quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Argumento contra a existência de deus



Podemos imaginar um nome para tudo, absolutamente tudo, o que existe? 
É lógico que sim porque se trataria apenas de uma mera definição: Tudo o que existe, existiu ou existirá. Seja material ou espiritual, imanente ou transcendente. Podemos dar a isso o nome que quisermos como Cosmos, Universo, Conjunto de tudo o que existe ou simplesmente TUDO. Lembre-se de que nós é que estamos definindo isso, o que significa que essa definição não está sujeita a discussões. Vamos chamar essa definição de TUDO. 

 – TUDO obrigatoriamente inclui Deus, a menos que afirmemos categoricamente que Deus não existe. 
– Logo, Deus tem que ser PARTE de TUDO. 
– Mas uma PARTE não pode criar o TUDO exatamente porque é uma parte de TUDO. 
– Logo, só temos duas opções: 
1º Deus NÃO É parte de tudo o que existe e, portanto, não existe. 
2º Deus É parte do que existe e assim não pode ser o criador de TUDO.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dez más razões para ser um ateu (e uma boa razão)



Eu sou um ateu, mas muitas vezes encontro-me em desacordo com outros ateus. Existem boas razões para ser ateu e há razões más. Aqui estão dez razões mais comummente ouvidas como más:

"Minha mãe ficou doente, todos nós oramos por ela horas e horas, mas ela morreu" 

"Eu nunca vi Deus." 
"Rezava diariamente para que Deus se revelasse, mas ele nunca o fez". 
"Há contradições na Bíblia." 
"Deus permitiu a escravidão". 
"Bebés nascem com deficiências terríveis." 
"A história da criação de Génesis já foi provada como errada pela ciência." 
"Não há evidências de que Jesus existiu." 
"Nós sabemos que os homens inventaram os deuses." 
"Deus é suposto nos amar, mas ele permite que os desastres naturais nos matam." 

Esses fatos são consistentes com um Deus inexistente, mas eles não são suficientes para mostrar que Deus não existe. Eles não são suficientes porque é muito fácil confabular histórias que permitiriam que a existência de Deus permanecesse perfeitamente viável, apesar destes fatos serem verdadeiros. 

Esta é a razão de ser do apologista. 

Então, por que ser ateu? Seja ateu porque os seis mil milhões de pessoas que acreditam em Deus (qualquer deus), não podem entre eles chegar a uma única e boa razão para sua crença, apesar de vários milhares de anos de tentativas. Seja ateu porque não há boas razões para ser um teísta. É isso aí. 


Isso é tudo o que tu precisas.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A profundidade da alienação



Sempre me pareceu mera “manobra” para distrair a atenção a exigência de alguns religiosos de que os ateus devem “provar que Deus não existe”. 

Aos poucos fica claro que para alguns religiosos, algo que corresponde a uma mera crença é tomado como uma realidade incontestável e parte da experiência da realidade. 

Nesse caso, a ALIENAÇÃO se transforma na única visão de mundo possível. Daí alguém que crê em algo que nunca viu, nunca ouviu e jamais fez parte de qualquer experiência dos seus órgãos dos sentidos exigir que lhe provem que o que é apenas a sua imaginação NÃO é REAL. 

Isso implica em afirmar que TUDO O QUE IMAGINO EXISTE e se alguém disser que não existe, tem de anular na minha mente uma EXPERIÊNCIA QUE EU NÃO TIVE.

Texto da autoria de Lauro Augusto Monteclaro Cesar Jr.

domingo, 6 de novembro de 2016

A origem do deus dos Hebreus



( EL -- YHVH ). Também conhecido por ADONAI

Yahweh e El: origem do deus de Israel e as suas relações com os deuses e deusas de Canaã. 
Yahweh, antes de se tornar o deus nacional de Israel e tendo atributos monoteístas do século 6 a.C., era uma parte do panteão cananeu no período antes do cativeiro babilónico. Evidências arqueológicas revelam que durante este tempo, os israelitas foram um grupo de tribos cananéias. Yahweh era visto como um deus da guerra, e igualado com El. 
Asherah, que foi muitas vezes visto como consorte de El, foi também descrita como uma consorte de Yahweh em numerosas inscrições. O nome Yahwi pode possivelmente ser encontrada em alguns nomes amoritas masculinos, já Yahu pode ser encontrado num nome de lugar (topónimo). 

