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domingo, 19 de abril de 2020

10 coisas que sabemos sobre deuses



1. Os seres humanos inventam deuses e religiões. 
2. Não há evidência de que existam deuses. 
3. Nenhuma religião jamais se mostrou ser verdadeira.  
4. Deuses e religiões evoluem com o tempo. 
5. A doutrinação infantil pode tornar as pessoas confiantes de que absurdos são verdades. 
6. As crenças em deus vêm das famílias. 
7. Em todos os testes rigorosos, as orações sempre falham. 
8. A imaginação humana pode tornar deuses inventados parecerem reais. 
9. Os humanos podem achar deuses inexistentes extremamente confortantes. 
10. A crença em deus vem da emoção, não da razão. 

BÓNUS 
11. Os crentes em deus justificam a sua crença na fé, mas a fé não tem como distinguir a verdade do absurdo. 

Há boas evidências de que todas essas afirmações são verdadeiras. Então, podemos resumir isso facilmente: Tudo o que sabemos lança dúvidas sobre a existência de deuses. 
Nada do que sabemos sugere que eles são reais. 


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Fé é esperança




Os crentes religiosos fingem que a fé é um caminho para o conhecimento. 
Mas não é! 

A fé não tem um mecanismo para determinar quais ideias são verdadeiras e quais são falsas, é 100% inútil. Isso é tão óbvio que até os religiosos sabem disso. Eles sabem que duas pessoas podem acreditar em coisas contraditórias pela fé. E isso significa que a fé não pode ser um caminho para chegar à verdade.

Dizer que acredito em X por fé é tão absurdo quanto dizer que acredito em Z por lançamento de uma moeda ao ar. Então, o que crentes querem dizer quando falam sobre fé? Eu acho que eles querem dizer que significa "esperança" e que essa esperança os leva a acreditar.

Vejam esta afirmação:

"Eu tenho fé que Deus existe."

Isso não faz sentido se eles quiserem significar que a fé os leva a concluir que é VERDADEIRO que deus existe. Isso é simplesmente estúpido. Mas se substituir "tenho fé" por "esperança", já faz sentido:

"Espero que Deus exista."

Em vez de "tenho fé que Jesus me ama", eles querem dizer que "espero que Jesus me ame".

Na minha experiência, podes sempre transformar uma declaração de fé numa declaração sensata, substituindo cada instância de "fé" por "esperança".

Afinal, em última análise, as pessoas religiosas não têm conhecimento, elas apenas têm crença e esperança. E isso é tudo o que eles têm.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 28 de dezembro de 2019

Como as religiões podem ser respeitadas



Todos têm o direito de acreditar no que quiserem até porque é um direito humano. Mas as religiões só terão o meu respeito quando mudarem de atitude. Quando elas aceitarem que se deve:

* Recusar a acreditar que qualquer coisa que não possa ser demonstrada com segurança seja verdadeira.
* Ser céptico em relação às escrituras até que elas possam ser demonstradas verdadeiras.
* Incentivar o debate aberto e o desafio.
* Mudar prontamente as suas crenças à luz de novas evidências.
* Rejeitar oficialmente a fé como uma razão para acreditar.
* Não intimidar ou assustar as crianças a aceitar crenças religiosas.
* Continuar a abraçar familiares e vizinhos que abandonam as suas crenças.

Até que façam essas mudanças, continuarei pensando nelas como grupos de mentes fechadas que acreditarão em qualquer coisa, por mais ridícula que seja e que sobrevivam forçando crenças absurdas sobre as crianças.

Se a sua religião não segue as minhas regras acima sugeridas, pergunte-se por que não o faz? Do que tem medo? Da verdade?


Texto de Bill Flavell

domingo, 15 de dezembro de 2019

Fé



1. FÉ 
Permite contradizer especialistas comprovados, mesmo que tu NÃO SAIBAS NADA sobre o tema.

2. FÉ  
Quebra as correntes da LÓGICA CLÁSSICA, para que tudo seja lógico, se tu assim quiseres! 

3. FÉ 
Dá-te o poder de ter a certeza de que uma crença é verdadeira, mesmo quando os outros sabem que é totalmente ridícula. 

4. FÉ 
Remove TODAS AS DÚVIDAS sobre uma crença, mesmo quando não há nenhuma evidência para ela. 

5. FÉ 
Torna a evidência contrária COMPLETAMENTE INVISÍVEL, para que não precises pensar sobre isso. 

6. FÉ 
Supera a resposta de CONSTRANGIMENTO que inibe pessoas normais de falarem idiotices. 

7. FÉ 
É epistemologia para IDIOTAS. (Não tentes em casa.)



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 3 de novembro de 2019

Nem todas crenças são iguais (ou tem igual valor)



Nem todas as crenças têm o mesmo valor. Se todas crenças tivessem igual valor, então a crença que elas não têm, teria o mesmo valor do que a crença que elas têm!

Nem todas crenças são verdadeiras. É verdade que eu comi ovos hoje ao pequeno almoço, mas não é verdade que eu comi frango. Quer eu deseje ter comido frango ou não, não tem qualquer diferença naquilo que é ou não verdade.

Nem todas crenças são úteis no seu valor. Métodos estatísticos, por exemplo, têm insuficiências. Tem seus limites e erros, mas ainda assim nós conseguimos tirar valor prático deles. O mesmo é verdade acerca da maior parte de coisas do campo académico: embora a informação obtida seja valiosa, elas não contém TODA a verdade, ou até somente aquilo que é correcto.

Nem todas crenças tem "sólida fundação evidencial". Crenças que foram testadas por evidências e experimentos são superiores neste aspecto.

Nem todas crenças têm valor na sociedade. A utilidade de uma crença na sociedade pode ser medida pelo como ela confere benefícios a um maior número à custa de uma ou mais possível minoria.

Nem todas as crenças têm valor a nós mesmos. Há crenças erróneas que nós temos acerca de nós mesmos ou acerca de outros, que são potencialmente perigosas à nossa psique e/ou a relações interpessoais.

Há aqueles que crêem nas explicações científicas, pelas várias razões, inclusive algumas das frisadas acima. Mas crer nas explicações científicas e nas religiosas não é a mesma coisa.

A ciência é um processo gradual, sim, é verdade, mas é um poderoso processo que leva observações empíricas sobre o mundo, combina-as com explicações sistemáticas e depois refina ou joga fora tais explicações quando contradizem as evidências. Palpites educados são chamados de “hipóteses”, explicações muito bem fundamentadas são “teorias” e ocasionalmente, algo se torna uma "lei".

A crença ou fé religiosa, por outro lado, é um animal diferente. Ela, por definição, exige ao crente que aceite algo sem uma razão. Nos tempos antigos, a fé começou como uma série de crenças para explicar o mundo natural. Religiões organizadas dão um passo além disso, pois elas defendem um dogma específico como sendo a verdade.

A religião moderna navega um dilema: geralmente, uma crença religiosa é específica o suficiente para que a ciência possa refutá-la (colocando a religião em risco) ou o suficientemente vaga para que seja infalsificável, o que significa que não pode ser desmentida nem sequer hipoteticamente e, portanto, não é "conhecimento" num sentido de valor.
As religiões modernas mais bem sucedidas, devem ser flexíveis o suficiente para manter pessoas educadas, mas estruturadas o suficiente para preencher papéis sociais de valor.

Fundamentalistas religiosos que se recusam a ser flexíveis, continuam a demonizar a ciência e, propositadamente, espalhando ignorância. Isso tem sido e continua a ser uma fonte de tremendo sofrimento humano.

Se a crença religiosa mais moderada é boa ou ruim, e se as religiões moderadas são sustentáveis ​​a longo prazo, é uma questão para outro dia. Mesmo se alguém fosse tomar o ponto de vista optimista, a fé ainda é limitada pelo conhecimento, mas não é uma fonte de conhecimento. Ela não pode gerar previsões testáveis.

