quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

É sério que acreditas nisso?



É sério mesmo que você pensa que padres e pastores cultos acreditam em Adão e Eva e em Arca de Noé?

Você acha mesmo que um teólogo formado numa universidade da Alemanha acredita em pessoas que andam sobre as águas e ressuscitam dos mortos?

Você pensa mesmo que um clérigo erudito acredita em reza para os santos, terços e promessas à Virgem?

Acha mesmo que um especialista em Grego, Hebraico e Novo Testamento acredita em exorcismos e curas milagrosas?

Você acha que esses sujeitos de fato pensam e acreditam nas mesmas fantasias que você?


Autoria de Lauro Augusto Monteclaro César

domingo, 1 de janeiro de 2017

O que escolhes, uma viagem ou um livro?



Tu amas profundamente a física e estás emocionado à medida que descobres coisas sobre o universo. Queres aprender mais e és afortunado o bastante para poderes escolher entre uma viagem ou um livro.

1)A Viagem 

Tu podes fazer uma viagem a estabelecimentos científicos e conversar com os cientistas mais famosos e experientes hoje em dia. A tua tournée começará em Genebra, no Grande Colisor de Hádrons, onde aprenderás física de ponta de partículas.

Depois vais à Sociedade Max Planck, em Munique, na Alemanha, para aprenderes sobre os mais recentes pensamentos em mecânica quântica e visitar o laboratório de materiais avançados, onde vais aprender sobre investigação em nano-química.

Enquanto estiveres na Alemanha, vais dar um salto a Darmstadt, ao Centro de Operações Espaciais Europeus para conversar com o diretor da missão Rosetta que pousou a nave espacial Philae no cometa Churyumov-Gerasimenko. 

Em seguida, vais à NASA para falar com a equipe que opera a Curiosity Rover no seu passeio em Marte. Também vais visitar as equipes que estão por trás dos observatórios espaciais Hubble e Kepler e ser informado sobre o dilúvio de descobertas feitas por essas dois telescópios.

Finalmente, terás uma visita de duas semanas à Estação Espacial Internacional, onde poderás questionar os cientistas sobre os experimentos que realizaram enquanto vivem no espaço.

2) O livro 

O livro não é um livro comum. Este livro é dito ter sido escrito indiretamente pelo ser inefável que literalmente criou o universo inteiro a partir do nada. Essa figura intelectual gigantesca, aparentemente sabe tudo, não só sobre o universo e como foi feito, mas sobre seu passado, presente e futuro.

Se isso for verdade, o livro pode ser uma forma muito superior de aprender sobre o universo do que fazeres a viagem. E o livro ainda vem com um bónus incrível: é te oferecida a oportunidade de falares realmente com o criador diretamente, cara a cara. Isso poderá ser uma experiência de aprendizagem sem paralelo!

Há apenas um problema - o livro pode não ser o verdadeiro. O livro pode ter sido escrito, não por um intelecto transcendente, mas por homens relativamente simples, cujas respostas às perguntas do universo chegaram a eles em sonhos ou por estórias transmitidas de boca em boca ao longo de muitas gerações.


Antes de tomares uma decisão entre a viagem e o livro, precisas de decidir: É o livro genuíno ou falso? 

Felizmente, tu tens a permissão para o visualizar.

O livro começa mal. Não menciona o Big Bang, nem fala sobre o desenvolvimento do universo de mais de 13,7 mil milhões de anos, nem sequer menciona a gravidade sem a qual não há cosmologia. Ele fala de estrelas como luzes numa cúpula sobre a Terra e afirma que elas poderiam cair sobre a Terra! Ele até sugere que a Terra é plana. Ele fala da criação da vida por magia e omite tudo o que sabemos ser verdade através dos vários séculos de minuciosa observação, validação e testes.

Após a pré-visualização do livro, tu tomas a decisão e ela é fácil: Ou não estás interessado na mitologia, ou estás interessado na realidade. 

Na minha opinião, a viagem será a maior experiência da tua vida.
E o livro pode ir para o lixo.



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 31 de dezembro de 2016

Uma breve história do Novo Testamento



O Novo Testamento (NT), na sua quase totalidade, não foi redigido por apóstolos, mas por compiladores que não conheceram Jesus pessoalmente.

Foi Jesus quem escolheu os apóstolos que o seguiriam:
"Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. Escolheu doze, designando-os apóstolos[a], para que estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demónios. Estes são os doze que ele escolheu: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa “filhos do trovão”; André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote; e Judas Iscariotes, que o traiu. (Mateus 3:13-19)."

Os apóstolos deveriam ter sido pessoas notáveis de modo a colaborarem nesse grandioso projecto salvífico orientado por Deus, mas não só não mostraram grande interesse, como foram negligentes duma forma grave, pois nada deixaram escrito sobre o seu valioso testemunho de modo a lembrar aos vindouros o que acontecera e que nunca mais se repetirá.

Recordemos que a escrita já havia sido descoberta há 3 000 anos, no entanto, da mão de Jesus e dos apóstolos apenas saiu um punhado de pó quando comparado com a inundação de escritos que o caso de Jesus ia suscitar posteriormente, o que é bastante bizarro. No caso de Jesus, que tinha uma missão importantíssima, nem uma linha sequer deixou de amostra.

A primeira coisa que notamos imediatamente no NT, é o facto dos textos terem sido escritos no último quartel do século I, excepto as epístolas de Paulo que foram escritas entre 51 e 67 d.C. Mas o que é absurdo e incompreensível é que quem deveria ter testemunhado, nada escreveu, enquanto que os que nada tinham a testemunhar, acabaram sendo os redactores da maior parte dos textos canónicos. É como se todos aqueles jornalistas e historiadores que presenciaram a chegada do Homem à Lua, tivessem ficado totalmente calados, mudos e quietos, nada documentassem, e 40 anos depois, os ajudantes dumas supostas testemunhas privilegiadas começassem a descrever o acontecido.

- Evangelho de Marcos é o mais antigo, mas Marcos não foi discípulo de Jesus nem sequer o conheceu pessoalmente. O que se sabe foi que ele ouviu as prédicas públicas de Pedro.
- Evangelho de Lucas e os Actos, são do mesmo autor, mas Lucas nunca foi apóstolo. Também ele escreveu de "ouvir dizer"... Compôs textos a partir de passagens que plagiava de documentos anteriores, e do que escutou de Paulo que não fora discípulo de Jesus e que até 37 d.C., fora um perseguidor fanático do cristianismo nascente.
- Evangelho de Mateus: Mateus fora apóstolo, porém, uma parte do seu evangelho foi escrita a partir de documentos anteriores, redigidos por um outro Marcos que não fora o apóstolo.
- Evangelho de João: tanto este evangelho como o Apocalipse seriam do João Zebedeu que foi o apóstolo, só que não são obra sua, mas dum outro João, o Ancião, que foi um grego cristão que se baseou em textos hebreus e essénicos, tal como nas recordações que conseguiu obter de João, o Sacerdote, identificado como o discípulo amado de Jesus (mas que não foi João Zebedeu), um sacerdote judeu muito amigo de Jesus que foi viver para Éfeso e onde veio a morrer duma idade avançada.
- Epístolas de Paulo provém de alguém que não foi testemunha dos factos, além de que acabou por impor doutrinas que são totalmente alheias à mensagem original de Jesus.
- Pedro, o chefe dos discípulos e pedra sobre a qual se edificou a igreja, limitou-se a escrever duas epístolas que não passam de textos circunstanciais, sendo que a segunda das quais é pseudográfica (redigida por outra pessoa).
- Tiago, irmão de Jesus e primeiro responsável da igreja primitiva e, por esse facto, o melhor das testemunhas, contribuiu com uma mísera epístola de duvidosa autenticidade.

Torna-se anedótico que tenha prevalecido uma regra bizarra que era: quanto mais próximos de Jesus se encontravam, tanto menos o seu contributo para o cânone e vice-versa.
Simplesmente absurdo e francamente suspeito.

As incoerências tremendas entre os quatro evangelhos, são tanto mais chocantes e graves se se souber que foram selecionados como sendo os melhores dum conjunto de cerca de sessenta evangelhos diferentes. Os textos não escolhidos foram considerados apócrifos pela igreja e condenados ao esquecimento. Mas uma boa parte dos apócrifos era mais antiga que os próprios textos canónicos e entre os que foram recusados, havia escritos atribuídos a apóstolos e figuras importantes como Tomé, Pedro, André, Tadeu, Bartolomeu, Paulo, Matatias, Nicodemos, Tiago,... e textos tão influentes na sua época como o Evangelho dos Doze Apóstolos.