El é uma palavra semita que significa "divindade". Na religião cananéia ou na religião levantina como um todo, El era o deus supremo, o pai da humanidade e de todas as criaturas, e era o marido da deusa Asherah como registado nos tabletes de argila de Ugarit. O substantivo 'el' foi encontrado na parte superior de uma lista de deuses como o "Ancião dos deuses" ou o "pai de todos os deuses", nas ruínas do arquivo real da civilização Ebla, no sítio arqueológico de Tell Mardikh, na Síria, e datado de 2300 a.C. 
O touro era simbólico para El e seu filho Baal-Hadad, e ambos usavam chifres de touro em seu cocar. Ele pode ter sido um deus do deserto, em algum momento, já que os mitos dizem que ele tinha duas esposas e construiu um santuário com eles e seus novos filhos, no deserto. El era pai de muitos deuses, mas os mais importantes foram Ball-Hadad, Yam e Mot. 

Eram Yahweh e El originalmente a mesma deidade ou não? 
Qual era a relação entre Yahweh e o deus cananeu El? 
No Antigo Testamento Yahweh é frequentemente chamado El. A questão que surge é se Yahweh era uma forma do deus El desde o começo ou se eles eram deidades separadas que apenas se tornaram iguais mais tarde. O próprio Antigo Testamento indica um senso de descontinuidade como de continuidade, e tanto nas fontes E e P implicam que os patriarcas não conheciam o nome Yahweh até que este foi primeiramente revelado a Moisés (Exod. 3.15-15, E; 6.2-3, P), em contraste com a fonte J, onde o nome Yahweh já era conhecido desde os tempos primevos (Gen. 4.26). A fonte P afirma especificamente que os patriarcas já havia conhecido a Deus com o nome de El-Shaddai (Exod. 6.3).יהוה

 
Texto de Hegas Santana

sábado, 5 de novembro de 2016

O ateísmo não é um dogma, não é uma religião, é o estado natural do homem



A religião é o cancro da humanidade. Temos de lutar contra isto. É ela ou a humanidade. Não haverá espaço para ambos. Nós não podemos viver com este cancro. Ou é destruído ou ele nos destrói. O ateísmo é o estado natural do homem. O homem nasce ateu, ele não nasceu religioso nem espiritual. O ateísmo é inato no homem. Tudo o resto como as crenças, especialmente as religiosas, são todas adquiridas e muitas inconscientemente.

Ninguém pergunta ao filho se ele quer ser batizado. Ninguém pergunta se ele concorda em ser circuncidado, ninguém pergunta se ele quer o catecismo, e para muitas meninas ninguém lhes pergunta se elas querem usar o véu e ninguém lhes pergunta se querem ser excisadas. Então, podem rejeitar a ideia de que alguns deles têm a liberdade de crença. Isso é falso. Crentes não respeitam o pacto laico. Ele é violado desde o nascimento da criança. A criança inocente terá muito pouca chance, além de uma curiosidade discreta, de saber a verdade. De que Deus existe apenas como um delírio dos seus pais. Que as religiões não são mais do que homens organizados que oprimem as mulheres e outros homens.

Se uma criança crescer num ambiente favorável e sem ser poluído pela religião, resulta num adulto com um pensamento livre. Certamente, não seria submetida metade da humanidade (mulheres) todos os horrores que receberam desde o início do tempo por causa de religiões.

O ateísmo é inato no homem, é uma parte de seu ser. As religiões estão empenhados em submeter os seres humanos a uma primeira MUTILAÇÃO, arrebatando a força de seu ateísmo. Só por isso, elas são todas CRIMINOSOS.

As religiões investem em novos territórios, tal como os cancros. Nossa sobrevivência como seres humanos, depende da nossa capacidade para lutar como fazemos contra o cancro. As religiões são o primeiro inimigo do humanismo. Não há dúvida que elas vão combate-lo.

Secularismo propõe que façamos a paz na esfera privada. É uma farsa pura. Crentes, como demonstrado acima, não respeitam a liberdade de consciência. Eles doutrinam e forçam as crianças a seguir os seus delírios. Ao ignorar essa negação da liberdade, nós contribuímos de modo negligente com esses crimes. É nosso dever nos colocar-mos neste caminho para dizer que as crianças não pertencem a seus pais. Que as mulheres não pertencem aos homens. E, portanto, nós não confiamos nas religiões porque elas gozam de total impunidade na esfera privada.


Traduzido e adaptado de AgoraVox

Pedro e as epístolas




Sabe-se que Paulo não conheceu Jesus, mas e será que Pedro tem credibilidade com as suas epístolas? Ele foi uma testemunha ocular da vida de Jesus? 

