sábado, 28 de dezembro de 2019

Como as religiões podem ser respeitadas



Todos têm o direito de acreditar no que quiserem até porque é um direito humano. Mas as religiões só terão o meu respeito quando mudarem de atitude. Quando elas aceitarem que se deve:

* Recusar a acreditar que qualquer coisa que não possa ser demonstrada com segurança seja verdadeira.
* Ser céptico em relação às escrituras até que elas possam ser demonstradas verdadeiras.
* Incentivar o debate aberto e o desafio.
* Mudar prontamente as suas crenças à luz de novas evidências.
* Rejeitar oficialmente a fé como uma razão para acreditar.
* Não intimidar ou assustar as crianças a aceitar crenças religiosas.
* Continuar a abraçar familiares e vizinhos que abandonam as suas crenças.

Até que façam essas mudanças, continuarei pensando nelas como grupos de mentes fechadas que acreditarão em qualquer coisa, por mais ridícula que seja e que sobrevivam forçando crenças absurdas sobre as crianças.

Se a sua religião não segue as minhas regras acima sugeridas, pergunte-se por que não o faz? Do que tem medo? Da verdade?


Texto de Bill Flavell

domingo, 15 de dezembro de 2019

Fé



1. FÉ 
Permite contradizer especialistas comprovados, mesmo que tu NÃO SAIBAS NADA sobre o tema.

2. FÉ  
Quebra as correntes da LÓGICA CLÁSSICA, para que tudo seja lógico, se tu assim quiseres! 

3. FÉ 
Dá-te o poder de ter a certeza de que uma crença é verdadeira, mesmo quando os outros sabem que é totalmente ridícula. 

4. FÉ 
Remove TODAS AS DÚVIDAS sobre uma crença, mesmo quando não há nenhuma evidência para ela. 

5. FÉ 
Torna a evidência contrária COMPLETAMENTE INVISÍVEL, para que não precises pensar sobre isso. 

6. FÉ 
Supera a resposta de CONSTRANGIMENTO que inibe pessoas normais de falarem idiotices. 

7. FÉ 
É epistemologia para IDIOTAS. (Não tentes em casa.)



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Por que é que ignoras o abuso infantil?



Se a sua religião é verdadeira, deverias acreditar que os seguidores de outras religiões que doutrinam os seus filhos, os estão enchendo de mentiras. Mentiras horríveis, vis e estúpidas.

Como é que podes ficar sentado e deixar que isso aconteça? Por que é que não estás protestando contra esse terrível abuso infantil que afetará essas crianças por toda a vida e até pela vida após a morte? Por que é que não estás a fazer tudo o que está ao teu alcance para salvar aquelas pobres crianças?

Eu sei por que é que lavas as tuas mãos e ignoras tudo isso. Eu sei.

É porque a tua religião também não é verdadeira. Se és livre para alimentar os teus filhos com mentiras horríveis, vis e estúpidas, também deves permitir que outras pessoas façam o mesmo com os seus filhos. É uma conspiração de silêncio.

Essa é a verdade não dita, não é?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 8 de dezembro de 2019

O argumento mais popular do mundo para Deus, demolido.



Da minha experiência ao argumentar com crentes, concluo que a esmagadora maioria deles justifica a sua crença com um e apenas um argumento: o argumento "de onde as coisas vêm". 
O argumento é o seguinte:

P1: X existe (onde X é o Universo, a primeira célula viva, todos os seres vivos, seres humanos ou o que for).

P2: Não podemos explicar como X poderia vir a existir por processos naturais.

ASSIM SENDO
C1: X deve ter surgido através de um agente sobrenatural. Vou chamar esse agente sobrenatural de deus.

CONCLUO
C2: Meu deus existe. "

Este argumento tem vários problemas que o tornam inválido, mas qual é a maneira mais simples de refutar este argumento?

