Mostrar mensagens com a etiqueta Escravidão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escravidão. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de novembro de 2019

Vamos seguir as leis de deus!



Como experimento, pensei que deveria tentar seguir a moralidade bíblica por uma semana para tentar me tornar uma pessoa melhor. Mas antes de começar, há algumas coisas que preciso esclarecer.

A bíblia permite-me possuir escravos e é bastante clara como lhes devo bater, como os vender e como os passar para os meus filhos quando eu morrer. A bíblia diz que posso comprar escravos a estranhos, mas eu moro numa cidade onde quase toda a gente é estrangeira. Isso significa que posso comprar os escravos a qualquer um ou só posso comprar a estrangeiros, como a franceses ou a alemães?

Eu tenho duas filhas solteiras. Se alguma delas for violada (estuprada) no campo, eu sei que ela terá que se casar com o seu violador (estuprador) e jamais se poderá divorciar, mas eu estava a refletir sobre a penalidade que o violador me deve pagar. A bíblia diz 50 siclos de prata, mas devemos ou não levar em consideração a inflação? E quanto é que isso seria em euros ou dólares?

Se eu compro a filha de um homem como escrava sexual, mas ela não sendo boa na cama, eu sei que posso passá-la para o meu filho. Porém, se ela também não agradar ao meu filho, sou obrigado a devolvê-la ao pai dela. Nesse caso, devo insistir em obter um reembolso total ou há algum desconto por desgaste do produto?

Por vezes, o meu filho sai para beber com os seus amigos e de vez em quando ele responde-me com maus modos. Lendo as sagradas escrituras, vejo que tenho sido muito tolerante para com ele. Da próxima vez que isso acontecer, eu o levarei para os arredores da cidade com outros homens e vamos apedrejá-lo até a morte. Obviamente, essa é a coisa mais moral a fazer.
Mas a bíblia é um pouco escassa em detalhes, não aconselha que tamanho devem ser as pedras com que o devemos apedrejar. As pedras mais pequenas fariam com que ele sofresse por mais tempo mas as maiores realizariam o trabalho mais rapidamente. Alguém me podia oferecer algum conselho sobre este assunto?

O meu vizinho é médico no hospital. Costumo vê-lo a sair de casa aos sábados para ir trabalhar. Eu sei que devo apedrejá-lo até a morte por esse ato pecaminoso, mas há poucas pedras por onde vivo. Tendo isto em conta, seria aceitável espancá-lo até a morte com um taco de beisebol?

A maioria dos sistemas jurídicos do mundo presume que as pessoas são inocentes até que se prove o contrário, mas a bíblia é o inverso pois presume que todos nós somos culpados desde o nascimento. Deveríamos pressionar os nossos governos a incorporar esse princípio bíblico nas nossas leis nacionais?

Há só um problema com este experimento. Obviamente, seguir as leis de deus iria me tornar uma pessoa melhor, mas também me tornaria num criminoso, e não posso deixar de pensar que preferiria não ser um criminoso e não seguir as leis de deus.

Chamem-me de antiquado...


Texto de Bill Flavell

domingo, 23 de junho de 2019

Um deus ignorante



A escravatura hoje é crime. Lógico, não é? As igrejas cristãs condenam essa prática horrível. Mas quando os portugueses e outros a praticavam, há séculos, não era. Os padres diziam que não era crime. Até estava na Bíblia!

Então o deus dos cristãos não sabia que a escravatura era crime e só aprendeu recentemente?

O deus só aprendeu quando os homens aprenderam. É lógico, porque o deus é uma invenção dos homens.
Se o deus, inteligência infinita, bondade infinita, existisse, tinha proibido a escravatura desde o início. E teria ensinado a praticar higiene, desinfeção, antibióticos, eletricidade, matemática, química, física, hidráulica, cosmologia, navegação, impressão, direitos humanos, eu sei lá as coisas maravilhosas que um deus sábio podia ter ensinado à humanidade, milhares de anos antes que os seres humanos as descobrissem sozinhos.

Em vez disso, o que está na Bíblia são ideias tão ignorantes como as do povo primitivo que escreveu o livro. O mundo feito em seis dias, a terra plana, proibição de comer porco e marisco, as mulheres menstruadas são impuras, burros falantes, bruxas, demónios e mortos que ressuscitam.

O deus antigo era tão ignorante como o povo que o adorava. Lógico: tinha sido imaginado por eles.