Pedro é uma personagem suspeita, e lembre-se de que Pedro no livro de Atos foi construído por Lucas. E o livro de Atos é a segunda carta a um tal de Teófilo. Atos 1:1. 

Lógico que também não viu Jesus, mas escreveu o seu evangelho que na verdade é uma carta para o tal de Teófilo, e lógico que Lucas escreveu segundo o que ele << ouviu dizer >> e ele tentou arranjar segundo a sua lógica. Lucas 1:1-2. 

Quanto as epístolas de Pedro, segundo se sabe é que Pedro era iletrado, pescador, ele não podia escrever alguma carta. Alguma coisa está errada nessa história toda. Houve arranjos bibliográficos da personagem Pedro, tanto da parte dos evangelistas, tanto como a do escritor das epístolas. 

Resposta do Hegas Alberto Santana Santana

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Será que os "memes" funcionam?



Quase toda a gente vai dizer que não são influenciados pela publicidade. Mas, na verdade, quase toda a gente o é. As empresas bem sucedidas fazem grandes investimentos em publicidade, porque elas sabem que ela funciona. 

Então porque é que há esta discrepância entre a realidade da publicidade e percepção dela pelas pessoas? É porque a publicidade não funciona do modo como a maioria das pessoas pensa que deveria funcionar. É que um anúncio raramente convence muita gente a sair de casa a correr para ir comprar um produto logo à primeira vista. Mas isso não é o objetivo primeiro da publicidade. O objetivo é construir a consciência pública dum produto ou marca, para que as pessoas reconheçam o produto quando o vejam para venda. 
Além de consciência, os anunciantes querem potenciais clientes para associar o seu produto a certos valores, tais como ser confiável, de alta qualidade, valer o seu dinheiro, prestígio, ser único, fiável e assim por diante. E isto é conseguido pela repetição de mensagens simples e consistentes ao longo do tempo. Então, quando chega a hora de tu comprares um produto, tu estás preparado para comprar a marca anunciada. 

Os "memes" funcionam de maneira semelhante. Seria raro que um único "meme" mudasse a mente duma pessoa em alguma coisa. Mas um bom "meme" deve poder levantar uma questão ou oferecer uma nova visão de algo familiar, e fazê-lo duma forma inesquecível. Um "meme" é fácil de passar despercebido, mas, uma vez que tu o viste, já não vais poder ignorá-lo. 

O "peso" da mensagem vai-se acumulando ao longo do tempo e como tu vais vendo mais "memes" com mensagens semelhantes, a mensagem será reforçada. Mas os "memes" servem também um outro propósito. Eles provocam discussão. Se não concordares com a mensagem dum "meme", ele ainda te dá mais um trabalho ao te envolveres num debate sobre ele. O debate pode não mudar a mente do oponente, mas talvez o faça às outras pessoas no debate e  podem haver dez pessoas à espreita. As pessoas estão aprendendo e, ao longo do tempo, podem rever as suas crenças. 

Este é o mercado de ideias num trabalho e os "memes" agem como as bancas dum mercado onde as pessoas se reúnem à sua volta a regatear. A publicidade é a comercialização de produtos, e os "memes" estão no mercado de ideias. 

Artigos e vídeos também desempenham um papel no mercado de ideias, mas o valor do "meme" é o seu imediatismo: muitas vezes tu podes ver um "meme" e compreender a sua mensagem em apenas alguns segundos quando podias fazer o mesmo ao ler um artigo com 1000 palavras ou assistir a um vídeo de 5 minutos. E, muito importante, os "memes" podem fazer-te rir, o que é mais difícil de alcançar que qualquer outro meio. O humor é uma ótima maneira de construir empatia e fazer uma mensagem memorável. 

Para funcionarem eficazmente, os "memes" devem parecer confiáveis ​​e autoritários. Imagens de má qualidade, cópias malfeitas, muito texto, texto difícil de ler, mensagens incorretas ou logicamente inconsistentes, desvalorizam o "meme" e afastam o público. Se queres operar no mercado de ideias, não deves desprezar o teu "meme" mesmo ele sendo humilde. Deves entender como os "memes" trabalham e tentar usá-los de forma eficaz. 

Aqui estão as minhas dicas: 
1. Reagir aos bons "memes", clicando no ícone de "Gosto" correspondente. 
2. Compartilhar bons "memes" para a tua própria linha de tempo e nos grupos que gostas. Quanto mais compartilhares, mais oportunidades crias para fomentar discussões e debates. 
3. Evita compartilhar "memes" mal-feitos. 
4. Quando compartilhas um "meme", adiciona um comentário. As pessoas são mais propensas a tomar conhecimento duma ação com um comentário e tu podes fazer o teu comentário controverso para incentivar a discussão. 
5. Faz "Like" em comentários interessantes sobre os memes que compartilhas: o Facebook conta os comentários e reações e coloca as mensagens mais populares no "Newsfeeds" dos teus amigos. 

