sábado, 18 de novembro de 2017

Por que deus prefereria estar morto




Vamos fazer um exercício mental. Imagina que és Deus, imagina que tu és o deus hebreu conhecido como Elohim, Javé, Jeová ou simplesmente Deus.

Num esforço para te tornar o único deus "verdadeiro" e, portanto, o grandioso, os teus criadores tornaram-te super inteligente, omnisciente, omnipotente, eterno e imutável.

Na verdade, eles tinham que te tornar eterno pois não queriam que outras religiões alegassem que o deus delas te tinham criado. E eles tiveram que te tornar super inteligente, pois de que outra maneira tu poderias ter criado seres humanos e tudo o mais no universo?

Mas eles escolheram tornar-te omnisciente, omnipotente e imutável. E é aí que os problemas começaram. Omnipotente significa que tu podes fazer qualquer coisa que te seja logicamente possível fazer. Agora imagine seres omnisciente.

Omnisciente significa que tu conheces tudo do passado, presente e futuro. Isso significa que tu sabes tudo o que farás e cada decisão que tu farás para sempre tal como sabes tudo o que acontecerá no universo para todo o sempre.

Mas isso também significa que há coisas que tu não podes fazer. Tu não podes mudar de ideias. Tu não podes tomar uma decisão (todas as decisões que tu vais fazer são já predeterminadas, então só precisas fazer exatamente o que tu sabes que farias). Então tu nunca podes ter um pensamento original ou criativo.

Tu não podes aprender nada (pois tu já sabes tudo) e tu nunca poderás te surpreender (o que provavelmente significa que tu nunca poderás encontrar uma piada engraçada, pois já conheces o final de cada piada).

Ser omnisciente significa que tu não podes sequer ter livre arbítrio. Alguns podem dizer: "Não é assim, Deus criou o seu plano e exerceu a sua vontade livre naquele momento". Mas Deus não pode ter criado o seu plano , já que é impossível. Se ele criasse o seu plano, haveria um tempo antes de o criar quando ele não era ainda omnisciente. Mas Deus é imutável, então ele teve sempre de ter sido omnisciente!

Agora pensa nisto. Como será a tua vida como Deus? Totalmente e completamente chata. Todos nós podemos aguentar com o tédio por uns tempos, mas eu sinto pena por Deus por ter que suportar o tédio máximo pelo infinito.

Se tu estivesses 100% aborrecido e não pudesses fazer nada sobre esse problema, tu poderias pensar em acabar com tudo. Tu poderias pensar que estarias melhor morto. Mas tu não podes suicidar-te, és eterno! 
E, de qualquer forma, tu só podes te matar se isso estiver no plano divino.

Nos seus esforços para criar um deus absolutamente grande, aqueles que criaram e modificaram as características do deus hebraico, estragaram tudo. Eles criaram um deus totalmente impotente e criaram um deus que, se ele fosse real, ele desejaria que não existisse.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

E se as Testemunhas de Jeová estiverem certas?



Se o que elas ensinam for verdade, o Universo é um lugar terrível.

Primeiro o mundo foi criado tendo os humanos em mente. Não todos os humanos, mas apenas os humanos que servem a Jeová. Então, quando o Armagedom chegar, todo mundo que não for Testemunha de Jeová (TJ) deve morrer, mesmo que seja uma pessoa bondosa, decente, honesta e moral. E para ser considerado uma verdadeira TJ, além do estudo da Bíblia e do batismo, você deve concordar em obedecer a TODAS as ordens e comandos do "Escravo Fiel e Discreto" (O EFD é um grupo de anciãos muito velhos que comandam a organização inteira de sua sede em Nova Iorque, e decidem quais são as doutrinas oficias do culto). 

Portanto, se você discordar de qualquer doutrina (digamos, a proibição de tratamentos médicos com sangue), você também vai ser destruído por Jeová, mesmo que você seja uma boa pessoa. 

