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sábado, 28 de dezembro de 2019

Como as religiões podem ser respeitadas



Todos têm o direito de acreditar no que quiserem até porque é um direito humano. Mas as religiões só terão o meu respeito quando mudarem de atitude. Quando elas aceitarem que se deve:

* Recusar a acreditar que qualquer coisa que não possa ser demonstrada com segurança seja verdadeira.
* Ser céptico em relação às escrituras até que elas possam ser demonstradas verdadeiras.
* Incentivar o debate aberto e o desafio.
* Mudar prontamente as suas crenças à luz de novas evidências.
* Rejeitar oficialmente a fé como uma razão para acreditar.
* Não intimidar ou assustar as crianças a aceitar crenças religiosas.
* Continuar a abraçar familiares e vizinhos que abandonam as suas crenças.

Até que façam essas mudanças, continuarei pensando nelas como grupos de mentes fechadas que acreditarão em qualquer coisa, por mais ridícula que seja e que sobrevivam forçando crenças absurdas sobre as crianças.

Se a sua religião não segue as minhas regras acima sugeridas, pergunte-se por que não o faz? Do que tem medo? Da verdade?


Texto de Bill Flavell

terça-feira, 30 de abril de 2019

Sobre ser céptico



Se alguém me dissesse, online, que poderia voar, eu não acreditaria nessa pessoa. Tudo o que sei sobre aerodinâmica e fisiologia humana, me levaria à conclusão que essa afirmação é impossível. Mas eu não iria negar a sua reivindicação.

Talvez haja coisas que eu não saiba sobre aerodinâmica e fisiologia humana. Talvez essa pessoa tenha um tipo de corpo extremo e habilidades geneticamente adquiridas que tornariam o vôo mais viável. Talvez ela defina voar um pouco diferente da forma como eu defino. Por exemplo, ela pode querer dizer que poderia planar de um penhasco e aterrar com segurança, talvez com a ajuda de roupas especiais.

O fato é que, apesar da sua alegação altamente extraordinária, eu não sei que ela não pode voar. Nesse caso, eu não acreditaria nela, mas eu não lhe diria que está a mentir, também. Eu pediria para ela me demonstrasse que a afirmação dela é verdadeira. Depois disso, a minha crença dependeria de sua disposição e capacidade de mostrar que a sua afirmação é verdadeira. A minha abordagem é ser céptico e racional, porque essa é a melhor defesa contra acreditar em coisas que não são verdadeiras.

Na verdade, as pessoas acreditam prontamente em alegações ainda mais extraordinárias do que essa. Milhares de milhões de pessoas acreditam que existe um ser inteligente que não é feito de matéria ou energia - é feito de nada. E eles acreditam nesse ser que pode fazer qualquer coisa, até mesmo coisas que pensamos serem impossíveis, de acordo com as leis naturais que compreendemos bem.

A alegação da existência do super-ser invisível é MUITO mais extraordinária do que a alegação de se ser capaz de voar. Afinal, sabemos que pássaros e alguns mamíferos podem voar, mas não temos conhecimento de seres poderosos e inteligentes que são imateriais.

Tu podes pedir àqueles que fazem essa alegação, para demonstrarem que é verdade. Mas eles não podem. Em vez disso, eles pedem-te para acreditares com base na fé - por outras palavras, apenas acreditar.

Por mais extraordinária que seja a alegação do super-ser invisível, não podemos dizer que seja impossível. Nós não sabemos tudo. Mas é muito mais inacreditável do que a alegação de que uma pessoa pode voar, e nenhum de nós acreditaria nessa alegação sem uma demonstração.

Se tu podes ser céptico e racional sobre uma alegação absurda, por que não podes ser céptico e racional sobre todas elas?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Em que é que tu acreditas?




Eu não acredito em:

  • Ascensão
  • Vida após a morte
  • Deus
  • Demónios
  • Fadas
  • Homem de gengibre
  • Deus ou deuses
  • Céu
  • Inferno
  • Karma
  • Monstro do lago Ness
  • Magia
  • Milagres
  • Arrebatamento
  • Reencarnação 
  • Satanás
  • Almas
  • Espíritos
  • Reino sobrenatural
  • Formigas, cobras e burros falantes
  • Bruxas
  • Feiticeiros

Todas essas coisas são de "outro-mundo", não sabemos como elas PODERIAM EXISTIR. Eles contradizem tudo o que sabemos sobre como o mundo funciona. Mas não é por isso que eu não acredito que elas sejam reais. Eu não acredito nessas coisas por uma razão muito mais simples: NÃO HÁ PROVAS de que elas existem.

Se me trouxeres provas concretas de que qualquer uma dessas coisas existe realmente, eu mudo de ideia. 

Calma!

Então, por que é que milhões e milhões de pessoas acreditam que muitas dessas coisas existem? 
A resposta a essa pergunta é fácil também. Ou é porque são crianças e ainda não aprenderam a questionar essas coisas que são contadas por adultos, ou são adultos e ainda não aprenderam a questionar as coisas que lhes foram contadas como se fossem crianças.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 4 de novembro de 2017

Como é que os ateus pensam?



Recentemente, um amigo crente africano, perplexo por os ateus puderem sequer existir, perguntou-me como é que os ateus pensam. E esta foi a minha resposta:

Eu não posso falar por todos os ateus, mas posso dizer-lhe como eu penso tal como muitos outros ateus que conheço. Começamos por ser céticos. Não acreditamos automaticamente nas reivindicações e afirmações que as pessoas fazem. Procuramos evidências que apoiem ​​essa reivindicação ou afirmação (ou provas que é falsa).

Quando encontramos evidências, adoptamos métodos parecidos com os da ciência para garantir que essa evidência seja válida e aponte para que a afirmação seja verdadeira e que outras possibilidades não sejam verdadeiras. É surpreendente a frequência com que os crentes oferecem evidências que seriam consistentes com várias possibilidades diferentes. Por exemplo, a evidência de que a vida existe seja consistente com a existência de um deus (qualquer deus), de muitos deuses, extra-terrestres inteligentes, panspermia, abiogénesis e provavelmente muitas outras possibilidades. A evidência que aponta para múltiplas possibilidades não é uma evidência.

O truque é encontrar evidências consistentes com a reivindicação em causa, mas NÃO consistentes com possibilidades alternativas.

Aqui é onde a evidência se encontra com a lógica. As regras da lógica estão bem estabelecidas e podem ser usadas para avaliar a evidência disponível. A lógica é complementada com uma longa lista de falácias lógicas que devem ser evitadas, portanto, verificamos se os argumentos utilizados não incluem falácias lógicas.

Muitos ateus adoptam uma abordagem secundária que é exigir mais e melhores evidências para reivindicações extraordinárias do que para reivindicações banais.

Finalmente, resistimos à tentação da certeza. Seja o que for que achamos que sabemos através de evidências, percebemos que com novas evidências pode ser desenhada uma imagem diferente. Portanto, proporcionamos a força da nossa crença à qualidade da evidência disponível e permanecemos abertos para rever as nossas crenças.

Pensamos que usar uma abordagem rigorosa como esta é racional e é a melhor defesa contra acreditar em coisas que não são verdadeiras. 
Você deveria tentar."


Traduzido e adaptado de Bill Flavell