É isso aí. Vamos fazer "memes" para trabalhar para a razão e para a racionalidade! 


Traduzido e adaptado do Bill Flavell

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O livro de Daniel nem é profético, nem fala sobre Jesus, o Cristo




Muitos crentes cristãos são enganados por teólogos e pastores ( e outros inocentes) de que o Livro de Daniel é profético, que fala sobre Jesus Cristo e suas profecias se cumpriram. 
Os teólogos e pastores aldrabam aos crentes de que o livro foi escrito por Daniel, e que o tal Daniel viveu na corte de Nabucodonosor e profetizou sobre Jesus Cristo, mas isso é mentira. Os gregos e romanos roubaram os manuscritos hebraicos e aramaicos e tentaram manipular os escritos que nada tem a ver com Jesus Cristo. E nem sequer o livro foi escrito a 750 anos antes de Cristo. Senhores e senhoras cristãos curiosos e investigadores, preparem os vossos cadernos e a vossa Bíblia e façam o devido acompanhamento o que será descrito abaixo e lendo a vossa bíblia. 
Doa a quem doer mas eis as verdades desse livro que nada tem a ver com Jesus Cristo. Acompanhem com a vossa Bíblia. 

DANIEL 

O Livro de Daniel divide-se em duas partes distintas: capítulos 1-6, onde narra a vida de Daniel na corte da Babilónia e capítulo 7-12 que contém << quatro visões >> sobre a derrocada dos reinos terrestres e a implantação final do reino de deus. O livro termina com capítulos 13-14 ( apenas na versão grega) que relatam as histórias de Suzana, dos sacerdotes de Bel e do Dragão. 
A situação histórica coloca o Daniel no reinado de Antíoco IV Epifánio, que determinou o extermínio da religião judaica e a consecutiva helenização da Palestina. 
O autor do livro de Daniel, provavelmente um Assideu ( de Hassidim == Piedoso, zeloso pela lei) 1 Macabeus 2:42. 
Este Assideu, escritor do livro de Daniel, serve-se de histórias antigas, segundo o GÉNERO HADÁGICO então em voga ( ver capítulos 1-6 e, na versão grega 13-14), para inculcar esperança e fé aos judeus perseguidos por Antíoco Epifánio. 
Assim, como deus protegeu Daniel e os seus companheiros de todos os perigos ( segundo o género hadágico desse Assideu escritor do livro de Daniel), assim acontecerá com os judeus que forem fiéis às Leis e as tradições religiosas. O autor do livro de Daniel não tem em vista descrever fatos históricos, mas histórias moralizadoras ( capítulos 1-6), que na realidade poderiam ter um fundo ou núcleo histórico ( capítulos 7-12) mas de segunda importância. Os dados internos do livro, linguísticos, histórico e teológico obriga aos exegetas a datar o livro por altura da morte do rei Antíoco Epifánio ( 164-165 aC). 
Quanto a Daniel capítulos 1 à 6 são estórias segundo o género hadágico ( não é real, apenas fictícias para servirem de catequese aos judeus da época de Antíoco que ocuparam Israel). 
Começarei por Daniel 9:2: as 70 semanas não foram profecias referentes sobre Jesus Cristo, é desdobramento de Jeremias 25:11 e Jeremias 29:10. O que os religiosos chamam de profecia, não passa duma espécie de << palpites >> e é usada por necessidade teológica no qual está incluído a numerologia, uma espécie de atletismo matemático ( contorcionismo ideológico arbitrário) que se supõe um cumprimento, uma afirmação, ano, dia, tempo acerca de um específico evento supostamente pré-especulado. 
No Livro de Daniel fala de setenta semanas. Daniel 9:24, mas isso é um método de interpretação conhecido por PESHER. Portanto, o ungido não foi Jesus Cristo como os teólogos andam a aldrabar os crentes. Daniel 9:25-26 , mas sim foi Ciro. Isaias 45:1. 
Irei colocar aqui os versículos importantes. 
Daniel 7:3 == >> Esses animais simbolizavam os quatros reinos referidos no capítulo 2. Daniel 7:4 ==>> O leão representava o império babilónico, que arrancadas suas asas, perdeu a força. 
Daniel 7:5 ==>> O urso, referia o império dos Medos. As tres costelas representam as tres principais conquistas dos reis Medos. 
Daniel 7:6 ==>> A pantera: A monarquia persa, cujo quatro reis ( Ciro, Assuero, Artaxerxes, Dario) a que o autor do livro de Daniel se refere, são simbolizados pelas quatro asas. Daniel 7:7 - 8 == >> Segundo a mentalidade bíblica e oriental, o chifre simboliza o poder ( 1 Reis 22:11). O chifre mais pequeno simboliza Antíoco IV Epifánio ( 175 - 163). Sobre a sua atitude arrogante Daniel 11:36 , 1 Macabeus 1:24. 
Daniel 7:9 ==> O ancião é deus. A cor branca e as rodas de fogo que transportam o trono simbolizam a santidade. O ancião ( deus) senta-se no tribunal para julgar ( condenar) os 4 animais ( os 4 impérios). A transcendência de deus acentua-se através destas imagens ( Ezequiel 1:1), em conformidade com a espiritualidade judaica pós-exílio. 