Segundo o EFD, para Jeová, a obediência inquestionável é mais importante do que toda a bondade do mundo para ser salvo. Uma das doutrinas oficiais do EFD é que ao morrerem, seus membros irão para o céu (o céu é apenas para uma pequena elite, o restante dos membros comuns ficará aqui na Terra) e farão parte dos 144.000 escolhidos para governar o mundo junto com Jesus depois do Armagedom. Por isso, desobedecer a uma orientação do EFD é considerado como equivalente a desobedecer ao próprio Deus, e a pena para a desobediência é a morte! 
Como as TJs não podem matar, pois isso é pecado, então elas desassociam o membro desobediente, e este é considerado "morto" aos olhos de Jeová bem como de todos os membros do culto (não é permitido se associar, falar ou mesmo cumprimentar um ex-membro desassociado).

Este é o Universo horrível das Testemunhas de Jeová, onde todas as pessoas que não fazem parte do culto são consideradas apenas meros cadáveres ambulantes, a menos que se convertam e jurem obediência cega aos seus lideres que vivem em Nova Iorque.



Evolução versus criação



Há anos que assisto a diálogos sobre criação e evolução. Estou a ser particularmente simpático ao classificar de “diálogos” aquilo que, na maioria das vezes, é mais um chorrilho de disparates provenientes, na sua maior parte, dos defensores da criação.

De certo modo, não é de admirar, pois a posição que defendem não tem qualquer base lógica ou racional, recorrendo a refutações pueris e com a mesma estrutura lógica que a base temática que defendem.

Muitos dizem que a Teoria da Evolução não é mais que isso mesmo, uma teoria. Falhando, claro está, em entender que embora no dicionário o termo “teoria” se refira a uma “hipótese”, no seio do mundo científico “Teoria” é muito mais que isso. Uma teoria científica apoia-se numa vasta quantidade de dados, em inúmeras observações, em testes realizados muitas vezes resulta até na possibilidade de criar “leis” que se postularam em resultado da análise desses dados, observações e resultados obtidos nos testes.

Outros dizem que os defensores da teoria da evolução falham constantemente em demonstrar uma prova factual de um ser vivo que se transforma noutro, salientando que todos os exemplos de evolução apresentados ocorrem sempre na mesma espécie. Ou seja, uma bactéria evolui para outra bactéria, um peixe evolui para outro peixe, etc. Pois, meus amigos “criacionistas” o processo evolutivo é assim mesmo. São alterações muito, muito pequenas, ínfimas, que ao fim de muito, muito tempo, acabam por se revelar em alterações grandes o suficiente para podermos distingir entre indivíduos da mesma espécie.

Nunca um “evolucionista” minimamente inteligente afirmou que uma espécie se transforma noutra. Esse tipo de afirmações idiotas só se ouvem vindas dos “criacionistas” que, em desespero de causa, tentam atribuir tais afirmações aos “evolucionistas”.

Quero aqui sublinhar o “muito, muito tempo” que referi atrás. Quando disse “muito, muito tempo” referia-me a mesmo MUITO, MUITO tempo. Muito aqui será algo na ordem dos milhões, dezenas de milhões ou mesmo centenas de milhões de anos. Para quem não costume usar relógio, devo salientar que isto é mesmo MUITO tempo. Se de uma geração para outra podem ocorrer pequenas alteração (e, paralelamente, por “pequenas” refiro-me a alterações MESMO MUITO PEQUENAS), ao longo de vários milhões de anos, as alterações podem ser muitas e de grande dimensão, resultando numa vasta diversidade de variações.

Mas os “creacionistas” parecem não conseguir perceber estas escalas macroscópicas de tempo e microscópicas de variações.

Do mesmo modo que olhando para uma nuvem, é complicado aperceber-mo-nos da alteração da sua forma, ao fim de algum tempo percebemos que, de facto, a nuvem mudou de forma.

Claro que os “creacionistas” irão sublinhar o facto de que a nuvem apenas mudou de forma mas continua a ser uma nuvem.

