sábado, 26 de novembro de 2016

O argumento da invisibilidade



Alguns dos meus amigos religiosos adoram um argumento a favor de Deus que eu chamo de argumento da invisibilidade. 
O crente começa por fazer uma pergunta: "Tu consegues ver o amor?" Ou "Tu podes ver o ar?" E eles esperam que tu respondas: "Não". 
E quando tu respondes assim, eles aplicam o KO: "Tu não podes ver o amor, mas tu sabes que ele existe. Da mesma maneira, tu não podes ver Deus, mas tu podes saber que Deus existe!"

Para perceber o problema que há com este argumento, vou defini-lo como um silogismo:

P1 - Há algumas coisas que não podemos ver mas que sabemos que existem.

LOGO

C1 - Coisas que não podem ser vistas podem existir.

P2 - Não podemos ver Deus.

LOGO

C2 - Poderia ser possível saber que Deus existe.

O que é interessante sobre este argumento é que ele é logicamente sólido. O problema é que não demonstra que Deus existe, apenas demonstra que Deus PODERIA existir apesar de ser invisível.

Sabemos que algumas coisas que não podem ser vistas, existem. Mas sabemos que existem porque temos evidências não-visuais. Por exemplo, podemos detectar o ar de muitas maneiras: através dos moinhos de vento, elevação de aeronaves e encher pneus de carro. Podemos até mesmo detectar os gases individuais de que o ar é feito. Mas já não temos a mesma sorte com Deus. Não podemos ver Deus nem temos nenhuma evidência não-visual de que Deus existe. Então, se este é um argumento baseado numa analogia, é um argumento sem bases pois a analogia é falsa.

Na verdade, o argumento é uma tautologia: não nos diz nada. A conclusão (C2) é logicamente equivalente à primeira premissa (P1).

Então, se tu és um crente, por favor, não uses este argumento, pois ele, literalmente, não te leva a lugar nenhum.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mitos hebraicos na Bíblia cristã



LEVIATÃ
(O Monstro do Mar) 

"E naquele dia Jeová, com a sua espada dura e grande e forte, voltará sua atenção para Leviatã a serpente deslizadora, sim, para Leviatã , a serpente sinuosa, e certamente matará o mostro marinho que há no Mar", Isaías 27:1. 
No Antigo Testamento a imagem da Leviatã é retratada pela primeira vez no Livro de Jó: "Acaso podes puxar para fora o Leviatã com um anzol?", Jó 41:1. 
"Ninguém é tão audaz que o incite...", Jó 41:10. 
"Seus espirros fazem brilhar a luz. E seus olhos são como os raios da alva", Jó 41:18. 
"Lampejos procedem da sua boca, sim faíscas de fogo escapam", Jó 41:19. 
"Das suas narinas saem fumaças, igual a uma fornalha acesa com juncos", Jó 41:20. 
"A própria alma dele incendeia carvões, e até mesmo uma chama sai da sua boca", Jó 41:21. 
"Seu coração é fundido como pedra", Jó 41:24. 
"Considera ferro apenas como palha...", Jó 41:27. 
"Faz a profundeza ferver como panela", Jó 41:31.

BEHEMOT 

Behemot é o nome de uma criatura fantástica descrita na Bíblia, no Livro de Jó 40:15 a 24. No idioma hebreu é transcrito para, Bhēmôth, Behemot, Bemot; em árabe (Bahimūth) ou (Bahamūt). Sua posição é tradicionalmente associada a de um monstro gigante podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Em outra análise, este é visto como um animal pré-histórico muito conhecido como o braquiossauro. Os relatos do livro de Jó, capítulo 40, apontam para este grande animal herbívoro. Esta criatura tem corpo couraçado e é tipicamente do deserto (embora "Behemot" também seja como os hebreus chamam o hipopótamo). Segundo a tradição judaica ortodoxa, sua missão é esperar pelo dia em que Jeová lhe pedirá para matar Leviatã. As duas criaturas morrerão no combate, mas Behemote será glorificada por cumprir a sua missão. O nome é o plural do hebraico (translit), Bohēmäh "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência). Na tradição judaica ortodoxa, Behemote é o monstro da Terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Behemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro, então, a sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem. Salmos 74:14.