Se a fé é boa, é para propósitos muito diferentes da investigação científica. O seu valor não é igual à ciência. 


Adaptado de campustimes.org; ZACHARY TAYLOR: Not All “Beliefs” Are Made Equal
e Quora; Vários: Isn’t the belief that all beliefs have equal value absurd Why

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Servindo a deus ou a um padrão comportamental?



Um livro sagrado original, um deus original, vários “grupos escolhidos” e uma eterna briga pelo direito de registro da “patente sagrada” e filiação original!

Bíblia debaixo do braço para ir à igreja ou empoeirada em cima de uma estante sem quase nunca ter lido? 
Ok, confere! 
Véu na cabeça antes de orar ou usando dentro da igreja para que não se mostre desnuda diante de deus? 
Ok, confere! 
Sábado guardado de um pôr do sol a outro entre sexta e sábado? Ok, confere! Panfletos com versículos da bíblia entregues nos fins de semana para arrependimento dos “pecadores”? 
Ok, confere! 
Aquisições de bugigangas ungidas pra dar sorte? Ok, confere! Penitencias pagas à rainha dos céus e a todos os santos? 
Ok, confere! 
Orações nos montes, jejuns, ofertas e dízimos tudo em dias para se prevenir do migrador e devorador? 
Ok, confere! 
Abstenção de bebidas alcoólicas, carne de porco, mariscos e uma infinidade de outras comidas proibidas por deus? 
Ok, confere! 
Checando...Pronto! 
Seu kit de santidade estar atualizado! Só permanecer assim a vida toda esperar um pouco mais para ir morar nos céus...

Seria cômico se não fosse trágico! Cada igreja vende o seu kit próprio de salvação ou pacotes no que diz respeito ao quesito “servir a deus” por preços e condições variadas e todas elas entre si, lutarão até os últimos recursos para transformar a você e a todos quantos sejam possíveis em clientes fiéis, consumidores desses kits e defensores dessas ideias, atraindo assim mais seguidores para esse ou aquele nível de conduta ou pensamento, tentando padronizar e domesticar o homem, que por natureza foi feito para estar em constante evolução em todos os sentidos.

Toda agremiação religiosa diz ter recebido de deus a missão de espalhar a “verdade” ao mundo e combater as “mentiras” que as outras agremiações ou pessoas propagam e a desmascarar as artimanhas do diabo que luta para tragar a alma do homem do “caminho verdadeiro” apontado por tal igreja. Todas elas dizem aos seus membros que estes são escolhidos por deus para determinado propósito, enquanto as outras não, e que terão de comprar delas o mesmo kit de padronização se quiser ir para os céus.

Uma batalha infinita tem início todos os dias dentro e fora desses grupos com o instituto de te padronizar, te rotular e ter o controle de sua vida entre esses que dizem ser os mensageiros de deus, e os mais variados efeitos dessa luta poderão ser vistos diariamente na vida de cada um desses que são domesticados por esse ou aquele sistema de crenças. Somente castigos severos e ameaças em nome do sagrado e do profano para anestesiar o homem, esse ser em evolução constante com sede da verdade e do conhecimento. A igreja sabe muito bem como fazer.

“Quando as perguntas começarem a surgir e os questionamentos começarem a florescer, use de sua “autoridade religiosa” meu filho! Humilhe o questionado em público, ameace o herege com pragas, crie boicotes individuais ou em massas para os “filhos do diabo”, enquadre aquela pessoa que resiste ao que você diz, isole-a, e a faça parecer ridícula e demoníaca pois só assim poderá manter funcionando esse grupo que você criou ou que te dei para você dirigir, filho meu!” Essa parece ser a mensagem secreta e individual que a maioria dos líderes religiosos parecem receber de “deus” quando são “chamados para sua obra”, para abrir uma nova igreja ou um novo ministério.

Assim, muitos por esse “chamado divino”, tem conduzido o “rebanho do senhor” e cada um fazendo do seu próprio jeito, criando suas próprias normas, seus próprios conjuntos de regras e dizendo:” estamos servindo a deus... E todos dizem ter razão!

Todos os que entram nesses seguimentos, não percebem que estão apenas seguindo padrões comportamentais do grupo já estabelecidos previamente e não vontade de deus algum, pois entre as linhas que dizem servir a determinado deus, quase todas elas são antagônicas, contraditórias e auto anulatórias entre si, concordando apenas no fato de que os súditos sejam ovelhas mudas, proibidas de questionar, imbuídas apenas de obedecer ao líder e fazer o rebanho crescer. Fora isso, todas elas travarão batalhas terríveis para dizer que estão servindo a deus e que se você não estiver do lado desse ou daquele seguimento, estará lutando contra o próprio deus! Que loucura...

Por intuição ou por orientação, muito desses líderes sabem que desde os mais remotos tempos, uma preocupação colossal e angustiante paira sobre a maioria dos homens em praticamente todas as culturas que tem nos seres metafísicos uma das “pernas” que sustenta tal sociedade. Essa preocupação na maioria dos casos é sobre estar ou não servindo e agradando aquela divindade enraizada na cultura popular.

Nos povos alcançados pela crença no deus mesopotâmico denominado como é o caso do deus de Abrãao por exemplo, essa preocupação tem sido mais latente, pois quem não estiver servindo a deus corretamente sofrerá severas penas, incluindo a pena de morte. Em toda história bíblica do passado esses fatos estão registrados pra quem quiser ver, bem como na história secular, onde o islamismo, judaísmo e cristianismo tem sido apresentado por imposição ou por opção tem sido de igual modo implantado quase que totalmente pela força tal sistema de crenças.

Há uma crença demonstrada de modo explícito entre os seguidores dessas três crenças e de praticamente todas as milhares de ramificações que dessas derivaram, que entre milhares de pessoas servindo a esse deus, se tiver alguém entre o povo servindo-o de modo errado, a ira desse deus todo poderoso e furioso (e ao mesmo tempo piedoso e justo) virá não apenas sobre o infame “herege”, mas sobre toda uma cidade, estado ou nação onde ele estiver inserido.

Eles assumem desse modo ainda que sem perceber que apenas 1 pessoa servindo a deus de modo “errado” invalida as ações de mais 1 milhão de pessoas que estão fazendo as coisas de modo certo diante de deus.

Não te é estranho isso? Uma gota de leite em um balde de café não é capaz de alterar o sabor do balde inteiro, mas apenas uma única pessoa “errada” em um “oceano” de tantas outras pessoas santas e que não esteja dentro dos padrões estabelecidos de como servir a deus por determinado agrupamento, será capaz de trazer os mais variados tipos de agouros divinos para esse grupo.

O velho testamento estar recheado de histórias assim. Então mata-se, apedreja-se, persegue-se, exclui ou faz boicotes àqueles que estão trazendo tais consequências desastrosas. Na idade média, a igreja católica costumava atribuir qualquer surto de doença, calamidades ou fenômenos da natureza a uma pessoas ou grupos “pagãos” que estavam desagradando a deus e de acordo com esta mesma igreja eram eles que estavam deixando deus irado e trazendo consequências terríveis.

A peste negra? Culpa dos infiéis! 
A gripe espanhola? Culpa dos hereges! 
Varíola, rubéola, carbúnculo, sarampo? Maldições por que servimos a deus de forma errada! 
Terremotos, furacões e maremotos? Sinais da ira divina e da volta de jesus que virá julgar esses esse povo pecador! 
A nós não! Nós somos as pessoas certas, no grupo certo, servindo a deus de modo certo e por isso estamos salvos, aleluia!