A primeira premissa (P1) é verdadeira, todos podemos concordar que o Universo ou a vida existe. Para o bem desta refutação, vamos assumir que a segunda premissa (P2) também é verdadeira.

O problema surge quando chegamos à conclusão (C1). O fato de não podermos explicar hoje como surgiu a primeira célula viva não significa que nunca iremos. Podemos descobrir como isso aconteceu sem um agente sobrenatural a qualquer momento, no futuro. Mesmo se NUNCA descobrirmos como isso aconteceu, isso não significa que X foi causado por um agente sobrenatural, pode ser algo que será para sempre difícil demais para nós descobrirmos. 
Essa última frase é importante, se houver dúvida, leia-a novamente.

Consequentemente, este argumento falha porque a conclusão não segue das premissas, é um non sequitur. No entanto, existe uma maneira pela qual os crentes poderiam corrigir esse argumento. Eles poderiam mudar P2 para:

P2: É IMPOSSÍVEL X passar a existir por processos naturais.

Mas então o problema é mostrar que P2 é verdadeiro. Como poderias mostrar algo que existe, e é feito dos blocos de construção dos quais todas as coisas naturais são feitas (protões, eletrões, átomos, etc.), não poderiam ter surgido por processos naturais? Irias precisar descartar todos os processos naturais possíveis e, para isso, compreenderias todos os processos naturais possíveis. Tu precisarias de um conhecimento abrangente, não apenas da física como é hoje, mas de toda a física que ainda temos que descobrir! É absurdo reivindicar tal conhecimento.

Alguns crentes acreditam que resolvem o problema da "impossibilidade" com um caso especial do argumento "de onde as coisas vieram". Eles apontam para o caso especial de "de onde veio o universo?" Eles dizem que é impossível obter algo do nada e isso DEVE ter acontecido para o universo existir. É verdade que nunca vimos algo surgir do nada no nosso Universo e a própria ideia viola as leis da física, tanto quanto as conhecemos.

Mas o universo veio do nada? Não temos motivos para acreditar que sim. A melhor evidência que temos até agora é que o universo veio de algo muito pequeno, muito quente e muito denso, o que significa que o desenvolvimento do universo foi um evento de transformação, não um evento de criação. Portanto, o universo não é um exemplo de algo que vem do nada.

Se os crentes não conseguem mostrar um exemplo de algo que é IMPOSSÍVEL explicar usando processos naturais, o argumento deles é absolutamente falho. E até agora, eles não conseguem. Leitores cuidadosos podem perceber outras razões pelas quais esse argumento não vale nada, deixarei para tu explorares.

Podes-te perguntar por que é que os crentes, aos milhares de milhões, se contentam em usar esse argumento terrível? Eu acho que a resposta é bem simples: os crentes não usam argumentos para acreditar em deuses, eles usam argumentos para racionalizar a sua crença nos deuses. Mesmo quando convences um crente de que esse argumento cheira mal, ele provavelmente continuará acreditando nele.

A crença nos deuses não é um resultado de lógica, é um resultado do desejo, impulsionado pela cultura. É por isso que temos tantos deuses, tantas religiões e sem bons argumentos para nenhum deles.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Não conseguimos entender deus...



As pessoas religiosas costumam dizer que deus está além do nosso entendimento, mas como elas poderiam saber disso? Nossa capacidade de entender aumenta com o tempo. De fato, desde o advento da ciência, ela aumentou aproximadamente de forma exponencial com o surgimento da inteligência artificial e dos computadores quânticos, a taxa de crescimento de nosso entendimento parece destinada a acelerar de forma imparável. 

Então, quando as pessoas religiosas dizem que deus está além do nosso entendimento, elas estão dizendo que existe um limite de complexidade além do qual os humanos nunca podem ir? Como é que elas poderiam saber disso? Como elas poderiam saber o que entenderemos daqui a mil anos? Obviamente, eles não podem saber. 

O que eles realmente querem dizer quando dizem que deus está além do nosso entendimento é que não podemos entender deus, porque deus não faz sentido.