ZIZ

Ziz (ou Acis) é, na mitologia judaica, uma ave gigante, tão grande que bloqueia a luz do Sol com a envergadura das suas asas. É considerado como um arquetipo das criaturas monstruosas. Behemoth, Leviatã e Ziz são motivos de decoração no artesanato judaico. Na Bíblia cristã este nome Ziz (Acis) é mencionado uma vez: "Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz (Acis)......", 2 Crónicas 20:16.


Trabalho de investigação : Hegas Alberto Santana.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Azazel, o demónio que carrega os pecados dos homens, e não Jesus, o Cristo.



Azazel é o nome semítico de Satanás, segundo a mitologia de povos da região do Levante. Azazel é um "Djinn", criatura espiritual feita a partir do Fogo.

O livro do moçambicano Sheikh Aminnuddin Muhammad, HISTÓRIAS SELECIONADAS DO ALCORÃO. Vol. I nas páginas 69 - 70, conta que Azazel é um djinn que tinha muito amor ao seu criador Allah, e por ser afectuoso à Allah, ele participava no convívio com os <<malaica>> que são seres espirituais superiores aos djinns, e os malaica foram criados a partir da Luz. Os malaica não são abrangidos pelo lívre arbítrio enquanto que os djinns já o são.

O motivo que levou a Azazel a se transformar em demónio, foi devido a Allah ter criado o homem e ordenação dos anjos a se prostrarem perante a primeira criação humana (carnal). Todos se haviam prostrado, exceto Azazel que se orgulhava por se considerar um ser superior ao homem, Corão 15:28 - 31. 

Na página 71 do mesmo livro deste Sheikh Aminuddin, conta a expulsão de Azazel na corte celestial: << Então sai deste lugar! Não podes mostrar aqui o teu orgulho, portanto, sai daqui para pertenceres ao número dos desprezados >> ,Corão 7:13.

<< Sai daqui! Pois que tu és banido. E na verdade a minha maldição estará sobre ti até ao Dia do Julgamento >>, Corão 28:77 - 78.

Na página 72, conta que Azazel (Azazil) ao ser expulso, pede um adiamento até a ressureição: << Ó Senhor meu! Concede-me um adiamento até ao dia em que sejam ressuscitados >>, Corão 15: 37 - 38.

Na página 73, conta que Azazel ao ser concedido um tempo, aproveitou a oportunidade e prometera vingança aos filhos de Adam (Adão) :
<< Uma vez que me expulsaste, ficarei emboscando à espera deles, para os desviar do Teu caminho recto. Já que fui amaldiçoado por causa de Adam, também vou armar ciladas aos seus filhos; vou atacá-los de frente, de trás, do lado direito e do lado esquerdo e vou desviá-los do caminho recto e verás como a maioria é ingrata para Contigo, meu Senhor, exceptuando os teus servos sinceros >>, Corão 7 : 37 - 38.

Portanto, Azazel é o RESPONSÁVEL por todos os males, ele deve carregar consigo os pecados dos homens:
<< E da Assembleia dos filhos de Israel deve tomar dois cabritos como oferta pelo PECADO e um carneiro como oferta queimada >> Levítico 16:5. 
<< E Arão tem que tirar sortes sobre dois bodes, uma sorte para Jeová e outra sorte para Azazel >> Levítico 16:8.
<< Mas o bode sobre o que recaiu a sorte para Azazel, deve ser posto vivo perante Jeová para fazer expiação por ele, afim de ser enviado ao ermo para Azazel >> Levítico 16:10.
<< E Arão tem de pôr ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo e CONFESSAR sobre ele TODOS OS SEUS PECADOS, e tem de pô-la sobre a cabeça do bode e tem de enviá-lo ao ermo pela mão de um homem preparado >> Levítico 16:21.
<< E o bode tem de LEVAR sobre si TODOS os ERROS DELES a uma terra desértica; e ele tem de enviar o bode ao ermo >> Levítico 16:22.
<< Quanto áquele que enviou o bode para Azazel, deve lavar as suas vestes e tem de banhar sua carne em água, e depois entrar no acampamento >> Levítico 16:26.

Até aos dias de hoje, muitos semitas acreditam que Azazel e outros djinns habitam nos desertos. 

NOTA: Em outras versões bíblicas, o nome Azazel foi apagado e foi substituído por bode expiatório. Por exemplo na versão João Ferreira de Almeida.

Uma das versões em que aparece o nome << Azazel >> é a Tradução do Novo Mundo da Escritura Sagrada, WATCH TOWER BIBLE AND TRACT SOCIETY.

Por isso senhores crentes, os judeus sempre mantiveram os seus costumes religiosos até que, infelizmente, surgiram os gregos e romanos em Israel, roubaram os manuscritos hebraicos e aramaicos, deturparam a tradição judaica, fabricaram Jesus Cristo e ainda por cima mentiram de que Jesus Cristo é que carregou os nossos pecados quando na verdade no judaísmo o responsável pelos erros é Azazel e faz-se a EXPIAÇÃO através do bode expiatório ao deserto e não por meio de artimanhas teológicas greco-romanas que tem aldrabado um monte de pessoas desprecavidas.

O cristianismo é uma religião pirata e se parasita no judaísmo.


Por : Egnay Alberto Santana

domingo, 20 de novembro de 2016

Quebrando nossas intuições



Às vezes, ao olhar para trás, pode ser possível ter uma visão do que será o futuro. Há coisas que entendemos hoje que seriam incompreensíveis ou até mesmo absurdas, para as pessoas no passado.

A ideia de que a Terra poderia ser esférica foi uma vez totalmente contra-intuitiva, inverossímil mesmo - pois com certeza que as pessoas na parte de baixo da Terra iriam cair, ou não era? Não fazia sentido algum! 
Outra ideia era que a Terra não era apoiada fisicamente por nada. Certamente, a Terra tem que ser apoiada ou caso contrário, ela não cairá? Se olharmos para a "cosmologia" antiga, encontramos tentativas de explicar esse mistério. Dizia-se que a Terra era plana e apoiada por tartarugas, elefantes, deuses, pilares, ou pendurado por um fio.

Então descobrimos a gravidade e encontrámos um mecanismo que permite que os planetas esféricos, que de modo nenhum são suportados, façam sentido. Hoje em dia nem sequer pensamos nisso - o intuitivo se tornou evidente. Hoje é difícil imaginar como um planeta apoiado por alguma coisa poderia fazer sentido. Essa ideia se tornou tão idiota que até as crianças se riem dela.

Quando olhamos ao nosso redor, encontramos muitas coisas que antes eram intuitivamente impossíveis, mas agora são comuns e óbvias. Tomemos, por exemplo, a ideia de enviar mensagens invisíveis por milhares de quilómetros de distância à velocidade da luz, e até mesmo atravessarem paredes sólidas. Isso se tornou possível quando descobrimos a radiação electromagnética (EM) e a aprendemos a usá-la. Hoje, o mundo está ligado por radiação EM transmitindo rádio, TV e mensagens de telemóvel por todo o mundo.

A maioria das mudanças fundamentais em nosso entendimento são provocadas pela descoberta de algo que anteriormente não sabia que existia, como gravidade ou radiação EM.

É provável que ainda haja mais coisas que ainda teremos que descobrir? Definitivamente que sim. Por exemplo, sabemos que há algo a que chamamos de matéria escura, mas não temos ideia do que é ou de onde veio - os cálculos mostram apenas que esse algo existe. Talvez ao descobrir o que é a matéria escura, a nossa percepção do que é intuitivo e do que é contra-intuitivo, mude.

A intuição é útil, mas devemos reconhecer as suas limitações - a intuição é baseada no mundo com o qual estamos familiarizados e, uma vez que nos movemos para além deste mundo, ela pode nos decepcionar. É por isso que eu abano a cabeça quando as pessoas religiosas insistem que um universo não pode se auto-criar, e estão totalmente convencidas que é óbvio que assim seja!

Bem, mas não é óbvio. É improvável que nossas intuições se estendam até ao surgimento do Universo, antes que houvesse matéria e antes que houvesse átomos ou mesmo elétrons. Nós já conhecemos o mundo que é muito pequeno, o mundo quântico, e ele é estranho e contra-intuitivo. E o mundo pré-quântico pode ser ainda mais estranho.

Então vamos deixar esses jogos filosofando para de trás de nós. O trabalho de descobrir o que aconteceu há 13,7 mil milhões de anos, não é algo que as nossas intuições falíveis nos irão ajudar. É um trabalho para aceleradores de partículas de alta tecnologia, com poderes de computação maciça, matemáticas avançadas e com os cérebros mais inteligentes do planeta.


E é improvável que a especulação religiosa no Facebook vai ajudar muito.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 19 de novembro de 2016

O erro crítico do cristão inteligente



Quando um cristão inteligente lê um versículo inverossímil na Bíblia, como uma descrição duma conversa duma cobra ou dum jumento, suspeito que a racionalizem pensando: "Bem, é extraordinário, mas se Deus existe, é porque pode ser verdade".

Essa lógica é inatacável, se tanto Deus como um reino sobrenatural existem, quase tudo poderia ser verdade.

Mas ainda há uma falha nesse argumento. Sim, a história de cobra falante PODERIA ser verdadeira. Mas apenas porque é possível que uma história seja verdadeira, não significa que é verdade. E certamente não é uma razão para ACREDITAR que é verdade.

Assim, o cristão inteligente deve dizer: "Pode ser verdade, mas não tenho nenhuma evidência de que assim seja, então não vou acreditar até que o relato bíblico possa ser independentemente fundamentado".

É claro que, se os cristãos inteligentes tomassem essa abordagem rigorosa mas simples, não haveria cristãos inteligentes ...


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Não muito para uma vida....





Não era muito para uma vida.


 Ele não tinha uma mãe quente para abraçar. Nenhum peito para amamentar. Nenhum pai para o guiar. Sem infância. Sem amigos para conversar. Sem brinquedos para brincar. Nada para o entreter. Ninguém para amar. Sem intimidade. Nada para afirmar que ele ainda existia. Nada para ver ou ouvir, tocar ou cheirar. 

Absolutamente nada.

E ele sofreu esse tormento por um tempo longo, absolutamente inimaginável: alguns dizem que "sempre" foi. Isto é obrigado a afetá-lo. Tu não podes sofrer algo assim e continuar a ser normal.

Por alguns dias fugitivos dessa eternidade, ele fez umas coisas para se divertir. Mas eram muito fáceis. Não eram sequer um desafio para ele. Divertiu-o por uns tempos a matar algumas pessoas e lançar uns truques sobre eles, mas ele acabou ficando entediado e desistiu. Ele agora não faz nada (embora alguns acreditam que ele aparece em tostas).

Algumas pessoas andavam apavoradas com ele e passavam todo o tempo adorando-o e fazendo sacrifícios para ele. Outros simplesmente o ignoravam.

Muitos dos que estavam com medo, já não são mais incomodados por ele - alguns até mesmo o acham ridículo e contam piadas sobre ele. Ele foi usado para rebaixar essas pessoas, mas ele hoje já não o consegue. Desistiu. Ele só quer ser deixado em paz, assim como era antes de fazer todas estas coisas. Não deu certo. Provavelmente nunca deveria ter feito isso.

Não era muito para uma vida. Também não muito para uma morte. Só para ser esquecido depois de tudo o que ele tinha feito.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O propósito de deus



E se houver realmente um deus fora do Universo? E será que foi ele que criou o Universo e projetou as leis da física? Eu tenho uma hipótese que explica como isso poderia ser verdade.

A velocidade da luz foi primeiramente calculada pelo astrónomo dinamarquês Olaus Roemer em 1676. Em 1905 Albert Einstein publicou a sua teoria da relatividade especial que, entre outras coisas, mostrou que há um limite superior para a velocidade da luz (299.792 quilómetros por segundo). Esse limite teria sido imposto por deus como parte de seu grande projeto. 

Mas há um problema.

O limite na velocidade da luz é também um limite absoluto na velocidade à qual a informação pode ser transmitida. A borda do nosso universo é a distância que a luz percorreu desde o Big Bang, e a limitação da velocidade da luz significa que nunca podemos obter informações de fora do universo, pois é uma impossibilidade física. Portanto, se Deus está fora do universo, ele não pode passar informações para nós e não podemos passar informações para ele: há uma lacuna de comunicações intransponível.

Se Deus nos criou para que ele pudesse ter um relacionamento connosco, ele provavelmente nos deu a necessidade de conhecê-lo. Mas a velocidade da limitação da luz significa que nunca o poderíamos conhecer. Isto explicaria porque os seres humanos inventam deuses e porque nós não podemos nunca mostrar que nenhum dos nossos deuses é o real. Nós não podemos mostrar que eles são reais porque eles não o são, enquanto que o deus real está sempre escondido de nós pelas suas próprias leis da física.

Este seria o propósito mais espetacular na história do Universo!


Traduzido e adaptado de Bill Flavell
 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nós não conseguimos entender deus



As pessoas religiosas costumam dizer que Deus está além do nosso conhecimento, mas como poderiam elas saber isso? Nossa capacidade de entender aumenta com o tempo. De fato, desde o advento da ciência, o nosso conhecimento aumentou quase de modo logarítmico. 

Então, quando as pessoas religiosas dizem que Deus está além do nosso conhecimento, elas estão a dizer que há um limite de complexidade para além do qual os seres humanos nunca poderão ir? Como elas poderiam saber isso? Como elas poderiam saber o que conheceremos em, digamos, 1 000 anos? Obviamente, que elas não podem. 

O que elas realmente querem dizer quando afirmam que Deus está além de nosso conhecimento é que não podemos dar um sentido a Deus porque Deus não faz sentido.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 13 de novembro de 2016

Se a ciência funcionasse como a religião



Se tu és ateu, tenho a certeza de que terás visto situações em que os crentes inventam coisas para defender suas crenças. Tu até sabes que tipo de coisas. Se eles acreditam que o universo tem 6 000 anos de idade e tu dizes que a luz de algumas estrelas levou mil milhões de anos para chegar até nós, eles irão dizer algo como: "Deus fez parecer assim para testar nossa fé".

Em nenhuma parte das Escrituras diz isso. Então isso é inteiramente inventado. Tu podes imaginar como é que a ciência iria funcionar se os cientistas usassem os mesmos métodos?

Maria: As equações de Einstein mostraram que a velocidade da luz tem um limite superior de 299 792 quilómetros por segundo. As relações entre velocidade e massa, e entre velocidade e tempo tornam esta conclusão inevitável.

Ricardo: Eu discordo. Sabemos que com Deus tudo é possível e a fé pode mover montanhas. Portanto, não podemos evitar a conclusão de que a velocidade da luz pode ser qualquer coisa que queremos que seja.

Maria: [longa pausa] Tu estás certo, Ricardo, merda!


Se a ciência funcionasse como a religião seria uma merda, assim como a religião sempre foi.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

Provas da existência de deus que nada provam


 
“Logo, é necessário chegar a um primeiro motor, de nenhum outro movido, ao qual todos dão o nome de Deus”. 

“Logo, é necessário admitir uma causa eficiente primeira, à qual todos dão o nome de Deus”. 

“Por onde, é forçoso admitir um ser por si necessário, não tendo de fora a causa da sua necessidade, antes, sendo a causa da necessidade dos outros; e a tal ser, todos chamam Deus”. 

“Logo, há um ser, causa do ser, e da bondade, e de qualquer perfeição em tudo quanto existe, e chama-se Deus”. 

“Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas as coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus”. 

As frases acima são a conclusão de cada uma das Cinco Vias que encontramos na Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino. (1ª parte, questão 2, artigo 3). 

É importante notar que todo o esforço do Doutro de Aquino está em demonstrar a veracidade de uma ABSTRAÇÃO. Mas ele não faz NENHUM esforço para demonstrar que essa abstração É DEUS. Apenas declara que a ela “todos dão o nome de Deus”. 

 Convenhamos que é uma afirmação totalmente gratuita, baseada apenas num “argumentum ad populum” ou seja, de que “a maioria das pessoas diz isso’. Sendo assim, é fácil ver que embora a ABSTRAÇÃO possa ter certa base RACIONAL para sua existência, a sua ASSOCIAÇÃO com Deus não tem nenhuma. 

Logo, são provas que no final nada provam.