segunda-feira, 13 de março de 2017

Pensando o impensável



Se tu és muçulmano, há uma boa chance de que, seja qual for a incerteza que tu vês no mundo, o teu Deus não seja uma delas. É muito provável que tu digas que sabes que Deus existe e que o teu Deus é o único Deus, é provável que tu estejas CERTO que Maomé foi o último profeta escolhido por Deus e o Islão é a única religião perfeita.

Provavelmente tu estás tão certo sobre essas coisas que é IMPENSÁVEL questioná-las. Mas se essas coisas são verdadeiras, por que é que questioná-las é impensável? Se essas coisas forem verdadeiras, pensar nelas apenas deve confirmar a tua confiança nelas. E, se elas não são verdadeiras, tu só podes descobrir isso se pensares sobre elas.

Então, como é que tu pensas sobre o "impensável"?

Podes começar perguntando a ti mesmo como é que sabes que as tuas crenças são verdadeiras. Tu podes eliminar algumas razões muito facilmente. 

Tuas crenças são verdadeiras porque mais de mil milhões de pessoas as compartilham. Se o número de crentes fosse um teste válido, o cristianismo seria verdadeiro. E antes disso o paganismo romano teria sido verdadeiro ...

As tuas crenças são verdadeiras porque as pessoas que tu amas e respeitas te disseram que são verdadeiras. Se este fosse um teste válido, o hinduísmo também seria verdadeiro. Na verdade, todas as religiões seriam verdadeiras.

Tu podes ser convencido por alguém que te disse que o Corão é perfeito e a perfeição só pode vir de Deus. Mas será que é realmente perfeito?

Para descobrir tu terás que o ler. E terás que o ler, não com a intenção de provar que ele é perfeito, mas com a intenção de descobrir SE é perfeito. Se tu não podes abordar a tarefa com essa atitude, então não a faças porque estarás apenas desperdiçando o teu tempo.

Ele contém versículos que mostram uma compreensão precisa do universo ou apenas se assemelha à compreensão que uma pessoa do séc VII poderia ter do Universo? Para ser perfeito, NÃO pode haver erros, nada que tenhas que vir a explicar. Tudo isso deve ser claro, inequívoco e correto.

Ou tu podes pensar em outras razões que mostram que Deus é real. Mais de 30 argumentos para a existência de Deus foram-nos oferecidos ao longo dos séculos e todos eles foram mostrados como inválidos. 

Se tu te atreves a pensar o impensável, com o que é que ficas? Tu ficarás com as crenças que te foram ditas como verdadeiras quando eras uma criança e que foram reforçadas quando cresceste porque elas eram profundamente acreditadas por quase todas as pessoas importantes que tu conheceste.

Isso explica porque a crença religiosa é uma consequência da geografia e da família. Olha para um mapa das religiões do mundo e ele é claro: as crenças religiosas são passadas de pessoas para pessoas, e não de Deus para as pessoas.

Pensar o impensável poderia mudar a tua vida, e isso poderia mudar o mundo.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell



domingo, 12 de março de 2017

Deus e o problema dos Infinitos



A questão de um Primeiro Motor Imóvel ou de uma Causa que não foi causada é que essencialmente essas coisas não EXISTEM. 

Tratam-se de soluções BOUÇAIS para os problemas causados pela noção de INFINITO. Se a cada movimento existe um movimento anterior e assim ao infinito, NÃO EXISTE um “primeiro motor” porque sempre se aplicará a ele a necessidade de explicar “Como se move?”. 

O mesmo vale para uma “causa primeira”. Qualquer causa tem que por sua vez ter uma causa. Dada qualquer causa “primeira” podemos sempre perguntar “O que causou a causa primeira?”. Dado um número suposto INFINITO, sempre podemos imaginar o acréscimo de MAIS UM a ele. 

É impossível imaginar um número “específico” que seja “o infinito” porque a ele sempre poderemos acrescentar MAIS UM. Logo, as soluções como o “Primeiro Motor” ou a “Causa não causada” não passam de meros exercícios de retórica já que NÃO PODEMOS IMAGINAR o que seja isso.

Versão para leigos:

Imagine um número muito grande. Imaginou? Você entende que para qualquer número por maior que seja que você imagine, pode haver um imediatamente maior bastando acrescentar +1?

Você entende que poderíamos repetir esse raciocínio indefinidamente? Esse é o conceito de um “número infinito”.

