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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sol Invictus, Mitra e Jesus




Com efeito, existe documentação comprovativa de que o próprio imperador Constantino (306-337), que impôs a Igreja Católica romana, mandou realizar sacrifícios em honra do Sol, cunhou moedas com a frase “Soli Invictus Comiti, Augusti Nostri”, ordenou que os seus exércitos recitassem todos os domingos (o dia do Sol) uma prece ao “Deus que dá a vitória”, etc. Quando o seu segundo filho, Constâncio II (337-361), chegou ao poder, o culto rendido a divindades pagãs passou a ser proibido sem excepção e o papa Libério, substituiu a celebração do nascimento do Sol Invictus Mitra pelo do nascimento de Jesus. Constâncio morreu quando se preparava para enfrentar Julião (361-363) que havia sido proclamado imperador pelas legiões e a quem a igreja, já poderosa, pusera o nome de Apóstata por ter tentado restabelecer a heliolatria.

A partir de então, a figura mítica solar de Jesus Cristo destronou a do Sol Invictus, apesar de a ter abundantemente plagiado, e passou a ocupar o lugar que esta ocupara, adaptando a sua própria forma exterior ao sólido molde de crenças lendárias que havia deixado o culto pagão. A documentação existente comprova, com efeito, que Mitra nasceu de uma virgem, num 25 de Dezembro, numa cova ou numa gruta, que foi adorado por pastores e magos, foi perseguido, fez milagres, foi morto e ressuscitou ao terceiro dia… e que o rito central do seu culto era a eucaristia, uma eucaristia cuja forma e fórmulas verbais são em tudo idênticas às que acabaria por adoptar a Igreja cristã.

São de tal modo idênticos o ritual pagão de Mitra e o supostamente instituído por Jesus, que São Justino (c. 100-165), na sua Apologia, ao defender a sua liturgia cristã perante a pagã, se vê obrigado a tentar inverter a realidade e a encobrir o plágio cristão afirmando que “a imitação do qual [a eucaristia cristã], foi o próprio diabo a fazê-lo com os Mistérios de Mitra, pois vós sabeis, ou podeis saber, que eles também tomam pão e uma taça de vinho nos sacrifícios em que participam os iniciados e pronunciam certas palavras a esse respeito”. A astúcia do diabo, conforme a pinta Justino, não é muito habitual. Não é todos os dias que se vê o diabo instaurar a eucaristia cristã num culto pagão centenas de anos antes que alguém, incluindo os próprios profetas de Deus, pudesse imaginar que uma seita judia sem importância acabaria por se converter na poderosa Igreja Católica romana!

Extrato de "As Mentiras da Igreja Católica", de Pepe Rodríguez

quinta-feira, 9 de março de 2017

Rei Salomão, mito ou real?



O Rei Salomão e seu templo são mais simbolismos. Não existe, novamente, evidências apartidárias (religiosas independentes) para uma pessoa chamada Rei Salomão. Nenhuma vez seu nome apareceu em alguma inscrição. Antes que os levitas escrevessem seus textos, o historiador grego Heródoto (485 – 425 a.C.), viajou e pesquisou as terras e a história do Egipto e Oriente Próximo. Ele não escutou nada sobre o império de Salomão, do êxodo em massa dos israelitas do Egipto, ou da destruição do exército egípcio que os perseguia no Mar Vermelho. Nem Platão escutou nada em suas viagens pela mesma área. Porquê? Porque é tudo invenção. As três sílabas em Sol-om-on (Salomão) são todos nomes para o Sol em três línguas. Manly P Hall escreveu que Salomão e suas esposas e concubinas eram simbólicas dos planetas, luas, asteróides e outros corpos receptivos em sua casa – a mansão solar.

O Templo de Salomão é simbólico do domínio do Sol. Na lenda talmúdica, Salomão é apresentado com um mago, mestre que compreendia a Cabala e expulsava demônios. Isto é mais simbolismo do conhecimento secreto restrito às estórias fabricadas da „história‟ hebraica. O livro dos Reis e Crônicas, que recontam a construção do Templo de Salomão, foram escritos entre 500 e 600 anos depois dos eventos que eles supostamente estão descrevendo. Cronistas hebreus do Templo de Salomão são tão excessivamente abusivos que é hilário. Ele supostamente ocupou 153.600 trabalhadores por sete anos e seu custo, calculado por Arthur Dynott Thomson, teria sido £6.900 milhões (6.900.000.000 libras). E Thomson estava escrevendo em 1872! O que isso seria hoje? Tais valores são ridículos e, todavia, mais exemplos do faz-de-conta por trás dessas estórias (fábulas). Elas são simbólicas, não literais. Um outro ponto. Se Salomão não existiu, por que nós deveríamos acreditar que seu „pai‟, Rei David, existiu?

Assim como é a ideia da linhagem Rei David-Jesus sendo levada para França por „Maria Madalena‟ e tornando-se os merovíngios como sugerido em muitos livros nos últimos anos. Como o erudito e pesquisador, L. A. Waddell, salienta: “Não existe absolutamente nenhuma evidência inscrita (registada) seja o que for, nem nenhuma referência antiga grega ou romana, para existência de Abraão ou qualquer dos patriarcas ou profetas judeus do Velho Testamento, nem para Moisés, Saul, David, Salomão, nem qualquer dos Reis judeus com a mera exceção de dois, ou no máximo três, dos últimos reis.” As consequências de tudo isto para o povo que tem se autodenominado judeu, e para a humanidade em geral, têm sido bem estarrecedoras.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Por que é que as religiões são cada vez mais idiotas?



As religiões costumavam ser bastante simples. Por muito tempo, as pessoas adoravam coisas reais com valor. Por exemplo: a adoração ao Sol era comum até à morte do Império Romano.

Há um sentido real no qual o Sol contribuiu para a criação e sustento da vida na Terra. Rapidamente estaríamos mortos sem ele. Se tu queres dizer "obrigado" pela vida na Terra, o Sol é algo de excelente para agradecer como muitas outras coisas.

Mas há alguns milhares de anos atrás, as religiões começaram a ficar idiotas. Começámos a adorar deuses invisíveis e indetectáveis, e de modo tão indetectável que, de fato, jurarias que eles não existem. Nós podemos somente interagir com esta nova raça de deuses nas nossas imaginações. Mas a idiotice não parou por aí.

No cristianismo, por exemplo, temos de crer que Deus queria perdoar o pecado humano e decidiu que ele poderia fazer isso apenas com um sacrifício humano. Então, ele inventou um jeito de nascer como um humano (de uma virgem, é claro) e então também arranjou uma maneira de ser morto como um sacrifício para si mesmo. Completamente idiota e absurdo!

As religiões mais modernas levaram a idiotice a um novo nível. Por exemplo, a Cientologia. Esta religião incorpora velhos clichés como humanos que tem um espírito imortal e com reencarnação, e ainda acrescenta uma nova dimensão. Ela ensina sobre Xenu, o ditador da "Confederação Galáctica", que há 75 milhões de anos trouxe mil mil milhões de pessoas para a Terra numa nave do tipo DC-8, empilhou-os em torno de vulcões e os matou com bombas de hidrogénio. Admito que até se torna difícil comentar tal absurdo monumental...

Por que não podemos apenas voltar a ser gratos ao sol que mantém o nosso planeta numa trajectória ordenada, mantém-nos aquentes e alimenta as nossas colheitas? Afinal, isso é factual e tu não precisarias intensivamente de doutrinar as crianças para garantir que as pessoas iriam acreditar nisso.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell