quinta-feira, 8 de junho de 2017

É oficial: deus está morto.




Os teóricos acreditam que Deus não é um objeto inanimado, mas sim um ser vivo. Mas existe algum sentido em que Deus possa estar vivo? Um ser vivo deve ter TODAS as seguintes características:

1) Uma estrutura organizada 
Como Deus é imaterial, ele não pode ter uma estrutura organizada ou outra qualquer.

2) Requer energia para sustentar a existência 
Deus não requer energia para existir, uma vez que se diz que existiu por um tempo infinito antes de existir alguma coisa, então ele deve existir independentemente de fonte de energia.

3) A capacidade de reproduzir 
Deus é dito ser o único deus e que ele já existia por um tempo infinito. Se ele tivesse a capacidade de se reproduzir, deveríamos esperar que o universo estivesse cheio de deuses tal como a sua prole com um número infinito de gerações. A natureza do infinito nos obriga a concluir que Deus não pode se reproduzir.

4) A capacidade de crescer 
Deus é dito que é imutável, então podemos concluir com segurança que ele não pode crescer. Não é nem sequer coerente dizer que uma coisa imaterial poderia crescer.

5) A capacidade de metabolizar 
Sem um corpo material, é inconcebível que Deus possa respirar ou comer, digerir e excretar, por isso temos que concluir que ele não pode metabolizar.

6) A capacidade de responder aos estímulos 
Esta característica não é testável, uma vez que não conhecemos nenhuma maneira de aplicar um estímulo a um ser imaterial indetectável. Consequentemente, não podemos dizer que Deus passe esse teste.

Para ser classificado como um ser vivo, Deus deve passar TODOS esses testes, mas achamos que Deus não consegue passar um ÚNICO deles. Se isso fosse uma prova, não poderíamos dizer que Deus conseguisse uma marca má, pois ele nem sequer pode se apresentar para a prova! 
Isso é uma falha absoluta e total.

Então, esquece isso do "Deus é Amor!" ou "Jesus vive!". Apenas frases ocas, Deus está morto. 
Oficialmente.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Por que se diz "Deus te abençoe"?




Por que é que as pessoas religiosas dizem: "Deus te abençoe?" Elas pensam que Deus corre para dar alegria e sucesso a pessoas enquanto negligencia os outros ou até mesmo tornando miseráveis as vidas de outras pessoas?

Será que deus passa noites sem dormir, tentando saber quem deve ajudar e quem deve ignorar? Será que ele acorda aliviado quando ouve os mortais guiando-o na sua implacável decisão?

Será que, de forma automática, ele ajuda alguém que recebeu um "Deus te abençoe" ou depende de quem pronuncia as palavras? Existem algumas pessoas cujos pedidos ele vai tirar prioridade para dar a outras pessoas e outros que ele irá ignorar e virar as costas?

Ou é tipo um sistema de votação? Talvez um "Deus te abençoe" não provoque nada, mas se for uns 30 num dia, já vai chamar a sua atenção e fazer com que ele aja? Será que um "Deus te abençoe" escrito tenha mais valor do que uma benção oral? Ou tem menos?

E quanto tempo dura um "Deus te abençoe"? Será que dura algumas horas ou dias de ajuda divina, ou mesmo anos ou ainda para o resto da sua vida?

Ou é uma expressão vazia que não invoca nenhuma vantagem celestial? Tipo o equivalente religioso de "Tenha um bom dia"? 

Sim, suponho que é só isso: é "tenha um bom dia" para as pessoas que não ficam envergonhadas de admitir que são adultos mas que ainda têm um amigo invisível.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell


terça-feira, 6 de junho de 2017

Quem são os bombistas muçulmanos?





Será que os Islâmicos são homens malvados que torcem e distorcem a religião da Paz para os seus próprios fins sádicos? Ou eles são muçulmanos sinceros colocando-se em perigo e dedicando as suas vidas para servir o seu Deus e a religião que eles adoram?

Infelizmente, não irás descobrir a resposta a essa pergunta crucial ouvindo os políticos. Nem é provável que encontres a resposta convidando os teus vizinhos muçulmanos para um chá ou café, pois provavelmente eles estarão tão horrorizados com os atentados quanto tu estás.

Encontrarás a resposta no Corão e, em menor grau, nos Hadiths. Na publicação do blogue mencionado nesta postagem, Michael Sherlock já fez algum do trabalho para ti e ele já  encontrou algumas respostas. Leia e veja os versículos que ele cita. E depois faz a tua própria análise.

Há outra maneira de responder à minha pergunta acima. Tu podes descobrir o que os islâmicos dizem. Muitas vezes, eles são bastante honestos e claros sobre isso. O ISIS publica uma revista chamada Dabiq, e na edição 15, na página 30, podes encontrar uma explicação completa do porquê que eles nos odeiam e do porquê que eles nos matam.

Quando leres todo esse material e pensares nisso, já podes chegar à mesma conclusão que eu cheguei: eles comportam-se exatamente assim porque eles acreditam que são bons muçulmanos.

Download do pdf do Dabiq aqui

Michael Sherlock blog. 



Traduzido de Bill Flavell

Cristãos, que escolhem: injecção letal ou pelotão de fuzilamento?



Os cristãos têm problemas com o Antigo Testamento (AT) - toda aquela escravidão e apedrejamentos até à morte, porque as pessoas fizeram coisas que quase toda gente faz nos dias de hoje, é bastante perturbador. Receio que o AT seja um pouco constrangedor.

Os cristãos dão a volta à questão, dizendo que as leis no AT eram apenas para os judeus naquela época, não para nós, hoje em dia. Excepto os Dez Mandamentos, é claro, esses são para sempre e para toda a gente (oh, e aquela parte sobre os homossexuais serem uma abominação, também).

Então, está claro, devemos obedecer aos Dez Mandamentos. Mas, e quanto ao 3º Mandamento (ou 4º, dependendo da versão que preferires). Diz ele, "Lembre-se do dia de sábado, para mantê-lo santo." Todos sabemos o que isso significa, significa que não se trabalha no sábado. Deus chegou a matar um idoso por apanhar lenha ao sábado.

A Bíblia é clara quanto ao castigo por se trabalhar ao sábado. Êxodo 35: 2 nos diz: "Seis dias devem ser feitos, mas no sétimo dia haverá para ti um dia santo, um sábado de descanso para o Senhor: todo aquele que trabalhar nesse dia, deverá ser executado".

Os dez mandamentos estão ainda em vigor ou já não? Se eles estão, os cristãos precisam decidir como executar aqueles que quebram esse mandamento. Será por lapidação, numa tradição consagrada pelo tempo, ou os cristãos modernos optarão por métodos de execução mais progressivos, como a injeção letal, a cadeira elétrica ou o pelotão de fuzilamento?

Seja o que for que decidas, dá a prioridade que este assunto merece: as lojas e os restaurantes estão muito lotados nos fins de semana.

Naturalmente, apenas os cristãos são obrigados a cumprir as leis cristãs, leis seculares (e mais sensíveis) aplicam-se ao resto de nós.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Teoria Científica




No pensamento científico, os factos são superiores às ideias, pois os factos podem destruir ou falsear as ideias. É por isso que as teorias científicas se constituem a partir de hipóteses testáveis e falseáveis, havendo sempre a hipótese de que um novo facto venha a deitar abaixo toda a teoria.

De modo que as teorias científicas JAMAIS são provadas pois é impossível garantir que não irá aparecer um novo facto que venha a contradizer algumas das suas ideias que são válidas até essa altura. Algumas teorias estão tão bem corroboradas por uma quantidade tão grande de factos, que é pouco provável que se consiga conceber que as ideias sejam falseadas. Mas há sempre essa possibilidade. 

Segundo a definição moderna de teoria científica, não existe teoria científica, nem uma sequer, provada. Por exemplo, a teoria da gravidade foi já provada? A teoria da gravidade não é apenas constituída pelas evidências empíricas observadas e verificadas, contudo não teorias sem ideias que a descrevam e expliquem os fatos. A teoria da gravidade não se encontra provada ao verificar-se a evolução histórica da mesma, havendo uma grande discrepância na área ideológica.