Daniel 7:10 ==>> Sobre os livros da vida, Malaquias 3 : 16, Salmos 139:16. 
Daniel 7:13 ==>> O Filho do Homem está descrito em contraste com os 4 animais. O Filho do Homem representa o reino messiânico ( reino de Paz) [ v 18 e 22 ]. 
Daniel 7:18 ==>> Os santos de deus rodeiam o Ancião e condenam os 4 reinos juntamente com o juiz supremo. Esta maneira de pensar é própria dos Apocalipses da época ( Henoc 45:3 e Henoc 90:2). 
Daniel 7:23 - 25 == >> O reino de Alexandre Magno. O último rei a levantar-se e a fazer guerra é Antioco IV. Ele trabalhou por acabar com a Lei e com as festas sagradas, incluindo o sábado ( 1 Macabeus 1:41 - 64). Apenas durante algum tempo. Lit : << um ano, dois anos e metade de um ano >>. Estes três anos e meio são metade de sete, que é o número da perfeição. Estes três anos e meio simbolizam um período de maldade ( 8:14, 9:27, 12:7). Daniel 8:1 ==>> foi escrito em hebreu, pouco tempo depois da profanação do Templo ( ver versículo 12). 
Daniel 8:2 ==>> Porta de Ulai. Era uma porta da cidade de Susa que dava para o rio Ulai. Daniel 8:3 ==>> O carneiro simbolizava o império Medo-Persa. O chifre mais alto são os persas que se tornaram célebres após a sua libertação do domínio Medo. 
Daniel 8:5 == >> O bode novo representa o poderio grego com Alexandre Magno. 
Daniel 8:8 ==>> Antíoco Epifânio que conquistou a << nação gloriosa >>, isto é, a Palestina ( Zacarias 7:14). 
Daniel 8:9 == >> Este verso descreve a maneira simbólica a morte de Alexandre Magno e a consecutiva divisão do seu reino. 
Daniel 8:10 - 11 ==>> O exército dos céus refere-se a Israel de deus ( 12:3), aos fiéis judeus, muitos dos quais foram martirizados por Antíoco. O chefe deste exército é o próprio Jeová ( versículo 11). 
Daniel 8:12 ==>> A iniquidade ( Lit. a abominação da desolação) foi a profanação do altar do Templo de Jerusalém, levada a efeito por Antíoco, que mandou ali colocar a estátua de Zeus do Olimpo. 
Daniel 8:13 ==>> A expressão << quanto tempo >> ou << até quando >> é típica nas perguntas sobre o fim das desgraças ( Salmos 6:4, 13:1, 79:5, 89:47, 90:13). 
Daniel 8:14 ==>> O número 2300 não coincide com o de capítulo 7:25. O número indica um longo período de tempo de desgraça. 
Daniel 8:19 ==>> A ira de deus ( 11:36, Isaías 10:25, 26:20, 1 Macabeus 1:64). 
Daniel 8:21 ==>> Javan: A Grécia; por isso todos os povos helénicos. A palavra rei aqui tem o sentido de reino. O primeiro rei: Alexandre da Macedónia. 
Daniel 8:23 ==>> Infiéis: Todos os que prevaricaram. O rei Antíoco Epifánio. 
Daniel 8:25 ==>> Antíoco morreu sem intervenção humana, isto é, fora da guerra, mas martirizado pelos insucessos dos seus exércitos ( 1 Macabeus 6:8-16, II Macabeus 9:1). Na estátua de Daniel 2:34, a pedra que tudo destruiu também, não foi arrojada por qualquer mão humana. É uma figura literária para designar a acção direta de deus de Israel. 
Daniel 9:1==>> A história desconhece a existência de um Dário Medo. E Dário não era filho de Xerxes, mas seu pai. A cronologia e os nomes servem apenas como pano de fundo para expor a finalidade religiosa. Tenha-se em conta também a incerteza de muitos dados históricos profanos. 
Daniel 9:2 ==>> Jeremias fala de computo de 70 anos ( número simbólico) para a restauração de Jerusalém: os anos passaram mas a restauração não é perfeita. Daí surge outra façanha de que se trata de 70 semanas de anos, divididos em 49, 434 e 7 anos ( versículos 24-26). Estes 490 anos devem referir-se ao tempo da morte de Antíoco IV. Daniel 9:5==>> Esta confissão de Daniel, aliás muito extensa, é semelhante à de Baruque 1:2 ( 1 Reis 8:47 - 54 ). É uma manta de retalhos feita de imensas passagens bíblicas, segundo o género literário bíblico do tempo, patente também na literatura de Qumrân. Daniel 9:24 ==>> Segundo o 2 Crônicas 35:22 - 23 e Êxodo 1:1-2, a profecia de Jeremias realizou-se com o decreto de Ciro em 538 que libertava os exilados. O autor do livro de Daniel encontra-se novamente em tempos de perseguição e aplica sua hermenêutica aos 70 anos de Jeremias desdobrando-os em 70 semanas de anos. Trata-se do método interpretativo Pesher, tão comum na literatura de Qumrân. O Santo dos santos: a consagração de Judas Macabeus, a restauração do Santo dos santos ( lugar) no Templo de Jerusalém. 
Daniel 9:25 ==>> O chefe ungido é Ciro ( Isaías 45:1 ) 