Mas a questão é que você PODE imaginar o “seu” número infinito, mas você NÃO PODE dizer praticamente NADA sobre ele. Ele seria um número par ou ímpar? Seria divisível por 7 ou por 9? Seria um número primo?

Você não saberá nunca porque se você estabelecer “seu” número infinito e disser que ele é PAR, posso dizer que ao “seu” número pode ser somado +1 e aí ele vira ÍMPAR. O mesmo acontece com todas as outras propriedades. Se é divisível por 7 ou 9, ao somar +1 pode não ser mais e assim por diante.

O mesmo acontece com o Primeiro Motor de Aristóteles ou a Primeira Causa Eficiente de Santo Tomás de Aquino. Você não pode nunca saber NADA sobre eles porque a cada “motor” de Aristóteles posso imaginar um “motor” ainda mais remoto. A cada “Primeira Causa” posso imaginar uma causa ainda anterior a ela.

Assim, como NÃO posso dizer NADA sobre o Primeiro Motor Imóvel e nem sobre a Primeira Causa Eficiente, não posso também dizer que são “Deus” como os teólogos medievais faziam.



Isso é religião



Se António Carlos da Silva declara ter nascido de uma mulher virgem, você dá risada.

Se Maria Aparecida dos Santos diz ter transformado agua em cachaça, você dá uma boa risada.

Se Severino de Oliveira declara que andou sobre a água num açude em Vitória da Conquista, você cai na gargalhada.

Se José Alfredo Pereira declara que foi atropelado por um trem, morreu e ressuscitou uns dias depois, você chama um psiquiatra.

Mas se alguém afirma tudo isso do filho de um carpinteiro na Palestina, você muda de expressão, juntas as mãos e diz com voz grave: “É claro que é verdade”.

Isso é religião...





sábado, 11 de março de 2017

O Tora e o Talmude



O Tora e o Talmude, ambos compilados esmagadoramente durante e depois da época que passaram na Babilónia, são um bombardeamento mental de leis altamente detalhadas regendo cada área da vida de uma pessoa. Não existe possibilidade alguma disso ser dado por "Deus" no topo de uma montanha. 
Os levitas escreveram isto e então inventaram Moisés para esconder este fato. Outras "leis" são, constantemente adicionadas, ou revistas desde então, para abranger todas as eventualidades. As páginas destes textos levitas contém um constante e revoltante tema de extremo racismo contra não judeus e a necessidade de "destruir totalmente" qualquer um que os desafie, exatamente o jeito que Manly Hall descreveu os métodos dos sacerdotes de magia negra. Eles encorajam assassinato e violência intencional de todo tipo concebível. O Talmude deve ser o documento mais racista na Terra. 
Aqui estão somente uns poucos exemplos da profundidade de sua doença espiritual:

“Somente os judeus são humanos, os não-judeus não são humanos, mas gado” Kerithuth 6b, página 78, iebhammoth 61

“Os não-judeus foram criados para servir os judeus como escravos” Midrasch Talpioth 225.

“Relação sexual com não-judeus é como relação sexual com animais” Kethuboth 3b

“Os não-judeus têm que ser evitados mais até que porcos doentes” Orach Chalim 57, 6ª

“A taxa de natalidade dos não-judeus tem que ser suprimida maciçamente” Zohar 11, 4b

“Como você substitui vacas e burros perdidos, assim você substituirá não-judeus” Lore Dea 377, 1






sexta-feira, 10 de março de 2017

A blasfémia e a criatura no seu sótão



Imagina que tu conheces alguém que acreditava fortemente que havia uma criatura vivendo no seu sótão. Uma criatura que viu cada um dos seus movimentos e poderia influenciar a sua vida para melhor ou para pior. E ele acreditava que esta criatura precisava ser apaziguada de modo que realizava rituais regulares como cantar e louvar.

Naturalmente, tu serias céptico. Tu irias gostar de descobrir se havia alguma verdade nessa sua crença. E a tua conversa poderia ser algo como isto:

Tu: Podes mostrar-me essa criatura?

Ele: Não. Não posso fazer isso. Não pode ser vista.

Tu: Então, como é que tu sabes que ela está lá no sótão?

Ele: Eu ouvi-a. Ele fala comigo e eu respondo-lhe.

Tu: Ok, eu posso ouvir a vossa conversa?

Ele (balançando a cabeça): Não. Não funciona assim. Tu tens que acreditar que é real antes que possas falar com ele.