Nunca se deve esquecer que:
- Opiniões pessoais NÃO constituem factos numa teoria científica.
- Crença NÃO constitui facto numa teoria científica.
- Uma teoria, apesar de ser falseável, NÃO é algo de duvidoso, descartável ou incorreta. 
- Uma teoria científica NÃO é uma crença, pois não é para ser acreditada.

Teorias e Leis, segundo a Ciência, são definidas por conceitos diferentes de naturezas diferentes.
- As leis são hipóteses científicas com uma enorme área de validade, exaustivamente confrontadas contra um número enorme de factos, mas continuando a serem hipóteses com um "título honorífico".
- Uma teoria científica é definida por um conceito mais alargado que usa o conceito de hipótese científica e em consequência, do conceito de lei para se estabelecer, mas não se define apenas frente aos mesmos.

Uma teoria científica NÃO É uma facto, ou que se transforma em facto! Uma teoria jamais será uma expressão perfeita da realidade, mas sim um modelo pelo qual a realidade conhecida pode ser descrita, compreendida e pelo qual a realidade ainda por conhecer pode ser estimulada a der descoberta.


domingo, 4 de junho de 2017

A construção da verdade por meio de decretos, parte II



Imagine o seguinte: A NASA descobre o planeta LV-1 do mesmo tamanho da Terra que está a cerca de 40 anos luz de nós, orbitando em torno de uma estrela anã e fria, dum tipo de astro conhecido como "anões vermelhos".

Aí então se reúne o “Conselho Mundial de Astronomia Política” para decidir o que é que será dito a imprensa e ensinado nas escolas sobre o tal planeta.

O presidente da entidade, um defensor da globalização, propõe que se declare que o povo do novo planeta não se divide em países, mas tem um único sistema de governo. É imediatamente contestado pelas bancadas nacionalistas que afirmam que com certeza os habitantes de LV-1 se dividem em muitas nações que preservam com tenacidade a sua identidade.

A bancada capitalista resolutamente propõe que o povo de LV-1 segue as leis de mercado, enquanto a bancada socialista se opõe e declara que o povo de LV-1 há muito já estabeleceu um governo proletário.

A bancada católica propõe que o povo de LV-1 acredita em Jesus Cristo e para isso tem um chefe religioso supremo enquanto a bancada evangélica afirma que eles têm sua própria Bíblia e a seguem sem consultar nenhum líder metido a besta.

As bancadas islâmicas e hindus imediatamente protestam que essas conclusões são “ocidentalistas” e que desprezam outros sistemas de crenças.

A bancada brasileira se dispõe a votar com a maioria se receber um valor adequado.

Depois de várias manobras e conchavos, chega-se a uma solução de compromisso e define-se que o povo de LV-1 se divide em grandes blocos de nações e seguem um sistema social democrata. Também se define que seguem uma religião humanista e aberta ao diálogo.

Um solitário professor de biologia lembra de que até o momento não há nenhuma evidência científica de que haja vida inteligente em LV-1, mas é imediatamente retirado do recinto sob vaias e apupos.

E assim é proclamada a verdade científica sobre o povo de LV-1 com a edição de um longo relatório para a imprensa e um resumo a ser incluído obrigatoriamente nos currículos de ciências das escolas de todo o mundo.


Texto de Lauro Augusto Monteclaro César Júnior

A construção da verdade por meio de decretos, parte I




A teologia cristã levou cinco séculos para estabelecer uma série de “verdades” dogmáticas. A quase totalidade do que os cristãos crêem hoje não eram nem ao menos conhecidas nos primeiros tempos da religião.

A maioria das verdades teológicas foram decididas por meio de acesos debates, controvérsias, ameaças, prisões de opositores e imposição pura e simples de uma versão que agradava alguém poderoso em determinado momento.

É como se todo o nosso conhecimento de física ou química não viesse de experimentos ou conclusões racionais e sim de debates esotéricos, conchavos, ofertas de cargos e ameaças de retaliações contra opositores na Câmara e no Senado. Será possível que alguém de fato levaria à sério e ensinaria nas escolas uma suposta verdade construída por meio de decretos?