Os textos canónicos deveriam ser tão importantes que, os primeiros apologistas cristãos nem sequer os conheceram ou simplesmente os desprezaram!

A seleção dos evangelhos canónicos foi feita no concílio de Niceia (325) e retificada no de Laodiceia (363). O modus operandi para distinguir entre os textos verdadeiros e falsos foi, segundo a tradição, o da "eleição milagrosa". Foram apresentadas quatro versões para justificar a preferência pelos quatros livros canónicos:

  1. Depois de os bispos terem rezado muito, os 4 textos voaram por si sós e foram pousar-se sobre um altar.
  2. Puseram todos os evangelhos em competição sobre um altar e os apócrifos caíram ao chão, enquanto os canónicos não se mexeram.
  3. Depois de escolhidos, os 4 foram colocados sobre o altar e foi pedido a Deus que se neles houvesse qualquer palavra falsa, os fizesse cair ao chão, o que não sucedeu com nenhum deles.
  4. O espírito santo, na forma duma pomba, penetrou no recinto de Niceia e pousando no ombro de cada bispo sussurrou a cada um deles quais eram os evangelhos autênticos e quais os apócrifos.
Esta última versão revelaria que uma boa parte dos bispos presentes no concílio, eram surdos ou muito incrédulos, já que houve uma grande oposição à seleção (que foi por voto maioritário e não foi unânime), dos quatro textos canónicos atuais.

Um dos muitos absurdos que nos foi deixado nesta problemática e divina seleção de textos canónicos, é que a autenticidade dos evangelhos canónicos não era unanimemente reconhecida pelos bispos cristãos, tendo sido preciso que a autoridade da igreja a impusesse mediante uma votação maioritária num concílio. Que autoridade pode ter uma igreja que afirma basear a sua autoridade nuns evangelhos duvidosos que ela própria teve de avalizar quando nem ela nem os textos gozavam ainda de qualquer autoridade?


Baseado em textos do livro "Mentiras Fundamentais da Igreja Católica" de Pepe Rodríguez

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Teclando com deus




"Eu não quero me revelar às pessoas, então, escondo-me delas, e sou muito bom nisso."

- Mas afinal queres que as pessoas acreditem que existes?

"Sim. Eu só quero que acreditem, que tenham fé que eu existo."

- Mas, se as pessoas têm que confiar na fé, elas podem acreditar num deus diferente por erro - então o deus torna-se uma loteria, não é?

"Mas se eles acreditam num deus diferente, vou torturá-los duma maneira desumana, também sou bom nisso."

- Mas estás a dizer que eles devem acreditar em si, então porque os ameaças de os torturar?

"Não. Nada disso!! Eles devem acreditar em mim porque me amam."

- Tu estás completamente louco.

"Suponho que sim, hehehe hehehe! Por favor, posso ser seu amigo?"

Sugestão para provar que deus existe



É óbvio que Deus tem um problema em convencer as pessoas que ele é real e existe, e eu tenho uma ideia que posso sugerir e que ele pode ainda não se ter lembrado. Ele deveria ter feito o 25 de Dezembro um dia especial e impedir de que nenhum bebé NUNCA nascesse naquele dia, excepto um: seu filho. Isso teria mostrado que haveria algo de muito especial sobre Jesus. Como é que os muçulmanos, judeus, hindus e ateus teriam explicado isso?

E sendo assim, cerca de 20 milhões de pessoas ainda vivas nasceram nesse dia, assim como uma mão cheia de deuses humanos, tais como Hórus, Osíris, Attis, Mithra, Herácles, Dionísio, Tammuz e Adonis. É quase como se, longe de fazer Jesus um ser único, Deus o fez parecer EXATAMENTE como todos os deuses falsos. 

Pena. É que foi mesmo uma oportunidade perdida.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Um pensamento sobre as orações



Os crentes dizem-nos que Jesus responde a todas as orações, mas às vezes a resposta é: "Não". 
OK, mas aqui é que a coisa começa a ficar interessante ...

Algumas orações são mais difíceis de ser satisfeitas do que outras. Por exemplo, se tu perderes as chaves do carro, há uma boa chance de as encontrares. E se tu orares a Jesus para ele te ajudar a encontrá-las, há uma boa chance de ele responder à tua oração.