Daniel 9:26 ==>> O Ungido exterminado foi o sumo sacerdote Onias III ( 171 aC ). O chefe invasor é mais uma vez Antíoco IV que destruiu o Templo em 179 e 167 aC. 
Daniel 9:27 ==>> Antíoco IV, na sua obra anti-judaica, foi seguido por muitos judeus renegados que abraçaram a helenização ( 1 Macabeus 1:11-14). A abominação da desolação é uma aproximação linguística com o ba'al shamêm ( o deus Baal dos Céus, o Zeus Olimpo 8:12, 11:31, 12:11). 
Daniel 11 :4 ==>> Refere-se a Alexandre Magno e à divisão do seu reino entre os seus generais. 
Daniel 11:5 ==>> Do Egito: Ptolomeu I Soter ( 323 - 285), fundador da dinastia dos Ptolomeus. Um dos generais: Seleuco I Nicator, que se tornou independente, fundou a dinastia dos Seleucidas e o reino grego-sírio, por volta do ano 321 aC. 
Daniel 11:6 ==>> Berenice, filha de Ptolomeu II, esposa de Antíoco. Repudiada por este, fora assassinada pela primeira mulher do mesmo. 
Daniel 11:7 ==>> O irmão de Berenice, Ptolomeu III Evergetes ( 246 - 221), como vingança, invadiu a Síria e venceu Seleuco II Callinicus ( 246 - 227). 
Daniel 11:10 ==>> Seleuco III Soter ( 227 - 223) e Antioco III, o grande ( 223 - 187), foram os filhos de Seleuco II Callinicus. 
Daniel 11:11 ==>> Ptolomeu IV Filopator ( 221 - 223) venceu completamente Antíoco III em Rafia, na Palestina, ( 217 aC). 
Daniel 11:13 ==>> Antioco III, depois da batalha de Rafia -- passados que foram 14 anos --- voltou-se de novo contra Egito. 
Daniel 11:15 ==>> trata-se de Sidon ( 198 aC). 
Daniel 11:16 ==>> Antíoco III, ocupou a Judeia. 
Daniel 11:17 ==>> Antíoco fez pazes com Ptolomeu V do Egito, na condição de este desposar Cleópatra, sua filha, na expectativa de vir a governar o Egito. Ela porém tomou partido do esposo. 
Daniel 11:18 ==>> As ilhas do Mediterrâneo: e não só elas, mas também as coisas da Ásia Menor e Macedônia. O magistrado é Cipião, que derrotou Antíoco na Batalha de Magnésia, em 190 aC. 
Daniel 11:19 ==>> Tenta despojar o templo de Bel em Elam, de suas preciosidades, para pagar o tributo aos romanos, mas foi mal sucedido porque foi assassinado pelos próprios soldados em 187. 
Daniel 11:20 ==>> Seleuco IV, o qual enviou Heliodoro, seu ministro, à cidade de Jerusalém com o fim de pilhar o tesouro do Templo. Morreu assassinado por este, passados doze anos de reinado. 
Daniel 11:21 ==>> Antíoco IV Epifánio, manhoso e hipócrita. 
Daniel 11:22 ==>> As forças egípcias. O sumo-sacerdote Onias III assassinado pelo tirano em 171. 
Daniel 11:24 ==>> Antíoco IV invade inesperadamente a Palestina. 
Daniel 11:25 ==>> Ptolomeu VI que será traído pelos mais íntimos amigos, por ocasião da campanha contra o Egito, movida por Filometor. 
Daniel 11: 27 ==>> Antíoco e Filometor, aliados mas pouco confiantes um no outro. 
Daniel 11:28 ==>> O povo da aliança, que suportará a pilhagem do Templo ( 169 - 167). Neste ano o povo judeu revoltar-se-á, conduzido por chefes Macabeus. 
Daniel 11:29 ==>> Terceira expedição de Antíoco ao Egito. 
Daniel 11:30 == >> Kitim refere-se à ilha de Chipre e por extensão toda a Bacia Mediterrânea, incluindo Roma, que envia a sua frota no intuito de obrigar Antíoco a abandonar o Egito. O autor do livro de Daniel deve pensar em Números 24:24. Os que abandonam a Aliança são os judeus apóstatas, que em união com Antíoco, se dispuseram contra o povo de deus. 
Daniel 11:31 ==>> O Templo, que era, na realidade uma fortaleza. 
Daniel 11:34 ==>> Judas Macabeu conseguiu algumas vitórias, e por isso muitos judeus apóstatas, temendo-o, voltaram-se para ele e em seguida o abandonaram novamente. Daniel 11:37 ==>> Antíoco despreza os deuses sírios e presta culto a Júpiter Capitolino, enviando dádivas para o templo de Roma e promovendo o culto dos mesmos na Síria e Judeia. O << deus querido >> das mulheres é Adonis Tamuz. 
Daniel 11:40 ==>> Quarta expedição ao Egito e fim de Antíoco e da perseguição. Territórios: As nações por onde passam. 
Daniel 11:44 ==>> Revolta dos Partos a Oriente e dos arménios a Norte. Antioco morre na volta da sua expedição contra os partos e arménios, numa cidade persa, no ano 164 aC. Daniel 12:2 ==>> O escritor de Daniel anuncia a libertação de Israel após os horrores levados a efeito por Antíoco Epifánio. Fala da ressurreição nacional em linguagem figurada em Daniel 12:1-6 e 13. 
E por fim o escritor do livro de Daniel fala em Daniel 12:7 ==>> Sobre a expressão << um tempo...>> 7:25 e 12:7. Os três anos e meio perfazem 1150 dias ( 8:4). No versículo 11 um glossador achou que este tempo era curto e por isso alongou-o para 1290 e para 1335 dias. 