Fonte: Carlos Cabanita

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A sabedoria da bíblia



A bíblia foi inspirada pelo próprio Deus, então podemos esperar encontrar muita sabedoria dentro das suas pesadas páginas. Aqui estão algumas coisas que aprendemos com ela:

  • Manter pessoas como escravos é bom. Tal como passar os teus escravos para os teus filhos quando morreres. Também podes vender as tuas filhas como escravas com a bênção de deus.
  • Bater nos teus escravos, mesmo que os mates, também é bom, desde que eles vivam por alguns dias depois da tareia. É justo, afinal de contas, eles são tua propriedade.
  • Violar (estuprar) uma garota virgem é um crime. Mas não é um crime contra a vítima, é um crime contra o pai dela, porque o valor que ela pode ter, será diminuído se ela deixar de ser virgem.
  • A melhor maneira de punir um homem que viola (estupra) uma garota solteira é fazer com que ele pague a compensação ao pai, obrigá-lo a casar com a moça e jamais permitir que ele se divorcie dela. Isso irá ensiná-lo.
  • Uma noiva que não é virgem na sua noite de núpcias, deve ser apedrejada até a morte. Obviamente.
  • A Terra foi criada antes das estrelas. Estrelas são luzes numa cúpula cobrindo a Terra. A cúpula tem água acima dela com janelas que se abrem para permitir que ela chova. Chupa essa, ciência!

Estas são coisas que aprendemos da bíblia... mas tivemos que as desaprender. E há muito, mesmo muito mais de onde estas coisas vieram.

A sabedoria da bíblia é difícil de encontrar, mas valores morais apavorantes e coisas absolutamente sem sentido, são fáceis de encontrar.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Aprendendo moralidade



Quase todos os crentes aceitam que a humanidade aprendeu uma quantidade surpreendente sobre quase tudo nos últimos 500 anos. Mas estranhamente, poucos aceitam que aprendemos muito sobre como tratar uns aos outros.

Olhem para as evidências, eis aqui está uma lista de coisas que pensamos serem morais no passado, mas agora sabemos que não são*:

  • Manter as pessoas como escravas
  • Vender as nossas filhas
  • Apedrejar os nossos filhos até a morte
  • Matar pessoas por serem gays 
  • Bater nas nossas esposas 
  • Discriminar pessoas por causa da sua raça, sexo, idade, crenças religiosas, etc. 
  • Forçar as crianças a trabalhar 
  • Queimar mulheres acusadas de serem bruxas 

*Algumas pessoas ainda fazem essas coisas, mas a maioria delas agora sabe que não o deveria fazer.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 5 de junho de 2018

O mau da religião





Segue uma extensa lista de males que as religiões e crenças têm trazido para toda a Humanidade, lista essa que não é difícil de ser ainda aumentada.