Pois bem, eu também nunca vi uma vaca transformar-se num hamburguer mas, através de vários processos “subtis”, ao longo de algum tempo, uma vaca consegue realmente transformar-se em algo que nada tem a ver, aparentemente, com o estado e forma original.

Os processos que governam (e definem) a evolução são processos subtis e que sucedem ao longo de muito tempo. São mudanças demasiado subtis e que demoram demasiado tempo para que se consigam percepcionar de um modo óbvio, tal como o movimento dos ponteiros de um relógio. Mas as evidências de que ocorrem são factuais e evidentes. Para perceberem que há coisas que podemos intuir com um grau elevado de certeza e confiança sem ter de presenciar todo processo, tomem por exemplo o período de revolução do ex-planeta Plutão (que parece que vai voltar a ser promovido a planeta). Desde que foi descoberto (18 de Fevereiro de 1930), Plutão ainda não completou uma revolução completa em torno do Sol mas sabemos quantos anos leva a dar uma volta completa (247.7 anos). Devido às observações feitas a Plutão e aos outros planetas, puderam criar-se “leis” que permitem intuir, prever ou calcular qual o seu período de revolução.

Do mesmo modo, através da observação dos vestígios fósseis, de análises comparativas, de observações laboratoriais, etc, foi possível intuir e criar um modelo “evolutivo” que se verificou ser fiável e que permite inclusivamente prever o comportamento a longo prazo de um determinado sistema biológico.

Falemos então agora nos factos em que se baseia a teoria criacionista. Na realidade, não há quaisquer factos sobre os quais se edificou a teoria criacionista. A única base em que se apoia é num texto claramente mitológico que mais não é que a súmula de vários mitos de criação de outras culturas. E esses mitos da criação são apenas a manifestação do folclore popular dessas culturas sem conhecimentos científicos e que se limitavam a criar estórias fantástica para tentar explicar o que não compreendiam.

Portanto, perante uma teoria que assente na total inexistência de provas e numa estória de cariz mitológico, não me parece que haja muito mais a dizer.

É uma teoria com mais buracos que uma rede. De facto, é um favor quase piedoso chamar-lhe sequer… teoria.

Texto de Rui Batista

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Confissões de um ex-descrente em Papai Noel




Já houve época em que eu passei a não crer mais no Papai Noel.

Isso aconteceu há algum tempo. Quando fiz 10 anos de idade passei a andar com crianças mais velhas que me disseram que o Papai Noel não existia.

Eram crianças más. Gostavam de fumar escondido e liam revistas de mulher pelada.

É verdade que eu até vi que era o meu pai quem comprava os presentes de Natal e os colocava sob a árvore na noite anterior. Mas sei hoje que isso foi uma ilusão da minha mente.

É verdade também que eu notei que as crianças ricas ganhavam presentes bonitos e as pobres coisas simples ou não ganhavam nada. Ou seja, os presentes que ganhavam eram exatamente proporcionais ao que seus pais podiam comprar.

Mas agora sei que o uso da razão é um erro. Devemos permanecer sempre acreditando nas coisas mesmo que pareçam absurdas. Somos mais felizes assim.

Agora voltei a ser uma criança alegre e contente. Voltei a crer firmemente no Papai Noel. Todos os anos agora peço presentes para ele e lhe digo como me comportei bem no ano que passou.

Acho até que vou escrever um livro para ensinar as outras crianças do quando é chato descrer no Papai Noel. Assim talvez elas nunca cheguem a descrer como eu.



domingo, 12 de novembro de 2017

A bíblia, traduções e correções...




Hoje em dia há projeções que apontam para a existência de pelo menos 80 mil diferentes traduções da Bíblia, e grande parte estaria registada nas prateleiras dos Arquivos Secretos do Vaticano.

Lissoni diz, no seu livro, que os evangelhos agnósticos e apócrifos que ali se encontram são levados em consideração por quase 90% dos pesquisadores da história da Bíblia. E tal não será de espantar, já que o Codex Vaticanus, um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, datado do período que medeia entre os anos 325 e 350, continha nada menos do que 16 mil correções pertencentes a pelo menos sete revisores. Falar de tais confusões na hora de traduzir a Bíblia não é, portanto, novidade.


De "Os Arquivos Secretos do Vaticano", de Sérgio Pereira Couto

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Como provar que o teu deus existe



Se tu és um religioso, tu aceitas a hipótese "que Deus X existe" (onde X é o deus em que tu acreditas). Mas, se tu conversares com pessoas que não acreditam no teu deus, tu saberás o quão difícil é fazeres o teu caso inequívoco.

Na verdade, há uma maneira melhor de abordar o assunto, um método que pode realmente provar a tua hipótese como verdadeira. É um método que é usado extensivamente na ciência. É chamada de hipótese NULA. Na ciência, tu nunca provas que uma hipótese esteja correta. O melhor que tu podes fazer é encontrar provas que a apoiem. Quanto mais provas tu arranjares, mais convencidas as pessoas ficarão, mas tu nunca podes provar que a tua hipótese é verdadeira.

No entanto, tu podes provar que uma hipótese é falsa. Então, em vez de tentares mostrar a tua hipótese, a de "que Deus X existe" é verdadeira, começa com a hipótese nula, a de "que Deus X não existe" e tentas falseá-la. Se tu tiveres sucesso, tu mostrarás "que Deus X não existe" é falsa, o que significa que tu terás provado que Deus X realmente existe.
 
Por exemplo, "se Deus X não existe", então o universo não podia existir", seria a hipótese. Mas há inúmeras maneiras de explicar o Universo sem recorrer a deus. Portanto, já foi falseada a hipótese. Torna-se uma hipótese nula.  
Simples e eficaz.

Claro, não há como provar que um deus ficcional é real, para isto, tu vais precisar dos teus melhores amigos do crentes, uma boa imaginação e muita fé.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Deus amoroso




Os seres humanos têm relacionamentos. Todos nós sentimos amor, vínculo e afiliação com uma variedade de pessoas, e mesmo com lugares e coisas que não podem corresponder aos nossos sentimentos. Podemos experimentar essas mesmas emoções em relação a personagens de ficção quando imersos em livros ou filmes.

O amor, o vínculo e a afiliação são emoções muito importantes para o nosso bem-estar. Ser privado deles nos deixa infelizes e doentes.

Nós também podemos sentir essas emoções, muitas vezes com bastante intensidade, quando pensamos no nosso deus favorito. Todos os deuses parecem ser capazes de evocar tais emoções, mesmo deuses que logicamente não podem existir (porque contradizem outros deuses).

Então, se estás apaixonado por um deus, tudo bem, diverte-te. 
Mas não cometas o erro de assumir que as tuas emoções te dizem algo sobre o teu deus.

Os teus sentimentos são reais, mas eles não tornam o teu deus real.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Deus e a transferência da dúvida




Quem somos? De onde viemos? Como surgiu o universo? Qual é a causa de tudo existir?

Essas perguntas parecem não ter jamais uma resposta satisfatória. Cada resposta parece dar origem a uma nova pergunta.

E todas as respostas parecem implicar em novas contradições e problemas lógicos. De onde veio tudo? Do Big Bang. E de onde veio o Big Bang? De um universo paralelo. E de onde veio esse universo paralelo? Isto não tem fim.

Os religiosos logo respondem com a palavra Deus. Mas o que é Deus? De onde vem Deus? Quem criou Deus? Estas são perguntas perfeitamente legítimas, mas não é assim que os religiosos vêem essas questões.

Acreditam que ao colocar Deus na questão, estão transferindo todas as dúvidas e paradoxos para algo a que se pode atribuir todo tipo de disparate lógico sem nenhum problema. É como se Deus “absorvesse” todas as questões irrespondíveis e as trocasse por uma certeza simples e ingênua.