Então...Morte aos infiéis! Morte aos ciganos! Morte aos judeus! Morte aos mulçumanos! Morte as bruxas! Morte as rezadeiras! Morte aos celtas, aos vândalos, aos bárbaros, a todos os que não comem do corpo e do sangue de cristo! Morte, morte, morte...Morte aos incircuncisos (ah não, isso foi no velho testamento)! Em nome do deus da vida vamos matar a todos e conquistar essa terra para o nosso deus!

Não te é estranho esse fato? Por que um único pecador é capaz de desvirtuar toda uma congregação de justos? Que tipo de deus justo é esse que pune toda uma população por causa de uma simples pessoa que estar “fora da caixinha”? Que tipo de justiça é essa? Nem no mundo dos mortais encontramos juízes que hajam assim o tempo inteiro sem amadurecer e sem viver eternamente e ter tempo para se arrepender de feitos tão maldosos! A grande verdade como dito logo acima é que tudo isso não passa de padrões de comportamento! Nenhum religioso dentro de uma comunidade religiosa, sob a égide de uma bandeira ou símbolo sagrado segue a deus nenhum! TODOS eles seguem apenas padrões de comportamentos pré estabelecidos e para não serem perturbados por questionamentos que possam surgir, querem converter a todos a esse mesmo ponto de vista! Praticamente TODOS eles querem padronizar os outros ao seu próprio entendimento de servir a deus e assim começam as guerras desnecessárias e seus derivados que afetam todo o globo.

Judeus versus mulçumanos! Protestantes versus católicos! Congregação A versus congregação B...Todos preparando missionários para converter “pecadores” e a ensinar o modo correto de servir a deus. Todos matando e morrendo pela mesma causa. Todos condenando ou invalidando os ritos litúrgicos uns dos outros. Todos tem um inferno preparado para os “não salvos” e para todos da religião alheia!

Do alto de sua inércia, aquele dizem ser o pai de todos nada faz para mudar isso....

Se realmente existe uma possibilidade de alguém servir a ideia do sagrado, essa possibilidade estaria fora dos currais religiosos, livres dos interesses espúrios e egoístas dos criadores e mantenedores de tais agremiações, e estaria bem distante da padronização oficial que todos recebem ao nascer em um lar religioso ou quando se associam a tais agremiações depois de um certo tempo.

Se existe alguma divindade justa e bondosa realmente, a única maneira de agradá-la seria servindo-nos uns aos outros, ajudando-nos uns aos outros para um estado maior de ser, e não reduzindo aos homens a um estado vegetativo de “dependência divina” quando na verdade estão formatando pessoas para serem dependentes de sistemas de crenças dizendo a essas que estarão servindo a determinado deus. Esse comportamento é tão prejudicial quanto os que criam e sustentam os mercados de entorpecentes.

Não é feio e nem vergonhoso deixar de pertencer a um “grupo de fé”! Feio e vergonhoso é tornar o mundo diariamente um lugar pior de se viver em nome de um deus imaginário, enquanto enriquecem e mantem no poder opressor, aqueles que vivem da ignorância das massas. Isso sim é feio, vergonhoso e ridículo.

A maior independência que alguém pode adquirir não é a independência financeira, dos pais, dos conjugues ou dos filhos. É a independência de nossa consciência escravizada a maior de todas as conquistas pela qual devemos lutar.

Não é da aceitação da crença pela crença ou da ausência da crença pela crença que encontraremos essa liberdade de consciência. Ela será um processo contínuo e duradouro, capaz de construir e reconstruir as próprias verdades quantas vezes for necessária. Capaz de analisar a verdade do outro e reter o que é bom, se realmente houver algo de bom. A nossa capacidade manter a sanidade por uma maior tempo possível será nossa “baliza” nessa prazerosa jornada.

Abaixo as verdades inquestionáveis! Não aos abusos cometidos em nome da fé! Um salve aos que por meio de sua “heresia” tem combatido os efeitos nefastos das padronizações oficiais que todo homem estar destinado a ter.


Texto de Antônio F. Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O poder mortal da fé!



O meu amigo do Facebook, Olatunde Olayinka Ayinde, um médico da Nigéria, recentemente publicou alguns exemplos de tragédias causadas por pacientes que confiam na fé e que recusam tratamento médico. Ele convidou também outras pessoas para adicionarem exemplos semelhantes nos comentários.

Eu li cerca de 100 ou mais comentários, mas foi muito angustiante para ler os restantes. Para aqueles que dizem que a fé é inofensiva, eis a evidência de que não é, e pelo contrário, pode ser mortal para os pacientes e para crianças cujas vidas dependem de decisões tomadas pela fé de adultos.

Acredita nas coisas com fé, se quiseres, mas seja claro, tu não podes ter confiança de que uma crença religiosa seja verdadeira. A fé é acreditar sem provas e a verdadeira razão pela qual as pessoas acreditam nas coisas sem evidências, é que não há provas. Portanto, as crenças religiosas são sempre menos prováveis ​​de serem verdadeiras que as crenças que são apoiadas por evidências robustas.

Se tu tomas decisões médicas com base na fé, estás a colocar a tua vida em risco. Seja muito claro sobre isto. E mesmo se estás preparado para isso por ti, não o tenhas JAMAIS essa decisão pelos teus filhos.

Eu copiei alguns comentários e deixei-os abaixo. São tragédias quotidianas que não chegaram às manchetes dos jornais. A maioria desses comentários são contribuições de médicos. Não posso verificar se todas eles são verdadeiros, mas são consistentes com as histórias verificadas que li em vários outros países africanos. Podes estar conhecedor de outras histórias semelhantes com a tua própria experiência. Eu pergunto-me se tu consegues lê-los até o fim...

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"A criança estava com febre e estava septicémico. Os pais e o pastor ficavam orando e derramando azeite. Finalmente, a criança foi levada para o hospital, já branco como um lençol. O sangue parecia água com um leve toque de vermelho. Morreu poucas horas depois."

"Quando um casal de testemunhas de Jeová brigou... 
O bebé precisava de uma transfusão de sangue urgente. O pai havia dado o consentimento, mas a mãe recusou. Sabes como é que é quando chamam a polícia para cima de alguém... A mãe chamou 5 anciãos da igreja para cima de mim, eles estavam lá para explicar por que razão o bebé não precisava da transfusão e entregarem-me algumas cópias das revistas "Despertai!".
O bebé morreu dois dias depois... 
O pai pediu à mãe para não se incomodar em voltar para casa. Ela que fosse para qualquer lugar que quisesse com o cadáver da criança.

"Mulher grávida com um diagnóstico de placenta praevia... Tinha sido aconselhada sobre a necessidade de CS(?). Ela foi para uma casa de oração onde ela entregou a sua menina depois de várias manobras.
O sangramento persistiu e ela foi trazida de volta para mim, já com uma laceração cervical que estava fora deste mundo. Ela continuou implorando por favor, para eu a ajudar, na sua cama agonizante. E que ela se sentia muito arrependida por não me ter ouvido.
Eu gostaria de poder ter ajudado... 
Ela morreu poucos minutos depois. "

"Quando o teu paciente precisa duma cesariana de emergência, mas insiste em esperar que o seu pastor venha e que coloque as mãos sobre ela antes que ela seja levada para a cirurgia... 
O bebé morreu."

"Hipertensivo a sair completamente das drogas, dizendo que a fé o curou. Vários meses depois, o seu rim morreu, aguda, crônico em insuficiência renal, estágios 1,2,3 em progressão rápida, ele precisava dum transplante renal urgente. Ele dizia que eram os seus inimigos. Chorava na frente dos visitantes como um bebé".

"HIV positivo em medicação, contagem viral muito baixa, bastante estável, parou de tomar remédios, pediu relatório médico para (pastor) TB Joshua, não lhe foi dado, deixou de acompanhado, 'curado' pelo TB Joshua, casou-se, esposa infectada e dois filhos, vieram com (síndrome de) Kaposi, e então morreu ".