Traduzido de Bill Flavell

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A relação entre a inteligência e os ateus



Na realidade, não é uma falácia.
Estudos independentes efectuados ao longo de várias dezenas de anos, demonstraram que existe uma tendência, mesmo que marginal, para que as pessoas mais inteligentes demonstrem uma maior propensão para o ateísmo e aquelas que tiverem menos acesso a informação ou são naturalmente menos inteligentes, demonstram uma maior propensão para a crença.

Reparem que não disse que as pessoas são mais inteligentes por serem ateias.
O que se verificou é que as pessoas mais inteligentes tendem a ser ateias.
Portanto, não confundam a direcção da relação.
E sim, existem vários tipos de inteligência.

Há a inteligência erudita, que se baseia em informação e capacidade de cruzamento e processamento dessa informação através de operações racionalmente lógicas.
Os crentes demonstram pouca desta inteligência. Posso concluir isso porque não demonstram capacidade de realizar operações racionalmente lógicas. Se fossem capazes de o fazer, não seriam crentes.

Há a inteligência interpessoal que é associada à capacidade de nos identificarmos com os sentimentos e motivações das outras pessoas. Uma espécie de relação empática.

Há a inteligência intrapessoal que é um entendimento de nós mesmos, do que sentimos e o que desejamos.

Há a inteligência social que tem a ver com a nossa capacidade de viver em comunidade, de avaliar as situações e coordenar as nossas acções para um bem comum e também a percepção de uma consciência global de uma sociedade.

Há a inteligência espacial que tem a ver com a capacidade de orientação e visualização tridimensional.

Há a inteligência existencial que está relacionada com questões profundas acerca do sentido da vida, da morte, de porque estamos aqui, etc. No caso desta inteligência, os crentes têm-na dominada por fantasias e mitologia.

E há outras inteligências, como a naturalista, a musical, a linguística, a corporal-cinestésica, a matemática, etc.

Portanto, eu sei que cada pessoa é inteligente à sua maneira e há vários tipos de inteligência.


Texto de Rui Batista

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Deuses como moda




A caixote do lixo da história está repleto de deuses descartados. Os deuses sobrevivem por algumas centenas ou alguns milhares de anos, mas os homens cansam-se deles e inventam novos deuses, ou mudam subtilmente os antigos deuses até ficarem irreconhecíveis.

Todos os deuses populares começam os seus anos de veneração nas mentes de um pequeno grupo de pessoas e, através de vários meios, expandem o seu alcance e se tornam aceites por grandes grupos de pessoas.

Às vezes os conquistadores impõem os seus deuses preferidos aos povos conquistados. Ou os missionários convertem as pessoas, talvez com a ajuda de incentivos como escolas, hospitais ou empregos.

Quando as pessoas se convertem, geralmente começando com os mais jovens, elas crescem amando e confiando nos seus novos deuses tanto quanto faziam com os antigos. E os velhos deuses são esquecidos. Os velhos deuses perdem o respeito e podem até se tornar alvo de piadas e brincadeiras irônicas.

As pessoas gostam de pensar que os seus deuses são reais e as suas crenças são verdadeiras, mas o processo de espalhar a crença nos deuses não tem nada em comum com a forma como descobrimos as verdades - tem muito mais em comum com a moda, uma moda bastante lenta, mas uma moda.

Realmente, um deus é uma moda temporária - não uma verdade eterna.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Deus e a família tradicional



O senhor é pela família tradicional, segundo a bíblia?
Qual delas?

A de Abraão, que engravidou a empregada e depois a expulsou de casa com a criança, jogando ambos para a morte no deserto?

A de Isaque que gostava mais de um filho e foi enganado pela esposa para passar a bênção a outro filho?

A de Jacob, que comprou duas esposas junto ao sogro. arranjou uma terceira e cujos filhos se juntaram para matar um irmão mas foram bonzinhos e só o venderam como escravo?