Em resumo: Deus se transforma numa forma gloriosa e elegante de dizer “Não sei, não tenho a menor ideia” de modo a parecer que somos inteligentes e sábios. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Como é que os ateus pensam?



Recentemente, um amigo crente africano, perplexo por os ateus puderem sequer existir, perguntou-me como é que os ateus pensam. E esta foi a minha resposta:

Eu não posso falar por todos os ateus, mas posso dizer-lhe como eu penso tal como muitos outros ateus que conheço. Começamos por ser céticos. Não acreditamos automaticamente nas reivindicações e afirmações que as pessoas fazem. Procuramos evidências que apoiem ​​essa reivindicação ou afirmação (ou provas que é falsa).

Quando encontramos evidências, adoptamos métodos parecidos com os da ciência para garantir que essa evidência seja válida e aponte para que a afirmação seja verdadeira e que outras possibilidades não sejam verdadeiras. É surpreendente a frequência com que os crentes oferecem evidências que seriam consistentes com várias possibilidades diferentes. Por exemplo, a evidência de que a vida existe seja consistente com a existência de um deus (qualquer deus), de muitos deuses, extra-terrestres inteligentes, panspermia, abiogénesis e provavelmente muitas outras possibilidades. A evidência que aponta para múltiplas possibilidades não é uma evidência.

O truque é encontrar evidências consistentes com a reivindicação em causa, mas NÃO consistentes com possibilidades alternativas.

Aqui é onde a evidência se encontra com a lógica. As regras da lógica estão bem estabelecidas e podem ser usadas para avaliar a evidência disponível. A lógica é complementada com uma longa lista de falácias lógicas que devem ser evitadas, portanto, verificamos se os argumentos utilizados não incluem falácias lógicas.

Muitos ateus adoptam uma abordagem secundária que é exigir mais e melhores evidências para reivindicações extraordinárias do que para reivindicações banais.

Finalmente, resistimos à tentação da certeza. Seja o que for que achamos que sabemos através de evidências, percebemos que com novas evidências pode ser desenhada uma imagem diferente. Portanto, proporcionamos a força da nossa crença à qualidade da evidência disponível e permanecemos abertos para rever as nossas crenças.

Pensamos que usar uma abordagem rigorosa como esta é racional e é a melhor defesa contra acreditar em coisas que não são verdadeiras. 
Você deveria tentar."


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

Religião e terrorismo



De forma metódica e recorrente, lobos solitários, envenenados por um manual terrorista que alegadamente o Arcanjo Gabriel ditou a um beduíno analfabeto e amoral, espalham a dor e o luto nos países civilizados.

Na cosmopolita cidade de Nova Iorque, perto do memorial do World Trade Center, um fascista islâmico atirou uma carrinha contra quem andava numa ciclovia movimentada de Manhattan, assassinando oito pessoas e ferindo 11.

Nova Iorque tem tudo o que um fanático religioso detesta, embrutecido por um livro da Idade do Bronze. É uma cidade imensa onde a diversidade de costumes e culturas são o seu apanágio, o santuário das artes, da música e da tolerância que os beatos odeiam, um expoente da civilização que nos distingue da barbárie.

O terrorismo é hoje uma das maiores ameaças à civilização, a espada suspensa sobre as nossas liberdades e o húmus onde cresce a xenofobia e o ódio que alimenta os partidos de extrema-direita. É isso que esses trogloditas pretendem, no seu proselitismo insano, convictos de terem à espera rios de mel e as 72 virgens que de pouco lhes serviriam no estado em que habitualmente ficam.

Só é possível combater o terrorismo islâmico com apoio dos próprios muçulmanos, que são as suas principais vítimas, mas é urgente vigiar as mesquitas e madrassas, onde os clérigos demonizam a liberdade, e impedir os guetos onde o comunitarismo medra.

Há quem não queira ser atropelado, explodido e morto por terroristas que apostaram na destruição de uma civilização que o ocaso da sua os faz odiar.

Temos de impedi-los.