"Paciente que foi à casa de orações com pequenos inchaços no seio para "curar ". Ficou pior após várias visitas a outras casas, e finalmente chegou ao Hospital com massa fúngica. Morreu poucas semanas depois."

"Quando o seu paciente com doença renal terminal, recusa uma transfusão de sangue para que ele possa fazer diálise porque ele é uma" testemunha"...
Morre de forma lenta e dolorosa. Aqueles que estavam de plantão durante esse período, também sofreram porque eles continuavam nos chamando com múltiplas queixas devido ao agravamento da sua uremia."

"Uma senhora veio com um estágio inicial de cancro da mama. Ela foi aconselhada, incluindo que modalidades de tratamento. Ela rejeitou o diagnóstico em nome de Jesus, apesar de dizer aos colegas do pastor para prevalecerem sobre ela. Ela até fez uma "aposta" comigo em que ela regressaria curada.
Ela voltou, mas não curada, mas em estágio final da doença. Ela perdeu a "aposta". Ela perdeu a vida".


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 2 de setembro de 2018

Entendendo os debates dos cristãos




No Facebook, os debatedores cristãos têm uma linguagem própria. Aqui está uma explicação de alguns das suas respostas ou expressões mais populares.

“Sua mente está fechada. Você não quer saber a verdade ” 
Significa realmente: Tu entendes isso melhor do que eu, eu preciso ir reler algumas argumentações a sites evangélicos.

"[Não diz nada]" e, em seguida, clique no botão Bloquear (ou no botão Excluir para excluir um post ou um comentário) 
Significa realmente: Ufa, eu não acho que os meus amigos tenham fé suficiente para ver estas coisas assim escritas.

"Jesus te ama" ou "Amém ... Obrigado". 
Significa realmente: não tenho a mais pálida ideia de como responder a esse argumento.

"Vou rezar por você." 
Significa realmente: se tu não acreditas em mim, vou denunciá-lo a Deus.

"Mas e sobre ...?" 
Significa realmente: OK, eu perdi o último argumento, então vou tentar outro diferente.

"O tolo disse em seu coração: Não há Deus". 
Significa realmente: Hahaha, tu agora não tens como sair desta!

"Você tem fé toda vez que se senta em uma cadeira" 
Significa realmente: A fé pode ser estúpida, mas tu usas a fé também, então somos ambos estúpidos!

"Você vai para o inferno!" 
Significa realmente: Inferno assusta-me ao ponto de eu quase me cagar de medo. por isso deve assustar-te também.

“A sabedoria dos homens é loucura para as coisas do espírito.” 
Significa realmente: As evidências realmente fundamentam a tua opinião, mas eu simplesmente NÃO acredito que estou errado.

"Um dia Jesus abrirá seu coração para que você possa ver a verdade" 
Significa realmente: Espero que algum dia tu sejas tão idiota quanto eu.

"Prova que Deus não existe!"
Significa realmente: Confesso que sou incapaz de provar a existência de deus e como não se pode provar que Deus não existe, apesar de ser falácia, ficas sem resposta e posso continuar a crer em algo que não se verifica existir.

Espero ter feito alguma luz sobre estas expressões cristãs.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A estratégia falha de deus



Alguns dizem que deus não só existe, mas também deseja ter um relacionamento significativo com cada um de nós. No entanto, na sua infinita sabedoria, deus decidiu esconder-se de nós, forçando-nos a confiar na fé para acreditar que ele existe.

Um problema com esta estratégia é que, uma vez que recorramos à fé, podemos acreditar que QUALQUER deus existe ou que muitos deuses existem e, com apenas fé para trabalhar, é difícil para alguém provar que estamos errados. Isto é como nos darem um dado especial não com seis faces, mas com milhares de faces, cada face com um deus diferente inscrito nela.

Então, deus permite que o acaso decida quem vai se engajar num relacionamento significativo com ele e quem não vai. É bastante óbvio que isso não pode funcionar muito bem. Depois de 3 000 anos ou mais, as pessoas ainda adoram muitos deuses diferentes. E mesmo aqueles que acreditam em deus, têm crenças muito variadas sobre como ele é, o que ele quer de nós e dos seus planos para nós.

Além disso, em algumas partes do mundo, as pessoas estão cada vez mais mudando da fé para a racionalidade e decidindo que não há boas razões para acreditar que deus existe.

Esconder-se das pessoas que amas bastante, é uma estratégia ridícula e tu não precisas de ser omnisciente para descobrir isso.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Um livro dito sagrado, uma crença, uma paranóia e um desejo enorme de adoecer pessoas



Quem será que realmente precisa ser salvo e liberto? A triste realidade de alguns cegos que se acham guias eleitos.

Medo do inferno; desejo de curas milagrosas para enfermidades físicas; vontade de ficar rico sem trabalhar por meio de “apostas santas”; interesses políticos partidários com intuito de formar currais eleitorais num recinto onde as pessoas são quase que forçadas a obedecerem cegamente seus líderes; necessidades de conseguir parceiros para relações afetivas; tradições familiares; modismo passageiro; necessidade profunda de esconder falso caráter; desilusões na vida e conflito existenciais...

São vários os motivos que podem levar uma pessoa a procurar uma igreja para se filiar. A permanência ou não nestes locais dependerá de uma série de outros fatores tais como nível cultural e de honestidade na convivência interna entre os membros deste grupo, além do nível de inocência e ignorância que uma pessoa possa ter ou simular ter a respeito de si mesma e da linha de crença qual se filiou.

Os que buscam a justiça, a verdade, e o caminho da paz entre os homens por exemplo, logo perceberão que na maioria dos casos, esses recintos provavelmente seria um dos últimos lugares onde essas virtudes seriam encontradas. Toda história da igreja em si mesma é uma história de sangue, injustiças, manipulações de fatos históricos e coações psicológicas para manter “unido” aquilo que chamam de igreja do senhor. A fogueira, a forca, torturas, boicotes e perseguições sem fins será sempre a recompensa para aqueles que tentam questionar os fundamentos pelos quais a dita igreja do deus vivo prevalece.

As pessoas que mais sofrem nesses recintos, são exatamente as pessoas bem intencionadas, cujos sentimentos e boas intenções de praticar o amor verdadeiro, de viver em paz com todos e não apenas com os que fazem parte de tal grupo, ou desejavam viver e um ambiente respeitável. Estas serão sempre as que as mais prejudicadas, por que não poderão questionar, estarão proibidas de comentar sobre as injustiças que acontecem dentro destes recintos e poderão inclusive serem desmentidas e desmoralizadas por muita gente do próprio grupo caso queiram levar adiante tais “levantes do diabo”.

Tais opositores da justiça para manterem a auto imagem do grupo, sacrificam a honra e todas as virtudes que uma pessoa de mente sã venha possuir. Alguns sabem que fazendo isso estarão fazendo um favor ao líder religioso e serão recompensados com cargos e paparicos sem fins. Outros acham que deixando vazar as barbáries que muitas vezes acontece na “casa de deus” serão duramente punidos por esse mesmo deus, “pois melhor seria que amarrassem uma pedra ao próprio pescoço e se lançassem ao mar do que causar um escândalo na casa do senhor” (trecho da própria bíblia). A grande questão é? Se deus é pai de todos, criador de tudo e fonte de todo amor incondicional, por que as igrejas criam nas pessoas a necessidade de filiação num recinto religioso para garantir a salvação dos fiéis? Por que uma pessoa que não estar filiada a uma igreja é considerada uma pessoa perdida e pecadora, mesmo sendo na maioria dos casos uma pessoa de caráter maior do que aquelas que vivem na “presença de deus” o tempo inteiro?

Seriam as igrejas cambistas ilegais que vendem aquilo que dizem ser gratuito por diferentes preços e condições de pagamento variados? Que ser divino em sã consciência e justiça, entregaria a líderes gananciosos, corruptos e ignorantes o poder de “financiar” algo tão precioso quanto a salvação da humanidade? Não seria este um grande ato de irresponsabilidade por parte de um ser tão justo? Se até num cartel do crime organizado tem regras e supervisão por parte do mandante, por que justamente no quesito salvação, cada um pode abrir a própria franquia (igreja) e comercializar do jeito que bem entender a salvação, bem como abusar do corpo e da mente dos fieis sem punição direta daquele que dizem ser o dono da obra? Muito estranho isso...

Dizem que ele (deus) só vai tomar providências quanto a isso no dia do juízo, quando ele mesmo vier com toda sua fúria e poder para mandar quase todo mundo pra o inferno, quando na verdade poderia ter evitado tudo isso, proibindo a manipulação do seu nome para propósitos espúrios. Outros ainda acreditam que o único modo de obter sua atenção e punição imediata é fazendo sexo anal ou sentindo atração por pessoas do mesmo sexo. Como ele é um deus de mistério, tudo o que se refere a sua pessoa, também será envolta em um grande mistério, incluindo suas prioridades e critérios de avaliações.

Desse modo, a depender do seguimento religioso, e da intenção de quem busca esses recintos, depois que uma pessoa é convencida a aceitar a jesus numa igreja, logo uma série de efeitos colaterais poderão surgir como resultado dessa nobre decisão. Esses efeitos não serão sentidos apenas por esses recém convertidos, mas todos ao redor deste poderão sentir em certos casos o dissabor dessa “conversão”.

Para alguns desses que acabaram de aceitar a jesus, um mundo que antes era lindo ou simplesmente neutro, agora é um mundo que jaz no maligno, onde tudo conspira para tragar o crente, tirá-lo dos caminhos do senhor e desviá-lo da verdade segundo os conceitos que cada igreja tem de verdade, de pecado e de justiça.

A partir do momento que uma pessoa “aceita a jesus” em uma dessas casas, o diabo passará a espreitar os “servos de deus” em cada canto, em cada esquina, em cada gesto de uma pessoa, de um animal ou de uma planta e até mesmo nos efeitos do clima, procurando um meio de tragar essas pobres criaturas que agora decidiram seguir o caminho da verdade e sair do reino das trevas. “Deus” quer manter o sujeito na igreja e o “diabo” quer desvia-lo. Coitados! Um simples gesto de levantar a mão numa igreja, faz com que o indivíduo se meta na briga de dois grandes “titãs” que começou essa disputa milhões de anos atrás no paraíso e ainda não foi finalizada por completo.

Como criaturas frágeis e mortais podem cair numa situação dessas, se metendo em intrigas milenares de duas forças antagônicas e coniventes e que se atacam e se auxiliam entre si o tempo inteiro? Nesses termos, será que convidar alguém a tomar partido em um dos lados (aceitar a jesus), não é um ato de convite ao suicídio considerando o “poder” e interesses das partes envolvidas?

Além de enfrentar os problemas do dia a dia, agora o sujeito terá de enfrentar miríades de anjos das trevas que pelos mais diversos modos procuram os “salvos do senhor” para tirá-los desse tão precioso caminho.

Se não fosse o pagamento mensal de 10% dos rendimentos dos fiéis, obediência cega as hierarquias eclesiástica, além de várias outras contribuições diárias e aquisições de bugigangas ungidas para auxiliar no combate ao demônio e seus asseclas, esses servos de deus já teriam perecidos logo nos primeiros dias de crença! Ainda bem que deus sempre auxilia seus servos, não é? Ainda bem que quem paga o dízimo em dias tem proteção, não é? Ainda bem... Se você não paga os 10% do acordo mensal, deus irá permitir que o diabo te faça de gato e sapato, e não apenas a ti, mas a todo sua família, animais e plantas, até o solo onde tu pisas será infrutífero. Tá bom ou quer mais? Esses dois não parecem ser milicianos de uma mesma facção simulando oposição entre si, para ganharem dinheiro dos dois lados de uma mesma situação? Algo a se pensar...

Ainda bem que as “pessoas sem deus” não precisam de tantas coisas para se sentirem protegidas contra essas forças infernais ou celestiais. Basta não acreditar nelas, deixarem de serem infantis ou feitas de trouxas e estarão livres de tudo isso!

“Sem deus” as pessoas terão apenas os próprios problemas para serem sanados e a própria vida para cuidar. “Com deus” uma pessoa pode passar a ver problemas onde eles não existem, a querer mudar a tudo e a todos segundo suas próprias convicções, a se meter onde não foi chamado, a querer cuidar da vida alheia enquanto a sua própria vai de mal a pior, e a se culpar por crimes que nunca cometeu como é o caso da morte do cara que dizem ter sido pendurado numa cruz para nos salvar da ira dele mesmo.

Será que é essa mesmo a intenção do evangelho? Transformar pessoas normais em gente paranoica, doente ou com mania de perseguição? Será que não há uma proposta maior nas palavras que foi atribuída àquele que dizem ter sido o messias? Será que antes de vir o reino celestial por parte de deus, as pessoas terão de pelejar o tempo inteiro si, aniquilar umas às outras ou causarem danos a si mesmas em nome desse reino? Quem desfrutará desse tal reino se os pretensos moradores estão em guerras entre eles mesmos ou já destruídos por ela? Se a afirmação de que cada grupo cristão tem de que irão morar nos céus fosse verdadeira, o paraíso seria aqui na terra sem a presença destes, e o inferno se tornaria exatamente o lugar onde todos eles iriam habitar com essa mesma mentalidade doentia. Um mesmo deus, um mesmo criador, um mesmo paraíso, milhares de interpretações diferentes e a falsidade ideológica, ignorância ou medo “comendo no centro”. Tudo isso com o um codinome de “obra de deus” para atrair pessoas egoístas, desavisadas ou bem intencionadas.

Então, com essa mudança vida, quando “jesus” entra na vida de uma pessoa, a partir de então tudo é demônio, tudo é pecado, tudo é do diabo! Saí pra lá com tanta asneira...

Para uma pessoa comum por exemplo, música é apenas música. Porem para uma pessoa que acabou de receber o “espirito santo” em sua vida por meio de um levantar de mãos em alguma igreja evangélica por ai, agora a música passa a receber duas denominações: as músicas de deus, e a música do mundo (ou música do diabo) como se deus tivesse uma playlist favorita dele e o diabo também a tivesse.

Essa diferença entre o que poderia ser uma música de deus e uma música do mundo não consiste exatamente no conteúdo da letra ou no efeito que essas podem gerar na mente dos que as escutam, antes sim para estes, a diferença consiste apenas no fato de que se uma música foi feita por uma pessoa de dentro de uma igreja, esta tornar-se-á automaticamente uma música de deus, enquanto tudo que não foi produzido por um membro de uma comunidade cristã de cunho evangélico por exemplo, será considerada quase sempre uma música do mundo.

Se nas igrejas os louvores incentivam o ódio, a intolerância, a egolatria, ou se o “louvor” inteiro é um recadinho às recalcadas e invejosas, isso não importa! É coisa de deus, e obra do pai! E se durante a execução de tal louvor der vontade de bater cabelo, falar em línguas ou rolar pelo chão feito louco, ai sim é que é perfeita, pois tem esse “louvor” a unção do espírito santo. Será que posso ouvir um amém com essa afirmação?

Para muitos dos tais que agora se tornaram “cheios de deus”, os alimentos também passam a receber classificações específicas, não pelo seu teor calórico, quantidade de proteínas, açucares, gorduras, sódios ou de vitaminas que possam estar causando males ou benefícios aos que os consomem dependendo da quantidade ingerida. Cada igreja tem uma metrificação própria para definir se uma alimento é ou não de deus, se é sagrado ou profano.