1. O desencorajamento do pensamento racional e crítico.
2. O aviltamento da homossexualidade, resultando em discriminação, os pais marginalizarem os seu filhos, assassinato e suicídio.
3. As mulheres são tratadas como cidadãos de segunda classe com base nos ensinamentos religiosos.
4. As crianças que crescem com medo e ódio à ciência e aos cientistas, porque a ciência desmente a religião dos seus pais – levando a uma iliteracia científica terrível.
5. Dezenas de milhares de pessoas torturadas e mortas como bruxas (uma prática que ainda continua até hoje).
6. As pessoas não tiram o máximo partido desta vida por causa da sua crença na vida após a morte.
7. Pessoas morrem porque acreditam que a sua fé as torna imunes ao veneno de cobra, ou outros aspectos letais da realidade.
8. Pessoas que morrem – e deixam os seus filhos morrer – porque a sua religião proíbe aceitar ajuda médica.
9. As pessoas que morreram engasgadas, esfomeadas, envenenadas, ou espancadas até à morte durante os exorcismos.
10. A mutilação genital dos bebés endossada por textos religiosos.
11. As condições psicológicas e fisiológicas atribuídas a demónios, impedindo os crentes a buscar assistência médica para si e para os seus filhos.
12. Pessoas que renegam os membros da família por deixarem sua religião.
13. As amizades e romances desfeitos ou que nunca começaram por causa de diferenças religiosas.
14. Educação sexual baseada em “apenas abstinência”, resultando em cinco vezes a quantidade de doenças sexualmente.
transmissíveis e gravidez na adolescência – muitas vezes levando a casamentos de “emergência” condenados a falhar.
15. Mulheres que têm abortos sépticos ou que são forçadas a ter filhos indesejados – porque as organizações religiosas têm conseguido aprovar leis que tornam o aborto ilegal ou inacessível.
16. Censura (muitas vezes destrutiva) de discurso, arte, livros, música, filmes, poesia, canções e, se possível, de pensamento.
17. A demonização de outras religiões, por exemplo, Cristianismo demoniza os pagãos (“Eles são adoradores do diabo!”)
18. As crianças que passam o período de suas vidas em que o cérebro está mais receptivo à aprendizagem, a ler e a reler, até memorizar, textos religiosos.
19. As pessoas que acreditam que o mundo está prestes a terminar, negligenciam a sua educação, não são financeiramente responsáveis, e em casos extremos participam em suicídios em massa.
20. Questões ambientais a longo prazo, são ignoradas por causa da crença no Arrebatamento ou no Apocalipse ou que algo vai acontecer em breve, portanto, não vale a pena preocupar-se com o presente.
21. Esposas, às quais é dito que serão torturadas para sempre se deixarem os seus maridos abusivos (e vice-versa).
22. Guerras santas – seguidores de diferentes credos (ou mesmo da mesma fé) matando-se uns aos outros em nome dos seus (benevolentes, amorosos e misericordiosos) deuses.
23. A destruição de grandes obras de arte consideradas pornográficas/blasfemas, e a perseguição dos artistas.
24. A escravidão tolerada pelo textos religiosos.
25. Crianças traumatizadas por histórias vivas de fogo eterno e tortura para garantir que elas vão ter muito medo de sequer questionar a religião.
26. Pacientes terminais em constante agonia que colocariam termo às suas vidas de sofrimento se não acreditassem que isso resultaria em tortura eterna.
27. Direcções escolares que têm de gastar tempo, dinheiro e recursos na luta para ter a evolução ensinada nas escolas.
28. A perseguição dos “hereges”/cientistas, como Giordano Bruno (queimado na fogueira) e Galileo Galilei.
29. Leis forçando certos negócios a ficar fechadas ou limitar as suas vendas aos domingos, enquanto as igrejas podem gerar mais receita.
30. Políticos eleitos, não porque eles são as pessoas certas para o cargo, mas por causa das suas crenças religiosas.
31. O abuso de poder, autoridade e confiança por líderes religiosos (para o ganho financeiro ou do abuso sexual de seguidores e até mesmo de crianças).
32. As pessoas que aceitam alucinações visuais e auditivas inquestionavelmente como algo divino, às vezes com resultados fatais.
33. A discriminação contra os ateus, como certas leis que afirmam que eles não podem ocupar cargos públicos ou testemunhar em tribunal ou, em meia dúzia de países em todo o mundo, as leis que exigem a sua execução.
34. Missionários a destruir/converter religiões “pagãs” menores e outras culturas.
35. Confusão agravada pelo sentimento de culpa necessário para conciliar a ideia de um deus justo com a realidade (“Por que Deus está a punir-me? O que eu fiz de errado? Não tenho fé suficiente?”).
36. Realizações levadas a cabo por seres humanos – desde cirurgias hábeis até desembarques de emergência – atribuídas aos deuses em vez de o serem às pessoas realmente responsáveis.
37. Madre Teresa, prolongando a agonia de pacientes terminais e negando-lhes o alívio da dor, para que ela possa oferecer seu sofrimento como um presente ao seu deus.
38. Dezenas de milhares de milhões anualmente em todo o mundo unicamente gastos para construir, manter e alojar funcionários de cultos.
39. Sofrimento e horror causado pela crença de que os amigos mortos e membros da família serão torturados, como punição pela sua descrença.
40. Os desastres naturais e outras tragédias usadas para reivindicar o desagrado de Deus e presentes demandas para evitar eventos semelhantes (são como o terrorismo, mas sem ter que planear ou fazer seja o que for).
41. A questão da condenação do uso do preservativo que leva invariavelmente ao aumento de caso de SIDA, principalmente em África.
42. A questão do massacre no Rwanda incitado por padres nos púlpitos.
43. O conflito entre Israel vs Palestina, com contornos religiosos (tem a ver com a ideia de que a palestina é o local do nascimento de Jesus).
44. Confrontos na Irlanda entre Católicos e Protestantes.
45. Destruição dos budas gigantes do Afeganistão por parte dos Taliban.
46. Jihad islâmica (11 de Setembro e outros atentados incluídos).
47. Confrontos entre Xiitas e Sunitas.
48. Remeter a mulher para um papel social inferior (varias religiões continuam a promover essa ideia). A própria igreja católica não aceita mulheres nos altos cargos hierárquicos.
49. Intolerâncias e perseguição a pessoas e animais (como o lobo) alimentadas por certas superstições religiosas.
50. Queima de pessoas por serem alegadamente bruxas ou feiticeiras.
51. Mutilação genital feminina (também conhecida por excisão feminina ou circuncisão feminina).
52. As alegadas curas da fé (faith healing).
53. A complacência e o acto de compactuar com regimes fascistas (a Igreja Católica têm uma reputação muito negra nesse aspecto).
54. Exploração económica dos pobres e fragilizados que acontece em Fátima e em tantos outros locais de culto.
55. Suicídio em massa por parte de cultos religiosos como Heaven’s Gate ou Peoples Temple de Jim Jones.
56. A perigosa confusão entre crença e verdade/conhecimento, promovida pelas religiões, que pode ter causas lastimáveis e perigosíssimas.
57. A fricção que resulta entre as diferentes religiões causam divisão entre humanos, porque cada um clama a sua própria verdade da sua versão, que são inconciliáveis e incompatíveis.
58. A discriminação de ateus e/ou religiosos apenas porque não partilham das mesmas crenças nem dos mesmos deuses.
59. A tentativa da religião de impedir o avanço científico, quanto tentam enfiar à força o ensino a ideia do “Design Inteligente”, especialmente nas escolas americanas e brasileiras.
60. A perseguição a cartoonistas e bloggers (inclusive com ameaça de condenação à morte) que ousem parodiar uma religião, as tentativas de reduzir a liberdade de expressão.
61. A condenação de mulheres ao apedrejamento público por alegado adultério, muitas vezes em condições de acusações duvidosas.
62. O enterro de monges budistas vivos debaixo das muralhas de um terreno, para “proteger” o recinto espiritual.
63. O facto de deixarem de comer certos produtos e deixar de beber algumas bebidas apenas porque lhes é proibido pela sua crença.
64. Deixar de comemorar aniversários e outras datas festivas, fomentado traumas em menores quando percebem que a maioria das outras crianças comemora.