Resumo 

O livro de Daniel não tem nada a ver com Jesus Cristo. É um livro escrito por um assideu no ano 167 -168 falando sobre as questões espirituais e patrióticas de Israel no tempo de Antíoco quando ocupou a Palestina, criou a personagem Daniel usando personagens reais como Nabuconodosor e criou sua estória segundo o género hadágico para inculcar esperança ao povo que sofria sob o domínio de Antíoco. Com linguagem simbólica, criou uma espécie de encorajamento sobre a Paz na sua terra. 
Nada sobre Jesus.


Pesquisa e texto por: Hegas Alberto Santana Santana

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O significado de "Significado"




Um argumento religioso recorrente é que o Mundo TEM que ter um “significado”.
Mas o que é que isso realmente significa? 
Em geral significa que o Mundo tem que ter um “propósito”. 

- Que o Universo não pode existir sem uma finalidade inteligível aos seres humanos. 
- Que as boas ações serão recompensadas e as más punidas. 
- Que os sofrimentos humanos têm uma justificativa e que os sofredores serão consolados. 
- Que a existência tem um objetivo que transcende a mera biologia. 
- Que a morte não pode ser simplesmente o fim de tudo.

O único problema é que esses são os nossos DESEJOS e não uma constatação.

O significado real do “significado” é pura e simplesmente aquilo que DESEJARÍAMOS que fosse verdade. 
É curioso que o religioso ADMITE que esses são seus DESEJOS e não algo que ele deduziu de alguma observação ou a partir de algum argumento racional. 