Para consumir certos alimentos por exemplo, muitos deles perguntam ao vendedor ou ao produtor se esse mesmo produto fora feito por um macumbeiro, por um homossexual, por um maçom ou por uma pessoa “sem deus”. Mediante afirmação ou negação, o produto poderá ou não ser consumido. Em certos casos é incentivada a incineração ou descarte do mesmo caso o fiel tenha sido “enganado” pelo diabo, trazendo aquela “maldição” para dentro do seu lar.

“Crente não consome nada feito por um pecador ou infiel”! É o que muitos santarrões dizem por ai... Assim fica difícil de se viver no mundo, se considerarmos que do ponto de vista deles, todos os que ainda não fazem parte exclusivamente daquele ajuntamento religioso é um pecador e infiel, mesmo dizendo crer no mesmo deus e no mesmo cristo, deixando claro então que quem salva é a placa da igreja e não propriamente a fé ou o sangue do cristo crucificado. Que doideira!

Há também os que andam procurando nomes de demônios nas embalagens de alimentos, não apenas para deixar de consumi-las, mas acima de tudo, para levá-las para o seu clube de reuniões diárias, e fazer desta embalagem comum, o motivo de uma pregação “fervorosa”, adoecendo tantas outras pessoas com essa mesma paranoia.

Nesse momento de pura unção no culto, em que o diabo estar sendo desmascarado no rótulo daquele produto alimentício, quem não entrar nesse clima febril e não assumir também que ali enxerga uma artimanha do demônio, será considerado pé frio, geladeira, desviado, e que até já perdeu a unção do espirito santo por meio de algum pecado oculto...Não basta ser paranoico apenas em si, tem de comungar a paranoia com todos também!

Para quem não sabe, “não saudar pessoas de outras fé”, também é um “mandamento divino” e que deve ser seguido à risca em várias denominações religiosas dentro e fora do cristianismo pelos mais extremistas dos mais variados agrupamentos derivados da crença do deus de Abraão. Ou seja, uma pessoa qualquer, uma amigo, um vizinho que você sempre falava ou dava pelo menos um bom dia, a partir do momento que “jesus” entrou em sua vida, você agora estar proibido de cumprimentá-lo para obedecer esse precioso mandamento.

Em certo casos, desviar-se da mesma calçada para evitar contato visual com pessoas de outra fé, também é aconselhável para que o inimigo não lance setas por meio da qual aquela pessoa te seduza, te adoeça espiritualmente ou te tire da casa de deus.

O sujeito se protege e fortalece por décadas por meio de orações, jejuns, “simpatias” e aquisições de objetos ungidos e mesmo assim, um simples cruzar na calçada com um “pecador” ou pessoa de outra fé poderá desvirtuar o tal puritano da graça de deus! Já pensou? Que unção da zorra é essa? Que se desfaz como se fosse poeira lançada ao vento? Tem muito caroço nesse angu...

Quantas amizades sadias desfeitas, quantos amigos abandonados, quantas gente lúcida e de mente equilibrada as pessoas tendem a deixar para trás depois que passam a fazer parte de certos movimentos cristãos, para andarem rodeados em certos casos de gente falsa, hipócrita, que vivem caluniando-se, alfinetando-se, querendo puxar o tapete umas das outras em troca de cargos na igreja ou pela atenção do líder religioso, para depois de tudo isso, pegar na mão do outro e dizer: “paz do senhor jesus meu querido, te amo no amor de cristo”!

Em certos casos existe mais honra e compromisso nas palavras de uma pessoa que faz parte de uma gangue de delinquentes juvenil ou em que trabalhem em um prostíbulo, do que em algumas pessoas que praticamente moram numa “congregação dos justos”, onde em nome do sagrado, tais pessoas vivem a simular o que realmente não são ou não tem. O tempo inteiro é dito aos fiéis da grande maioria dos agrupamentos religiosos: “Vocês estão proibido de amadurecer”! “Vocês tem de ser crianças a vida inteira”! “Vocês não podem passar desse nível de mentalidade para outro melhor”! “Vocês estão proibido de evoluírem” ...

Essa é a mensagem oculta que a maioria dos agrupamentos religiosos dizem todos os dias a cada pessoa que aceita a jesus. Proibir os membros de buscar conhecimento em “fontes” que não sejam as sugeridas pelo próprio líder do agrupamento isso não é coisa feita às escondidas. É dito em alto e bom som mesmo, e ai de quem ousar desobedecerem...

Desse modo, qual a vantagem de estar em um lugar que não te deixam pensar, questionar a realidade, aprender com os próprios erros, e se necessário for, cair e levantar como todo ser em processo de evolução o faz? Qual a vantagem em aceitar a jesus ou pertencer a um agrupamento que adoece as pessoas tornando-as escravas de dogmas inúteis e da própria consciência? Qual o propósito de ser capacho de líderes eclesiásticos e financiar com 10% de seus rendimentos, a estadia e o luxo daqueles que usarão tais recursos para te oprimir e te humilhar durante o tempo em que estiveres ali? Qual o proposito disso tudo?

Todo parasita só se alimentará do hospedeiro até o momento em que esse venha tomar consciência disso, ou quando em casos raros, o parasita cresceu tanto que a aniquilação deste põe em risco a vida do hospedeiro. Mesmo assim, ainda é possível por meio de medicamentos precisos anular aos poucos suas ações sobre o organismo. Certos líderes religiosos que vivem apenas da venda de indulgências e da promoção do culto ao um ser metafisico sem se importar com o lado social das pessoas de dentro e de fora do agrupamento não passam de grandes parasitas disfarçados de seres iluminados. Para o próprio bem deles e saúde de todos os seus subordinados, eles precisam ter a justaposição que merecem!

Se o pensar é vetado e o exprimir-se é motivo de punição em público ou de exposição ao ridículo de quem se expressa, esse tipo de ambiente e contra a própria vida e contra todos os padrões naturais evolutivos dos seres. Este ambiente ou esse líder é o pior de todos os parasitas. Livre-se destes! Se pela crença te oprimiram, pela falta dela poderá recompor a sua sanidade.

Não há vergonha nenhuma em admitir que estava errado ou fora enganado. Vergonha mesmo é continuar sendo feito de trouxa e ainda assim pensar que isso é uma dádiva divina, que faz parte de sua jornada para os céus, e de joelhos implorar pra manter tal condição, implorando piedade justamente aos seus opressores. Toda liberdade tem um preço e a liberdade de consciência é a mais cara de todas elas.

Deus e o diabo estarão sempre juntinhos, lado a lado, andando de mãos dadas, prontos a servir de ferramenta de controle e opressão para aqueles que por medo ou ignorância se venderam para os mercadores de almas. Num estalar de dedos, num recobrar de memória, você poderá ativar a ignição propulsora que te conduzirá a sua liberdade se assim desejares! Ela não será imediata em certos casos, mas gradativamente acontecerá. Mais poderosa que o efeito da gravidade á densidade dos corpos sobre a matéria densa, é o efeito da religião sobre a vida dos que foram proibidos de pensar.

Pensem nisso! Saúde e sanidade a todos!

Texto de Antônio F. Bispo, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

domingo, 19 de agosto de 2018

Ela mexeu com coisa errada, merecia morrer



Será que já foi instaurada a pena de morte no Brasil e não fomos informados?
Delinquentes, reincidentes e pequenos marginais tentando subjugar um povo.

Análise de um comportamento social doentio e negligente

Qualquer pessoa que mexe com “coisa errada” em nosso país, agora é digno de pena de morte nas mãos de pessoas inconsequentes? O que exatamente define “coisa errada” segundo o senso social comum?