A de David, que amava o cunhado, e que o seu exército matou um filho usurpador do trono, terminou os seus dias com uma jovem apenas para aquecê-lo e cujo herdeiro da coroa era um filho de sua amante, também casada?

A de Salomão, que tinha 1000 mulheres?

A de Maria, que casada com José teve o primeiro filho cujo pai não era o marido?

A de Pedro, que largou a família pelo apostolado?

A de Paulo, que disse que seria melhor o homem não ter mulheres e não fazer sexo?

Qual é mesmo a família tradicional que o senhor prefere?


Autor desconhecido

sábado, 16 de novembro de 2019

Apenas mais uma religião...



Os muçulmanos dir-te-ão que o alcorão nunca mudou em 1400 anos, ainda é original como ditado pelo anjo Gabriel.

A questão que isso levanta é a seguinte: onde está o alcorão original? 

Se pudéssemos vê-lo, poderíamos compará-lo com um alcorão contemporâneo para ver se eles são idênticos. O problema é que não existe um alcorão original. Isso NÃO EXISTE. Portanto, não sabemos se o alcorão foi alterado. E quando os muçulmanos dizem que está inalterado, eles estão mentindo, pois eles não sabem. Isso é algo que eles apenas e simplesmente acreditam.

Ao discutir o alcorão, os muçulmanos frequentemente contestam sua interpretação, alegando que tu não falas o árabe. Eles argumentam que o alcorão só pode ser entendido corretamente no seu árabe original. Mas como eles sabem que o alcorão foi originalmente escrito em árabe? Eles não sabem. Sem o alcorão original, como eles poderiam saber? De fato, este é um tópico que estudiosos do alcorão debatem há décadas.

O primeiro alcorão conhecido foi encontrado em 1972 durante a restauração da grande mesquita de Sanaa, no Iêmen. Foi datado de cerca de 70 anos após a morte de Maomé. E não está escrito em árabe! Está escrito em siríaco ou aramaico da síria, uma das principais línguas da época.

Portanto, os muçulmanos não sabem se o alcorão foi escrito em árabe, eles APENAS ACREDITAM nisso.

Praticamente todos os muçulmanos te dirão que o alcorão contém as palavras reais de deus ditadas por Gabriel a Maomé, mas elas não podem te mostrar que deus existe ou que existem anjos. Então eles também não sabem que isso é verdade, APENAS ACREDITAM nisso.

Não nos devemos surpreender. Se as religiões fossem comprovadamente verdadeiras, não seriam religiões, seriam ciência ou história. O Islão, longe de ser uma religião perfeita, como afirmam os muçulmanos, é uma trapalhada de histórias sobrenaturais e fantásticas, todas baseadas em fundamentos de crença e fé cega.

O Islão é apenas mais uma religião.


Texto de Bill Flavell

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

"Não se brinca com Deus!"



É verdade!
Deus fez o homem do barro, a mulher da sua costela, engravidou uma virgem, mulher de outro homem ( se calhar já não havia barro), permitiu que o irmão matasse outro irmão e que do nada já havia uma cidade habitada para que ele fosse viver. 


Permite que um ser considerado mau influencie o mundo todo, castigava os infiéis e os malfeitores, agora está pouco se lixando para as milhares de crianças que morrem todos os dias. 

Destruiu o mundo e a sua história, mas as pirâmides do Egito, a grande muralha da China e outras grandes obras continuam intactas, destruiu a tal torre de babel mas permite que homens explorem o espaço. 

Deu o seu único filho (aparentemente ele próprio), para nos salvar dos pecados, mesmo sabendo que daria merda, e agora permite os hereges viverem muito tempo, permite estupradores, canibais, pedófilos e outros destruírem o mundo, e, na maioria das vezes vivem mais tempo que os cristãos devotos... 

Contudo, está correto, não se deve brincar com deus...


Autor desconhecido