Lembram-se de mais males da religião que não estejam aqui listados?



Texto de Rui Batista

sexta-feira, 2 de março de 2018

O deus diabólico




Foi um golpe de sorte para os judeus. De todas as pessoas, tribos e nações do mundo inteiro, as 12 pequenas tribos de Israel eram o povo escolhido! Eles foram pessoalmente escolhidos por Deus, cerca de 13,8 mil milhões de anos depois de ele criar o universo inteiro.

Como se isso não bastasse, Deus prometeu-lhes as terras dos Amalequitas, Moabitas, Amonitas, Amorreus, Hititas, Girgaseus, Queneus, Cananeus, Perizeus, Heveus, Jebuseus E deu-lhes permissão para matar, violar(estuprar), levar os escravos e fazer pilhagens para conquistar estas terras. Foi uma sorte incrível que Deus estava tão compreensivo. 

Deus deu aos israelitas leis para eles viverem e isso foi para eles uma sorte NOVAMENTE! Ele fechou os olhos aos hábitos cruéis desses pastores da Idade do Ferro e permitiu que eles continuassem a manter escravos, a vender as suas filhas, a lapidar noivas por não sangrarem na noite de casamento e até a matar os seus filhos se fossem indisciplinados. Deus realmente queria que o seu povo escolhido fosse feliz.

Para finalizar, Deus permaneceu totalmente escondido dos humanos por cerca de 200 000 anos até se revelar há apenas 3 500 anos. Ninguém sabia nada sobre ele antes desse momento! E quem eram as ÚNICAS pessoas no planeta que ele escolheu para se revelar? Os israelitas!

Tudo funcionou tão bem.

Não poderia ter sido melhor se os israelitas tivessem inventado isso tudo.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 22 de julho de 2017

A Bíblia e a escravidão




Génesis 17:12 
O filho de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem.

Nesta passagem, Deus entende que pessoas compram outras pessoas e, obviamente, não critica este costume. Deus quer que os escravos sejam circuncidados da mesma maneira que os não-escravos.

Êxodo 12:43-45 
Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa; nenhum, estrangeiro comerá dela, mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, comerá dela. O forasteiro e o assalariado não comerão dela.

Novamente Deus mostra que aceita totalmente a escravidão e ainda determina um tratamento especial aos escravos.

Êxodo 21:1-6 
Estes são os estatutos que lhes proporás: Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro, de graça. Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua mulher. Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá sozinho. Mas se esse servo expressamente disser: “Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos, não quero sair forro”, então seu senhor o levará perante os juizes, e o fará chegar porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.

Aqui Deus descreve como se tornar escravo para sempre e mostra que é completamente aceitável separar escravos de suas famílias. Deus também endossa a marcação de escravos através de mutilação.

Êxodo 21:20-21 
Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado, mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado; porque é dinheiro seu.