Será que é somente o uso e comércio de entorpecentes que são aceitos como “coisa errada” de acordo com a concepção popular? Será que disfunção e corrupção no poder público que é a causa principal dos mais diversos males sociais também não é considerado “coisa errada”?

Será que o comércio da fé no intuito de obtenção ilegal por meio de coação psicológica para acumulação de divisas utilizando-se da ideia do sagrado também não é algo extremamente errado e que gera vários outros problemas colaterais?

Será que as alianças formadas por cleptomaníacos em diferentes níveis de poder público e privado no intuito de acobertarem-se uns aos outros também não é algo errado, vergonha e motivo de declínio da ordem civil organizada? Algo a se pensar...

Quando um jovem imaturo ou qualquer pessoa seduzida pelo uso e comércio de entorpecentes é brutamente assassinado, de certa forma a sociedade parece ser conivente com esse fato por que julga que esse seja um ato de justiça, pois considera que alguém “fez um favor” de eliminar do convívio social um “marginal”, um “ser das trevas”. Será que isso é totalmente verdade?

Enquanto isso, parte dos que são responsáveis por permitir por omissão ou por promover intencionalmente o caos para própria promoção posterior, são ovacionados, recebem altíssimos salários, alguns são chamados de vossa excelência, outros de “ungidos do senhor” e quase todos eles tem vários “parças” poderosos para se auxiliarem mutuamente quando necessário, e isso também é socialmente aceito e passa de modo desapercebido desde os mais antigos tempo.

Se todo o mau social de um povo fosse causado por um pozinho branco, uma pedra de composto químico ou uma erva cujo uso se perde nos milênios da civilização, isso seria muito fácil de resolver. Esse é um mal que poderia ser contido com um simples ato de cortar na fonte toda a produção inicial.

Acontece que na maioria dos casos, os grandes produtores ou fornecedores desses entorpecentes são de certa forma “sócios” ou “parceiros” de “gente grande” e fica bem mais fácil incriminar quem é pego com alguns gramas de pó, do quem é pego com um helicóptero cheio desse mesmo material.

Mesmo assim, o ópio mais perigoso que cultivamos e comercializamos é:

1-A fé cega em seres metafísicos quando nossas ações são desprovidas de ações benéficas equivalentes ao conceito de sagrado;

2- É a bajulação imensurável e continua de políticos, “celebridades” e autoridades em troca de benefícios pessoais ficando de joelhos para servir, idolatrar e enriquecer quem nada produz e tudo consome enquanto despreza os esforços dos que dão a vida para manter a ordem e produção social;

3- É a falta de revelia para manifestar-se no que é útil e coletivo e a produção desnecessária de manifestações em sua maioria fúteis no intuito apenas de defender causas puramente pessoais.

Entre outros, esses são os principais ópios que deveríamos combater com mais frequência. Esses ópios acima citado, aliados a hipocrisia em todos os níveis, faz com que idiotas estejam assentados em tronos enquanto sábios sejam tratados com chacotas e desdém. O ébrio e o tolo servirão sempre de mulas para os que cavalgam nas costas da ignorância social.

Para compensar essa perspectiva comumente aceita de ver o mundo, procuramos sempre um bode expiatório para levar nossos “pecados”. Enquanto isso, fica subentendido que foi dado pelas autoridades principais desse país a um grupo em particular, o poder de aplicar a pena de morte a quem julgar conveniente, principalmente em pobres e menos favorecidos e a quem são ofertados formas de “empregos alternativos”, como se fosse uma carreira invejável a seguir.

Acomodados em salas luxuosas em seus recintos super protegidos pela estrutura física do local, ou rodeados de seguranças pagos com o dinheiro do povo, os que criam ou aplicam as leis, em sua maioria não vivem a mesma realidade física de um cidadão comum, que se expõem todo dia no labor cotidiano para prover os recursos materiais necessários para suprir as necessidades dessa nação.

Duas realidades parece coexistir nesse ponto: a realidade metafísica dos que criam ou aplicam (se aproveitam) os pontos flexíveis na lei ou da lei, e os que vivem o efeito da lei ou a falta desta no seu labor diário.

E assim vamos levando a vida concordando silenciosamente que todos os que mexem com “coisa errada” (e não apenas estes) sejam sentenciados a pena de morte pelo cartel do crime...

Seja pela acomodação pessoal e social, seja pelo senso errado coletivo no conceito de fazer justiça aos que fazem “coisa errada”, vemos as mesmas cenas se repetindo rotineiramente.

Numa pequena cidade do interior ou em uma grande capital agitada, acho que todos nós já vimos quase que semanalmente a seguinte cena: uma pessoa caída ao chão, toda ensanguentada, agonizando, furada por balas ou de facas, ou quem sabe já sendo recolhido pelo IML num cenário semelhante ao de um filme de terror.

A princípio ninguém sabe se era um “bandido” ou uma inocente vítima deste. Uma suspeita coletiva começa a se instaurar de forma silenciosa. Todos querem dar palpites mas esperam que alguém tome à frente.

Durante esse instante, transeuntes se aglutinam, pessoas se cutucam, cochicham, conversam entre si e cada um dos que vão chegando fazem a mesma pergunta a um policial no local ou a outra pessoa que chegou antes, e com uma curiosidade peculiar perguntam o que aconteceu. A resposta é quase sempre a mesma apesar de não saberem realmente o que motivara tal ocorrência: “ele (a) mexia com coisa errada...” ou ainda: “pra morrer dessa forma, só podia estar mexendo com coisa errada” ...

Esse tipo de resposta parece silenciar qualquer interrogação. Uma boa parte dos amotinados se confortam com essa definição, pois em sua forma de pensar, naquele instante houve ali justiça e ao ver aquela vida se esvaindo daquele jeito pensam que a pessoa recebeu o que merecia independente se ali estava um usuário de pó que não teve como pagar a conta, ou se era uma pessoa de bem que fora confundida com um marginal.

Julgam que quem se mete com “coisa errada” deva pagar com a própria vida. Concordam indiretamente e coletivamente que traficantes, delinquentes, ou qualquer pessoa mentalmente desequilibrada tenham o direito de ceifar a vida de quem quer que seja como se os tais estivessem acima da lei. Concordam então que os tais podem sim “fazer justiça” quando e onde quiserem, da forma que desejarem.

Outras pessoas porém, sabem que ao pensar desse modo e se conformarem com esse tipo de respostas mecânicas e ações descabidas, estão entregando aos malfeitores o poder de prender, julgar, condenar e executar a todos quantos esses julguem “estar fazendo coisa errada”.

Fazer coisa errada...mais uma vez repito a questão levantada acima: o que seria exatamente isso? Que tipo de “coisa errada” dar direito a outra pessoa ceifar a vida de seus semelhantes como se fosse um supremo imperador das trevas? Que tipo “coisa errada” faz com que toda uma sociedade silencie e se acostume em ver semanal ou diariamente pessoas sendo julgadas e condenadas por um tribunal do crime? Existe um quarto poder em nossa nação e não sabemos? O legislativo, executivo e judiciário entregaram a esse quarto poder a decisão sobre quem deve morrer ou viver?

Que poder é esse? Tão forte, capaz inclusive de tornar coniventes membros de toda uma sociedade, tornando-os cumplices silenciosos daqueles que desejam ser os senhores supremo de um povo?

Será que é o poder do silencio? O afrouxamento das leis vigentes? A mal interpretação do conceito de “amor cristão”? A “blindagem jurídica” que alguns partidos políticos tem concedido aos “pobres miseráveis e coitadinhos, vítimas da sociedade”? Os direitos dos “manus”?

Algo estranho estar acontecendo...Em número bem menores no passado, os bárbaros do Norte fizeram legiões romanas inteiras ficar de joelhos quando estes queriam invadir seus territórios. Vivemos o oposto disso hoje, em que dois ou três marginais apenas, conseguem pôr em polvorosa toda a população de uma cidade, afetando todos os aspectos da vida urbana comum.

