sábado, 25 de abril de 2020

O agnosticismo não será a posição mais correta para se ter?



O agnosticismo baseia-se na falsa assumpção de que as hipóteses de deus existir ou não existir são as mesmas, e que não há modo de saber qual será a mais certa.

Mas, a hipótese de deus existir ou não existir não é de 50%-50%.

O facto de sabermos que todas (ou praticamente todas) as sociedades terem criado personagens animistas figurativas, com características divinas para tentar explicar o que não sabiam explicar, coloca automaticamente os deuses numa classe que as afasta de entidades concretas.

O facto de as características definidas para tais personagens entrarem em claro conflito com a realidade testável, afasta-as ainda mais da possibilidade de serem reais.

O facto de que quem afirma que elas existem, não conseguirem apresentar uma única prova de que existem e nem sequer conseguirem apresentar métodos válidos de aferição para comprovar a sua existência, condena-as ainda mais a um mundo da fantasia.

O facto de os argumentos que tentam defender a existência de deus serem todos baseados em premissas falaciosas, ou condicionais, ou intestáveis, agrava ainda mais.

A realidade observável e testável demonstra a inexistência de deuses.

Portanto, a probabilidade de nenhum deus existir ultrapassa largamente a probabilidade de algum deus existir.

E isso leva a que, perante tudo isto, eu não possa acreditar na existência de deus, o que me leva a concluir pelo ateísmo.


Texto de Rui Batista

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Jeová, o deus hipotético




Jeová, o deus de Abraão, é hipotético. Ele é uma possível explicação para o universo e para a vida na Terra. Mas existem muitas mais explicações possíveis. Algumas são naturais e não requerem deuses. E também existem muitas explicações sobrenaturais diferentes, incluindo um número desconhecido de deuses que ainda nem sequer conhecemos.

Os crentes de Jeová devem ser capazes de resolver isso, basta-lhes produzir evidências que mostrem, para além de qualquer dúvida, que Jeová foi o responsável, e assim, o trabalho está feito. Infelizmente, em mais de 3 000 anos, nenhuma evidência foi encontrada. Nada de nada.

Pior ainda, as descrições na bíblia de como o universo e a vida foram criadas, são completamente contraditórias por uma grande quantidade de evidências físicas. Quem escreveu aquilo na bíblia, entendeu tudo errado. A hipótese de Jeová é comprovadamente falsa, portanto devemos descartá-la.

Infelizmente, mais de três mil milhões de judeus, cristãos e muçulmanos não se importam com as evidências, a mãe deles disse que o Senhor fez aquilo tudo e isso é o suficiente para eles. Enfim...


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 19 de abril de 2020

Como seria um mundo sem deus



Já fiz várias vezes aos crentes uma pergunta que, dada a actual situação, se tornou ainda mais pertinente:

Como descreveriam um mundo em que, segundo aquilo em que acreditam, deus não existisse?

São raros, caríssimos, os que me respondem a esta pergunta.
Muitas vezes tenho de os incentivar a que respondam, dando exemplos de como poderia ser esse mundo mas, mesmo assim, usualmente recusam-se.
Os exemplos que apresento, são:

Um mundo em que as pessoas estariam envolvidas em guerras por motivos mesquinhos?
Respondem que sim.

Um mundo em que as pessoas morressem em acidentes estúpidos?
Respondem que sim.

Um mundo em que houvessem doenças, violência, fome, e no qual as pessoas morressem devido a isso, independentemente de serem inteligentes ou ignorantes, pobre ou ricas, famosas ou desconhecidas?
Também respondem que sim.

Um mundo em que houvessem injustiças e no qual pessoas boas por vezes sofressem devido a essas injustiças e pessoas más escapassem impunes a essas injustiças?
Também respondem que sim.

Um mundo em que catástrofes naturais matasse milhares de pessoas quando ocorriam, sem que se pudesse fazer nada para o evitar?
Mais uma vez, respondem que sim.

Portanto, um mundo onde deus não existe é exactamente igual ao mundo em que vivemos!!