Mas NADA indica que o que DESEJAMOS seja REAL apenas porque desejamos que seja.

 
Texto da autoria de Lauro Augusto Monteclaro Cesar Jr.

A falsa profecia bíblica sobre o suicídio de Judas Iscariotes




Os evangelistas sempre usaram tácticas de como manipular versículos dos manuscritos hebraicos e aramaicos e os enfiar nos textos gregos romanos. Daí dizer de que se trata duma profecia sobre determinado evento!! Para Jesus Cristo ser fabricado e sua acção ser tal como nos apresentam os escritos do Novo Testamento, os escritores dos evangelhos e das cartas Paulinas tiveram que usar as tácticas de:
-- Transposição literária 
-- Método Pesher 
-- Sistema hadágico 

Foi principalmente através da transposição literária que os escritores do Novo Testamento (NT) se serviram para fabricarem profecias neste mesmo NT, mas que na verdade nem tem nada a ver um com o outro. Vejam por exemplo como é a história de Judas Iscariotes, o discípulo mais próximo de Jesus, que mais tarde o traiu e depois se suicidou!! Os escritores dos evangelhos usaram o paralelismo histórico, ou seja, parasitismo narrativo de personagens antigas mas criando uma nova roupagem e aproveitarem-se de enunciados de personagens do passado, tentando aldrabar as pessoas ignorantes e outras ingénuas de que são profecias anunciadas para se cumprir nas novas personagens já fabricadas pelos autores do Novo Testamento... 

Vejam só essa mentira sobre o suicídio de Judas no qual o compilador do Livro de Actos diz ser uma profecia já anunciada: 
<< Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus; >> Atos 1:6. 
Isto é uma grande mentira, pois isto não é profecia alguma referente ao suicídio de Judas Iscariotes. Leiam essa passagem descritiva : 
<< Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite, e: Tome outro o sua superintendência ( ou cargo ) >>. Atos 1:20. 
Afinal caros leitores, fui investigar muito bem a bíblia no Antigo Testamento e fui descobrir de que o evangelista Lucas que escreveu o livro de Atos na forma da sua segunda carta ao tal de Teófilo. Em Atos 1:1 copiou o trecho de Salmos 69:25 e disse que se tratava da profecia sobre a << TRAIÇÃO >> e o << SUICÍDIO >> de Judas Iscariotes, quando na verdade, o Salmista não referiu nada sobre traição e suicídio de Judas, mas sim o Salmista se referia sobre a traição e o suicídio do melhor amigo e conselheiro do rei Davi de nome Aitofel ( 2 Samuel 15:31 ; 2 Samuel 16:20 ; 2 Samuel 17:1 - 2 e 6). 

ANÁLISE : No contexto histórico do Salmista, ele fazia referência de forma subentendida a Aitofel que traiu o rei David e depois com remorso, o Aitofel se suicidou. Para vocês leitores, perceberem o porquê do Salmista escrever sobre isso em Salmos 69:25, é só investigarem sobre a história da traição de Aitofel e o seu suicídio ( atribuído manhosamente a Judas Iscariotes já com um historial diferente ). É só lerem sobre os "pecados" do rei David em 2 Samuel 10:2 - 4 e relacionarem com o seu "arrependimento" em Salmos 69:1 - 3 e 5. Notarem o dilema de Salomão, Absalão, David e Amon, relacionarem com Salmos 55:12 - 14 e Salmos 69:10 - 29. 

Portanto NÃO É PROFECIA sobre a traição e o suicídio de Judas Iscariotes, mas sim uma descrição sobre a traição e o suicídio de Aitofel que foi o melhor amigo e conselheiro do Rei David. Tanto mais que se diz que o livro de Salmos foi escrito pelo próprio Rei David, sendo assim muito óbvio de que o rei David "escreveu" essas passagens de Salmos apontando para o Aitofel que fora o seu melhor amigo e conselheiro e que o traíra. Por remorso, Aitofel se suicidou. Além disso, vejam essa anedota bíblica em que o tal Judas Iscariotes morre duas vezes ( 2x ) de forma diferente. 
1 -- Judas Iscariotes morre, enforcando-se. Mateus 27:3 - 5. 
2 -- Não, Judas Iscariotes não se enforcou, mas sim, se suicidou atirando-se para baixo para as pedras. Atos 1:18 
E AGORA ?!? 


Pesquisa e texto por: Hegas Alberto Santana Santana, 27 - 10 - 2016