Na década de 30 e 40 por exemplo, tínhamos aqui no Nordeste, Lampião e seu bando tacando terror, mas logo receberam a paga pelo fruto do seu trabalho e foram silenciados para serem depois tidos como heróis por uns, e como sendo bandidos na visão de outros. Hoje, há pessoas que se especializam em defender aqueles que tem no ceifar da vida alheia uma diversão comum.

Quem sabe talvez nos falte a ideia de civilização, de sociedade, de seres interdependentes entre si que havia em povos “não civilizados”. Gente moderna com comportamentos antiquados (de rebanho) é o que estamos nos tornando.

Um povo que sai ás ruas constantemente para pedir democracia mas que em seu interior ainda nutrem pensamentos tribais, irá demorar décadas ou séculos para atingirem o estado harmonioso de conivência que tanto almejam. Não há democracia no individualismo nem há ordem onde a lei da selva é aceita de modo paralelo a uma constituição vigente.

As grandes nações que hoje se tornaram potencias mundiais não foram construídas no comum acordo de que pessoas comuns ou marginais exerçam o poder de polícia e juiz onde e com quem achar necessário. Como dito antes, esse fato de concordar ainda que de modo silencioso, que pessoas que “mexem com coisa errada” seja executadas por qualquer pessoa não parte apenas dos cidadãos comuns. Estes podem ser apenas o reflexo das decisões erradas ou inércia de seus governantes e vice-versa.

Mais revoltante ainda é concordar que gente de bem, crianças e indefesos venham ser vítimas de pequenos delinquentes, grandes marginais ou reincidentes, sem nada podermos fazer, enquanto vemos sair pela porta da frente sorrindo sob pagamento de fiança aqueles que deixaram várias pessoas a chorar. Não importa se a vítima foi fatal ou não, toda injustiça ou abuso contra outra pessoa deixam marcas que as vezes jamais poderão ser esquecidas.

Um homicida trancafiado por pelo menos 30 anos não poderá jamais causar outro homicídios enquanto estiver guardado. Um estelionatário que é obrigado a pagar todo o prejuízo financeiro ou moral a vítima desse engodo, não repetiria o mesmo ato duas vezes seguida. Um político corrupto obrigado a ressarcir cada centavo desviado dos cofres públicos jamais teria vontade se se reeleger ou passar até 4 décadas no poder.

Não importa a idade, todo homicida intencional deve ser isolado do convívio social por pelo menos 3 décadas e a depender da gravidade, nunca mais ser solto. Hoje, em nossa sociedade existe mais rigor para quem deu uma colher de pedreiro ou outra ferramenta para seu filho trabalhar, do que para quem deu uma arma para um menor cometer homicídios. O que estar acontecendo com nossa sociedade?

A mesma constituição que por enquanto é contra o aborto e a pena de morte em nossa nação por dizer ser a vida e a liberdade um direito de todos, peca nessa forma de aceitar que pequenos delinquentes ou marginais profissionais decidam por eles mesmos, quem deve viver ou morrer, quando esta na verdade deveria silencia-los já no primeiro ato. Para não serem vistos como cruéis, os nosso legisladores tem deixado que os marginais se anulem entre si. Só que até isso acontecer, 5, 10, 30 pessoas já foram vítimas desses com fatalidades ou prejuízos irreparáveis.

Se é pra ser instaurada a pena de morte no Brasil, que essa venha ser presidida por uma corte altamente preparada, seguindo os ritos que antecedem a execução, com direito inclusive que o “condenado” se dispersa de seus familiares ou coma uma última refeição pelo menos.

Como dito mais de uma vez, pelos fatos corriqueiramente noticiados, dar-se a entender que foi entregue de forma legal pelos que criam e executam as lei de nosso povo a um pequeno grupo armado, o direito de executar a pena de morte em nossa nação. Os critérios para tais execuções de forma alguma são baseados no direto e nas leis vigentes, mas em suas próprias leis.

Não estou interessado nesse momento, em defender a pena de morte em nossa nação. Estou apenas estou mostrando que ela já existe, e foi entregue ao cartel do crime e as pessoas com os níveis mais baixos de consciência, honra e preparo psicológico para exerce-lo.

Não quero também com essas linhas defender os “direitos dos manos”, que aos montões executam uns aos outros e brigam entre si por territórios, no intuito de comercializar os produtos e serviços por eles oferecidos. Chamo à atenção também a respeito da elegibilidade legal partidária e permanência em cargos públicos daqueles que de modo descarado e indiscreto levantam bandeira em defesa dos “pobres e coitadinhos, vítimas da sociedade”, como se apenas esses entre 200 milhões de pessoas em nossa nação, tivessem passado ou passam por algum tipo de dificuldade financeira ou na família, como se o causar prejuízos a outros fosse a única forma de compensar o “sofrimento” que passaram.

Os que defendem abertamente o direito à vida e liberdade de pessoas tidas como “vítimas da sociedade” e fazem pouco caso dos que são executados ou sofrem percas constantes causadas por esses mesmos marginais, deveriam ser enquadrados na mesma situação que eles, mesmo estando bem vestido ou não usando armamentos pesados para cometer delitos coletivos.

Chamo a atenção nesse texto para levantarmos os seguintes questionamentos acerca da violência diária que estamos expostos e sobre os seus defensores.

Se o poder de polícia e de executor de uma sentença pode ser aplicado por qualquer pessoa sem preparo psicológico ou jurídico estamos desrespeitando nossa constituição e destruindo tudo o que levamos séculos para construir.

Então nos façamos outras perguntas:

1-É cabível que uma pessoa de bem, vítima de um assalto, estupro ou grave ameaça passe a se esconder do seu malfeitor e viver constantemente com medo deste? É de concordância de todos que isso continue assim? Não deveria ser o contrário disso?
2-É cabível que uma pessoa que causou prejuízos a outra pessoa venha pagar fiança ao estado para poder ser solto? Não deveria ser a tal fiança paga em valor igual ou superior a quem sofrera o prejuízo pelo bandido ou que a família dessa vítima viesse ser ressarcida por este de alguma forma? Causar prejuízo a um indivíduo em particular e pagar fiança para ser solto ao estado é semelhante a uma pessoa que ofende e machuca outra durante todo o dia, e a noite vai orar pedindo perdão a deus pelo que fez, e não ao que sofrera os impropérios. Ou seja: não adianta nada!
3-É cabível que somente os que morrem em presídios ou em confronto com a polícia venham ser indenizados pelo estado? E os que foram mortos, ou sofreram prejuízos por esses também não deveriam ser já que a lei é para todos? É cabível que a sociedade leve nas costas o peso de toda essa injustiça? 

Pelas perguntas feitas a nós ou a outros se ascenderá a fagulha que impulsionará as respostas e busca pelas soluções. Essas por sua vez se vierem acompanhadas de ações ou pelo menos de um inconformismo profundo, uma verdadeira revolução se iniciará. É pelo comodismo dos bons que o império dos maus prevalece!

Toda revolução ou movimento social transformador tende a fracassar quando uma mudança interna ainda não ocorrera na mente dos “revolucionários”. Estes por sua vez, poderão ser apenas massa de manobra nas mão de qualquer pessoa para o fim que bem entender se não estiverem cientes dos propósitos de uma mudança.

Grandes mudanças sociais aconteceram quando a constatação de um problema veio acompanhado de um profundo desejo de mudanças e ação para inicia-las.

Um povo corrupto atrairá governantes corruptos. Um povo conivente deixará que líderes abusivos e relaxados se estabeleçam. Um povo que muda sua própria postura mudará também o comportamento dos que os governam.

Reflitamos sobre isso. Saúde e sanidade a todos!

Texto de Antonio Ferreira, graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.