Nesta altura, ficam sem resposta. Alguns ainda tentam dizer que não e procuram encontrar argumentos para justificar o seu “não”, mas o máximo que conseguem é “Mas deus irá fazer justiça para com aqueles que foram maus e recompensar os que foram bons, depois de morrerem.”

Fantástico!!! Deus, se existisse, apenas actua após a morte. Durante a vida, tudo decorre da forma que seria de esperar decorrer num mundo em que deus não existe.

A actual situação é a clara demonstração de que deus não existe e que o mundo é aquilo que é, sem qualquer deus.

Mas os crentes, para evitarem cair nas consequências de uma dissonância cognitiva, fazem como os Três Macacos Sábios mas, no caso dos crentes, demonstrando muito pouca sageza:

- Fecham os olhos às evidências.
- Fecham os ouvidos a quem lhes apresenta os factos.
- Fecham a boca, porque não têm argumentos.

E, quando abrem a boca, é para dizer algum disparate que, em vez de demonstrar a validade da sua crença, apenas a expõe mais ao ridículo.
Infelizmente, esta ignorância não mostra sinais de diminuir e nem com demonstrações avassaladoras e trágicas, como o é esta pandemia, os crentes irão deixar de se agarrar às fantasias mitológicas com que foram infectados.

A crença religiosa é o vírus mais insidioso e persistente que alguma vez existiu.
E a única cura seria a educação, a cultura, a inteligência.
Mas é mais fácil ser-se ignorante.


Texto de Rui Batista

10 coisas que sabemos sobre deuses



1. Os seres humanos inventam deuses e religiões. 
2. Não há evidência de que existam deuses. 
3. Nenhuma religião jamais se mostrou ser verdadeira.  
4. Deuses e religiões evoluem com o tempo. 
5. A doutrinação infantil pode tornar as pessoas confiantes de que absurdos são verdades. 
6. As crenças em deus vêm das famílias. 
7. Em todos os testes rigorosos, as orações sempre falham. 
8. A imaginação humana pode tornar deuses inventados parecerem reais. 
9. Os humanos podem achar deuses inexistentes extremamente confortantes. 
10. A crença em deus vem da emoção, não da razão. 

BÓNUS 
11. Os crentes em deus justificam a sua crença na fé, mas a fé não tem como distinguir a verdade do absurdo. 

Há boas evidências de que todas essas afirmações são verdadeiras. Então, podemos resumir isso facilmente: Tudo o que sabemos lança dúvidas sobre a existência de deuses. 
Nada do que sabemos sugere que eles são reais. 


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quarta-feira, 18 de março de 2020

Um deus estúpido ou pessoas estúpidas?



Agora, os crentes estão a aparecer para tentar explicar por que é que o seu deus do amor enviou o vírus COVID-19 para matar tantos de nós, destruir as nossas economias e causar dificuldades imensuráveis ​​para milhões de pessoas. Uma dessas pessoas disse-me que Deus fez isso para "nos acordar do nosso sono espiritual e moral".

Um vírus é uma boa maneira de nos despertar? 

Pessoas perfeitamente racionais poderiam facilmente concluir que o COVID-19 é um novo vírus zoonótico ao qual não temos imunidade, semelhante a outros que vimos no passado, só que este, por acaso, é mais infeccioso do que a maioria.

É este vírus o que um deus omnipotente e extraordinariamente inteligente realmente poderia fazer para tornar as pessoas espiritualmente mais observadoras? 
E que tal demonstrar que ele próprio existe e não é uma ilusão em massa criada através da doutrinação humana de crianças? Isso sim, seria sensato. Matar aleatoriamente centenas de milhares de pessoas (talvez mesmo milhões quando tudo isto acabar) não é, certamente.

Essa abordagem do vírus é insensível e totalmente estúpida, porque não só não alcançará o objetivo declarado, como até pode levar as pessoas a abandonar a sua crença em Deus.