Tu: Mas como é que eu posso acreditar que é real se eu não posso vê-lo ou falar com ele, e apenas tenho a tua palavra que ele está lá?

Ele: Oh, é definitivamente real. É tão real para mim como tu estás aqui e agora.

Tu: Eu entendo que tu acreditas, mas como posso acreditar tendo apenas a tua palavra?

Ele: Tu podes duvidar de mim, mas não podes provar que ele não está lá em cima, ou podes?

Tu: Eu acho que não posso ...

Ele: Tens que ter fé. Junte-te a mim nos meus louvores diários e logo tu vais acreditar também. Tu verás a luz e tua vida será alterada. Essa é a única maneira!

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Se esta história te parece um tanto louca e familiar, tens razão, pois ela é. Há apenas uma diferença entre o personagem desta história e os milhares de milhões que acreditam em deuses invisíveis. A diferença é que o interlocutor da história acima, é a única pessoa que acredita na criatura invisível no seu sótão.

Por causa disso, não só não acreditarias na sua história, mas também concluirias que ele precisava de ajuda profissional para a sua desordem psicológica delirante. E tu estarias certo!

Esta história ilustra a verdadeira natureza das religiões. As religiões são desordens delirantes institucionalizadas. É por isso que eles tentam tão fortemente se certificar de que todos são crentes, pois cada descrente é uma ameaça! Quanto mais descrentes há, mais os crentes que estão mais próximos, começam a ficar como o homem nesta história: indivíduos isolados acreditando em coisas altamente improváveis ​​que não podem ser evidenciadas como verdadeiras.

As religiões empregam várias técnicas para nos desviarem desta conclusão tão óbvia. Mais importante ainda, eles ensinam as crianças a acreditar numa idade quando são impressionáveis ​​e acríticas, a chamada doutrinação. Os líderes religiosos também costumam usar roupas espalhafatosas ou impressionantes, e afirmam ter um relacionamento privilegiado com essa sua criatura invisível.

Assim, eles procuram isolar as suas crenças fantasiosas ​​e não fundamentadas, da crítica. Tentam promulgar o respeito pelas crenças religiosas, como uma norma cultural. Às vezes, eles ainda procuram tornar a crítica às suas crenças religiosas, como uma ofensa legalmente punível.

Não consigo pensar em nada mais condenatório da crença religiosa do que a existência das leis de blasfémia. É uma admissão de que essas crenças são tão frágeis e indefensáveis que deveria ser um crime desafiar a sua verdade ou realidade.

A verdade e a realidade não precisam ser defendidas por lei. Eles podem cuidar de si mesmas.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 9 de março de 2017

Rei Salomão, mito ou real?



O Rei Salomão e seu templo são mais simbolismos. Não existe, novamente, evidências apartidárias (religiosas independentes) para uma pessoa chamada Rei Salomão. Nenhuma vez seu nome apareceu em alguma inscrição. Antes que os levitas escrevessem seus textos, o historiador grego Heródoto (485 – 425 a.C.), viajou e pesquisou as terras e a história do Egipto e Oriente Próximo. Ele não escutou nada sobre o império de Salomão, do êxodo em massa dos israelitas do Egipto, ou da destruição do exército egípcio que os perseguia no Mar Vermelho. Nem Platão escutou nada em suas viagens pela mesma área. Porquê? Porque é tudo invenção. As três sílabas em Sol-om-on (Salomão) são todos nomes para o Sol em três línguas. Manly P Hall escreveu que Salomão e suas esposas e concubinas eram simbólicas dos planetas, luas, asteróides e outros corpos receptivos em sua casa – a mansão solar.

O Templo de Salomão é simbólico do domínio do Sol. Na lenda talmúdica, Salomão é apresentado com um mago, mestre que compreendia a Cabala e expulsava demônios. Isto é mais simbolismo do conhecimento secreto restrito às estórias fabricadas da „história‟ hebraica. O livro dos Reis e Crônicas, que recontam a construção do Templo de Salomão, foram escritos entre 500 e 600 anos depois dos eventos que eles supostamente estão descrevendo. Cronistas hebreus do Templo de Salomão são tão excessivamente abusivos que é hilário. Ele supostamente ocupou 153.600 trabalhadores por sete anos e seu custo, calculado por Arthur Dynott Thomson, teria sido £6.900 milhões (6.900.000.000 libras). E Thomson estava escrevendo em 1872! O que isso seria hoje? Tais valores são ridículos e, todavia, mais exemplos do faz-de-conta por trás dessas estórias (fábulas). Elas são simbólicas, não literais. Um outro ponto. Se Salomão não existiu, por que nós deveríamos acreditar que seu „pai‟, Rei David, existiu?

Assim como é a ideia da linhagem Rei David-Jesus sendo levada para França por „Maria Madalena‟ e tornando-se os merovíngios como sugerido em muitos livros nos últimos anos. Como o erudito e pesquisador, L. A. Waddell, salienta: “Não existe absolutamente nenhuma evidência inscrita (registada) seja o que for, nem nenhuma referência antiga grega ou romana, para existência de Abraão ou qualquer dos patriarcas ou profetas judeus do Velho Testamento, nem para Moisés, Saul, David, Salomão, nem qualquer dos Reis judeus com a mera exceção de dois, ou no máximo três, dos últimos reis.” As consequências de tudo isto para o povo que tem se autodenominado judeu, e para a humanidade em geral, têm sido bem estarrecedoras.



quarta-feira, 8 de março de 2017

Os ateus amam você



Se és ateu e comentas sobre as minhas publicações na minha timeline ou página, por favor, sê respeitoso para com os cristãos, muçulmanos e outros crentes que possas encontrar aqui. Esses crentes teimam obstinadamente em deixar de compreender conceitos elementares para ti e eles tem por hábito de repetir argumentos que tu sabes que já foram refutados há séculos atrás. Eles podem estar convencidos de que a voz na sua cabeça é do criador do universo, em vez da sua própria voz interior.

Eles podem ficar com raiva e chamar-te nomes ou dizerem que tu és o Anticristo ou que tu adoras Satanás (apesar do fato de tu teres-lhe dito que não acreditas em Satanás). Eles podem até ameaçar-te com torturas, morte ou reencarnares como uma lesma.

Por favor, mantém-te calmo e sê gentil com eles. As pessoas confusas, fracas de capacidades cognitivas, precisam de ajuda. Demorou muito e houve um grande esforço para os tornar assim, e irá demorar muito mais, bastante amor e uma enorme paciência para os tornar bem novamente ou simplesmente os curar.

Vamos lá mostrar que os ateus sabem ser bons para além de serem inteligentes.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

domingo, 5 de março de 2017

Jesus? Qual Jesus?



Se você tivesse uma máquina do tempo e voltasse para a Palestina judaica do começo do século 1 em busca de Jesus, iria ter dificuldades para encontrar o Jesus certo. Para todo lugar que olhasse, veria líderes religiosos, profetas e curandeiros. Alguns contavam com mais seguidores que Cristo. E um deles tinha até o mesmo nome.

A profusão de místicos não era uma situação corriqueira para os judeus. Depois de 400 anos de relativo silêncio na religiosidade popular judaica, Jerusalém e seus arredores estavam cheios de pessoas prometendo saúde, prosperidade, liberdade ou vida eterna. Jesus era só mais um deles.

Apolônio de Tiana passou poucas vezes pela cidade mais importante do judaísmo, mas seus ensinamentos foram espalhados por ali e todo o mundo conhecido no período, da Espanha à Índia. Simão, o Mago, curava doentes, tinha centenas de seguidores e, dizia-se, conseguia levitar. Banus vivia isolado do mundo e organizava rituais complicados de purificação com água – assim como João Batista, outro profeta mais popular do que Cristo em sua época. Eleazar fazia sessões de exorcismo à base de espirros. Simão, o Essênio, era especialista em interpretar sonhos. Já Jesus, filho de Ananias, quase teve o mesmo destino de Jesus de Nazaré.

Ao longo do 1º século da era cristã, pelo menos 10 pessoas diferentes se declararam “messias”, expressão que significa “o consagrado” e remete à profecia de um descendente do rei judeu Davi que iria reconstruir Israel em toda a sua força. É por isso que os Evangelhos dizem que Jesus nasceu em Belém, a terra de origem do rei mítico, enquanto os historiadores acreditam que ele veio ao mundo em Nazaré, na época um pequeno vilarejo de apenas 500 habitantes.

A região era um cadinho de seitas e crenças. Os judeus estavam lá, mas também havia a influência do mitraísmo persa e de cultos anímicos (sem contar os egípcios e seus deuses, ali pertinho). A invasão romana catalisou pregadores que anunciavam o apocalipse, que se misturavam a exorcistas e todo tipo de curandeiro. Na página ao lado e nas próximas, você vai conhecer alguns dos mais influentes.