Não só Deus perdoa a escravidão, como ele também aceita que se espanque seus escravos, contanto que não os mate.

Êxodo 21:32 
Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado.

Além de consentir com a escravidão, Deus coloca um valor nos escravos — 30 siclos de prata.

Levítico 22:10-11 
Também nenhum estranho comerá das coisas sagradas; nem o hóspede do sacerdote, nem o jornaleiro, comerá delas. Mas aquele que o sacerdote tiver comprado com o seu dinheiro, e o nascido na sua casa, esses comerão do seu pão.

Aqui Deus mostra que filhos de escravos também são escravos, e consente completamente com este conceito.

Levítico 25:44-46 
E quanto aos escravos ou escravas que chegares a possuir, das nações que estiverem ao redor de vós, delas é que os comprareis. Também os comprareis dentre os filhos dos estrangeiros que peregrinarem entre vós, tanto dentre esses como dentre as suas famílias que estiverem convosco, que tiverem eles gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. E deixá-los-eis por herança aos vossos filhos depois de vós, para os herdarem como possessão; desses tomareis os vossos escravos para sempre; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não dominareis com rigor, uns sobre os outros.

Aqui Deus determina onde você pode comprar seus escravos e especifica claramente que escravos são propriedades para serem comprados, vendidos ou dados.

Lucas 7:2-10 
E um servo (escravo) de certo centurião, de quem era muito estimado, estava doente, quase morte. O centurião, pois, ouvindo falar de Jesus, enviou-lhes uns anciãos dos judeus, a pedir-lhe que viesse curar o seu servo. E chegando eles junto de Jesus, rogavam-lhe com instância, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, porque ama nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.

Ia, pois, Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou o centurião uns amigos a dizer-lhe: Senhor, não te incomodes; porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; por isso nem ainda me julguei digno de ir tua presença; dize, porém, uma palavra, e seja o meu servo curado. Pois também eu sou homem sujeito autoridade, e tenho soldados s minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.

Jesus, ouvindo isso, admirou-se dele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: Eu vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé. E voltando para casa os que haviam sido enviados, encontraram o servo com saúde.

Aqui Jesus mostra que também está vontade com o conceito de escravidão. Jesus cura os escravos sem cogitar livrar o escravo ou punir o seu dono.

Colossenses 3:22-23 
Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo somente vista como para agradar aos homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens…

Aqui Deus mostra que ele aceita a posição de escravidão e encoraja escravos a trabalharem duro.

Tito 2:9-10 
Exorta os servos a que sejam submissos a seus senhores em tudo, sendo-lhes agradáveis, não os contradizendo nem defraudando, antes mostrando perfeita lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus nosso Salvador.

Mais uma vez Deus mostra que está completamente de acordo com a escravidão.

Deus ama a escravidão. Se a Bíblia foi escrita por Deus, e essas são as palavras do Senhor, então só se pode chegar a uma única conclusão: Deus é um defensor apaixonado da escravidão e suporta plenamente o conceito.

Como pode ver, essas passagens nos mostram uma imensa contradição:

Por um lado, todos nós sabemos que a escravidão é um ultraje e uma abominação moral. Como resultado, escravidão é hoje completamente ilegal no nosso mundo desenvolvido. Por outro lado, a grande maioria dos cristãos clamam que a Bíblia veio de Deus. Na palavra de Deus, o “criador do universo” deixa claro que escravidão é perfeitamente aceitável. Espancar seus escravos está bem. Escravizar crianças está bem. Separar escravos de suas famílias está bem. De acordo com a Bíblia, deveríamos estar praticando escravidão até hoje. A intensidade desta contradição é gritante. Ela nos mostra claramente que Deus não existe.

Se Deus existisse, e se estivesse gerindo qualquer regra deste planeta, ele eliminaria esta conexão entre ele mesmo e a escravidão. Não há como amar um Deus que permita ser mostrado como um defensor da escravidão desta maneira.

Aqui está algo que eu quero ajudar você a entender: Você, como um ser humano racional, sabe que escravidão é errado. Você sabe disso. É por isso que cada uma das nações do nosso mundo tornou a escravidão um ato ilegal. Seres humanos fizeram a escravidão ilegal, desafiando diretamente a palavra de Deus, porque sabemos com completa certeza que escravidão é uma abominação.

O que seu bom senso lhe diz agora sobre a Bíblia apoiar a escravidão tanto no Antigo como no Novo Testamento? Dado o fato que a Bíblia claramente aceita a escravidão, seu bom senso deveria lhe estar dizendo que Deus não existe.

Flávio Henrique