quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O poder da fé



A fé é muito mal vista pelos não crentes, mas eu não acho que eles percebam isso. A fé tem certas capacidades que não correspondem a nenhuma outra maneira de pensar: tem um PODER quase INIMAGINÁVEL quando usado corretamente.

Eis alguns dos benefícios extraordinários que só a fé oferece. A fé pode:

» Remover TODAS AS DÚVIDAS, mesmo quando não há evidências para apoiar uma crença.
» Fazer provas em contrário COMPLETAMENTE INVISÍVEIS para que tu não tenhas que as ter em conta.
» Dar-te a confiança para argumentar pontos de vista controversos contra especialistas, mesmo tu não sabendo nada sobre o tema em debate.
» Dar-te a visão para acreditares em coisas que as pessoas sem fé sabem ser um completo absurdo.
» Permitem que tu transcendas as limitações da LÓGICA CLÁSSICA !!
» Fornece tudo isso e desativa a opção "RESPOSTA EMBARAÇOSA" que inibe as pessoas normais.

Com esse poder, não há razão alguma para não usar a fé em todas as oportunidades. 
Bem, talvez uma - se tu quiseres que as tuas crenças sejam verdadeiras, é uma grande merda.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A lógica não perdoa.



- Eu acredito em Deus. 

- Ok. Quantos deuses os já homens adoraram?
- Não sei, provavelmente milhares. 
- É verdade, mas tu acreditas que apenas um deles é real? 
- Sim. Os outros são todos inventados. 
- Então, se tu escolheres aleatoriamente um deus, quais são as chances de esses ser o verdadeiro? 
- Eu estou a ver onde tu queres chegar, mas eu não escolhi aleatoriamente um Deus.
- Tu acreditas no mesmo deus em que tua família acredita? 
- Sim... 
- Tu escolheste a tua família porque eles acreditam no deus que é o verdadeiro? 
- Claro que não. 
- Então, foi por acaso que tu nasceste nessa família e não noutra, o que é um caso aleatório, certo? 
- Eu suponho que sim. 
- Então, se tu escolheres aleatoriamente um deus, quais são as chances de esse ser o verdadeiro? 
- Bem, seria uma hipóteses em alguns milhares, mas o meu Deus é verdadeiro.
- Se tu nascesses numa família diferente com um deus diferente, não irias dizer a mesma coisa?
- Humm, eu suponho que sim. 
- Então, se tu escolheres aleatoriamente um deus, quais são as chances de ele ser o verdadeiro?  
- Foda-se!...

Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O Primeiro Ministro do Cafiristão



Certa feita se reuniram muitas pessoas para debater a melhor forma de convidar o Primeiro Ministro do Cafiristão para uma solenidade a ser realizada em breve.

Depois de algumas horas de discussão, ficou claro que uma parte do grupo não acreditava sequer que exista o Cafiristão. Foram ameaçados de prisão e expulsos da sala.

A seguir iniciou-se aceso debate sobre se o Cafiristão tinha um sistema parlamentarista ou presidencialista. Logo ficou evidente que um grupo tinha certeza de que o país tinha um sistema presidencialista e, portanto, não poderia ter um Primeiro Ministro. Foram ameaçados de prisão e expulsos da sala.

Logo em seguida começou um debate, que se estendeu por várias horas, sobre se o Primeiro Ministro em questão se chamava Ali Akolá ou seu nome era outro. Ficou claro que muitos achavam que seu nome era outro e cada um propunha um. Foram todos ameaçados de prisão e expulsos da sala.

E assim o debate continua até hoje. Ninguém ainda descobriu a melhor forma de convidar o sujeito e muitos ainda continuam discordando, sendo ameaçados de prisão e expulsos da sala.

Se você acha essa estória bizarra, saiba que foi exatamente assim que se estabeleceu a doutrina religiosa em que você acredita.



domingo, 11 de dezembro de 2016

Não confiem na ignorância



Algumas pessoas dizem que acreditam em deus porque não compreendem como é que, sem deus, o universo poderia existir. Ou porque também não entendem como a vida pode surgir da matéria inorgânica, ou como a inteligência pode existir sem deus.

São pessoas que admitem que a sua ignorância as leva a deus, mas essas pessoas não podem negar que um dia poderemos vir a descobrir como todas essas coisas aconteceram sem ele. Estas não são mais que as pessoas que baseiam suas vidas no que não sabem, ao invés do que sabem.

