quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Coisas que os teístas ignoram





1. Deus. 
Para um ateu, Deus é um conceito. A suposta Divindade não é um ser real, mas apenas ideal, já que só existe no plano das ideias. As divindades foram criadas pelo homem desde o primeiro momento em que adquirimos consciência de nossos tormentos: a morte, os perigos, nossas angústias, etc. A partir daquele instante precisamos de uma proteção e buscamos uma divindade que nos resguardasse. Nossos primeiros protetores eram os fetiches, totens, xamãs, etc, etc. Depois essas entidades foram se transformando em deuses e finalmente no Deus único (Algumas sociedades ainda mantêm o politeísmo). 

2. Os Livros Sagrados. 
Os livros santos de todos os credos são fábulas mitológicas, são narrações que foram sendo recontadas, recriadas, expurgadas, adicionadas, reinterpretadas durante milénios. Primeiro de forma oral, depois escritos. Eram textos sobre pedras, madeira, folhas, couros ou peles, numa linguagem precária, sempre variando conforme aquela regra: Quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. 

3. As Religiões. 
As religiões são superstições mais elaboradas. Mais elaboradas porque no decorrer de sua formação elas foram criando seus livros, sua literatura, doutrina, teologia, sua própria cultura, o que serviu para o estabelecimento de sua respeitabilidade. As crenças, alicerçadas sobretudo no auto engano e nos medos, mantiveram-se por toda a história da humanidade graças aos costumes, tradições, doutrinação, educação e conveniências de poder. Seus dogmas então estabelecidos levaram a muitos morticínios, dezenas de milhões morreram em seus conflitos, desde as guerras mais antigas, como também nas Cruzadas, na Guerra dos Trinta Anos, na Inquisição, na Noite de São Bartolomeu, nas guerras papais e em outros milhares de lutas religiosas, maiores ou menores. (Os conflitos entre shiitas e sunitas há séculos matam milhares a cada ano). 

4. Jesus Cristo. 
Se um homem chamado Jesus Cristo viveu há dois mil anos dizendo e fazendo todas as proezas que lhe atribuem, por que ele só figura nos Evangelhos? Por que ele não aparece na história nem na literatura romana, grega, judaica ou outra da mesma época? Não seria ele um personagem imaginado pelos muitos místicos daquele tempo, conforme muitos afirmam? Ademais, todas as narrativas sobre esse Homem-Deus têm todas as características das mitologias. Porém mesmo que Jesus existisse, existe um abismo entre sua existência humana e a demonstração de sua divindade. 

5. O Universo. 
Por que existe o Ser ao invés do Nada? Se o Ser não pode ser criado do Nada; se o Nada não existe; se qualquer nicho do Universo está repleto de partículas; se cada partícula está permanentemente em movimento; então a estrutura do Universo, de alguma forma, sempre existiu por sua própria contingência imanente. 

6. As Provas de Deus. 
As supostas provas de Deus não vão além de alegações, todas elas refutadas. 

7. A Moral. 
Os religiosos costumam evocar Deus como fonte da moral, o fundamento da ética. Mas este argumento torna-se inconsistente se confrontado com os inumeráveis horrores praticados pelo homem por inspiração dos livros santos e de seu Deus. E os mandamentos divinos são tão contraditórios que os próprios crentes são obrigados a selecionar quais devem prevalecer ou que interpretações devem ter. Já a ética é um imperativo decorrente da própria necessidade da convivência humana. 

8. A Vida. 
Só estamos aqui porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas e depois evoluíram.

Sem comentários:

Enviar um comentário