Texto de Lauro Augusto Monteclaro César Júnior



sábado, 3 de junho de 2017

Deus pessoa versus deus abstração




O Deus da Bíblia é claramente uma pessoa. Um “homem grande”, exatamente da mesma forma que todos os outros povos imaginavam os seus deuses.

Já o deus dos filósofos gregos é uma abstração. Uma entidade da mesma forma que as figuras geométricas, os números e os sentimentos humanos.

O deus dos cristãos nasceu de uma tentativa confusa de unir esses dois conceitos. Praticamente todos os problemas teológicos e todas as heresias se originam nos paradoxos criados a partir da incompatibilidade entre o “deus pessoa” e o “deus abstração”.

O deus dos filósofos não tem bases bíblicas e o deus da Bíblia não tem bases filosóficas sérias. Isso significa que qualquer tentativa de responder aos problemas teológicos a sério levam ou a heresia ou ao ceticismo/ateísmo. A única via para a fé é a mais clara e absoluta resignação a uma crença irracional.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Os três "reis" magos



Segundo a Bíblia, foram três os sábios (e não reis) que fizeram uma viagem para presentear o nascimento dum futuro rei pelas terras da onde é hoje a Palestina.

Para esses sábios, essa viagem deve ter sido importantíssima, seja pelo facto de como foram avisados, seja o facto de terem largado o que quer que fosse que estavam a fazer, seja a viagem em si, seja a chegada ao destino, o encontro com a criança e o posterior regresso. Sem dúvida um grande acontecimento para qualquer um destes três sábios.

Toda a viagem em si deve ter sido memorável, com certeza aconteceram peripécias, tal como o facto de como os três sábios se reuniram, o que conversaram, quais as suas ideias e expectativas. Tudo isso deve ter sido de suma importância para eles...

E se eram sábios, presumo que não seriam analfabetos, muito pelo contrário! O mais certo é terem relatado todo esse acontecimento, sobre o que os alertou, sobre a viagem, o que viram ou não viram, as suas conversas e opiniões, as opiniões dos outros, o respectivo encontro com Jesus e seus pais e do regresso às suas terras.

Qualquer um deles deveria ter escrito seja o que for sobre essa epopeia, por mais pequeno que fosse o texto. Não consigo perceber como uma jornada como essa, não tivesse sido documentada, em especial quando feita por supostos sábios!

Alguém me indica um desses textos, documento, papiro, códice, seja o que for tal como o respectivo sábio (e autor), que fez essa viagem?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A nossa cauda secreta



A evolução não começa do zero para cada nova criatura, ela funciona quando se altera ligeiramente, ou se adiciona genes numa criatura existente. A nova criatura normalmente mantém os genes da criatura existente, mas pode "desligar" alguns deles para que eles não se "expressem".

Se toda a vida começou a partir de um antepassado comum, podes esperar que os seres humanos compartilhem genes, não apenas com os nossos primos mais próximos como os chimpanzés, mas com outros antepassados ​​distantes como os peixes, fungos e até bactérias. E assim compartilhamos.

Como alguns dos nossos antepassados ​​têm caudas, será que ainda temos os genes para fazer uma cauda? Sim nós temos! Na verdade, há um estágio no nosso desenvolvimento, entre as quatro e as sete semanas de gestação, em que a cauda é claramente visível. Às oito semanas, um programa genético que evoluiu muito mais tarde, chuta-a fora. A cauda é reabsorvida e desaparece, deixando apenas uma amostra reveladora conhecida como o cóccix.

Muito, mesmo muito raramente, o programa genético mais recente não a consegue eliminar corretamente e deixa a cauda intacta de modo que o bebé nasce com uma verdadeira cauda. Para um exemplo disto, veja Alashari M, Torakawa J. Dermatologia Pediátrica 1995 Sep; 12 (3): 263-6.

Então, quando ouves falar sobre estes casos, não foi Deus que fez alguma brincadeira horrível sobre o bebé, nem foi o Satanás ou as bruxas que causaram estragos, é apenas a natureza agindo. 

Infelizmente, a natureza nem sempre age da melhor maneira.


Traduzido e adaptado de Bill Flavell