1. Apolónio de tiana
Os relatos sobre Apolónio, que datam do século 3, o apresentam como um grande filósofo e um dos profetas mais populares do século 1 – muito mais do que Jesus. Nascido por volta de 2 a.C., foi educado segundo os princípios de Pitágoras. Aos 20 anos de idade, fez um juramento de silêncio por 5 anos. Depois, teria viajado até a Índia. Na volta, passou por Roma e Grécia, onde foi recebido como mágico e curandeiro, capaz de ressuscitar mortos. Construiu uma escola em Éfeso (Turquia), onde repassou seus ensinamentos, incluindo uma dieta vegetariana, até morrer, em 98. Seus discípulos continuaram ativos por pelo menos 150 anos.

2. Simão, o Mago 
No livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, Simão tenta comprar dos discípulos de Jesus o poder de fazer milagres. Nos Atos de Pedro, ele levita, até que Pedro reza para que ele caia no chão” sua perna quebra em três lugares e ele morre em consequência dos ferimentos. Tanta atenção em textos bíblicos indica que o profeta era concorrente dos cristãos. Nascido na Samaria, pregou seus ensinamentos desde o Egipto até Roma, incluindo a Palestina, e deixou seguidores, os simonianos, que só desapareceram no século 4. Para Simão, existiam duas encarnações de Deus na Terra. Ele era uma delas e a outra era Helena, uma prostituta com quem se casou.

3. Honi 
Chamado “traçador de círculos”, por ter o hábito de meditar desenhando na areia, Honi Ha-M’agel era considerado por alguns rabinos o filho de Jeová enviado à Terra. Vivia isolado e comia o menos possível. Em uma de suas orações dentro do tal círculo, interrompeu um longo período de seca. Na ocasião, teria discutido com Deus, dizendo que só sairia do lugar se chovesse – e ainda reclamou da qualidade da chuva. O Talmude, o livro sagrado judeu, diz que ele caiu em um longo sono de 70 anos e depois despertou. Também era conhecido como grande estudioso. Como Jesus, atribuía seus milagres à fé de quem os pedia.

4. João Batista 
Primo de Jesus, de acordo com o Evangelho de Lucas, foi quem o batizou, no rio Jordão. Como líder religioso, João preparava seus discípulos para o fim do mundo. De acordo com o Novo Testamento, vestia peles, comia mel e gafanhotos e era tratado como uma reencarnação do profeta Elias. Era muito mais popular do que Jesus. Nascido em 2 a.C., em uma aldeia nos arredores de Jerusalém, morreu no ano 27 a mando de Herodes Antipas 1º (10 a.C. 44), governador da Judeia. Seus discípulos eram numerosos e mantiveram uma religião por 3 séculos. A forma como João praticava o batismo foi incorporada pelos discípulos de Jesus.

5. Jesus de Ananias 
Jesus era um nome muito comum na Palestina da época” tanto que, no ano 63, o sumo-sacerdote Jesus, filho de Damneu, foi substituído por Jesus, filho de Gamaliel. O Jesus filho de Ananias veio da zona rural e, em 62, circulou pelas ruas de Jerusalém profetizando a destruição do templo (a profecia se cumpriria 8 anos depois). De acordo com o historiador Flávio Josefo, ele repetia, aos gritos: “Uma voz do oriente, uma voz do ocidente, uma voz dos 4 ventos; um voz contra Jerusalém e o santuário, uma voz contra o noivo e a noiva, uma voz contra o povo!” Foi levado a julgamento, mas acabou inocentado por ser considerado louco.

6. Banus Eremita
Viveu no deserto da Judeia em meados do século I. Dormia ao ar livre, sem se proteger do frio ou dos animais, a quem tratava com reverência. Vestia folhas e cascas de árvores e se banhava com água gelada o tempo todo” cada banho era cheio de rituais complicados, que tinham o objetivo de purificar corpo e alma na preparação para o fim do mundo. Tinha um pequeno grupo de seguidores, a quem anunciava que o apocalipse estava próximo e era preciso abandonar qualquer apego por prazeres mundanos. Seus discípulos não eram bem organizados e acabaram se dispersando depois que ele morreu.