No entanto, se o teu sonho é o de reduzir o sofrimento das crianças, curar um cancro infantil, tu não terás grandes possibilidades de ter sucesso, mesmo se tu trabalhares toda a tua vida nesse objectivo. E, se tu pedires a Jesus para fazer isso por ti, não há quase nenhuma hipótese de ele te responder a essa oração em particular.

Quando tu olhas para muitos exemplos, tu poderás concluir que quanto mais fácil for a realização duma tarefa, mais provável será que Jesus responda à tua oração com um "Sim".

Uma vez que Jesus é omnipotente, não há oração que ele não possa responder, então ele deve ter que decidir qual a oração a responder. Tu poderás esperar que ele use critérios como o quão sincero ou merecedor tu és, ou o quanto tu o amas ou o que seria mais benéfico para ti no longo prazo. No entanto, parece que o critério de Jesus é bastante simples: é mais provável Jesus responder a orações de coisas que tu podes facilmente fazer por ti próprio.

Estranhamente, iria funcionar exatamente da mesma maneira, caso Jesus não existisse. 

Ps.: Podes substituir Jesus por Deus, caso te pareça melhor.



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 24 de dezembro de 2016

"Sabiam que a própria ciência confirma a autoridade da bíblia?"



Esta pérola de estupidez e ignorância tem sido utilizada a amiúde pelos crentes para tentar legitimar o conteúdo bíblico com o selo de garantia e idoneidade da Ciência.
Só que este argumento falha em toda a linha:
- A bíblia não é objecto de estudo da ciência.
- A Ciência está a "cagar-se" para os chamados livros sagrados na qual a bíblia é apenas mais um entre muitos.
- A Ciência trata de coisas sérias, não se interessa por crenças baseadas em mitos judeus e sumérios.
- A bíblia não tem autoridade excepto aquela que os crentes fanáticos lhe atribuem para a aplicar a si mesmos, e tentar aplicar aos outros.
- a bíblia falha em toda a linha no que respeita a Ciência.
- a bíblia falha porque foi escrita por ignorantes da idade do bronze cujos conhecimentos estavam confinados a um povo que vivia numa pequena área geográfica do médio oriente.

Um livro como a bíblia que faz tábua rasa da Biologia, Geologia, Paleontologia, da História, Física, Química, Bioquímica, entre outras áreas das Ciências, mostrando um desconhecimento absoluto sobre a evolução da vida e em especial, do homem, um total desconhecimento da astronomia e do próprio Universo, da medicina, do próprio corpo humano e seu funcionamento, NUNCA PODERÁ ser um livro com autoridade científica nem sequer histórica.
A bíblia narra lendas, mitos, fábulas, ensinos religiosos de/e para os povos daquela época e lugares, com o objectivo de unir e controlar essas sociedades em prol duma autoridade governativa e/ou militar.

Portanto deixem de usar esse argumento, pois a bíblia como livro, nem para fazer altura debaixo dum pé duma mesa de laboratório, serve.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Qual é a vantagem de desejar ter vida eterna?



Pergunto aos meus amigos e aos demais semelhantes: Qual é a vantagem de desejar ter vida eterna? 

Alguém já parou para pensar nesse assunto? Nossa vida na terra, se não existissem as dificuldades e os problemas do dia a dia, seria maçadora, enfadonha e difícil de ser vivida. O que nos faz suportar esta vida é o fato dela ter as dificuldades e também os seus atrativos, tais como o sexo, o instinto de sobrevivência e a busca incessante da felicidade. 

Falemos agora da vida eterna. 
Já pensaram como seria enfadonha, monótona e desprovida de qualquer sentido? Pensem bem: viver apenas em contemplação no paraíso, em meio de anjos, arcanjos e até querubins, teria esta vida alguma graça? 
Tem ainda uma agravante: seria eterna e tudo que é eterno perde o sentido de esperança em alguma coisa; não teria objetividade. 

Sendo assim, prefiro eu não participar de nenhuma vida eterna. Quero minha vida terminada no ultimo suspiro, na ultima batida do meu coração. 


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O que o paraíso islâmico nos diz sobre o Islão



Um olhar mais atento sobre o Paraíso Islâmico revela muito sobre essa religião. O Paraíso Islâmico foi projetado para atrair homens miseráveis e frustrados sexuais, que vivem nas duras condições da Arábia: calor sufocante, escolha limitada de comida e água escassa, e por vezes com apenas uma tenda para viver.