Temos então um deus estúpido ou pessoas estúpidas que não conseguem pensar em perguntas simples como esta?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Fé é esperança




Os crentes religiosos fingem que a fé é um caminho para o conhecimento. 
Mas não é! 

A fé não tem um mecanismo para determinar quais ideias são verdadeiras e quais são falsas, é 100% inútil. Isso é tão óbvio que até os religiosos sabem disso. Eles sabem que duas pessoas podem acreditar em coisas contraditórias pela fé. E isso significa que a fé não pode ser um caminho para chegar à verdade.

Dizer que acredito em X por fé é tão absurdo quanto dizer que acredito em Z por lançamento de uma moeda ao ar. Então, o que crentes querem dizer quando falam sobre fé? Eu acho que eles querem dizer que significa "esperança" e que essa esperança os leva a acreditar.

Vejam esta afirmação:

"Eu tenho fé que Deus existe."

Isso não faz sentido se eles quiserem significar que a fé os leva a concluir que é VERDADEIRO que deus existe. Isso é simplesmente estúpido. Mas se substituir "tenho fé" por "esperança", já faz sentido:

"Espero que Deus exista."

Em vez de "tenho fé que Jesus me ama", eles querem dizer que "espero que Jesus me ame".

Na minha experiência, podes sempre transformar uma declaração de fé numa declaração sensata, substituindo cada instância de "fé" por "esperança".

Afinal, em última análise, as pessoas religiosas não têm conhecimento, elas apenas têm crença e esperança. E isso é tudo o que eles têm.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Inventando estórias



Como não sabíamos o que provocava os terremotos, alguém inventou uma estória. Eles disseram que era Poseídon batendo no chão com seu tridente e milhões de pessoas acreditaram. Mas eles estavam errados. Após um estudo cuidadoso, descobrimos que os terremotos são causados ​​por movimentos de grandes placas flutuando sobre o núcleo derretido da Terra.

Como não sabíamos o que provocava os trovões, alguém inventou uma estória. Eles disseram que era Thor batendo na bigorna com o seu martelo e milhões de pessoas acreditaram. Mas eles estavam errados. Após um estudo cuidadoso, descobrimos que o trovão é o movimento supersónico do ar causado pelos raios.

Hoje, não sabemos por que há algo em vez de nada, então alguém inventou uma estória. Eles disseram que um homem invisível fez isso tudo e milhões de pessoas acreditaram. São pessoas que não aprenderam com os erros anteriores. Pessoas que pensam que as estórias são verdadeiras até que se provem estarem errado. Pessoas para quem ter uma qualquer resposta é mais importante do que ter a resposta correta.

Pessoas sensatas têm uma abordagem diferente. Elas dizem que vamos estudar isso e tentar descobrir a resposta correta. E, até encontrarmos a resposta correta, devemos ser totalmente honestos e admitirmos que ainda não sabemos por que há algo em vez de nada.

Não vamos errar novamente. Inventar estórias não tem um bom histórico.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 18 de janeiro de 2020

Como sabemos que os deuses são imaginários



Em todo o mundo e através do tempo, os seres humanos amaram e adoraram milhares de deuses. Mas, se um deus fosse real e todos os restantes falsos, nós saberíamos. Considere três possíveis benefícios de acreditar num deus:

1) ORAÇÃO
Os crentes em deuses falsos estariam constantemente reclamando que as suas orações nunca são respondidas, enquanto os crentes num deus verdadeiro estariam deliciados com a sua incrível taxa de sucesso.

2) COMUNHÃO
Os que acreditam num deus falso, lamentam o fato de nunca sentirem a presença do seu deus, enquanto que os que crêem num deus verdadeiro conversam com o seu deus diariamente e têm a certeza disso.

3) ORIENTAÇÃO
Os que acreditam num deus falso pedem conselhos ao seu deus, mas ainda assim tomam muitas decisões más, enquanto que os que acreditam num deus verdadeiro percebem que o seu deus habilmente os guia através dos obstáculos da vida.