7. Eleazar 
O exorcista mais famoso da Palestina na 2ª metade do século 1. Chegou a retirar demónios de um grupo inteiro de pessoas na frente do imperador Vespasiano (9-79). O ritual consistia em colocar, debaixo do nariz do possuído, um anel recheado de raízes que teriam sido prescritas pelo rei Salomão. O cheiro forte levava a pessoa a espirrar várias vezes e o espírito saía pelo nariz. Para dar impacto à cena, Eleazar colocava uma bacia de metal cheia de água – ao ser expulsa, a entidade derrubava o líquido e a bacia com grande estrondo. Seu diálogo com os demónios lembra as frases de Jesus Cristo, um exorcista reconhecido.

8. Hanina ben dosa 
Nasceu e viveu em Arava, a 19 km de Nazaré. Devoto da fé judaica, rezava com tanta intensidade que, conta-se, certa vez não percebeu que uma cobra venenosa havia mordido seu pé. Mas ele ficou bem e a cobra morreu. Curiosamente, no Evangelho de Lucas, Jesus diz: “Dei-lhes o poder de pisar em serpentes, e nada poderá lhes causar danos”. Como o texto foi escrito entre o fim do século 1 e o começo do 2, é possível que o autor tenha feito referência ao famoso profeta. Hanina tinha fama de fazer chover, de curar pessoas a distância e de fazer renascer árvores e animais. Viveu e morreu na miséria.

9. Enahem, o Essênio 
Respeitado pela capacidade de fazer profecias, encontrou Herodes e o saudou como o “futuro rei dos judeus”. Quando, de fato, alcançou o cargo, Herodes (73 4 a.C.) transformou Menahem em consultor. Viveu cercado por um pequeno grupo de seguidores, a quem ensinava a arte de realizar profecias. Depois que Herodes morreu, tentou conspirar contra os romanos. Foi perseguido, julgado e crucificado. Seu corpo foi jogado na rua. Para o historiador Israel Knohl, autor de The Messiah Before Jesus (O Messias Antes de Jesus), Jesus conhecia bem a história de Menahem e queria para si um destino parecido.

Fonte e artigo completo: Fontes na História

O problema do deus ciumento



Os crentes dizem que Deus é um deus de amor infinito. No entanto, a Bíblia diz-nos que ele é um deus muito ciumento (Êxodo 34:14 e etc). E isso faz-me pensar como é que um ser de amor infinito PODERIA ser ciumento?

Se Deus tem amor infinito e há seres humanos que adoram outros deuses que também existem, Deus deve amar tanto aqueles outros deuses que ele deveria sentir enorme alegria por eles estarem sendo adorados! Repara, se alguém que tu realmente amas tem boa sorte, tu poderias estar com ciúmes da sua boa sorte? Não! Tu só podes estar feliz que eles estejam felizes. Se Deus ama os seres humanos, mas não ama os outros deuses, então ele não tem amor infinito.

Se não há outros deuses, não há razão para Deus ter ciúmes. Eu imagino que Deus pode estar desapontado que os seres humanos estejam equivocados ou sendo desobedientes, mas não com ciúmes.

Por mais que tu olhes para ele, Deus não pode ser tão ciumento e infinitamente amoroso, ou nem ele pode ser ciumento e ser o único deus. Isso coloca os crentes um pouco hesitantes. Eles têm que acreditar que Deus está com ciúmes porque a Bíblia explicitamente diz isso várias vezes. Mas isso só faz sentido se Deus não tem amor infinito Ou se outros deuses existem.

Talvez uma explicação mais simples seja que a coisa toda não passa duma história inventada por pessoas que não se preocuparam em pensar nisso.



Traduzido e adaptado de Bill Flavell

sábado, 4 de março de 2017

Fácil de acreditar mas é errado...



Podes achar difícil acreditar que um processo cumulativo de mudança gradual ao longo de vários mil milhões de anos, pode resultar na diversidade e complexidade da vida que podemos presenciar à volta de nós hoje em dia.

Podes achar mais fácil acreditar que todas as formas de vida foram criadas em poucos dias por um poder superior. Mas a vida na terra deixou um rasto de evidências. E toda a evidência é consistente com um processo gradual e cumulativo, e grande parte delas CONTRADIZEM diretamente a ideia duma orgia de criação que teria acontecido ao longo de alguns dias. 

Então isso é o que eu não entendo: por que é que mais fácil acreditar em algo que não pode ser verdade, em vez de algo que pode ser verdade, mas é difícil de acreditar?


Traduzido e adaptado de Bill Flavell