar essa negação da liberdade, nós contribuímos de modo negligente com esses crimes. É nosso dever nos colocar-mos neste caminho para dizer que as crianças não pertencem a seus pais. Que as mulheres não pertencem aos homens. E, portanto, nós não confiamos nas religiões porque elas gozam de total impunidade na esfera privada.


Traduzido e adaptado de AgoraVox