Também há outras pessoas que dizem que acreditam em deus porque não percebem como é que sem deus, um espermatozóide e um óvulo podem criar uma vida humana ou como o amor ou a moralidade podem existir. Alguns até dizem que não sabem como poderia simplesmente chover sem deus. Essas pessoas também crêem em deus através da ignorância. Mas, neste caso, elas baseiam suas vidas no que não sabem, mas que deveriam saber.

Aqui está minha dica para qualquer pessoa de ambos os grupos: 
baseia a tua vida no que tu sabes, não no que tu não sabes. Não construas tudo sobre uma fundação de ignorância. Porque tu não podes confiar na ignorância.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O argumento da moral contra deus



Eu não consigo entender por que é que algumas pessoas argumentam que a moralidade é uma prova de que deus existe. Na verdade, a moralidade é uma evidência de que deus NÃO existe.

É fácil de entender por que é que os seres humanos gostam de ter regras de conduta. As regras, tais como "não matar ou prejudicar o próximo", "não tomar a propriedade do vizinho" ou "ajudar os teus vizinhos quando estão em necessidade", tornam a vida mais tolerável para a maioria das pessoas. As comunidades que adoptaram tais regras, podem ter sido mais capazes de sobreviver, uma vez que teriam desperdiçado menos tempo e recursos em disputas entre si. Isso lhes daria mais tempo e atenção para defender a comunidade contra ameaças do exterior, tal como mais entreajuda noutros problemas comunitários. Surgiria assim, uma forma de seleção natural que iria favorecer as comunidades com regras eficazes.

Fazer e impor essas regras, é tão natural como a construção de abrigos para fornecer calor e proteção contra os predadores. E nenhum deus é necessário para que tais coisas aconteçam. Além disso, à medida que as crianças são instruídas nestas regras, é possível ver com o tempo, as regras a serem estabelecidas como parte do sistema de valores compartilhados na comunidade.

Devemos esperar que os seres humanos cometam erros e mudem as suas regras morais à medida que aprendem, mas um deus perfeitamente moral deve criar as regras certas logo de princípio. E esta é uma diferença útil, pois vai nos permitir fazer previsões e procurar provas: se os seres humanos fizerem as regras, poderemos ver as regras serem alteradas ao longo do tempo; mas se Deus fez as regras, não podemos esperar ver mudanças algumas.

É claro que a moral mudou dramaticamente nos últimos três mil anos. A moral mudou em todas as sociedades que conhecemos, embora mais rápidas em algumas e mais lentas em outras. E mais especificamente, o mundo afastou-se abruptamente da moralidade bíblica. Além das proibições fundamentais contra o assassinato, o roubo e o perjúrio (que já antecediam a Bíblia há muito tempo), grande parte da moralidade que se dizia ser transmitida por deus na Bíblia, foi abandonada.

Por exemplo, há muito que não consideramos ser moral, capturar, comprar, vender ou manter pessoas como escravos. Não aceitamos que as mulheres sejam propriedade de homens ou que ainda seja aceitável para um homem vender a sua filha como concubina. Não consideramos que seja moral matar pessoas, destruir cidades e seus filhos, por adorarem outros deuses. Nem consideramos o genocídio moral e nem sequer achamos correto que um homem mate um filho por ser rebelde e teimoso. A lista das leis morais que agora consideramos imorais, é longa, mas estes poucos exemplos ilustram algo muito importante.

E que conclusões podem ser tiradas destas evidências? Eu vejo três possibilidades:

1. As leis morais entretanto abandonadas estão corretas e nós estamos errados em abandoná-las. 
2. Deus deu essas leis e erradamente pensaram que eram morais. 
3. As leis morais bíblicas foram criadas por homens que as fizeram passar como leis de Deus.


Somente a opção (3) faz sentido. Isso não prova que deus não existe, mas enfraquece a Bíblia como um livro derivado de deus e mostra, pelo menos que parte da Bíblia, é uma ficção criada pelos homens.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell.


sábado, 3 de dezembro de 2016

Um deus ou muitos?



Alguns teístas pensam que a existência do universo é uma sólida razão para acreditar que um Deus criador existe*. Mas eles ficam presos no passo seguinte que é o mostrar que esse deus criador é exatamente o que eles adoram. Para contornar isso, os teístas dizem que há apenas um deus, mas diferentes culturas usam nomes diferentes para se referir a ele. Assim, Yahweh, Brahma, Odin e Tlaloc são efetivamente a mesma divindade de acordo com este argumento.