O Paraíso oferece a esses homens as coisas que eles sonharam.

Sexo ilimitado: Um homem tem seu próprio harém de virgens sempre disponíveis e de olhos escuros (72 virgens de acordo com Muhammad no Hadith Al-Tirmidhi). As meninas estarão fechadas à chave para que nenhum outro homem possa tê-las. Mas não há harém de jovens viris para as esposas, mas as esposas têm escravos. O número de escravos não é claro, mas poderiam serem até 80.000 (também de acordo com Al-Tirmidhi). O marido tem o direito de ter relações sexuais com qualquer um dos criados e também é prometida uma ereção que nunca irá diminuir. E, se todo esse esforço o fizesse suar, seu suor terá um cheiro perfumado.

Comida ilimitada e deliciosa: o Paraíso terá rios de água, leite e mel. Haverá jardins com frutas abundantes, especialmente as tâmaras deliciosas e escassas como os figos. Haverá sumptuosos banquetes onde cada prato terá um novo sabor. Será possível beber quantidades ilimitadas de vinho sem ficar bêbado.

Ambiente tranquilo: os residentes no Paraíso viverão em palácios enormes feitos de ouro, prata e pérolas, com jardins elevados, fontes perfumadas e vales frescos e sombrios. As montanhas serão feitas de almíscar e os vales de pérolas e rubis.

Grandes riquezas: todo mundo vai ter roupões luxuosos, jóias preciosas e perfumes requintados. As pessoas irão se deitar em sofás embutidos com pedras preciosas e ouro e comerão de pratos de valor incalculável.

Além da praticidade dessas promessas, alguém realmente acha que é isso que os humanos precisam para ser felizes? O Paraíso Islâmico soa mais como o inferno para mim.

Aprendemos muito nos últimos 1.400 anos sobre o que realmente faz as pessoas felizes, e com certeza que não é comer em demasia e ou ter sexo em quantidades industriais que torna as pessoas felizes. Nem sequer toda aquela grande riqueza que irá fazer o homem feliz (de fato, o conceito de ser rico não tem sentido quando todos tem o mesmo).

Ser garantido o essencial para a vida é que é importante. Mas isso não faz as pessoas felizes, apenas remove a ansiedade, o medo e a miséria. As pessoas ficam felizes quando se sentem valorizadas, respeitadas e amadas, quando sentem que são tratados de forma justa, vivem com pessoas que se respeitam e confiam, e quando são capazes de contribuir com algo para os outros.

As pessoas precisam de estabilidade, mas com entretenimento, diversão e novidade.

As pessoas gostam de aprender e desenvolver, definir metas e alcançá-las. Nós amamos fazer coisas com as nossas mãos, criar coisas com as nossas mentes e resolver problemas.

O Paraíso Islâmico reflete as suas origens. Foi concebido para apelar para as pessoas que não tinham o essencial para viver e trabalhou a partir da premissa de que dar às pessoas uma abundância das coisas que lhes faltavam, as fariam felizes. 
Mas não.

Sabemos agora que um homem com dinheiro mais do que suficiente, não é necessariamente mais feliz do que um homem com apenas o dinheiro suficiente.

O projeto islâmico "pós morte" é fundamentalmente FALHO, o que mostra que ele é um grosseiro mecanismo do estilo de pau com uma cenoura presa na ponta, para encorajar os fiéis a se comportarem como os autores da religião assim desejaram. 

E nada mais.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 18 de dezembro de 2016

O propósito da vida



Não há razão para estarmos aqui, não há propósito, nem há necessidade de haver. Mas estamos. Estamos porque este planeta reuniu as condições necessárias para que a vida orgânica surgisse. Como estamos cá, o que devemos fazer é tentar viver a nossa vida orgânica (que é limitada) o melhor que nos for possível e tentar fazer com que a vida dos outros também o seja. Se pudermos viver bem, tornar a vida dos outros melhor e até mesmo deixar um legado bom, então esse é um excelente propósito.

O universo está-se a cagar para nós. O universo não pensa, não é consciente, não tem preocupações. O universo apenas É. Apenas "age" de acordo com leis da física, leis naturais. Portanto, nós não temos qualquer propósito que não seja aquele que queiramos dar às nossas vidas.

Por Rui Batista