Seria assim óbvio quais deuses eram verdadeiros e óbvio quais os outros que não são. Mas, aqui está a coisa interessante: não é óbvio! 
Todos os religiosos relatam esses benefícios a qualquer deus que eles adorem. Parece que todos os deuses funcionam igualmente bem!

Temos que concluir que, ou existem milhares de deuses verdadeiros ou então não existem. Mas como os deuses são tão diferentes e são tão contraditórios de várias maneiras, é impossível que todos os deuses sejam reais. Portanto, podemos descartar a opção de que todos os deuses são verdadeiros e nos resta apenas uma opção: nenhum é verdadeiro.

O fato de todos os deuses trabalharem igualmente bem é uma evidência clara de que todos são igualmente imaginários. Os benefícios relatados de orações respondidas, comunhão e orientação, podem ser nada mais que imaginação com uma grande dose de viés de confirmação.

Existe alguma outra conclusão razoável?


Texto de Bill Flavell

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Foi deus quem me criou?



Se achas que foi deus quem me criou, sugiro que te perguntes que idade tinha eu quando deus me criou.

Por exemplo: deus fez-me ao um ano de idade e, depois disso, deixou os processos biológicos normais me desenvolvendo até onde eu estou hoje?

Não, isso não faz sentido. Se a biologia faz tudo desde o segundo em que eu cheguei ao um ano de idade, por que não poderia fazer tudo no segundo antes de eu ter esse ano de idade? Se rastreares isso de volta atrás, um segundo de cada vez, não encontrarás um momento em que a biologia possa lidar desse momento para a frente, mas não desse momento para o anterior.

Eventualmente, poderia-se voltar ao ponto em que o esperma e o óvulo eram entidades separadas. Elas se juntam e o óvulo se divide em duas células unidas. Deus fez com que o óvulo fertilizado se dividisse? Deus também é desnecessário aqui. Este é um processo biológico que ocorre em todos os seres vivos, desde bactérias, passando por formigas até aos seres humanos.

Deus decidiu que o esperma fertilizaria qual óvulo? Também não há necessidade de deus aqui. O ambiente do útero e as estatísticas determinam o resultado da corrida para fertilizar um óvulo. Nas clínicas de fertilidade que utilizam o processo de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI), um embriologista toma essa decisão, e não são necessários poderes semelhantes aos de deus.

Deus então criou o esperma ou o óvulo? Não, pois sabemos que estes são feitos por processos puramente biológicos naturais.

Então, quando as pessoas religiosas argumentam que deus me criou, o que elas querem dizer? Não há lacunas no processo que exijam uma intervenção divina. Talvez elas apenas queiram dizer que deus projetou os processos biológicos? Nesse caso, deus não me criou, a biologia me criou.

E, se os crentes desejam argumentar que deus projetou os processos, eles precisam de provar isso. O que é um grande problema pois essas pessoas não conseguem provar que existe qualquer deus.

Sem um deus, não pode haver processos criados por deus. E disso tenho a certeza.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 28 de dezembro de 2019

Como as religiões podem ser respeitadas



Todos têm o direito de acreditar no que quiserem até porque é um direito humano. Mas as religiões só terão o meu respeito quando mudarem de atitude. Quando elas aceitarem que se deve:

* Recusar a acreditar que qualquer coisa que não possa ser demonstrada com segurança seja verdadeira.
* Ser céptico em relação às escrituras até que elas possam ser demonstradas verdadeiras.
* Incentivar o debate aberto e o desafio.
* Mudar prontamente as suas crenças à luz de novas evidências.
* Rejeitar oficialmente a fé como uma razão para acreditar.
* Não intimidar ou assustar as crianças a aceitar crenças religiosas.
* Continuar a abraçar familiares e vizinhos que abandonam as suas crenças.

Até que façam essas mudanças, continuarei pensando nelas como grupos de mentes fechadas que acreditarão em qualquer coisa, por mais ridícula que seja e que sobrevivam forçando crenças absurdas sobre as crianças.

Se a sua religião não segue as minhas regras acima sugeridas, pergunte-se por que não o faz? Do que tem medo? Da verdade?


Texto de Bill Flavell