Uma breve investigação mostra que este argumento está errado. Quando olhamos apenas para esses quatro deuses, podemos encontrar diferenças tão grandes que inviabilizam a possibilidade de ser o mesmo deus. Por exemplo, alguns são corpóreos, "materiais" e um é imaterial. Os deuses que são "materiais" têm aparências bem diferentes. Alguns desses deuses fazem parte dum panteão de muitos deuses, e um é o único deus. Alguns têm esposas e outros não. Alguns nasceram e outros não.

Três desses deuses são deuses criadores, mas eles criaram o mundo de maneiras muito diferentes (e todos eles de formas erradas).

Há também grandes diferenças no que esses deuses exigiam dos homens. Por exemplo, apenas Tlaloc exigia o sacrifício de crianças para fazer cair a chuva das suas lágrimas. 
E eu apenas olhei para quatro deuses, mas há milhares para escolher: eles variam entre corpos celestiais a animais, a objetos inanimados, aos ventos, aos rios, às montanhas, aos seres humanos e a uma entidade imaterial, omnipresente.

Os cristãos nem precisam se dar ao trabalho de aprender sobre esses diferentes deuses, eles só precisam ler as suas próprias escrituras. O segundo mandamento diz: "Não terás outros deuses diante de mim". Por que Deus teria ordenado isso se todos os homens estivessem realmente adorando o único deus verdadeiro?

Aceito que os teístas acreditem genuinamente em alguns dos seus argumentos, mas este é tão obviamente errado que só posso vê-lo como desonesto.


*Não existe.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O que Jesus e Hércules tem em comum?



Na mitologia grega, Anfitrião era o marido de Alcmena, a mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com Alcmena, e o deus Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão.

Com a gravidez de Alcmena, uma grande confusão foi criada, pois evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.

No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida do deus.

Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules.

A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa".

Portanto, ANFITRIÃO é sinónimo de CORNO MANSO e FELIZ!

Maaaaas agora tente fazer algumas trocas:

1º Troque Anfitrião por José, 
2º Troque Alcmena por Maria, 
3º Troque Hércules por Jesus

Pronto, tu descobriste o grande conto romano de Mitra.

Como se pode ver, em contos de fadas é sempre assim:
Mudam-se os atores mas conserva-se sempre o enredo



domingo, 27 de novembro de 2016

Quem deve ser castigado?



Imagina que eu escrevi um programa inteligente para computador, inteligente de tal modo que poderia aprender mais e mais ao acessar o Google. Imagina que eu queria que o programa aceitasse que existe um deus, e coloquei essa ideia no código do programa.

Mas, depois de dois anos de pesquisa ininterrupta no Google, 24 horas por dia, o programa acabou por concluir que não há deus algum.

Quem seria culpado? Eu ou o programa?

Se eu julgasse necessário impor um castigo por este mau funcionamento, quem deveria ser punido, eu ou o programa?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

Reflexão sincera dum ateu



Eu sinceramente não consigo entender como é possível alguém chegar aos 15 anos de idade, morando numa área urbana, sendo alfabetizado e seguindo os estudos regulares na escola enquanto fala sozinho, profere frases dirigidas a seres invisíveis, se ajoelha, faz sinais bizarros, canta e dança na frente de estátuas de gesso ou quadros na parede.

Participa de procissões onde um grupo de pessoas anda de um lado para outro carregando imagens de barro, com velas acesas nas mãos, entoando canções e orações dirigidas a seres que de fato eles nunca viram.

Evita comidas que são saudáveis e nutritivas, se abstém de beber álcool mesmo de forma moderada, foge de estímulos sexuais normais, desenvolve ódio contra pessoas que não conhece a passa a ter medos reais de coisas imaginárias.


sábado, 26 de novembro de 2016

Por que tu realmente acreditas?



Com poucas excepções, eu não acho que os crentes sabem por que é que acreditam. A maioria dá argumentos idiotas para as suas crenças. E estes argumentos são sempre facilmente refutados, são argumentos sem valor, eles não passam de apenas serem uma tentativa de racionalizar o motivo por os crentes acreditarem.

Se os crentes fossem honestos, diriam que acreditam porque se sentem apoiados, ou porque os fazem sentir-se seguros, amados e por fazerem parte duma comunidade em que se entre ajudam. Mas eles não são honestos, então eles dão estas desculpas esfarrapadas.

Acreditar é fácil: é o padrão humano. Mas não acreditar em coisas de que foram programados para acreditar, e é esperado acreditarem, é difícil.

E a maioria das pessoas não está à altura.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell